Enchanted blood
3 Quem é meu pai?
Notas iniciais
Acordei com a histeria da minha mãe.
– VAMOS ACORDA JAKE, EMI! COMO POSSO PARECER RESPONSÁVEL SE MEUS CHEGAREM ATRASADOS NO PRIMEIRO DIA DE AULA? — Ela gritava lá de baixo, provavelmente da cozinha, exagerada como sempre.
Me arrumei e desci, Jake já estava na porta. Tomei um copo de suco e peguei uma maça pra comer no caminho.
Saímos de casa e em dez minutos estávamos na escola, não entendi o porque do escândalo da dona Mel mais cedo, se a escola era tão perto.
Era uma escola grade e bem bonita, e tinham bastante pessoas do lado de fora, nesse momento desejei que realmente estivéssemos atrasados, assim evitaria os olhares de todos, tipo "nossa essa menina é nova".Única coisa que eu não gostava quando me mudava, você vira o centro das atenções quando é novo em um lugar.
Então entramos, fomos até a secretaria, minha mãe conversou com a mulher que me entregou os horários.
– Mãe, vou procurar as salas tá, não quero me atrasar.
Então, fui procurar minha primeira sala, que foi uma missão meio difícil. Até que como sempre, como sou uma pessoa lerda, esbarrei em uma menina, e fiz as coisas dela caírem no chão.
"Ótimo, isso! Já chega bem, causando lerdeza" pensei.
– Ai meu Deus! Me desculpa, não te vi, eu tava distraída — eu disse — É que.. errr.. Sou nova aqui, e estou meio perdida, será que pode me ajudar? — pedi, morrendo de vergonha e meio sem jeito pra menina de cabelos enrolados e pele morena.
– Não foi nada, magina. Essas coisas acontecem — ela disse rindo — Claro que posso te ajudar. Posso ver o seu horário?
Então entreguei a ela.
– Sorte sua, eu também tenho aula com o SR. Saltzman agora. Vem comigo. — Ela disse e fez sinal pra segui-la — Aproposito, prazer, sou Bonnie Bennett.
– Prazer Bonnie, sou Emilly Sullivan, mas pode me chamar me Emi. — disse sorrindo.
Quando chegamos a sala Bonnie entrou primeiro, e falou com o Sr. Saltzman.
– Ric, temos uma aluna nova — Ela disse fazendo referencia a mim.
– Obrigada Bonnie. — Ele disse pra ela. Ela se virou pra mim e sorriu, e foi se sentar.
– Olá, sou Emilly Sullivan. — Eu disse, e entreguei a folha da secretaria.
– Olá Srt. Sullivan. Aqui estão suas coisas. Pode se sentar.
Peguei os livros da mão dele e fui me sentar em uma cadeira vazia no fundo da sala.
Ao terminar a aula, Bonnie me explicou como chegar nas outras salas. Ela disse para procurar ela na hora do intervalo. Então fui para a próxima aula.
No final do terceiro tempo pensei em procurar Bonnie, mas acabei desistindo quando vi o refeitório cheio. Então, fui procurar um canto menos movimentado.
Sentei em uma das mesas da biblioteca, ainda tinha gente, mas bem menos que os outro lugares, e eu também gostava da companhia dos livros. Resolvi procurar algum livro que falasse mais a respeito da história da cidade. Encontrei um sobre a guerra de secessão, puxei ele e pronto, derrubei uns quatro junto.
– Droga!! — murmurei e abaixei pra pegar.
– Cuidado com os livros da escola mocinha — disse uma voz masculina ao meu lado, e claro, levei um belo de um susto. Ouvi também uma risadinha feminina.
Olhei e era Bonnie, e um garoto.
– Você é assim desastrada sempre, ou só gosta de derrubar as coisas? — Ela perguntou rindo.
– É que.. errr.. Foi mal, sou mesmo muito desastrada. — Eu disse — E desculpa não ter te procurado, é que o refeitório estava cheio, e, bem não sou muito sociável sabe.
– A Tudo bem — ela disse, aí se deu conta que não tinha me apresentado ao garoto ao lado dela — Ah é! Esse é Jeremy Gilbert.
– Prazer, sou Emilly.
– Então Emi, como você é nova na cidade estávamos pensando em te apresentar alguns amigos. Que tal hoje, mais tarde no Grill? Não aceito não como resposta.
Pensei na questão um pouco, não me agradava conhecer pessoas assim. Mas Bonnie foi tão simpática, que não consegui dizer não. Combinamos então que nos encontraríamos no Grill a noite.
Tive mais três tempos. Assim que acabou, encontrei Jake, e fomos caminhando pra casa, porque provavelmente, minha mãe tinha esquecido da hora, e da gente.
Chegando em casa, Jake correu pro quarto, e eu fui em direção a cozinha pra falar com a minha mãe. Mas aí ouvi vozes conversando, resolvi parar e escutar.
– ..ele era um cara legal — dizia uma voz estranha.
– Era, mas eu estraguei tudo, e agora ele nem vai conhece-la — dizia minha mãe.
– Mas você vai contar pra ela né?!
– Não sei. Sei que ela tem o direito de saber. Ela já me perguntou dele, mas não sei se agora ela gostaria de saber.
Então percebi que estavam falando de mim.
– Você não pode esconder dela isso, que ele era o real motivo de você vir pra cá. Afinal, ele era o prefeito, ela vai acabar descobrindo. — Disse a mulher.
– Mas eu não posso simplesmente chegar nela e dizer "Emi, seu pai era o prefeito de Mystic Falls e agora está morto"
Não consegui me conter. Entrei em lagrimas na cozinha e quase gritando.
– Quem é meu pai???
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