Encanto Árabe
15 A serpente
Notas iniciais
Povs Edward...
walllah! (Por deus) Eu não deveria ficar tão excitado, não quando Bella estava em meu colo morrendo de medo de voar de helicóptero, e me contando sobre seu trauma de infância, mas fiquei. Tanto que minha ereção incomodou dentro das calças. E milhões de visões eróticas rodaram em minha cabeça, pois tudo nela era tão novo e fascinante pra mim. Ela me via como um homem comum. O próprio "vilão cruel" que a sequestrou. Não via meu título, meu poder. Adorava isso. Era como se perto dela fosse só Edward. Sem o peso de minha origem e tradições.
E só um grande desejo nos unia, me puxava pra ela como uma força esmagadora e invisível. Mais forte que qualquer coisa que já experimentei antes. Nenhuma mulher que conheci se comparava e olha que foram muitas. Bella era como um "oásis no deserto" um doce feitiço, um encanto delicioso, quente, refrescante. E não resistindo mais afastei seus cabelos beijando seu pescoço. Ouvir seu suspiro me incentivou e beijei seu ombro também.
– Não, Edward.
Seu olhar, sua fala entregava seu desejo, por mais que tentasse negar.
– Não estou fazendo nada, eatifa. (carinho)
– Está sim, isso não vai acontecer.
– Por que não? Sei que não agi corretamente a trazendo a força, porém, não tive saída. 'Ant li , halawatan. (você é minha, doçura)
– Assim que tiver uma chance fugirei e o denunciarei. Então não crie ilusões, e nem as alimente.
– Ilusões? Sabe que vamos fazer amor. Você quer também, eu sei, zahrati. (minha flor)
Ela arfou ficando vermelha.
– Nunca, eu odeio você.
Ela tentou se levantar e a puxei de volta.
– Pare com isso.
Ela respirou rapidamente. Claro que o medo de voar persistia.
– Não tente se aproveitar de minha fraqueza. Não vou ficar apavorada pra sempre.
– Foi só um beijo, só isso, malaki. (anjo)
– Não importa, não me toque.
Afastei minhas mãos dela.
– Satisfeita agora, baladi almalakat? (minha rainha)
– Mas, você está...
– Se está se referindo a minha excitação, não posso evitar. Tenho você em cima de mim.
– Eu só vou ficar aqui até essa porcaria descer. Tenho medo de ir... Pro outro assento.
– Você é a mais deliciosas das torturas, balladay jaria. (minha odalisca)
Ela de fato tentou se afastar, todavia bastou a aeronave sacudir pra ela voltar a me segurar pelo pescoço. E pra mim o mais difícil foi conter o desejo, meu corpo todo queimava, procurei manter todo o meu autocontrole, ou a tocaria e ela iria se zangar. E meu plano era fazer adimitir seu desejo. Vir pros meus braços naturalmente, não era de fato um homem paciente, mas pela minha futura rainha arriscaria tudo. E sei que fiz a escolha certa.
Quando pousamos e Bella viu a enorme cabana luxuosa, pude ver a surpresa e a admiração em seu olhar, sem dúvida não era nada com que estava acostumada. Nem mesmo ao ter meus sapatos caros afundados na areia quente incomodou. Sabia que essa seria a minha chance de me ver com os outros olhos. O que não daria por um toque carinhoso seu, ou uma palavra amigável. Por deus! Desde quando implorava a atenção de uma mulher? Com certeza nunca, porém, as melhores coisas só vinham com sacrifício. É o que meu pai sempre diz.
Bella pois as mãos sobre os olhos pra proteger a vista do calor da manhã. E quando olhou em volta vendo apenas areia, franziu o cenho com preocupação, de fato calculando um jeito de escapar, porém, no fundo sabia o quanto seria difícil. Ela então me encarou estreitando o olhar.
– Pensou em tudo, não é mesmo, Sheik?
E falei com malícia no olhar.
– Oh... Sim, zahrati. (minha flor) Penso. Inclusive agora... estou pensado muito.
A olhei lentamente de cima a baixo. Ela compromiu os lábios com desagrado. Mas, um leve rubor se instalou no seu rosto. Ela lutava bravamente pra esconder seu desejo, todavia estava falhando.
– Chama esse castelo de cabana?
Dei um meio sorriso. Realmente a cabana era grande, agora chamar de "castelo" era um exagero.
– Vai gostar mais ainda quando ver por dentro, easal. (doçura)
Ela cruzou os braços amuada.
– Duvido muito.
– Não consigo agradá — la nunca, não é?
– E não sabe mesmo porque? Se se importasse comigo ou com que eu penso nem estaríamos aqui pra começar.
Dei um suspiro frustrado.
– Não quero brigar agora, baladi almalakat. (minha rainha)
– Então devia ter sequestrado outra trouxa qualquer, menos a mim. Uma que se admirasse com seu dinheiro e poder.
Acariciei seu rosto levemente.
– Mas foi você que escolhi, não quero outra rainha, Bella.
– Você terá sim, a sua rainha. Porém, não serei eu.
– Como era o seu último amante?
Ela chegou a engasgar com a minha pergunta.
– Isso não te interessa.
– Garanto que posso ser melhor que qualquer homem que já teve, principalmente entre os lençóis, balladay jaria. (minha odalisca)
– Você? Deus... Com certeza você é maluco, não há outra explicação.
Ela saiu pisando duro na areia, indo em direção a cabana. E por alguns minutos fiquei parado admirando suas roupas e seu cabelo balançar com o vento. Bella parecia uma pintura de tão bonita. Ela parou de repente me encarando.
– Você não vem?
E falei com malícia.
– Hum... Pelo visto não vê a hora de ficarmos sozinhos, não é anjo?
– Se enganou. Estamos no meio do deserto, num sol escaldante. E já que não posso ir embora ou ir a outro lugar longe de você, não pretendo torrar nesse sol.
Pretendia provocá — la novamente, porém, Bella gritou e notei que uma cobra apareceu na sua frente.
– Não se mexa, zahrati. (minha flor) Eu vou até aí.
Quando me aproximei, ela indagou com a voz trêmula.
– O que... Vai fazer?
– Não tenha medo. É uma serperte do deserto, é venenosa, mas já vi muitas como ela. Vou pegá — la e tirar ela do nosso caminho.
– Você está maluco se acha que vou deixar você se aproximar disso.
A serpente negra levantou a cabeça, botando a língua pra fora e parecia bem estressada.
– Não se preoucupe, sei o que faço, baladi almalakat. (minha rainha)
– Não... não sabe.
– Fique atrás de mim, não vou deixar que ela nos faça mal.
– Não. Se ela te picar e você morrer, ficarei sozinha aqui isolada sem ter como voltar.
E falei com gracejo.
– Pensei que é o quer. Assim se veria livre de mim, malaki. (anjo)
– Não seja ridículo, Sheik. Se alguém tiver que acabar com você, serei eu.
Meu tom ficou baixo e provocante.
– E de que forma... Me diga?
A cobra tentou se aproximar e Bella pulou.
– Agora não é hora disso, sabia?
Ela tinha razão, mas não pode resistir.
– Está bem. Só faça o que mandei.
– Edward...
– Vamos combinar assim, seu eu conseguir você me dar uma recompensa. Pode ser, eatifa? (carinho)
Ela me olhou com desconfiança.
– Que recompensa?
– Um beijo.
– Na boca, imagino?
Quando sacudi a cabeça em negação e olhei pra linha abaixo da sua cintura, Bella entendeu na hora. Ela arfou ficando rubra. Levando sua mão a garganta como se buscasse fôlego.
– E se... Você falhar?
Dei — lhe um sorriso lento e sensual.
– Acredite em mim, baladi almalakat. (minha odalisca) Não falharei.
Continua...
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