Encontlando Colagem

1 Capítulo 1 - Cascão, o conselheiro amoroso


Cap 1 — Cascão, o conselheiro amoroso.

\"Hoje eu combinei de me encontrar com a Mô na pracinha hoje a tarde, pra gente bater um papo, tomar um solvete... Quero dizer, sorvete.

Nem sei como agir agora que a gente se beijou, fui perguntar plo Cascão, ele namora, então deve saber como me ajudar.\"

-Fala Mano, tudo firmeza? — Cascão me cumprimentou dando um tapão nas costas, eu me desequilibrei um pouco, o Cascão anda meio fortinho demais.

-Cascão, preciso falar com você.

-Mas já está falando, careca.

-Careca não! Eu tenho cabelo! Bom, mas o assunto é meio sério, particular.

-Então vamos ao meu escritório.

-Cascão, isso aqui é a sua garagem.

-Mas é o único lugar que eu consigo privacidade , depois do banheiro, é claro.

-Cascão, então é sobre...

-Deixa eu adivinhar, é sobre a Mônica.

-Nossa Cascão, como você adivinhou?

-Você só tem falado nela ultimamente. Flash back on:

-Cebola, você quer hamburguer bovino ou vegetariano?

-Bovino, a Mônica adora hamburguer Bovino. — Cebola diz suspirando debruçado no balcão da Lanchonete.

Flash back off.

-E o que tem demais em pedir hamburguer Bovino, Cascão?

-O simples fato de... VOCÊ É VEGETARIANO!!!!

-Bom, agora eu não sou mais, né? Mas, isso não plova nada!

-Plova sim, meu caro careca. Você fica olhando para o celular para ver se ela te liga, fica olhando pela janela para ver se ela passa, chega a sua caixa de e-mails de 5 em cinco minutos...

-Ah, droga! Ainda nenhum e-mail dela! — Cebola diz checando o computador de bolso.

-Mas, meu caro, o que você quer falar?

-Sabe, desde que a gente se beijou...

-ELA te beijou.

-Ok, depois que ELA me beijou, eu não sei mais como agir com ela.

-Então quer dizer que vocês estão namorando?

-Er... Não.

-Mas você é um molenga mesmo!

-Molenga? O que você quer que eu faça?

-Pede ela em namoro. -Namoro? Mas...

-Cara, você está apaixonado por ela! — Cascão gritou.

-Apaixonado?

-Meu deus! Será que você só sabe fazer perguntas? 1º Você tem uma foto dela dentro do sua mochila...

-Ela estava escondida! Como você encontrou?

-É que eu ia pegar o seu trabalho de inglês emprestado... Mas isso não vem ao caso, bom, 2º Quando ela te beijou, você ficou vermelho, suando e o seu coração fez Squidum dum dum! — Cascão disse mostrando as ultimas páginas do mangá nº 4.

-Mas e se ela não aceitar?

-Em Mavidele, você ofereceu a sua capa para ela se aquecer...

-Ela estava com frio.

-Mas você não percebeu, meu caro careca, que ela também tinha uma capa!

-É mesmo, né?

-E ainda por cima, ela te pediu um beijo, mas você, ficou com cara de tonto para ela.

-Mas a Magali chegou depois.

-Esquece a Magali! Agora...

-Me esquece? Por quê?! O que eu fiz? — Magali disse sentada ao lado de Cebola.

-Ah! — Cebola levou um susto. — A-ah quanto tempo você está aqui?

-Uns segundos... Pode continuar a seu \"Causo\". É sempre bom, conversar depois do almoço.

-Almoço? — Cascão perguntou. -A Magali almoça ás 16:00! — Cebola exclamou.

-E aí? — Magali perguntou.

-Eu fiquei de encontrar a Mônica as 16:30!!! Já são 16:39!!

Cebola pegou o skate do Cascão e saiu como um raio a caminho da praça.

-Preciso levar umas flores. — Cebola disse entrando na floricultura. — Seu Juca, meu chapa, tudo bem? Estou pegando um buquê de Margaridas, pindura aê, põe na conta do Cascão.

Nem deu tempo do Seu Juca abrir a boca, Cebola já havia saido.

No meio do caminho...

-Cê... — Irene acenou.

-Oi Ilene... — Cebola disse corado.

Na mente de Cebola veio a imagem da Mônica chorando no dia em que ele estava com Irene.

-Tenho que ir. — Cebola disse correndo.

-Droga! — Irene resmungou.

Quando ele chegou, Mônica estava saindo da praça chorando baixinho.

-Mô! Eu cheguei!! — Cebola gritou. Mônica virou-se para ele com um sorriso no rosto, apesar das lágrimas que já haviam caído.

-Mônica? Você está chorando? — Cebola perguntou chegando perto com o skate em baixo do braço.

-Pensei que você não viria. — Mônica disse.

-Mas eu vim.

-Percebi. — Mônica disse com irônia.

-Flores para você. — Cebola disse entregando o buquê.

-São lindas! — Mônica disse cheirando-as.

-Então, me perdoa por eu ter chegado atrasado?

-Claro...

-Mônica, tem uma coisa que eu pleciso te dizer.

-Vamos pegar uns sorvetes 1º? — Mônica perguntou.

-Claro, deixa que eu pago.

-Ok.

-2 sorvetes por favor. — Cebola diz encostando na bancada.

-Pode deixar. — O sorveteiro desengonçado diz pegando uma casquinha.

-Hum... Sorvete! Eu amo sorvete! — A ajudante do sorveiteiro diz comendo uma colherada de sorvete.

Derrepente, o nariz da ajudante caí no sorvete. E o sorveteiro, desesperado diz:

-Ma...Dalena, eu sabia que você não deveria ter feito essa plástica na fábrica de bonecas. Pare de comer esse sorvete!

-Desculpe. — Ma... Dalena diz saindo.

-Quais são os sabores? -Eu quero de...

-De Cebola? — O sorveteiro diz piscando para Mônica.

-E você, meu jovem, de que?

-De...

-Carne Bovina, né? — O sorveteiro diz com raiva.

-Muito englaçado, mas, eu quero de molango.

-Ai, que fofo! Cebola falando \"elado\". — Mônica diz sorrindo. — O meu de chocolate.

-Chocolate não dá, a Maga...Lena comeu tudo sozinha.

-Não era Madalena? — Mônica perguntou.

-É que...

-E que cheiro é esse?

-É tão bom... Cítrico.

-Cascão, meu amor! Não acredito, você está usando a colônia que eu te dei! — Cascuda chega abraçando Cascão.

-Eu sabia que você ia tentar me espionar! — Cebola disse com raiva.

-Corre Magali! Fomos descobertos! -Cascão disse correndo.

Magali correu para dentro da sorveteria, pegou dois potes de sorvete de Morango e saiu correndo.

-Bom, parece que não tem mais de Morango, né? — Mônica disse sorrindo.

-Tudo bem, eu nem quelia mesmo, quer dizer, queria. — Cebola disse corado.

-Bom, o que você queria me dizer?

-Bom... É que... Eu... Gosto...De... Continua...