Encanto Árabe
9 O que escolhe?
Notas iniciais
Povs Edward...
Walllah! (Por Deus) O que deu em mim? Sem dúvida nas últimas horas não conseguia me reconhecer. Onde estava o Sheik equilibrado e sensato que sempre fui? Parece que tinha ido embora junto com o meu juízo, já que havia acabado de dopar e sequestrar uma mulher. Há muitas décadas atrás era uma prática comum em meu país, pois era preciso encher os haréns, mas hoje essa prática já foi esquecida e não teria recorrido à ela se não fosse absolutamente necessário. Bella não me deu escolha, estava a ponto de fugir, e todos os argumentos que usei não foram necessários pra mantê — lá comigo, então, vamos dizer... Tive que usar métodos "nada convencionais."
Pois desde o momento que a vi pela primeira vez zangada e ofegante no hall do hotel a quis pra mim. kan yuhibb shakhsiatah alqawiat, alnnar fi eaynayh. (adorava sua personalidade forte, o fogo em seu olhar) Era a primeira mulher que não me temia, e que resistia bravamente a minha sedução. Sim... Não era todo dia que se esbarrava como uma jóia rara como Bella Swan. Porém, só pensava em manter a sua independência e sua empresa falida.
Será que não conseguia entender que jamais faria negócios com uma empresa como a sua e ainda mais com um contrato redigido por uma mulher. Não gostei de enganá — la dizendo que assinaria o contrato e a deixaria ir, todavia foi a solução que encontrei pra ganhar tempo e avisar Seth do meu plano e lhe mandar fazer o chá com sonífero.
Agora estava adormecida numa poltrona ao meu lado dentro do meu avião particular. Era fácil entender porque fugia de mim mesmo tendo a certeza que me desejava. Achava que os árabes eram tiranos cruéis com as mulheres e que tiraria sua liberdade. Ela andou lendo livros demais... Não seria nada disso. A queria pra minha rainha e mãe de meus filhos. Alttaebiat min alfakhamat w almujwahrat. (a encheria de luxo e de joias)... E de todo o prazer que um homem como eu é capaz de dar a uma mulher. Mas, ela não acredita. Por isso a quero comigo. Vou provar que sua visão sobre mim e sobre meu país está absolutamente errada.
Será cercada de cuidados, de atenção. Manterei todos os seus desejos satisfeitos. Em breve não se lembrará de sua empresa falida e nem de nada que deixou pra trás. Viverá só pra mim e mais ninguém. Já fazia mais de um hora hora que havia tomado o chá, em breve acordaria e tenho certeza que não ficaria nada feliz ao descobrir o que fiz. Sim... Com certeza me atacaria como uma "leoa". Hum... e sempre que gritava comigo me deixava mais e mais louco de desejo. Quando dormia seu rosto ficava quase angelical. Acariciei seus lábios lentamente louco de vontade de chegar ao Catar e a manter em minha cama por horas. Seth se aproximou nesse momento.
– Gostaria de jantar agora, sumuww? (alteza)
– Lays, (não) vou esperar minha futura rainha acordar e jantaremos juntos.
Seth a olhou e franziu o cenho.
– Yaghfir alaiqtiham, ya sayidi. (perdoe a intromissão, senhor) Mas, acredito que a moça nunca será doce ou submissa como uma moça árabe.
Dei um meio sorriso.
– Kunt ealaa haqq . ldhlk sawf yakun li almalkat. (tem razão. Por isso será minha rainha) Não quero uma mulher frágil ao meu lado que trema de medo ao ouvir minha voz. Quero alguém que seja capaz de governar o Catar tanto quanto eu.
– Entretanto, tenho certeza que não concordará fácil com o matrimônio, meu senhor.
– Ela será o meu maior desafio. Mas, terei a vida inteira pra domar essa "alqat albarri" (gata brava)
– Tenho certeza que se diz que vai conseguir... ldhlk fa'inn, smwh. (assim será, alteza)
A reação de Bella quando acordou realmente foi a esperada. E não resisti a puxei pros meus braços tomando aqueles lábios deliciosos e rosados. Ela se debateu, tentou morder minha boca, entretando, logo se rendeu. E aprofundei o beijo de maneira intensa, devorando seus lábios, sem pressa, e sem nenhuma vontade de me afastar. Mesmo assim o fiz e vi seu rosto corado e confuso e sua boca inchada de meus beijos. Ela se levantou tentando por alguma distância entre nós e limpou os lábios com as mãos trêmulas.
– Exijo que me leve de volta, o que fez é crime e dá cadeia, ouviu?
O beijo lhe acalmou um pouco, mas ainda continuava alterada.
– O único lugar que vou lhe levar será pro Catar. E chegaremos em algumas horas. Então é melhor juntarmos, la 'aetaqid? (não acha)
– Como pode agir naturalmente? Não vê o que foi capaz de fazer?
– Sei exatamente o que fiz, eatifa. (carinho) E não me orgulho, mas não me deu saída.
Ela riu com irônia.
– É mesmo? Não lhe dei saída? Será que não consegue ouvir "um não" de alguém na vida? Então me diz a verdade. Nunca em nenhum momento pensou em assinar o contrato, não é?
– Não.
Ela se jogou na cadeira ao lado e pôs as mãos no rosto.
– Deus... é completamente louco, aposto que tem um harém no Catar onde guarda todas as mulheres que sequestra, não é?
Agora fui eu que me irritei.
– Claro que não, sou contra os haréns. Quero apenas você.
– Pra ser sua rainha e mãe de seus filhos? Acertei?
– Exatamente, zahrati. (minha flor)
Ela me encarou com os olhos estreitos.
– Pode esquecer. Quero voltar pra minha vida de antes. E se realmente me levar pra esse maldito país, eu fugirei e o denunciarei, farei de sua vida um inferno. Irá se arrepender, garanto!
Suas ameaças só serviam pra me excitar e a querer mais e mais.
– Pois faça... Vou esperar por isso... halawa. (doçura)
Lhe dei um olhar sedutor, passando pelo seu rosto e pelo colo e a vi enrubescer e morder os lábios.
– Agora vamos jantar... Antes a tome aí mesmo onde está.
Sua respiração se agitou.
– Jamais... Vou permitir que me toque, ouviu? Seu sheik mentiroso!
– Da mesma forma que fez no hotel?
Ela desviou o olhar constrangida ao lembrar que se não fosse pelo meu secretário já teria sido minha.
– Não quero comer, obrigada.
– Mas, irá.
Ela perguntou num tom mordaz.
– Já começou a agir como um tirano novamente?
Então decidi lhe provocar.
– Ou se alimenta pra que permaneça saudável. Ou terá que tirar sua calcinha e colocá — la na minha mão... malaki. (anjo)
Ela arregalou os olhos.
– Não... Não pode estar falando sério.
– Estou sim. E quem irá me impedir? estou no meu avião e com os meus funcionários. É só uma refeição Bella, não quero que adoeça por não comer. Quero minha mulher... bem disposta.
Ela crispou os lábios.
– Não sou sua mulher.
– Do que tem medo? Que descubra o quanto está molhada e da vontade que deve ter que chupe a carne cremosa que tem entre as pernas?
Novamente tentou me dar um tapa, mas segurei sua mão dessa vez.
– Então... O que escolhe, baladi almalakat? (minha rainha)
Ela estava trêmula, corada, irada e ainda mais desejável.
– Eu... Odeio você!
Continua...
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