Encontrando o Amor

19 Capítulo Dezenove


Notas iniciais
Ei amores, mais um capitulo para vocês ^^

Acho que hoje está sendo meu melhor dia, depois de ajudar a Kyara, a chamei pra vim pra trás do refeitório, não que eu seja um tarado, mas é tão bom estar com ela. Ficamos um tempo ali, rindo se beijando até que tocou o sinal do intervalo.

– Acho melhor eu ir encontrar Gui e Sam. Eu disse que ia ao banheiro e fiquei aqui esse tempo todo. — Kyara diz, rindo.

– Também vou, apesar de preferir mil vezes ficar aqui com você. — digo a puxando de novo.

Ela ri, e me beija e saímos de lá. Eu vou pro refeitório enquanto ela vai pro corredor. Encontro o Ben, que está meio estranho comigo desde que ajudei Kyara na sala.

– Aonde você se enfiou cara? — ele pergunta enquanto puxa uma cadeira pra sentarmos.

– Estava por ai. — respondo me sentando também.

– Rick estou pra te perguntar, o que foi aquilo na sala com a mimadinha, desde quando você a ajuda?

– Cara, ela iria levar uma suspensão. Só ajudei. — digo.

– Olha eu sei que ela é gata, gostosa pra caralho, mais você sabe que ela não é pro seu bico. — ele diz.

– Como assim não é pro meu bico, o que você está insinuando?

– Cara, o namorado dela é o Hugo, além de ter dinheiro, o cara é super inteligente, e tem um futuro brilhante pela frente. Enquanto você é você.

– Ben, não vou discutir isso contigo, ok? — falo com muita raiva, só de escutar o nome do babaca eu tenho vontade de matá-lo.

– Cara, você tem que entender, para de se jogar pra aquela garota. — ele diz avisando, mais como estou com cara de “pouco amigos”, ele tenta mudar de assunto. — Fiquei sabendo que terminou com a Paty?

– Ela que terminou comigo. — digo ainda emburrado, o Ben está muito estranho.

Luana e Patrícia estão vindo em nossa direção, como Luana ainda está com Ben imaginei que iriamos sentar todos juntos mesmo, mas sei que não vai prestar.

– Benzinho! — Luana já chega se sentando no colo de Ben, e o beijando. Quando os dois param de agarração, Luana olha pra Paty que ainda está em pé, e faz uma cara estranha.

Olho pra porta do refeitório, Kyara está entrando com a amiga e o amigo dela, ela olha pra mim e abre um sorriso, mais fecha na hora, pois no mesmo tempo Patrícia se senta no meu colo.

– Rick, por favor vamos parar com essa birrinha, eu sei que sente a minha falta. — ela diz no meu ouvido. Antes de tudo olho em direção a Kyara que já está na fila pra pegar as paradas de comer, ela me fuzila com os olhos. Porra, ela ta muito bolada.

– Patrícia tem como sair do meu colo, por favor? — digo a levantando, ela se senta na cadeira ao meu lado muito emburrada. Pego meu celular, que é o único modo de me comunicar com a Kyara.

“Baby, eu não fiz nada.”

Kyara nem pega o celular, ela apenas olha pra mim, e vai pra sua mesa, eu dou um sorriso involuntário, ela fica tão bonitinha com ciúmes.

– Rick, como sua mãe está? — Patrícia pergunta, colocando a mão na minha coxa, e massageando-a.

– Está bem. — eu digo tirando a mão dela.

– Que bom, avisa a ela que vou lá fazer uma visita.

– Ah! Claro que aviso. — digo ironicamente. Se ela soubesse que minha mãe não vai tanto assim com a cara dela, acho que não estaria tão disposta ir à minha casa. Sinto meu celular vibrar, e o pego, é mensagem da Kyara.

“Não me venha com “baby”. Se essa garota não tirar a mão de você, eu vou enfiar um garfo no olho dela. Entendeu, Ricardo Keller.”

Dou uma gargalhada alta, os três olham pra mim com os rostos assustados.

– Desculpa, piada muito boa. — digo ainda rindo, eu sou completamente louco por essa garota, garfo no olho? Pior que eu nem duvido.

Patrícia que está ao meu lado, pega o celular da minha mão, antes que eu tire dela, ela já leu, a garota ficou super vermelha e se levantou da mesa, e saiu do refeitório, nem desmenti ou a impedi, por que é bom que ela saiba, e pare de me encher.

Quando bateu o sinal, eu e Ben fomos pra nossa sala, e Luana foi atrás da Patrícia, elas estudam em outra turma. Chegamos à sala, e nos sentamos. Carla sorri pra mim, não sei o porquê, já que não conversamos há algum tempo, ela começou a namorar o roqueiro, e andar com a turma dele, e não falava mais comigo, então eu achei bem estranho, mas deixei quieto.

A professora de português chegou à sala, e já foi dizendo.

– Gente hoje a gente vai fazer um trabalho em grupo, então pegue sua dupla e se junta com outra.

Minha dupla é a mais gata da turma que está me olhando com raiva ainda. Ela vem até mim, Ben e Carla já estão juntos pois eles trocaram de duplas, já que Lucas não quis fazer mais com a Car.

– Rick, vamos fazer com a Sam e o Ray? — ela me pergunta.

– Você que... — não termino a frase, por que o Ben me interrompe.

– Não, o Rick vai fazer com a gente. — ele diz com ignorância.

– Ta bom, então. — Kyra diz com uma cara de quem comeu e não gostou. Ela vai até seu lugar, pega suas coisas, e cochicha com a amiga, que olha pra trás e olha de cara feia não só para o Ben, mais pra mim também. Kyara vem trazendo suas coisas, já que sento no fundo da sala, e ela lá na frente. Ela se senta de frente pra Carla, que também não está com a cara tão boa.

– Se já estão todos s grupos formados, prestem atenção aqui. — diz a Prof.ª Luciana. — Todos leram Orgulho e Preconceito de Jane Austen? Se não leram não posso fazer nada, o trabalho é um resumo com os prós e contras da história, então eu espero que caprichem, vale nota.

Eu fico parado, porque eu não li o livro, provavelmente Ben e Carla também não, Kyara está fuçando em algo na mochila, Ben está olhando feio pra ela, enquanto Carla olha pra tudo que é lado, menos pra ela. Eu queria tanto que ela conhece meus amigos, sei que não estou falando com a Carla, mas ela é me conhece a anos, e Ben parece que odeia Kyara, e Carla, bem ela já não gosta dela faz tempo.

– Vocês leram o livro? — Kyara pergunta, enquanto eu e Ben respondendo “não”, Carla responde “sim”.

– Desde quando você lê, Carla? — Ben pergunta.

– Não é porque que somos irmãos, que sou analfabeto igual a você, maninho. — Carla diz debochando. Eu dou um sorriso, a Carla não muda mesmo. Mais o que me surpreende é que Kyara dá uma risada, quando ela vê que eu, Ben e Carla estamos olhando pra ela, o sorriso morre em seu rosto.

– Do que você está rindo, garota? — Ben pergunta, ríspido.

– Desculpa, é que o jeito que ela falou me lembrou do jeito que falo com meu irmão. — Kyara responde sem graça.

– Você está dizendo que você e Carla são parecidas? RÁ! Conta outra princesinha, a Carla não é mimada. — Ben diz. Eu dou um chute na perna dele por debaixo da mesa, ela olha pra mim e diz.

– Não adianta me chutar não, Rick. Falei alguma mentira, Carla não é o tipo de menina, que se faz de santa. — ele continua. Porra, o que deu nesse cara?

– Ei, Ben calma ai. — Carla dá um cutucão em Ben. Então se virou pra frente.

– Kyara, o que você acha da gente começar a falar das diferenças sociais que são citadas no livro?

Kyra que ainda estava com um misto de raiva e vergonha por causa do Ben, ela mudou totalmente a fisionomia quando Carla falou do livro.

– É realmente uma ideia muito boa. — ela diz meio surpresa.

– Ei eu sei que pegava pra caramba no seu pé, mas tipo eu não sou burra. — estava na cara que Carla estava tirando uma com Kyara.

– Desculpa, eu sinceramente não quis insinuar isso. — ela se defende rápido, eu estou sorrindo e Carla também.

– Claro. — Ben diz, bufando. Carla finge que nem escutou, e fala:

– Estou te zoando, gata.

Kyara ao meu lado estremece, e seu semblante cai.

– Não me chama de gata, por favor. — ela sussurra, com uma cara de nojo.

– Ta ok. — Carla diz, com a cara surpresa.

– Não é que eu quero ser mal educada, é que essa palavra me traz más lembranças. — Kyara diz pra ela.

Como eu e Ben não sabemos nada do livro, as duas começam a falar e opinar sobre o livro, eu percebi que Carla está bem mais simpática com Kyara, queria saber o motivo da mudança. Meu celular vibra e vejo uma mensagem da Patrícia.

“Eu sei que você está com a Kyara, agora só quero saber quando o namoradinho dela descobrir. Seu babaca.”

Eu gemo, não por causa da ameaça vazia dela, mas porque ela me lembrou do babaca, claro não eu, o Hugo. E que bom que ele não apareceu hoje na aula.

– Rick, fiquei sabendo que terminou com a Patrícia. — Carla diz.

– Na verdade, ela que terminou comigo. — digo.

– Não me importa, eu só fico feliz. Eu nunca entendi o que você fazia com ela, tipo assim ela é muito piranha. — Carla diz, e ouço Kyara rindo.

– Eu achei burrice do Rick terminar com ela. Porra a Paty é gostosa, ele poderia comer ela na hora que quisesse, e é melhor do que a santinha que ele insiste em dá em cima. — Ben diz, olhando pra Kyara.

– Talvez a santinha valha mais a pena. — Kyara responde, eu sou obrigado a sorrir, eu estava achando que a língua afiada dela, era só pra mim. — Pensa comigo, quando você fica com uma piranha você só quer uma coisa com ela, quando você escolhe, como você disse, uma “santinha” quer dizer que finalmente ele realmente gosta de alguém. — Kyara continua.

– Mas querida estamos falando do Rick, não do príncipe encantado. Ele quer comer tanto a santinha quanto a piranha, e você sabe muito bem disso. Então pare de se fazer de desentendida, e dá logo pra ele, porque está na cara que é isso que você quer. — Ben diz. Eu e Carla estamos com a boca aberta, enquanto Kyara apenas, o olha com ódio mortal, na verdade os dois está com esses olhares, e eu não consigo entender, o Ben nunca foi assim grosso. Ele é o mais amável de nós três.

– Benjamim? — Carla diz ainda surpresa.

– Dá licença, eu vou ao banheiro. — Kyara se levanta da mesa e olha pro Ben. — E quando eu voltar espero que possa recolher suas ferraduras, por que eu não estou aqui pra ficar levando coice de ninguém. Se você quer irritar, brigar ou ofender alguém, faz isso com alguém que se importe com sua opinião.

Dizendo isso ela foi até a professora, e pediu pra sair, na mesma hora eu dou um chute na perna do Ben de novo.

– Cara, o que foi isso? — eu digo, o olhando com raiva. — Por que está tratando a Kyra assim?

– Ah! Então agora é Kyra. — ele diz apenas isso.

– Sério, Ben. Qual é o seu problema, até eu estou me esforçando, está na cara que o Rick é louco por ela, não dá pra segurar a onda? — Carla fala, eu a olho.

– Como assim, sou louco por ela? — eu pergunto.

– Rick, eu te conheço muito bem. Sei que a gente estava brigado, mas minha fase de “quero o Rick” já passou. E pensando bem, eu sei que você vai passar um bocado na mão dela, então vai ser legal de ver. -sinceramente a Carla me surpreendeu muito, eu dou um sorriso a ela.

– Eu já acho ao contrário, não é certo você com ela. — Ben bate na mesma tecla.

– Benjamim, chega. Eu sei exatamente por que você não quer que o Rick ande com Kyara e seus amigos. — dizendo isso, Ben fechou a cara e não disse mais nada. Quando Kyara voltou, ela se sentou e começou a passar a limpo o trabalho, porque a letra da Carla, do Ben e a minha são horríveis.

Quando já estava no final da aula, entregamos os trabalhos e fomos liberados. Fomos os quatros pro estacionamento, chegando ao carro do Ben, ele só entrou e ficou com a cara feia, Carla chamou Kyara num canto e começou a cochichar com ela, quando acabou entrou no carro do irmão, e eles foram embora, levei Kyara até o carro dela.

– Ei desculpa o Ben, não sei por que ele está desse jeito contigo. — digo, a abraçando, já que o estacionamento está vazio.

– A Carla me disse um dos motivos dele estar assim comigo. — ela diz, depositando um beijo em meu pescoço.

– Com licença, você é Kyara Keller? — um cara de uniforme, e com um buquê de rosas, pergunta.

– Sou sim. — Kyara responde, já com os olhinhos brilhando para o buquê.

– Entrega para você. Só assine aqui — Kyara pega o buquê, e assina na prancheta, quando o carinha já está longe, ela dá um gritinho, e me abraça.

– Que lindo Rick. — ela me abraça de novo, e começa a distribuir beijos em meu rosto. — Eu nunca tinha ganhado um buquê antes, obrigado mesmo.

– Aãn! Baby, eu não te mandei esse buquê não. — eu digo pra ela meio semgraça. — Quando eu disse que não sou de rosas, chocolates, e presentinhos eu falei sério.

Tadinha, o semblante dela até caiu. Ela me olhou com uma carinha de cachorro sem dono.

– Mais se não foi você, quem foi? — ela diz, procurando um cartão no buquê. Ela acha um branco, e o abre, quando ela lê ela fecha a cara na hora, e me olha com uma cara estranha.

– Quem te deu? — eu pergunto.

– Deixa pra lá, só sei que vou jogar isso no lixo. — ela diz olhando em volta, pra achar uma lixeira. Eu tomo o cartãozinho da sua mão, e o leio.

Gata, me perdoa, sei que me excedi um pouco. Mais eu te amo demais, não me deixe, gata.

Sempre seu, Hugo.

Aquele desgraçado! Eu vou acabar com a raça dele.

Notas finais
Hugo = maior idiota do mundo. O Rick ficou bastante puto, e tadinha da Kyara que achou que era do Rick as flores. Beijos ^^