Enchanted

2 Chapter 1: Where Am I?


Notas iniciais
OIIIIII! Graças à linda da Alysa Suan Black q foi a primeira leitora o/ eu decidi postar o primeiro cap! Então esse é dedicado a ela! É, acho q não tem muito o q falar... Espero q gostem! Até as notas finais!

Chapter 1: Where Am I?

Sofia’s POV

Fui acordando aos poucos. Minha cabeça ainda latejava e eu sentia meu estômago revirado. Respirei fundo algumas vezes, recusando-me a abrir os olhos. Foi então que me dei conta de algo. Quando diabos eu fui colocada em uma cama?!

Sentei-me rapidamente sem pensar e abri os olhos, fechando-os de volta em seguida, devido à tontura.

– Merda... – Murmurei.

Depois de alguns instantes, tentei outra vez. Franzi o cenho ao ver onde estava e perceber meus cabelos caindo em minhas costas, soltos.

– Mas que diabos... ? – Murmurei para mim mesma.

Eu estava em um quarto que me parecia muito familiar, mas eu tinha certeza de nunca ter estado ali antes. Afinal, eu nunca havia estado em um ambiente com decoração renascentista, mesmo com todo o meu amor pela época.

Levantei-me olhando ao redor. Não havia nem sinal de outras pessoas, então saí, cedendo à curiosidade. O corredor também estava deserto e seguia o estilo do quarto. Fui explorando em busca de qualquer um e ficando cada vez mais intrigada com o lugar.

Após cerca de 10 minutos vagando sem rumo, eu ainda estava tonta e enjoada, mas nem sinal de vida. Toda a parte da construção pela qual passei tinha o mesmo tipo de decoração, o que me levou instantaneamente a gostar dali. Talvez o dono dos olhos verdes de antes houvesse me trazido...

Apertei o pingente do meu colar, preocupada com a ausência de atividade ali. Eu estava perdida e sozinha em um lugar estranho. Perto de desistir da busca, ouvi vozes. Sorri aliviada e segui o som até uma porta entreaberta.

– Você enlouqueceu! – Exclamou uma voz masculina.

Espiei para dentro da sala, evitando qualquer ruído. Lá, dois homens vestidos em trajes renascentistas discutiam de costas para mim.

– Antônio, eu respeito sua sabedoria, mas eu sei o que estou fazendo. Ela estava desmaiada no meio da estrada, você queria que eu simplesmente a deixasse lá? – Retrucou o outro.

– Você não conhece essa mulher! – Exclamou o primeiro, gesticulando exageradamente – Ela pode ser uma ladra, uma golpista, uma assassina! Você sabe como o mundo está perigoso, não pode trazer a primeira “donzela em perigo” que lhe aparece para o palazzo* da sua família!

*palácio

Ah, então era mesmo um palazzo. Isso explicava muita coisa. Infelizmente, algo me dizia que eu era o assunto da conversa. Que maravilha...

– Ela estava desacordada! Você esperava que eu, na minha posição, a deixasse lá, à mercê de qualquer ladro*¹, de quaisquer covardi*² que decidissem se aproveitar dela? Além do mais, não temos prova nenhuma de que ela tenha más intenções. Por que você não espera que ela acorde antes de acusá-la de qualquer coisa?

*¹ladrão *²covardes

Ah, que fofo! Ele nem me conhecia e estava me defendendo! Mas já estava na hora de fazê-lo por mim mesma, então respirei fundo, criando coragem, e abri a porta, entrando na sala. Eles imediatamente viraram-se para mim. Um deles, o que parecia ser contra a minha presença ali, aparentava uns 50 anos e muito estresse. O outro aparentava ter aproximadamente a minha idade, tinha a expressão preocupada e era bonito. Mas nada disso prendeu minha atenção por muito tempo. O que o fez foram seus olhos. Os mesmos olhos verdes que eu havia visto antes.

Estes exibiam um olhar que prendeu o meu como se eu estivesse hipnotizada. Ficamos nos encarando por vários segundos, sem querer nem conseguir mudar a situação.

– Está vendo? Ela acordou e saiu vagando sozinha por aí! – Exclamou Antônio, acordando-me. Pisquei várias vezes e desviei o olhar, envergonhada.

– Perdonatemi*... Eu acordei sem saber onde estava e não encontrei ninguém... – Tentei me justificar, minha voz soando estranha.

*perdoe-me

– A senhorita está se sentindo bem? – Perguntou meu defensor. Antônio resmungou algo como “por que ele chama um conselheiro se não me escuta?!”, mas foi ignorado.

– Estou um pouco tonta e enjoada, mas, no geral, estou bem. – Respondi – Estou mais confusa mesmo. Onde estamos?

Eles me encararam como se eu tivesse acabado de, sei lá, afirmar ser um elefante rosa com bolinhas amarelas.

– Digo, sei que estamos em um palazzo, mas, de resto, não tenho ideia.

O mais novo sorriu para o outro.

– O que foi que eu lhe disse?

– Felipe, seja mais prudente. – Resmungou – Não sabe mesmo onde está?

Fiz que não com a cabeça.

– Bem vinda ao palazzo da família Auditore. Eu sou o príncipe Felipe Auditore. – Explicou sorrindo – Estamos ao sul do continente, na costa banhada pelo Mare Nostrum, a leste do Reino das Duas Sicílias.

Franzi o cenho. O que eu estava fazendo na Itália? Por que ele não disse isso de uma vez? E por que chamou o Mediterrâneo pelo nome usado no antigo Império Romano? Aliás, por que estávamos em um palazzo e todos agiam como se estivéssemos na Renascença? E que diabo de história era aquela de príncipe?! Repassei mentalmente tudo o que havia ouvido até o momento. Felipe disse que me encontrou no meio da estrada, mas eu tinha certeza que estava dentro de um clube cheio e barulhento, perto de uma festa à fantasia, além de ele e Antônio falarem e vestirem-se como se estivéssemos na Itália do século XV... E se eles estivessem agindo assim porque ESTÁVAMOS na Itália do século XV?

Talvez, de alguma forma, eu tivesse voltado no tempo quando desmaiei. E sido socorrida por um príncipe fofo e gato. Isso era bastante sorte para alguém com a minha fama de azarada... Meus pensamentos voaram momentaneamente para minha família e amigos. Como será que eles estavam? Soltei meu colar com um suspiro. Felipe arregalou os olhos.

– Quero ver você dizer que eu fiz mal agora. Veja o colar que ela está usando Antônio. – Exclamou com um tom meio surpreso meio vitorioso apontando na minha direção.

Franzi o cenho, assim como o mais velho. O que diabos tinha meu colar? Ele então abriu e fechou a boca repetidas vezes sem emitir som algum, exibindo uma expressão de espanto.

– Dio mio, perdonatemi Excellenza*. – Disse enfim.

*meu Deus, perdoe-me Excelência.

– Do que diabos vocês estão falando? – Perguntei, já começando a irritar-me.

– Você não sabe o que seu colar significa? – Felipe agora parecia tão confuso quanto eu.

– Se soubesse, não teria perguntado. – Respondi sem muita paciência.

– Aquelas a quem é dado esse pingente que você carrega são escolhidas. Escolhidas para futuramente fazerem parte de uma irmandade. – Não consegui encontrar nada do tipo em minha memória, o que basicamente significava que não havia registros daquilo – Ninguém sabe qual o real objetivo delas nem nada relevante. Só se sabe que estão por aí, selecionando bambinas* para dar continuidade a seus costumes, seja lá quais forem, e que elas têm poder. Poder o bastante para garantir que a existência delas não seja documentada de forma alguma. Todos sabem disso. – Explicou Antônio.

*meninas

– Eu não sabia... – Murmurei para mim mesma.

Eles se entreolharam preocupados.

– Em que ano estamos? – Perguntei, querendo confirmar minha teoria.

– Estamos em 1457 – Respondeu o príncipe – Será que... ?

– Lembra-se de alguma coisa? – Perguntou o conselheiro.

Pisquei algumas vezes, recuperando-me do choque. Obviamente eu não poderia dizer a verdade, seria tachada de louca.

– Poucas – Menti.

– Sabe seu nome?

– É... Sofia. – Nada de sobrenomes.

– Lembra-se de onde veio?

Balancei a cabeça negativamente.

– Bom, o médico que a examinou disse que você estava bem. – Afirmou Felipe, então sorrindo com um brilho diferente no olhar – Gostaria de ficar como nossa hóspede?

Mordi o lábio inferior, ponderando a oferta por alguns segundos. E eu tinha escolha?

– Claro – Respondi por fim – Por que não?

– Antônio, pode providenciar tudo per favore*?

*por favor

– Imediatamente Altezza*– Respondeu, fazendo uma reverência antes de sair resmungando algo em italiano.

*alteza

– Grazie* – Agradeceu o príncipe.

*obrigado

– Ele resmunga bastante, não é? – Comentei.

– Ele é o conselheiro real desde antes do meu nascimento. É como um segundo pai para mim, mas digamos que Antônio tem muito trabalho com o qual se preocupar. – Disse e, em seguida, riu – Mas sim, ele resmunga bastante.

Ri também. Seu riso era contagioso e fácil, quase que risada de criança.

– Venha, vou te mostrar o resto do palazzo – Falou e ofereceu-me seu braço.

Senti minhas bochechas corarem ao aceitar seu gesto. Ele me guiou por toda a propriedade, rindo ao ver o quanto eu ficava maravilhada com as obras de arte, com a arquitetura, com a biblioteca – eu surtei nessa parte, admito –, com tudo, e eu acabava rindo junto. Conversamos durante todo o passeio e Felipe foi me contando várias coisas sobre o mini principado em que estávamos.

O príncipe era simpático e fácil de conversar. Separamos-nos quando o céu começava a assumir tons alaranjados e eu fiquei no quarto onde havia acordado. Era tudo tão maravilhoso e ao mesmo tempo tão estranho.

Teria de aprender a viver sem coisas como a internet e telefones. Pior que isso, também ia precisar me acostumar com a ausência dos meus amigos e família, e aceitar isso me deu um aperto no coração. Ouvi duas batidas na porta.

– Entre – Falei.

Antônio abriu a porta lentamente e entrou, seguido de perto por uma garota de cabeça baixa.

– Excelenzza, essa será sua dama de companhia. Ela lhe mostrará seus aposentos após o jantar, que será servido em meia hora – E retirou-se, fazendo uma reverência antes.

Revirei os olhos. Virei-me para a garota e ela ergueu o rosto para encarar-me. Arregalei os olhos. Era Ana. Como? Sorri, esperando um de seus abraços que quase nos derrubavam no chão, mas este não veio. Em seu lugar, recebi uma resposta polida:

– Muito prazer Excelenzza. – Ela fez uma pequena reverência – Eu sou Ana Luisa.

Oh não! Não, não, não, não! Era ela sim, mas uma versão que cresceu na Itália renascentista. O que significava que ela não me conhecia. Respirei fundo, acalmando-me. Pelo menos ela estava aqui.

– O prazer é meu, Ana. – Ela pareceu estranhar ser chamada só pelo apelido – Já que vamos passar um bom tempo convivendo, tem algumas coisas que eu queria combinar e avisar. Primeiro, embora você vá perceber isso com o tempo, eu sou... Diferente da maioria das pessoas. Até, em parte por isso, vou implorar que não me trate como “excelenzza”. Para começar, eu nem sabia o que significava esse pingente até o príncipe e Antônio me explicarem. E, só porque eu o estou vestindo, não quer dizer que eu seja especial nem nada. – Fiz uma careta – Até onde eu sei, qualquer uma poderia ter sido escolhida no meu lugar. Já sei que não vou conseguir mudar muita gente, a começar por Antônio, mas peço que você me entenda ou nossa convivência se tornará insuportável.

Ela abriu a boca e eu pude notar que ela pretendia me contrariar.

– Per favore?

Ana me encarou por alguns instantes e então suspirou.

– Antônio... – Hesitou e lancei-lhe um olhar encorajador – Ele realmente não gosta muito que as coisas não fiquem de acordo com as regras e planos dele...

– Percebi. Também resmunga bastante – Ela soltou uma risadinha um pouco tímida, mas já parecia mais à vontade.

– E é bom nos apressarmos se não quisermos que os resmungos sejam sobre nós. – Sorri. Aquela já se parecia mais com minha amiga.

– Vamos.

Notas finais
E ai? Alguma teoria do porquê ela foi transportada no tempo? E como a Ana foi parar lá tbm? E o q é essa história com o colar? Adoraria ouvir as opiniões de vcs! E o q acharam da recepção q a Sofia encontrou? Hahahaha Enfim, espero q tenham gostado e q continuem acompanhando! Até o próximo capítulo! Bjs mil, CrazySweety
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.