Encanto Árabe
4 Sem brincadeiras
Notas iniciais
Povs Bella...
Sem dúvida todos na empresa contribuiram de forma significativa pra que eu pudesse redigir o melhor contrato possível pro Sheik Edward Cullen. Fiquei noites em claro, não dormi e nem comi direito. Mas, no final valeu a pena, com certeza ele não encontrará tantas vantagens assim em nenhum lugar. Sabia que tinha muitos desafios pela frente, ele já deveria saber da crise financeira a qual enfrentamos e em breve saberia também que quem iria tentar fechar negócio com ele, seria uma mulher.
Erick e Jacob já haviam me alertado que apesar do homem ter estudado na europa, ainda era conservador em alguns aspectos, principalmente no fato de mulheres realizarem papéis considerados muito masculinos. Porém, tinha que ir até o fim, muito empregos inclusive o meu dependia desse contrato com o principe Árabe. E se todos acreditavam que era a única que podia convencê — lo... e como adorava um bom desafio não poderia recuar.
E pra que pudesse me receber, não falamos que quem iria até ele seria uma advogada, preferimos manter segredo até que tivesse diante dele ou tudo poderia dar errado antes mesmo de começar. Precisaria ir até o Canadá pra vê — lo, entretanto antes de pegar o avião, Jake me chamou pra uma conversa particular em sua sala.
– Preciso lhe alertar sobre alguns fatos antes de ir, Bella.
– Como assim? Você e o senhor Erick já não me alertaram o suficiente?
– Precisa saber que ele não é um homem como nós, os orientais... são diferentes. Pensam diferente, se comportam diferente e veem as mulheres como...
E completei seu raciocínio.
– Como um objeto?
Ele deu um suspiro longo.
– Bella... Preciso ser sincero com você, ele vai tentar te seduzir.
Suas palavras me deixaram surpresa e me deu vontade de rir. Duvido! Se ele vê as mulheres independentes com desprezo o máximo que vai fazer é recusar o nosso contrato ou me expulsar do hotel onde está, só isso.
– Chefe... Desculpa, mas só pode estar brincando.
– Ele já fez isso antes com uma funcionaria minha e conseguiu. Só que ela era minha noiva.
Suas palavras me deixaram chocada. Isso explicava seu ódio evidente pelo sheik. Mas, isso não significa que aconteceria o mesmo comigo. Sempre fui muito racional, dedicada demais ao trabalho. E nunca me deixei levar por paixões... Tanto que até hoje nunca amei ninguém.
– Acha mesmo que deve fazer comparações? Estou indo lá a trabalho e sempre fui profissional. Isso não vai acontecer, chefe.
– Eu espero realmente que não, Bella. Porque depois que Tânia se envolveu com ele... Nunca mais foi a mesma, ele a destruiu. Gosto muito de você pra ver ele fazer o mesmo.
Deus... Do jeito que meu chefe fala o homem até parece ser o "Robert Pattinson" do deserto. Ele não deve ser tão bonito e tão irresistível assim. Além do mais estou tão focada no trabalho que dificilmente repararei nele.
– Não se preucupe, Jacob. Isso não vai acontecer. Estou indo lá pelo contrato, e vou fazer de tudo pra conseguir.
– Torço muito por você, acredite. Sua vitória garante a nossa também, e espero realmente que não esqueça dessa conversa que tivemos.
– Eu não esquecerei.
Quando cheguei a Vancouver e tive que lidar com o funcionário "intratável" do Sheik que queria me botar de lá a pontapés pelo simples fato de ser mulher e depois encarei o próprio Príncipe Árabe, percebi que tudo que Erick e Jacob falou era totalmente verdade e talvez um pouco mais. Os orientais eram de fato muito diferentes de nós. Edward Cullen era visto como um próprio "Deus" ali, nem cheguei tão perto dele assim e vários "brutamontes" me cercaram.
Seu rosto era impressionante... Ele tinha uma beleza forte. Um queixo quadrado, uma boca carnuda, olhos verdes, e vivos como duas pedras preciosas... E seus cabelos então... Num tom de bronze, vastos, levemente bagunçados, como se tivesse acabado de fazer amor... Deus! que pensamentos são esses? Imaginava que por ser tão conservador fosse mais velho ou até que usasse a tradicional roupa Árabe. No entanto, ele usava um terno cinza, muito bem cortado, e nem tinha barba, apenas uma leve sombra azulada de quem se barbiou a no máximo dois dias atrás.
A discussão que tivemos foi das mais estranhas pra mim... Sim, ele era um machista da pior espécie. Um machista lindo, sexy, viril e... Não! Preciso manter o foco, agora entendo porque Tânia, a noiva de meu chefe não resistiu, o homem era pura "testosterona". De qualquer maneira não devia ter gritado, muito menos respondido aos seus insultos, e imaginei que agora tinha perdido todas as minhas chances com ele. O Sheik se dirigiu ao seu funcionário que me destratou antes.
– fi baldi junah, Seth. (na minha suíte...)
Ele falou em Árabe, em seguida se virou e saiu sem mais uma palavra, e os seguranças o seguiram. Não entendi nada, porém, já imaginava. Sem dúvida quis dizer: "ponha essa louca pra fora daqui." Droga! perdi meu emprego e ainda vou "ferrar" com todo mundo da empresa, nunca vou conseguir me perdoar. E também nunca fui uma pessoa descontrolada, principalmente quando estava trabalhando, sempre consegui manter a calma. Todavia, esse homem me desestabilizou totalmente. Era a primeira vez que perdi o controle desse jeito, ele me afetou como jamais aconteceu antes.
Mas, se ele vai mesmo me colocar pra fora, por que mandou os "seguranças fortões" me soltarem? Seu funcionário que me destratou antes me encarou, ainda parecia querer "arrancar minha cabeça", mas, pra minha surpresa, o que disse foi algo totalmente diferente do que esperava.
– Venha comigo, mulher. O Sheik vai lhe conceder um minuto do seu precioso tempo.
Mulher? Apertei os dentes, respirei fundo e repeti mentalmente: aguente Bella, logo vai se livrar desses "machistas mal educados" e vai poder voltar pra Nova Iorque. O homem começou a andar na minha frente como se tivesse a obrigação de seguí — lo e se não precisasse tanto desse contrato... ele ia ver só. Quando entrei na luxuosa suíte o Sheik já estava lá e me encarou. Seu olhar era tão penetrante que chegou a me desconcentrar. Ele fez um leve sinal com os dedos, seu funcionário então se curvou e ainda me deu um olhar gélido antes de sair. Como se eu tivesse medo de cara feia.
Ficamos totalmente sozinhos. Ele agora começou a me medir de cima a baixo. Um olhar lento, minucioso e comecei a ficar nervosa. Um arrepio percorreu minha pele, seu olhar era tão quente que me senti como se tivesse nua. Engoli em seco vendo que precisava começar a falar e quebrar o clima sensual que se instalou desde que entrei aqui. E quando abri a boca pra falar do contrato, ele foi mais rápido que eu.
– Como se chama, zahrati? (minha flor)
– Isabella Swan, porém, todos me chamam de Bella. Senhor Cullen, enquanto ao contrato...
Todavia, ele novamente me interrompeu.
– Você é casada?
Mas... que pergunta era essa? o que minha vida pessoal tinha a ver com o contrato? Em qualquer caso, era melhor responder, meu emprego dependia dessa conversa.
– Não. Queria lhe explicar as vantagens do contrato e...
Não cheguei a terminar a frase, pois ele avançou me puxando pros seus braços. Perdi o ar e meu coração disparou. Mas... o que é isso?
– Tem filhos, malak? (anjo)
Perdi a capacidade de raciocinar. Com seu cheiro com seu calor a minha volta e com seus músculos rijos me apertando. Deus... Jacob tinha razão, ele estava tentando me seduzir.
– Eu...
– 'Aqul... (diga) Algum bebê já mamou em seu seio?
Que espécie de pergunta era essa? Em meu país nenhum homem perguntaria isso. Era no mínimo ofensivo e de mal gosto, um assédio. Porém, em seus lábios... Essas palavras tomaram uma conotação totalmente erótica. Ele me olhava com expectativa com a boca muito perto da minha. Tudo isso devia ser um jogo pra ele, assim como foi com Tânia, e não pretendia decepcionar meu chefe e muito menos as pessoas que dependiam de mim.
Reuni toda a força que tinha e o empurrei lhe dando um tapa no rosto. Agora ele saberia o único motivo que me trouxe aqui e que eu não estava pra brincadeiras. Imaginei que ele ficaria furioso, porém, ele sorriu esfregando o rosto e disse num tom enfático.
– Não tenho mais dúvidas, ya eazizi. (minha querida) Se casará comigo, wa'ana sawf 'aqum almalkat (e a farei, minha rainha)
Continua...
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