Encantada
26 Capítulo 25
Notas iniciais
Sabe aquele momento em que o mundo parece parar só para que você admire algo? Não? Mas eu sei, eu estava vivendo aquilo, pela primeira vez. Não foi aquele clichê em que todos param para observar uma linda garota descer calma e graciosamente da escada enquanto uma luz a acompanha! Não! Muito clichê para Granger. Mas ela era uma linda garota que andava calma e graciosamente em minha direção, e acredite ninguém parou para observa-la por muito tempo, mas aqueles que olharam com certeza a admiraram.
Ela usava um lindo vestido de corpo dourado e saia lilás, com uma maquiagem clara e os cabelos fabulosamente presos em um coque trançado. Blaise e Theo ao meu lado estavam quase babando. Ela sorriu para nós assim que nos viu e acenou.
– Wow! – Disse Blaise, ele estava vestido de monge, algo que chegara a ser engraçado, visto que ele era tão santo quanto um pedaço de madeira. – Você está linda... Ou melhor, maravilhosa!
– Obrigada, Blas!
– Eu sou forçado a concorda com este monge profano! E duvido que haja dama mais bela que vós, esta noite! – Disse Theo enquanto beijava a mão dela que riu de sua fala, que condizia com a fantasia de vampiro vitoriano que ele trajava.
– Muito obrigada, cavalheiro!
– Na verdade sou um vampiro! – Brincou mostrando os caninos que foram enfeitiçados para que ficassem maiores que o usual.
– Boa! – Ela olhou para mim e estreitou os olhos. – Fantasma da Ópera, Draco? Não muito trouxa para sua família?
– É uma noite a fantasia, se olhar para a Pansy descobrirá que ela veio de Marilyn Monroe! – Ela riu e disse que preferiria evitar a cena. – Mas concordo com o santo do pau-oco e com o sanguessuga, você está maravilhosa, Hermione!
Ouvimos os protestos e depois ela se despediu, dizendo que precisava encontrar Lovegood. Blaise começou a rir e eu tive a impressão de que ria de mim. Voltei-me para ele e o encarei, o que fez sua crise de riso aumentar.
– Qual é a graça, Zabine?
– Draco, você tá babando! – Disse ainda rindo. – Qualé... “Você está maravilhosa, Hermione”?... Cara, tu tá completamente caído pela Mione!
– Nisso eu sou completamente obrigado a concordar com o Blas... E da próxima vez que me chamar de sanguessuga eu te mato! – Disse brincando ainda se divertindo comigo.
– Tá e seu eu tiver caído por ela, o que isso significa? O que muda? – Falei, fechando a cara e fazendo com que eles olhassem para mim. – Estamos no meio de uma guerra, e meus pais jamais aceitariam uma união minha com ela, e ela ama o idiota do Potter, mesmo que negue isso com todas as forças... O sentimento ainda tá lá, estampado na testa dela!
– Draco, você não pode viver a sombra dos seus pais para sempre, você sabe disso! – Disse Blaise se afastando e indo tomar um drink, que não duvidava nada estar batizado.
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– Wow... Parece que alguém tem a intenção de arrasar os pobres corações alheios! – Disse uma voz atrás de mim que me fez virar para ver a quem pertencia.
– Jason!
– Clair... É engraçado que mesmo que trabalhemos juntos ainda não tenhamos trocado uma única palavra, não é mesmo?
– O que quer?
– Clair, te conheço desde que éramos crianças! E eu sei quando tem algo errado, e o caso da menina Granger, é algo errado! – Revirei meus olhos. Jason e eu podíamos ser amigos de infância, mas a amizade ficou lá quando ele quebrou a minha confiança.
– Eu também te conheço Jason, e sei que você não é confiável! – Falei virando-lhe as costas e o abandonando.
E quem dera eu pudesse dizer que fora da mesma forma que ele me abandonara antes. Vi quando uma velha conhecida se aproximou, Kimberly. Aparentemente hoje era o dia em que deveria reencontrar as velhas amizades e essa foi bem inusitada.
– O que faz aqui, Kim?
– Me chamaram para a cobertura do baile... Aparentemente o Ministério quer usar o baile para acalmar a situação, tem alguns loucos que dizem que o mundo está acabando e que as ondas foram um aviso disso! – Comentou com um bom humor. – Não se preocupe, é apenas uma pequena matéria.
– Não me preocupo... – Garanti, quando a vi se retirando a chamei e ela se virou para mim. – Não sabia que conhecia a família de Hermione.
– Também não sabia... Descobri através de Sam Powers!
– Powers... Sua sede é aqui, mas ele vive em Milão não?
– De onde vem a família La Vecchia... – Respondeu-me quando perguntei-lhe sobre Powers. – Helena é a secretaria dele e descobri que Hermione era sobrinha dela quando Powers me ligou confirmando uma matéria de Skeeter.
– Fiquei surpresa por não aproveitar a chance!
– Helena é uma amiga muito querida para mim, não vou estragar nossa amizade por uma matéria, você sabe que eu não faço isso Clair!
– Eu sei, Kim! E como esta a sua amiga?
– Helena está junto de Sam em Londres, parece que ele veio se livrar de sua noiva, uma Elle Peronni. – Ela olhou para cima e suspirou. – Aparentemente Helena odeia o seu amigo.
– Leo? – Perguntei com um suspiro. Tão esperado. – Não se preocupe, ele tem esse dom!
– Eu me lembro bem disso!
– Então o que ele fez...
– Chamou-a de teimosa. Ela é teimosa, mas céus... Não é algo que você deva ficar falando. – Fui forçada a rir, principalmente quando Kim falou sobre uma característica da amiga, um orgulho colossal. – Mas deixe-me ir... Tenho que cobrir a festa! Foi bom falar com você, Clair! – Disse com um olhar sincero. – Gostaria que tivesse sido assim quando éramos mais novas.
– Você pensava em Leo quando falava comigo.
– Tem como não pensar?
– Ele é uma boa pessoa, só tenta mostrar o contrario... – Ela sorriu descrente.
Leo realmente tinha deixado ela triste no passado, mas eu podia ver que ela já tinha superado. Sua força era algo invejável. Vi quando ela foi encher a paciência de Snape, seu passatempo favorito.
De longe vi Hermione, ela estava muito bonita, dançava com McLaggen. Zabine estava no bar, tomando os drinques, que não duvidava nada que já tivessem batizado com firewhisky ou qualquer outra bebida alcoólica, mágica ou não. Ele parecia um pouco irritado, e observava Hermione dançar.
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Olhei os ponteiros do relógio do salão, era cinco para meia noite. E com isso me preparei para sair, claro que não falei nada sobre “D”, apenas disse que iria ao salão comunal pegar algo. Naquela hora o mestre de cerimônias, professor ****, anunciou a valsa do rei e da rainha, uma valsa dançada principalmente pelos casais do sétimo ano.
Me esquivei de Malfoy que se aproximava e ia em direção a porta de saída e acho que ninguém me notou. Enquanto andava rumo a ponte diversos pensamentos passavam por minha cabeça, e o principal era: “por que agora?”. Ao longe avistei uma pessoa que nunca vi em minha vida, cabelos negros e pele clara, alto e olhos negros, o rosto era lindo, mas definitivamente um desconhecido. Vi um sorriso se formar em seus lábios a medida que me aproximava.
– Tão pontual! – Disse-me assim que me aproximei. Sua fala era tão mansa quanto a que eu esperava, mas ainda sim existia uma força nela. – Esperei muito tempo para poder te ver, sabia Srt. Harmonie? – Naquele momento dei um passo para trás. Harmonie era como a mulher dos meus sonhos me chamava todas as noites. – Surpresa?
– Quem é você?
– Sabe que D vem de Discórdia? Claro que não, como saberia se nunca lhe dei uma dica?... Vou deixar que pense que “D” vem de Drummond, para não acabar com todo o romantismo... Eu sou Ethan Drummond, o cavaleiro da discórdia! – Ele se aproximou e estava bem próximo de mim. Pegou uma mexa do meu cabelo e a beijou. – Eu sinto muito pelo que vou fazer agora, minha querida... – Senti uma agulha na minha pele e tentei me afastar, mas meu corpo já pesava muito.
– O qu... – Não consegui dizer mais nada, já havia sido engolida pela inconsciência.
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Peguei-a antes que caísse no chão e ali consegui observar o quão bela ela estava. Garanti que não havia ninguém se aproximando e fui à busca de Avery e Kister, que deveriam estar me esperando perto da floresta. Senti a presença de um druida e olhei para a ponte de onde já havia saído, ali agora estava loira junto a um homem alto e forte, de olhos azuis.
– Hermione! – Gritou a loira assim que me viu com a aluna, ainda desacordada. Sua presença indicava que era a druida que sentira antes, ela sussurrou algo para o homem que entrou no castelo, correndo. – Eu não sei quem é, mas devolva Hermione agora!
Ela fez algo realmente inesperado, pulando da ponte e utilizando do vento para que pudesse ser devolvida a terra firme salva. Controlar o vento exigia uma calma quase que assustadora, e isso significava que ela era realmente poderosa. Tsc.
– Deveria ficar longe daquilo que desconhece, druida!
– Me desculpe, mas o desconhecido é o que mais me fascina! – Respondeu irônica.
Ela tentou me atacar, mas lembrou-se que sua aluna estava comigo. Eu ainda fiz questão de usar Harmonie como um escudo. Claro que eu não a machucaria, e nem deixaria com que a loira o fizesse. Usei um feitiço para atacar a loira que conseguiu se defender, houve uma breve batalha até que eu consegui atingi-la e formar uma barreira de fogo, que me ajudou a fugir com a menina em meus braços.
Quando alcancei a floresta vi uma carruagem puxada por trestálios e dentro dela Avery que estava ansioso. Coloquei-a na carruagem, sabendo que da próxima vez que a visse ela já estaria pronta para seu destino. Sorri de canto quando a carruagem partiu com um feitiço de ilusão. Vendo que meu trabalho estava feito, me mandei.
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– Clair... – A voz ao fundo me soava familiar, mas eu ainda estava naquele estado semi-inconsciente onde sei e não sei o que está acontecendo. – Vamos, você precisa acordar... Clair!
Meus olhos se abriram aos poucos e logo pude enxergar Leo, quando recuperei todos os meus sentidos percebi que Leo me segurava pelos ombros e estávamos no jardim que a pouco fora um campo de batalha. Batalha, que só pra lembrar, eu perdi. Ainda havia uma barreira de fogo que provavelmente ele deixara para nos impedir de alcançá-lo, mas eu sabia que já deveriam estar longe. Ali também estavam Minerva, Dumbledore e Jason.
– O que aconteceu?
– Ele me nocauteou, e arg... – A dor que sentira no meu corpo era latejante e ardente ao mesmo tempo. Leo me ergueu com cuidado.
– Vou leva-la a enfermaria, chamem os aurores imediatamente, Dumbledore! Temos um caso de sequestro.
– Estou indo, Minerva, vá para a festa e a suspenda, mande com que os professores responsáveis pelas casas reconte todos os seus alunos.
A voz de Minerva contestando Dumbledore ficara cada vez mais distante para mim, ouvi um suspiro pesado de Leo.
– Você deveria ter me esperado!
– E de que adiantaria, ele já a teria levado de qualquer forma...
– Mas você poderia estar bem! – Disse em um suspiro e eu sorri, e me deixei dormir um pouco.
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Era fim de tarde, o sol se punha lentamente no horizonte enquanto eu e Marion procurávamos por alguém, em uma caverna ainda iluminada por esse sol que se punha. Marion ia a minha frente.
– Ai estão vocês... Venham... Aldebaran está vos esperando... – Disse o homem, que tinha um jeito serio e retraído.
Ele nos guiou até uma gruta que estava bem escondida naquela caverna. A galeria era grande e nela havia um lugar habitável, com velas e castiçais a iluminando, uma vez que o sol já não conseguia adentrar nela. As estantes, lotadas de livros, enchiam boa parte desta galeria também tinha alguns acentos e uma mesa bem grande com castiçais, livros e pergaminhos e logo atrás dela havia um homem.
Este homem possuía a pele branquíssima e uma cabeça calva com os cabelos, assim como a barba, eram brancos e bem longos, os olhos eram pequenos e prateados, suas vestes antigas mostravam que pertencia a uma família rica e importante. Só que havia algo nesse homem, algo que não me permitia chamá-lo de homem. Suas orelhas eram longas e pontiagudas quase parecidas com a dos elfos domésticos, mas eu logo eu soube aquele era um elfo branco. Que no meu tempo estavam extintos.
– Marion, Callie... Que bom que chegaram! Estávamos mesmo precisando de vocês!
– Aconteceu algo, Sir Aldebaran?
– Sim, Marion... – Disse o velho elfo se levantando. – Como sabem, ela já alcançou Feron, e ela já esta com a primeira gêmea do Loire...
– Sir Aldebaran, não espera que ela sozinha detenha todos os cavaleiros de Alryned, espera? – Perguntei-lhe, por alguma razão eu estava aflita. Marion concordou comigo, porem, quem me respondeu fora o outro homem.
– Estás certa Callie, porém acredito que devemos procurar a segunda jovem que herdará a segunda gêmea do Loire! Se conseguirmos reuni-las, elas serão invencíveis e poderão, juntas, derrotar a todos eles...
– Isto não será possível, Lucian! – Interrompeu Aldebaran. – As ondas de energia que sentimos há 16 anos, foram originadas por um único ser, em um único ponto, se a irmã dela estivesse neste tempo haveria outras as ondas de energia nos avisando. – Ele suspirou. – Acredito que devemos treiná-la, antes que possa voltar para Hogwarts, antes que Merlin descubra sobre isso!
– Mas sir Aldebaran, Merlin é um homem bom, deveríamos inclusive chamá-lo para integrar a Embaixada. – Vi o elfo suspirar novamente e balançar a cabeça negativamente. E então ele a respondeu, com uma voz profunda.
– Há algo naquele garoto que o atraí para o caminho das trevas!
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Havia algo errado, a festa continuava, mas os professores estavam em um único canto conversando. A tal repórter do Pergaminho de Notícias, Kim Danger, também estava ali e parecia preocupada e aflita, e por algum motivo, eu me sentia extremamente preocupado. Olhei a minha volta, procurando por Hermione só que eu sabia que ela não estava ali.
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