Enchanted

1 Prólogo


Faltava quinze minutos. Quinze míseros minutos bem ao estilo da Willians, onde se estes não estivessem presentes em sua vida, diria adeus a sua popularidade ganha graças ao seu esquecimento em olhar nem que uma vez só a hora juntamente com a decisão certa para o vestido do baile de dois anos atrás.

Eu entendo que a culpa pode ser parcialmente minha, em avisar de última hora que iríamos assistir um filme. Mas poxa, era o filme. Ambas adoramos os filmes da Marvel, mas o Chris Evans ajuda bastante em decidir uma roupa se quer. E por causa desses odiosos atrasos que iríamos perder o começo do filme, uma parte importante e principal do enredo. Cinco minutos. Se não fosse por aquele juramento besta de que nenhuma podia entrar primeiro que a outra... Sinceramente, eu não estava sã no momento de que aceitei essa coisa, não mesmo.

–Calma, calma, calma. Cheguei. – surgiu esbaforida atrás de mim, recompondo-se em seguida – E ai, pronta pra ver o Chris Gostosão Evans?

–Não graças a você, né Ash.

–Para de ser dramática, Meg. Eu cheguei não foi? – a loira revirou os olhos.

–A ponto de perdermos o filme. Dava pra ser mais rápida na hora de colocar qualquer roupa? Caramba!

–E eu acho que vamos perder mesmo, com essa discussão que nem sei porque começou e não levar a gente pra as poltronas duras daquela sala.

–Ei, ela são confortáveis tá? Eu gosto das lá de cima, são fofinhas. – fiz bico.

–Eu sei disso sua vaca. Só estou brincando com você panda. – apertou minhas volumosas bochechas, o que me dava raiva – Agora se a gente não correr mesmo aquela mulherzinha ali não vai deixar mais essas duas gatonas aqui entrarem. Sinceramente, ela cisma comigo. – ri enquanto nos dirigíamos para a sala, não se esquecendo do olhar mortífero que Ashley dirigiu a pobre moça, tive até pena dela – Eu tô te falando, você viu como ela me encarou? Inveja pura.

–Aham, inveja de como você acorda com aquele bafo de búfalo de manhã, do ninho de gaivotas que se apodera do que você chama de cabelo, ou se não das suas pantufas em forma de elefante.

–Como se você não tivesse me dado de presente, e tivesse uma igualzinha do ursinho Pooh.

–Ok, você venceu. Ei, a pipoca vai ficar aqui no meio sua chata, nada de tráfico de pipoca.

–Cala a boca retardada, o filme já vai começar e eu quero ver o meu loirinho em paz. – sorriu maníaca – Quem dera se eu tivesse o contato de metade do elenco masculino da Marvel, ai ai.

–Deixa o Peter escutar isso. – sorri enquanto a minha melhor amiga fazia careta.

–Que Peter o quê, esse já vai bem longe.

–Ué, eu pensei que ele seria finalmente seu príncipe encantado, como você mesma falou.

–Tá mais pra sapo do que príncipe. Se você soubesse o que ele faz enquanto come...

Ambas fizemos repulsa da continuação deixada no ar. Ashley sabia desde quarta serie que o Peter era o menino mais nojento e asqueroso da sala, mas depois da puberdade o cara vamos combinar, ficou um gato.

–Por isso que eu nem prefiro me aventurar no mundo dos garotos.

–Sei. E o Felipe tá ai pra que mesmo? – deu um sorriso irônico.

–Aquilo foi um erro, e dos grandes. Tá pra nascer um cara legal, que me entenda, goste de mim e bonito. – listei nos dedos. Eu era simplesmente péssima em relacionamentos, resumindo: eu gostava do garoto, e ele ficava com a garota mais vulgar da escola. Simples. – Enquanto isso não acontece, prefiro ficar com os meus livros e príncipes literários.

–Na boa, o teu amor vai surgir quando menos esperar, você sabe disso. – Ash sorriu confortando-me – Quem sabe um desses príncipes literários que você tanto chora de amores pula de umas dessas páginas? E se isso acontecer, pergunta se ele tem um primo ou irmão gato pra sua amiguinha aqui, okay?

–Ô tias, dá pra calarem a boca? O filme já começou e eu quero assistir. – um pirralho de mais ou menos dez anos da poltrona da frente virou, comentando com os amigos em seguida.

Mandei a loira calar a boca mesmo, senão daqui a pouco seriamos expulsas dali e eu realmente tava esperando pra assistir esse filme. Ashley me cutucou.

–E depois tu pergunta porque eu odeio os meus irmãozinhos queridos.

Infelizmente na metade do filme, senti algo vibrando ao meu lado. Provavelmente sendo o meu celular, vasculhei a bolsa até encontrar o passaporte da minha morte. Quinze chamadas, vinte mensagens. Vibrou novamente, vinte e uma.

“ MEGAN SCOTT, SE A SENHORITA NÃO ESTIVER AQUI DENTRO DE VINTE E CINCO MINUTOS, CONSIDERE SEM MESADA, SAÍDAS OU QUALQUER OUTRO DIVERTIMENTO. EU REALMENTE NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ESQUECEU, DAS TANTAS VEZES QUE TE LEMBREI, MOCINHA.” – Mamãe.

Droga, sabia que estava esquecendo algo.

Notas finais
Gostou? Comente por favor, meu coraçãozinho agradece de bom grado :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.