Encharcados
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Essa fic é um presente totalmente dedicado para minha Tuga favorita em todo o World. Só ela mesmo pra me fazer abrir uma exceção e voltar a escrever uma fic de anime e ainda mais ZoRobin D: Na verdade, nem sei se esse ainda é o seu casal favorito (torço no fundo do meu coração que seja LaRo), mas como foi graças a esse casal a qual eu shipava e tinha acho que mais de 10 fics sobre eles antigamente, mas o SS perdeu ¬¬ Resolvi criar uma nessa noca conta só para mostrar eu eu não esqueci os primórdios de nossa amizade e de como ela começou. Apesar de não me lembrar qual foi a primeira fic minha que você leu :x. Espero do fundo meu coração que você goste.
O clima não estava bom naquela noite, mas isso não era exatamente uma surpresa, afinal a navegadora havia avisado sobre a mudança climática. O vento forte batia contra as velas, dando velocidade ao navio e de acordo com os cálculos matemáticos da ruiva, o Sunny chegaria ao seu destino pela manhã se o vento continuasse a favor. Zoro observava tudo àquilo sem se preocupar da gávea, seu aposento particular. Desde que houvesse saquê o mundo poderia desabar em água que ele pouco se importaria, acreditava na resistência de seu navio e por mais que não admitisse acreditava na capacidade da navegadora. Se eles sobreviveram até ali era em parte graças a ela. Mas ele obviamente nunca diria isso a ela ou para alguém.
Depois de uma série de exercícios, ele resolveu descansar e quem sabe tirar uma boa soneca. Com as espadas repousadas em um canto que pertencia somente a elas, o espadachim rumou até o sofá que circundava todo o seu “quarto” e quando bem próximo da janela vislumbrou uma sombra no convés. Era a arqueóloga caminhando para próximo do mastro principal, local que ela comumente ficava sentada lendo qualquer coisa.
— Mas o que raios ela vai fazer no meio dessa ventania?
O esverdeado aguardou e teve sua pergunta respondida. Ela sentou-se sobre um divã e abriu um livro qualquer.
— Livros...
Zoro bufou e deitou-se no sofá, ele nunca compreenderia o fascínio dela por livros, mas isso de fato não importava agora. Fechou os olhos e depois de respirar fundo relaxou o corpo, permitindo que o sono chegasse. Mas quando o mesmo pensou que tiraria um bom cochilo um trovão iluminou os céus que logo foi seguido pelo estrondo de relâmpago.
— Malditos relâmpagos. – Ele resmungou sem abrir os olhos, ainda na esperança de uma boa soneca.
Como que para lhe provocar, gotas começavam a cair de maneira violenta, tamborilando contra a madeira de constituía todo o navio e fazendo-o desistir de seu sono.
— Mas que droga de chuva. – Ele se levantou e foi até a janela que ficava na mesma direção que o aríete. O que Zoro vislumbrou não foi nada bom.
Um tornado aproximava-se do Sunny Go, levantando ondas e tornando o mar ainda mais truculento.
— Aquela bruxa não disse que teria um tornado...
Sua fala fora interrompida quando seu corpo fora jogado para a direita, fazendo cair sobre o sofá no mesmo lugar onde há pouco estava deitado. Roronoa rapidamente se recuperou e ao vislumbrar o convés invadido pela água lembrou-se de Robin. Onde ela está?
Sem pensar duas vezes, o espadachim abriu a portinhola do solário e pendurou-se no mastro que havia pequenos degraus para a escalada. Ele desceu o mais rápido que pôde e assim que alcançara o convés olhou para todos os lados a procura dela. Mas ele não a viu.
— Robin!
— Aqui!
A resposta veio de imediato. Ele correu até o parapeito a sua direita e logo viu um par de mãos que se seguravam fortemente ali. Zoro segurou em uma das mãos dela e a ergueu para o alto sem maiores dificuldades. A morena estava encharcada, com as roupas coladas ao corpo, o cabelo longo lhe grudava sobre a pele alva e seus lábios roxos indicavam o frio que estava sentindo.
— Você está bem? – Ela assentiu se abraçando em uma vã tentativa de se aquecer. – Vamos lá pra dentro...
O navio foi atingido por outra onda, desta vez o impacto veio da direita e empurrou o casal para a esquerda. Ambos caíram no convés, mas o espadachim abraçou fortemente sua nakama e a protegeu de cair novamente para fora. Estava tão encharcado quanto ela agora.
— Vamos entrar! – Robin disse em meio a tempestade.
Ambos levantaram-se a foram o mais rápido possível para dentro, antes que outra onde os pegassem desprevenidos. Assim que entraram na segurança do interior do navio foram abordados por um Franky aos prantos.
— Robin! Você está bem! – O cyborg abraçou a arqueóloga. – Não vi o tornado a tempo, devia ter pedido para que você ficasse aqui dentro.
— Oh! Está tudo bem Franky. Foi um acidente. – Ela tentava tranquiliza-lo dando-lhe tapinhas nas costas. – Agora preciso em trocar, antes que fique gripada.
— Está bem. – Ele a soltou e aproveitou para enxugar as lágrimas enquanto voltava pela porta que levava à cabine de comando.
— Você também precisa se trocar. – Robin disse à Zoro que havia permanecido como espectador da dramatização do grandalhão do bando. – Venha pegar algumas toalhas.
Zoro nem ao menos teve a chance de responder e sua mão foi tomada pela dela que o puxou com firmeza pelos corredores. Não havia muito a ser feito, se Chopper o visse naquele estado faria um drama tão grande quanto o de Franky. O carregaria para seu consultório, conferiria o batimento do coração, pupilas, pressão e tudo mais. E ele só queria tirar um bom cochilo.
Não demorou a chegarem ao quarto da arqueóloga que sem delongas o puxou para dentro e fechou a porta logo em seguida. O esverdeado atentou-se ao cômodo. Uma cama de casal ficava bem no centro com uma espécie de véu que caía do topo de uma armação que ele teve certeza ser um mimo de Franky. Ao lado da cama uma mesa estreita sustentava alguns livros, próximo a janela uma poltrona estampada repousava com um pequeno apoio para pés a sua frente. Sua visão, porém, foi bloqueada por uma toalha que ela lhe jogou sobre a face. Zoro a pegou e começou a secar o rosto, seguidamente do cabelo.
Quando Roronoa retirou por fim a toalha de frente da face não mais viu a morena.
— Robin? – Ele lhe chamou, pois sentia que ela estava ali, mas não a via.
— Estou aqui.
A voz feminina veio de um cômodo que ele até então não havia notado, uma porta no outro extremo do quarto que estava agora fechada, mas não demorou em se abrir e revelar uma morena pouco vestida. Zoro não pode evitar corar ao deparar-se com uma Robin trajando um pequena camiseta que deixava exposta sua barriga e seu colo com o decote avantajado. Além disso, o short do conjunto tampava apenas o essencial, deixando as coxas e mesmo parte de seu quadril amostra com as abertura que o mesmo continha em suas laterais.
— Não basta secar o seu cabelo, você precisa tirar essa roupa molhada. – Ela disse sem perceber o estado atônito dele, ou simplesmente ignorando.
A pirata se aproximou e levou suas mãos ao laço que ficava na cintura do espadachim, segurando seu quimono verde ao corpo. Sem pedir licença, ela o desfez e deixou a parte superior cair pelos braços. Com uma toalha já em mãos, a morena passou a enxugar o tórax dele.
— Robin, não precisa, eu posso... – Ele segurou as mãos dela que apoiavam em seu peito desnudo e tentava se recompor antes que seu corpo o traísse mais do que já estava, levando sangue a partes que não deveria receber sangue naquele momento, ou assim ele pensava.
Em meio aquela situação nada comum a porta se abriu com a pronuncia de um Robin-chwan cantarolado. Não precisava nem olhar para saber quem era.
— Robin-chwan! Eu... – Sanji se interrompeu ao ver Zoro e Robin tão próximos, pouco vestidos e ainda por cima molhados. – Ora seu marimo de merda! – O cozinheiro se aproximou do casal a passos ligeiros e com uma bandeja em mãos que continha um pequeno lanche. – O que pensa que está fazendo com a minha Robin-chwan no quarto dela a essa hora e em meio a essa tempestade?!
— E quem disse que ela é sua pra começo de conversa?! – Zoro se virou para ele, ficando frente a frente com o rival.
Sanji soltava fumaça e seus olhos inalavam fúria, enquanto Zoro sorria com a provocação encostando sua testa na cabeça do cozinheiro.
— O sanduiche está delicioso, Sanji. Sempre prepara grandes e deliciosas surpresas. – Robin afirmava alheia a pequena rivalidade já costumeira entre ambos e com a boca cheia do lanche.
— Oh Robin-chwan! Tudo para agradar seu requintado paladar. – Sanji se virou rapidamente para ela, seus olhos de furiosos passaram para brilhantes e amorosos. – E ainda trouxe um pouco de água de coco para lhe acalmar depois do susto de hoje a noite.
— Oh! Muitíssimo obrigada, certamente um descuido de minha parte. Graças ao Zoro ficou tudo bem. Aliás, está com fome espadachim-kun? – Ela sorriu para o esverdeado como sempre, de maneira delicada, mas que parecia esconder sempre segunda ou até terceiras intenções.
— Estou. – Sem pedir, Roronoa pegou a outra metade do sanduiche e o mordeu prontamente.
— Seu marimo, não seja abusado em comer o lanche que fiz com todo o meu amor para a Robin-chwan! — Os dois já estavam se encarando novamente e prontos para iniciarem uma briga.
— Ela me ofereceu seu cozinheiro idiota! Não ouviu?!
— Que gritaria toda é essa?! – Uma quarta voz invadiu o recinto, uma voz feminina. – Robin! Está tudo bem? – Era Nami que se aproximou do trio, mas ignorou os dois homens que haviam se calado após a reclamação dela.
— Estou sim Navegadora-san, graças ao Zoro. – Nami olhou o esverdeado pelo canto dos olhos e preferiu não responder.
— Que bom. E vocês dois. – Ela por fim se dirigiu a dupla encrenqueira. – Por que estão fazendo essa algazarra no quarto da Robin?
— Robin! – A voz fina interrompeu Nami e logo Chopper alcançou a todos. – Está tudo bem? Preciso medir sua temperatura, checar sua pressão e verificar se não há nenhum ferimento ou hematoma.
Chopper já trazia seu estetoscópio nas orelhas e se dirigindo a cama, sinalizando para que ela se sentasse para os exames. A notícia de sua queda já havia se espalhado por todo o navio ao que parecia. Franky era realmente um grande fofoqueiro.
— Robin! – Brook invadiu o quarto e empurrou, Sanji, Nami e Zoro para os lados a fim de chegar na morena e lhe tomar as mãos. – Acabo de saber do ocorrido, está tudo bem?
— Sim, está. Obrigada por se preocupar esqueleto-kun.
— Oh! Que maravilha, então eu posso ver sua calcinha agora?
Instantaneamente a caveira recebeu três socos no topo de seu crânio, um de Nami, um de Sanji e por fim um de Zoro. Mas por que Zoro iria se importar com as já tradicionais cantadas da caveira falante?
— Não peça essas coisas indecentes a Robin, seu tarado. — Ordenou Nami enquanto ele se recuperava.
— Robin! – O chamado partira dos dois últimos integrantes que faltavam encontrar a arqueóloga naquela noite. Luffy e Usopp.
Logo o quarto virou uma bagunça com o capitão pedindo comida ao cozinheiro, Chopper tentando examinar Robin, Nami reclamando com Brook e um Zoro em silêncio comendo o lanche da morena. Até que por fim a ruiva expulsou todo mundo, alegando que Robin precisava descansar depois do susto daquela noite. Luffy se adiantou em ir para cozinha com um Sanji reclamando que seu capitão certamente teria vermes no estômago. Chopper estava amedrontado com as histórias de navios que naufragaram com tempestades que Usopp contava ter visto com os próprios olhos, enquanto Nami ia atrás de Brook para evitar que ele perturbasse mais a amiga. Zoro era o último a sair quando uma mão que “brotou” na parede fechou a porta antes que ele passasse. O esverdeado parou e virou-se para encarar Robin.
— Eu estava cuidando de você e além do mais ainda chove lá fora, vai se molhar todo de novo se voltar para a gávea. Por hora, é melhor que fique aqui. – Ela proferiu com um sorriso malicioso e com uma toalha em mãos. Robin estava mais recuperada do que Nami e Chopper podiam imaginar e Zoro não pode deixar de responder com outro sorriso malicioso enquanto trancava a porta atrás si, para evitar outra entradas repentinas novamente.
Notas finais
PS.: Eu realmente não tive muitas ideias para criar uma boa situação para unir os dois, sorry =/
Fale com o autor