Enchanted blood

6 Área dos rebeldes


Notas iniciais
Oi oi gente, como estão? Sabe quando a gente anda muito ocupada e não tem tempo pra nada? Então, andei meio assim esses últimos messes, e acabei me esquecendo completamente de tudo. Me desculpem. Mas tá aí, capitulo novinho pra vocês.

Pdv Bonnie

Voltei ao Grill quando deixei Emilly em casa, mas parecia que todos já tinham ido também, menos Jaremy, o vi parado perto da mesa de sinuca me olhando.

– Sabe, achei que tinha ido embora com sua amiga nova e me deixado aqui sozinho. – ele disse enquanto me aproximava. Dei um beijo nele.

– Você não vai se livrar de mim assim ta. – Eu disse, tentando manter longe a minha preocupação quanto ao que senti mais cedo.

– Ta legal. – ele disse me olhando estranho – O que aconteceu? – Ele percebeu, logico que percebeu, é Jeremy, não sei esconder nada dele, tanto quanto de Elena e Caroline, que já havia percebido, mas não quis falar nada com Emilly por perto.

– Nada, só fiquei um pouco preocupada com algo que eu senti mais cedo quando toquei Emilly.

– Tipo o que? – ele me fitou confuso.

– Tipo quando toco algum ser sobrenatural, eu sinto que é sobrenatural, é como um arrepio frio quando toquei no Stefan a primeira vez. Só que foi diferente. Tem algo estranho nela. Algo sobrenatural.

– Então você acha que ela é uma vampira?

– Não. Vampira não. Mas outra coisa, que ainda não sei, mas vou descobrir.

– Você e sua mania de se meter nessas coisas. – ele disse e eu o encarei como quem diz “é o meu dever” e ele riu. – Só toma cuidado ta. – ele disse e me beijou.

Joguei um pouco com ele, e depois o levei embora, e fui para a minha casa. Passei grande parte do caminho pensando em como vou descobrir o que Emilly é.

Pdv Emilly

Acordei sozinha no meu quarto na manhã seguinte, achando que tudo o que tinha acontecido não passava de um sonho. Mas as lembranças eram tão reais que eu não conseguia nem fingir.

Minha mãe entrou no quarto com uma bandeja de café da manhã.

– Bom dia raio de sol!! – disse ela toda contente. – Vamos levantar e se arrumar para ir pra escola.

Ela deixou a bandeja em cima da cama e foi abrir a janela.

– Aah mãe, por favor, não to a fim de sair de baixo das cobertas hoje tá legal. – Eu disse cobrindo a cabeça.

Ela puxou a coberta.

– Eu trouxe vocês pra cá, não só pra rever seu pai e te mostrar ele, eu voltei também porque eu amo essa cidade, é a minha cidade, e pra você e seu irmão terem uma vida de verdade em um lugar só. Então levanta, toma esse café maravilhoso que eu te fiz, lava esse rosto todo borrado, se arruma e vai pra escola, vai ver suas novas amigas, e esse garoto que pode ser seu irmão, ele pode te contar do seu pai como ele era. Ou você desistiu de saber dele? Não é porque ele morreu que você vai esquecê-lo.

Eu nunca tinha reparado no quão persuasiva dona Mel era. E ela tem razão, eu e Jake precisamos realmente de uma vida de verdade. Isso me fez parar pra pensar que em todo esse tempo ela não pensou só nela, pensou em mim e no Jake também.

– Ta bom. – disse fazendo sinal de rendição – Eu vou, preciso mesmo fazer novos amigos, e conhecer o Tyler. Mas não vou chegar nele de cara dizendo, “olha eu posso ser sua irmã” isso vai assustar o garoto. Mas se isso te deixa feliz eu vou me aproximar dele e conhecer aos poucos a história do meu pai ta.

Ela me olhava com aquele sorriso de criança contente, eu amava esse sorriso dela.

Enquanto me arrumava fiquei pensando em como minha mãe tinha se sacrificado por mim e por Jake esse tempo todo, como ela, apesar de sempre fugir de suas magoas e arrastar a gente atrás, tinha se dedicado a fazer sempre o que era melhor pra mim e Jake e não para ela. Então, eu precisava agora pensar nela, em um jeito de deixa-la feliz, fazer o que era melhor pra ela e não pra mim.

– Emilly, onde você se meteu ontem a noite? – Disse Jake entrando no meu quarto me tirando de meus pensamentos.

– Para de se meter na minha vida pirralho – eu disse jogando uma almofada nele. – Mas eu vou te contar, sai com umas garotas que fiz amizade na escola ontem.

– Garotas? Só garotas? Não tem nenhum garoto que você já esta dando em cima?

– Jake, vai cuidar da sua vida. Não tenho que te dar satisfações. – eu disse empurrando ele para fora do quarto.

O que ele me disse me fez lembrar de Tyler. Mas por que raios eu tinha que me interessar justo por aquele garoto? Justo pelo garoto que poderia ser meu irmão?

Tomei meu belo café da manhã na cama, que minha linda mãe me preparou. E fui pro carro, esperar os dois lá.

Cheguei um pouco atrasada, então resolvi matar o primeiro tempo. Sentei perto da quadra, perto de onde ficava uma turminha meio estranha matando aula.

Lembrei do livro que tinha pegado na biblioteca, sobre a guerra de secessão, então resolvi ler. Ele contava alguns detalhes da guerra, falava sobre os civis mortos em uma Igreja, a qual teria sido queimada com eles dentro. Já havia estudado um pouco da guerra, mas não tinha vido detalhes tão claros, ou tão estranhos. Algo me deixava com uma grande duvida, por que alguém queimaria uma Igreja com civis dentro? Considerando que era uma guerra, e como qualquer guerra, deixa muitas vitimas. Mas queimar civis dentro de uma Igreja, cara uma Igreja não é lugar para isso.

– Olha só, não vá me dizer que você é dessa turma que mata aula pra ficar fumando baseado – Alguém interrompeu meus pensamentos. Olhei com uma cara de não gosto disso. Era Tyler. Queria mesmo vê-lo hoje, mas não assim, não agora, não aqui.

– Cheguei atrasada, então resolvi sentar aqui e ler um pouco. – sorri pra ele, me doía olhar pra ele sem poder dizer que tinha grandes chances de eu ser irmã dele. – E que história é essa de ficar fumando um baseado?

Guardei o livro e fui me levantar. Ele me estendeu a mão, me puxando.

– Bom, é aqui que a turminha “rebelde” se encontra para “afogar” suas tristezas. – sentia sua ironia em cada palavra.

– Hmm. E você estava aqui fazendo o que então? Não vá me dizer que você é dessa turma que mata aula pra ficar fumando baseado? – perguntei, num tom de voz mais grave, tentando imitar sua voz. Sem sucesso. Ele ria.

– Não. Eu estava procurando um colega meu. E acho que estava bem entretida com o livro, que não notou que já deu o sinal, e que provavelmente está atrasada para sua próxima aula também.

Porra! Olhei no relógio, ele tinha razão. Eu estava atrasada de novo, não ia perder duas aulas, não sou esse tipo de garota, e além do mais logo chegaria na minha mãe que ando matando aula, e a ultima coisa que eu quero é ela mais ainda no meu pé.

– Meu Deus, preciso ir – disse esbaforida, com pressa – depois a gente se vê.

– Não espera – ele me puxou – Nem sei seu nome.

– Emilly – disse rindo, e já saindo correndo.

– Prazer, sou Tyler. – Ele meio que gritou.

Virei e só acenei para ele.

“Eu sei” pensei. Queria poder dizer isso para ele.

As aulas que se seguiram foram rápidas, encontrei Bonnie no corredor entre o segundo e o terceiro horário, vi Elena e Caroline também. Já era o intervalo, e como sempre o refeitório estava cheio, então pensei em ir a biblioteca, mas aí lembrei do Tyler e resolvi voltar para a “área dos rebeldes”, quem sabe eu o encontrava lá.

Ele não estava lá quando cheguei, só estava a mesma turma de mais cedo. Será que eles não saíram de lá?

– Sabia que estaria aqui de novo – dei um pulinho, bem ridículo para ser sincera. – desculpa se te assustei.

Era o Tyler. Sorri para ele.

Notas finais
O que acharam? Por favor, comentem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.