Encanto Árabe
8 Doce sequestro
Notas iniciais
Povs Bella...
Eu ainda estava tentando me recuperar do fato de ter quase permitido que o sheik fizesse amor comigo no chão do seu quarto, quando ele apenas me "comunica" que vamos viajar pro seu país. Um lugar onde a única lei que prevalece é sua. Não! Só estando muito louca pra aceitar. Pensei que iríamos pra qualquer lugar onde eu pudesse sair sem que ninguém pudesse me impedir. Ele me queria em sua cama, isso é fato! mesmo que tivesse mentindo sobre casar e ter filhos e sei que não descansaria até conseguir.
Jacob me avisou... Só não me falou como uma mulher conseguiria escapar desse homem. Sem dúvida ele não tinha nenhuma intenção no meu contrato, não devia estar acostumado a receber um "não" principalmente das mulheres. Acha que poderia me enganar facilmente dizendo que se viajasse poderia quem sabe me dar uma chance de salvar a empresa? Ele acredita mesmo que era tão ingênua assim? Não o conhecia de fato, era um estranho que conheci a poucas horas. E depois que entrasse naquele avião ele poderia ter total controle sobre minha vida.
Claro que não usou a violência comigo a não ser uma sedução desleal que deixou meu corpo em chamas. Mas, impediu que saísse do hotel e quando chegarmos lá... O que mais pode fazer? Me amarrar? Me trancar? Não... Ele não parece ser um homem cruel ou calculista. Porém, os despostas ainda existem por aí e ele pode ser um que apenas está escondendo sua verdadeira face. Não mesmo! Se ele quisesse tratar de negócios seria aqui ou noutro lugar, entretando, não embarcaria com ele em direção ao Catar de jeito nenhum.
– Eu mudei de idéia, alteza. Não vou mais viajar.
Ele franziu o cenho e crispou os lábios em sinal de desagrado.
– Mas, disse que concordava. Pensei que quisesse salvar sua empresa ou não, baladay jamila? (minha linda)
– Sim, eu quero. E já que tem que viajar pode ir. Podemos marcar um outro dia. Pode ir até Nova Iorque, quem sabe.
– Eu deveria ir até você quando na verdade é você que precisa de mim, easal? (doçura) Que sentido isso teria?
Ele tinha razão, porém, não viajaria e estava decidida.
– Meu contrato não o interessa, porque talvez só consiga ver o lado ruim de uma empresa em crise. Vou tentar arranjar outra solução. Então, acho melhor nos despedimos aqui.
Entendi a mão em sua direção e ele me olhou como se tivesse perdido o juízo.
– Está se despedindo de mim, baladi malika? (minha rainha)
– Sim... Estou.
Jake tinha razão, vir aqui não adiantou de nada. Tudo que ele quer é "entrar nas minhas calcinhas" como fez com Tânia e não vou permitir ser usada assim. Mas... Se as circunstâncias fossem outras e não envolvessem negócios... Deus! Como poderia resistir a esse homem com toda essa beleza e virilidade? seria impossivel. Sim, com certeza lembraria do senhor Cullen por muito tempo. Do seu olhar ardente, de sua boca sensual... desses braços fortes... Ele é um homem que nenhuma mulher é capaz de esquecer na vida depois que encontra. Mas, é preciso encarar a realidade e partir. Imaginei que o sheik ficaria furioso, no entanto, sorriu.
– Está bem, Bella. 'Ant rabihat. (você venceu) Vamos pra sala discutir o contrato. Isso atrasará um pouco o meu voo, mas não há problema. Está bem assim? Depois poderá ir embora como deseja.
Sério? Assim tão fácil? Olhei pro seu rosto tentando identificar um "blefe", porém, ele parecia muito sincero.
– Está dizendo a verdade?
– Claro que estou, apenas aceite as roupas e as meias de antes pra não sair tão amassada daqui. Não ficaria bem se todos notassem... Seu desalinho, não acha?
Ele disse a última frase numa entonação sensual, deixando bem claro o que quase fizemos aqui e fiquei rubra agradecendo a interrupção de seu empregado, se não... Oh deus!
– Claro, eu aceito sim, obrigada.
E quando ele saiu do quarto respirei fundo. Só precisava manter os olhos abertos, e só acreditaria em suas palavras quando realmente assinasse o contrato. A roupa que veio até mim era um vestido creme até as coxas, elegante, discreto e as meias na mesma cor. Parecia um tecido caro, não deveria aceitar, mas... Minhas roupas... Qualquer um que olhasse pra elas saberia que eu... Quase... É melhor nem terminar. Encontrei o sheik na sala sentado no sofá, ao lado de uma mesa com uma bandeja de chá e seu empregado "intratável" de antes estava de volta. Edward me convidou a sentar no sofá de frente pra ele.
– Parece que você e meu secretário Seth não tiveram um bom começo, mas ele pretende se redimir, eatifa. (carinho)
– Me perdoe, senhora. Fui muito grosseiro, gostaria que realmente pudesse me perdoar, só estava tentando proteger, sayidi. (o meu senhor) Saiba que estou a sua disposição assim como estou a mando do Sheik.
Seu pedido de desculpas me pegou de surpresa.
– É... Está tudo bem, vamos deixar pra lá, está bem?
Do que adiantaria guardar mágoas? nunca mais iríamos nos ver mesmo. Ele se curvou pra mim assim como fazia com Edward.
– O chá verde é muito tradicional em meu país. Foi Seth que o fez em sinal de suas sinceras desculpas. Por que não o tomamos enquanto olho o contrato?
Dei um sorriso.
– Eu acho ótimo!
Tirei o contrato de uma pasta que havia deixado ali, entreguei ao sheik, enquanto Seth me passava a chícara com o chá fumegante. A bebida era doce, e deliciosa. E depois do terceiro gole senti uma espécie de moleza, uma sonolência estranha, então, apaguei. Comecei acordar algum tempo depois, percebi que estava sentada e quando abri os olhos novamente notei que agora estava dentro de avião. Então lembrei do chá... E deus! Fui dopada! Edward estava na cadeira que ficava ao lado da minha.
– Senhor Cullen... O que fez?
O efeito da bebida tinha passado e praticamente gritei. O sheik apenas sorriu e falou:
– Que bom que acordou, easal? (doçura) Como se sente?
– Como me sinto?
Levantei e joguei as mãos pra cima.
– Como acha? Fui dopada, sequestrada e enganada também, acha pouco?
– Sente — se, malaki. (anjo) estamos em voo.
O avião era grande com várias fileiras de cadeiras no entanto, só nós dois estávamos ali. Como ele podia estar tranquilo? Como podia não se dar conta do que fez? Então lembrei o que meu chefe disse que os árabes pensavam e agiam de forma diferente dos homens ocidentais. Respirei fundo tentando me acalmar.
– No seu país pode ser comum o sequestro de mulheres, mas de onde eu venho isso é um crime.
Ele havia trocado de roupa. Agora vestia uma calça escura, e uma camisa clara com os três primeiros botões abertos que revelava seu peito másculo e forte. Eu estava "doente de raiva" como ainda conseguia reparar nele desse jeito? Maldito seja!
– Se acalme, baladay jaria. (minha odalisca) Disse que seria minha rainha, e a palavra de um sheik não volta atrás.
– Nunca! ouviu bem? Agora trate de me levar de volta antes que eu...
Não tive tempo de terminar a frase, pois o sheik me puxou pro seu colo e pousou a boca sobre a minha.
Continua...
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