Encanto Árabe
5 Me pertence
Notas iniciais
Povs Edward...
Sem dúvida, a linda moça que estava na minha frente era muito corajosa. kayf tamm dhlk lm yakun ladayk zawj wal'atfal? (como era possível que não tinha um marido e filhos) Ela faria qualquer sultão muito orgulhoso. E lembrei que as mulheres ocidentais eram muito diferentes das do meu país. Se achavam livres, fortes, independentes, mas, no fundo sei que todas desejavam a proteção que só um homem poderia dar.
Ela insistiu no assunto do contrato, porém, jamais faria um acordo devantajoso com uma empresa prestes a falir. Chegou o momento de me casar e ela reunia todas as qualidades que precisava pra ser minha rainha, no entanto, riu quando lhe informei sobre nosso casamento.
– Qual o seu problema, senhor Cullen? Casar? Isso só pode ser uma piada, mal nos conhecemos. Acabei de lhe dar um tapa por ter a ousadia de me agarrar. E estou aqui a negócios. Ainda não se deu conta disso?
Oh... Sim... Um tapa que inflamou meu desejo como nunca... E me deu vontade de tomar seus lábios e tocar seu corpo com ardor, entretando, terei que ir com calma... 'aw zahratay aljamilat dhier. (ou minha linda flor se assustaria)
– Negócios? E aonde fica o prazer nisso tudo?
Ela estreitou os olhos. E esticou seu dedo na minha direção.
– Não vá por esse caminho. Se não quiser tratar de negócios, irei embora.
Dei um meio sorriso, e olhei pro seu dedo estendido.
– É bom abaixar esse dedo... ou o morderei, malak. (anjo)
Ela ficou sem jeito e baixou o dedo na hora.
– Porque não se senta? parece cansada. Viajou longas horas, não é?
– Sim... É verdade.
Ele sentou calmamente, antes estava furiosa, agora parecia nervosa.
– Então já podemos falar seriamente?
– Sabia que no meu país uma mulher não precisa conhecer um homem... Pra se casar com ele? E que uma esposa deve dançar pro seu marido na noite de núpcias usando apenas sete véus... E que o marido deve tirar um a um... Com os dentes.
Ela arfou levando as mãos a garganta, em seguida se levantou.
– Esse jogo pode funcionar com todas as outras, mas não vai funcionar comigo. Sei a maneira machista que vê as mulheres. Não sou só um "par de pernas", eu garanto. Tenho tanta capacidade pros negócios como qualquer homem.
– No meu país uma mulher não é vista de maneira inferior, pelo contrário. Elas são protegidas, cuidadas, amadas.
– Mesmo? Eu dúvido.
E lá estava ela brava de novo... k " alqatt aleumd. (como uma "gata voluntariosa")
– Como pode saber se nunca viveu lá?
– Realmente eu não sei onde esse assunto nos levará, alteza.
Dei — lhe um olhar intenso e baixei minha voz.
– Aos meus braços, a minha cama... a minha terra, onde a farei minha rainha. Ma rayak? (o que acha)
– Chega! não vou ficar aqui nem mais um minuto. Cansei de ouvir esses absurdos.
Ela abriu a porta pra sair, no entanto, meus seguranças estavam no caminho.
– Peça pra eles saírem da minha frente.
Se a deixasse ir agora perderia a chance de conquistá — la... De fazer dela minha esposa e rainha, w la tade hdha alainzilaq aljamal min khilal 'asabieahum. (e não deixaria essa beleza escapar por entre os dedos)
– É por isso que uma mulher não deve tratar de negócios. Elas são passionais demais pra lidar com tanta responsabilidade.
Ela avançou em cima de mim como se fosse me agredir, mas minhas próximas palavras a paralisaram.
– Isso... me toque, todavia esteja preparada. Vou tocar você de volta, baladay jaria. (minha odalisca)
Ela enrubesceu mordendo levemente os lábios.
– O senhor... é maluco. Me avisaram que era um homem diferente.
– Diferente não, Árabe, deveria dizer. No meu país um mulher como você... Com todo esse fogo e garra seria adorada. Qualquer sultão seria capaz de dar mil camelos pra tê — la como esposa.
– No momento... Só queria me ouvisse por alguns minutos. O senhor é a única chance que tenho de salvar a empresa onde trabalho.
– Sério? Essa empresa não lhe dar nenhum valor, se desse não a mandaria aqui, pra tratar com um Árabe. Está no emprego errado.
– Se engana. Não pode entender. Sua cultura é muito diferente da minha.
dhaki ... falnty ... manhaniat alkamila . (inteligente... Valente... Cheia de curvas) Meu membro formigou e minha garganta ficou seca. Alllah'... (Deus) Ela me fascinava cada vez mais.
– Então me faça entender e fique.
– Ficar? Sei exatamente o que quer.
– Posso querer... muito mais.
– Sejamos claros, Senhor Cullen. Não está interessado no meu contrato.
– Não pode sair do quarto, a menos que autorize meus seguranças que a deixem ir.
Ela me olhou com espanto.
– Pretende me prender aqui?
– Não. Só queria desfrutar um pouco mais de sua companhia, mjrd 'ann waleasl . (apenas isso, carinho)
– Sinto muito, Não posso. Não tenho tempo a perder. Se não quiser saber do meu contrato, terei que arrumar um outro jeito de salvar minha empresa.
Oh... Sim, devia admitir que tinha personalidade e que não desistia fácil do que queria.
– Adoro isso em você... outra mulher daria tudo pra estar em seu lugar, no entanto, me recusa. Nossos filhos serão fortes, bialttakid. (com certeza)
– Filhos? Já disse pra parar de brincadeiras.
Me aproximei dela e sussurei a centímetros do seu rosto.
– Sou um príncipe do Catar. Sou honrado, minha palavra é lei e acredite... Estou certo que será minha rainha e mãe de meus filhos. la 'ashukk fi dhalik. (não duvide disso)
Sua respiração acelerou, ficou rubra e falou num fio de voz.
– Me deixe ir... Por favor.
Não... Não podia, ela reunia todas as qualidades que buscava numa mulher. E era tão sensual... Tinha pés lindos, pernas e coxas sensuais, e seu cheiro me tirava do chão... E sua boca tão rosada... w alththaghar aldhy yus'al ean alqublat. (uma boca que pede beijos) Agarrei seus cabelos longos e sedosos os puxando levemente pra trás, ela soltou um pequeno suspiro.
Quando enlacei sua cintura seu corpo estremeceu. Minha boca desceu sobre a dela lentamente. Era um beijo explorador, sensual. Sua pequena língua deslizou pela minha com com ardor. Apertei ainda mais sua cintura fina. mutamanniaan edm wujud mulabis baynana. (desejando que não houvesse roupas entre nós) Meu membro ficou rijo e começou a latejar. Quando a soltei tinha o rosto tomado pelo desejo e a boca molhada pelo meu beijo e perguntei com rispidez.
– Quantos homens já estiveram em sua cama, baladay jamila? (minha linda)
Ela parecia nervosa, sem fôlego.
– Eu...
– Nansaa kl minhum. (esqueça todos eles) Agora pertence somente a mim, easal. (doçura)
Continua...
Fale com o autor