Encanto Árabe
28 'Ana 'ahibbuk ya 'amir
Notas iniciais
Povs Bella...
Olhei no relógio da rica parede e comecei a dar voltas no amplo quarto, quase 8 da noite. Daqui a pouco Seth chegaria e me levaria até os aposentos do príncipe. A roupa de odalisca que vestia era bem reveladora, porém também devo admitir que era sexy o sufiente, mas e se todo o esforço que fiz nos últimos dias não der certo? e se Edward me tratar rispidamente como da última vez que me viu? Ainda não acredito que aceitei a proposta que o empregado do príncipe me fez... Todavia, não poderia mais recuar, já que a paixão que o bilionário árabe me despertou era real e mais forte que tudo.
Por isso sei que jamais poderia cumprir as ameaças que lhe fiz, e quando Seth propôs que viesse até o Catar pra tentar o seu perdão, acabei aceitando, pois não conseguiria imaginar a minha vida sem ele. Sentia falta do seu olhar, de sua voz, de sua figura poderosa e imponente, do seu toque sobre mim, não importa que tenha errado ao me sequestrar, meu amor é grande demais... E deixou todo o resto pequeno e sem importância.
Então viajei ao Catar e Seth me escondeu na ala leste do palácio, na área dos serviçais, assim o príncipe jamais saberia que estou aqui. Apesar de ter saído às pressas de Nova Iorque, ainda tive tempo de deixar uma carta pra minha tia Carmen explicando a minha partida repentina, ela mais do que ninguém merecia saber. Esses dias no palácio foram ótimos, consegui fazer pequenos passeios, pois usava roupas árabes e véus sobre rosto... E mesmo que quisesse ver Edward desde o primeiro dia que cheguei, Seth disse que ainda era cedo. Falou que eu precisava primeiro aprender o que o príncipe gostava e tentar lhe agradar.
Suas palavras ainda ecoam no meu ouvido... "Uma mulher árabe tem que ser doce, paciente, forte e principalmente saber dançar." A parte da dança foi bem difícil, principalmente por ter que lidar com espadas, porém, tentei seguir os conselhos de Seth a risca, pois dessa vez eu que precisava lhe conquistar e seduzir. E tentei imitar os passos da dançarina que veio me auxiliar. Foram dias exaustivos de treino, e ele acha que agora estou pronta pra encontrá — lo e tentar o seu perdão. E assim que ele entrou no quarto, eu fiz uma oração silenciosa.
– Está na hora de irmos, sayidati. (minha senhora) Lembre — se do que combinamos. Primeiro a dança, em seguida o chá e só depois deve ser revelar, yafhum? (entendido)
– Claro, não vou errar. Já repassamos várias vezes.
Ele foi até o canto do quarto pegou a longa espada árabe e me deu. Soltei um suspiro longo e disse com desânimo, pois não conseguia dançar direito com ela.
– Preciso levar esse "troço" pesado mesmo?
– Bialttabe, (claro) ou ele poderá desconfiar que não é uma odalisca de verdade. Além disso, a dança com espadas lhe agrada muito.
E fiquei com uma ponta de inveja e ciumes das outras mulheres que já dançaram pra ele. Estava insegura e apavorada como nunca antes na vida, ainda sim, agora não era o momento de me acorvadar, pois essa seria a última chance que teria com ele.
– Me deseje sorte, Seth.
– Não se preoucupe, minha, senhora. Estou rezando a Alllah... (deus) Ele sempre me ouve.
Espero que ouça mesmo. Quando entrei no quarto e vi Edward, de alguma forma consegui controlar o nervosismo e a ansiedade que sentia, estava indo bem na dança, mantendo meu disfarce, todavia "a maldita espada" não colaborou, caiu e acabei falando, e no minuto seguinte, ele puxou o véu que cobria meu rosto. Me preparei pra sua raiva ou revolta, mas o que ele fez no momento realmente não esperava. Edward me puxou pros seus braços me dando um beijo arrebatador, quente, apaixonado. Correspondi avidamente, me derretendo entre seus braços fortes e calorosos.
Em seguida puxou e rasgou o pequeno bojo que cobria meus seios, e assim os dois saltaram livres, ele os abocanhou, gemi em abandono agarrando em seus cabelos. Sua paixão estava fora de controle e não via a hora de ser toda sua. Ele me carregou me colocando sobre a cama enquanto tirava suas próprias roupas, mas seu olhar devorador nunca deixava os meus olhos. E quando ficou nu e sua ereção grande e rosada saltou ao meus olhos, meu coração disparou, a cabeça girou, fiquei molhada e suspirei extasiada. Ele rasgou a pequena calcinha que usava abriu minhas pernas e usou a língua pra estimular meu ponto de prazer, gritei e curvei as costas pra frente.
E quando êxtase chegou pensei que morreria de emoção, e ele nem havia me penetrado ainda. Então ele levantou o corpo cobrindo o meu, voltou a me beijar e quando me tomou finalmente engasguei, arfei, gemi... Me perguntando porque me neguei a essa paixão por tanto tempo, porque neguei esse ardor, esse fogo... Toda essa emoção que parece que vai me fazer derreter num mar de prazer e satisfação. O êxtase foi avassalador e me segurei nele gritando em abandono, ele veio logo em seguida, estremeceu sobre mim dando um gemido rouco, depois segurou minhas mãos acima da cabeça e disse num determinado.
– Não sei o que a trouxe até aqui, zahrati. (minha flor) Mas, não a deixarei ir nunca mais, hal samiet? (ouviu) Nunca mesmo.
E quando pretendia dizer que não iria a parte alguma, pois tudo que queria agora era seu amor e ser sua rainha pra sempre, ele me virou se bruços. Mordeu meu ombro o que me causou um arrepio de prazer voltou a me penetrar de forma apaixonada.
– Deus... Assim, não pare!
Ele puxou meus cabelos fortemente, ainda sim, não doeu e falou num tom quase raivoso.
– 'Innaha mjrd baladi alan... (é só minha agora) E será minha rainha... Nunca mais partirá.
E respondi entre gemidos.
– Sim! Sou! Me deixe ser sua rainha, meu sheik... Sim! Eu quero... Ahhhhhh! Eu quero!
Então ele parou de me penetrar e me virou de frente pra ele, me dando olhar cético.
– Kyf? (como) Você... quer, Bella?
– Sim! Vim até aqui pra buscar seu perdão... Eu menti quando disse que o odiava, menti... Nunca vou ser capaz de lhe processar. E nada me deixaria mais feliz... do que ser sua rainha.
E decidi falar em Árabe as palavras que moravam a muito tempo em meu coração e que pedi pra Seth me ensinar como dizer.
– 'Ana 'ahibbuk ya 'amir. (eu amo você, meu príncipe)
Seu olhar então se iluminou e ele abriu um sorriso largo e feliz.
Continua...
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