Encantada

6 Capítulo 05


Notas iniciais
Os personagens estarão nas notas finais!

Joguei meus cabelos para trás assim que o vi. Malfoy sustentava o sorriso arrogante no rosto. Céus! Aquele garoto tinha noção do quanto me irritava e parecia gostar disso! Me aproximei dele com calma. Pensei em desistir do cargo de monitora, mas não! Não iria abrir mão do meu perfeito histórico escolar por causa dele.

– Boa noite, Granger! – Disse ele, mantendo aquele maldito sorriso.

– Boa noite, Malfoy!

Andamos alguns metros de corredor e bem, três detenções distribuídas. Duas para sonserina que perdera 20 pontos naquela brincadeira e 10 para corvinal, que também conseguira uma detenção. O caminho foi silencioso, e de certa forma muito irritante.

– Hey, Granger!

– O que é Malfoy? – Perguntei, sem ao menos olhar para ele.

– Fale alguma coisa, esse silencio está muito irritante!

– Por que não fala você?

– Você parece ter mais facilidade para puxar assunto do que eu.

– Nem tanto! – Olhei para ele pelo canto do olho e vi quando ele deu de ombros e suspirou.

– Você já namorou? – Arqueei uma sobrancelha e olhei para ele dessa vez.

– Que tipo de pergunta é essa? – Ele deu de ombros novamente e respondeu.

– Você disse para eu falar, não? – Ele sorriu de canto, mantendo o sorriso arrogante. – Então, sim ou não?

– Não me lembro de ter dito que iria responder suas perguntas, além do mais, isso não é da sua conta!

– Então a resposta é não! – Revirei os olhos.

– Namorei com Viktor no quarto ano, seu idiota. E já namorei um trouxa também, a pesar disso não ser da sua conta! – Respondi olhando para o canto.

– Peraí! Krum e um trouxa? Então você nunca teve um namorado de verdade? – Perguntou ele.

Eu poderia revidar, porem escolhi ignorar e continuei andando. Malfoy me puxara pelo meu braço e me prensando na parede, eu pretendia reclamar, mas ele me beijou, sim, ele me beijou, eu tentei empurrá-lo, mas ele era bem mais forte do que eu o que era inútil. Aos poucos eu comecei a me entregar ao beijo, de forma como nunca antes havia me entregado antes. O beijo de Malfoy fora diferente dos beijos de qualquer garoto que eu já tivesse beijado, não que fossem muitos, mas enfim. Era suave, e a língua dele, que invadira minha boca, convidava a minha para uma dança lenta e sensual, o beijo dele tinha o gosto de canela, e tão de perto eu podia sentir seu perfume amadeirado, uma mistura de canela e pimenta que me deixou entorpecida.

Mas um estalo me fez lembrar de quem ele era, e de quem eu era. E isso me fez voltar a empurrá-lo, e dessa vez, apenas dessa vez dele cedeu. Seus lábios se separaram dos meus de forma lenta e ele olhou para meus lábios semi abertos novamente, e desviou o olhar para meus olhos. Ele pareceu ver a confusão em meus olhos, pois deu um sorriso à lá Malfoy e se aproximou de meu ouvido.

– Aposto que nenhum de seus namorados conseguiu te deixar assim antes! – Novamente aquele cheiro amadeirado invadiu minhas narinas e entorpeceu meus sentidos e eu percebi que aquilo era errado, muito errado.

– O que você quer Malfoy? – Perguntei a ele.

– Mostrar a você o que é um homem de verdade!

Depois disso ele saiu andando e isso me deixou irritada, quem ele pensa que é para falar sobre quem eu namoro ou deixo de namorar e ainda por cima me beijar e fugir, como um covarde. Eu fiquei frustrada e até mesmo um pouco confusa e então me lembrei que a ronda já devia estar acabando, e isso me fez voltar para meu quarto, Lilá e Parvati já dormiam e isso me deixou alegre, já que assim não teria que explicar a elas o motivo de estar descabelada e desarrumada e menos ainda o motivo de ter demorado tanto na ronda.

Escovei os dentes, tentando tirar o gosto dele de minha boca, e quando percebi que isso seria impossível troquei meu uniforme pelo pijama e deitei na cama. As imagens do dia voltara a minha mente, Zabini e seu estado deplorável pela manhã, em Dante, Zabini estranhamente preocupado comigo, e a nova carta de "D", mas este tal de "M". E o beijo de Malfoy invadiu minha mente novamente e o gosto que eu tentava esquecer pareceu mais forte em meus lábios. Me revirei na cama, e fechei os olhos, talvez fosse possível esquecer aquele beijo.

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Eu sentia minha felicidade dispersando naquela escuridão. Novamente eu estava ali. Presa em uma escuridão sem fim. Mas dessa vez foi diferente, pois eu comecei a andar e isso parecia difícil naquele momento e logo bati em algo, que percebi ser vidro. Olhei para minhas pernas e percebi estar com areia até a altura do joelho. Olhei para o lado e vi areia caindo de um orifício, e então percebi estar em uma ampulheta. Bati no vidro, eu tinha que sair dali, mas parecia impossível. A areia crescia cada vez mais rápido e eu estava quase submersa em areia.

– Harmonie! Harmonie! – Ouvi aquela voz, levemente desesperada e me virei para sua direção ela estava parada, próxima ao vidro.

– Me ajude! Por favor, me ajude! – Eu pedi, ela se aproximou do vidro e o tocou.

– O tempo está acabando, pequena Harmonie, o tempo está acabando! – Sua voz mostrava tristeza e desespero.

– Que tempo? – Perguntei, enquanto segurava o vidro. Seu olhar, a pesar de sereno mostrava tristeza.

– O seu tempo está se acabando, Harmonie, se não fizer nada, você irá morrer! – Disse ela, com tristeza, enquanto isso a areia continuava a cair sobre mim, e o ar me faltava aos pulmões. Não conseguia enxergar mais nada e então tudo se tornou trevas.

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Lembrei-me dos lábios de Granger. Eram diferentes e viciantes, com um gosto adocicado de mel. Eram únicos e eu já havia pego a maioria das garotas do colégio para saber disso. Eu pude sentir seu cheiro de perto, era quase intoxicante, uma mistura de orquídeas e mel que poderia ser perigoso e quase me faziam ficar arrependido de tê-la deixado para trás, ao invés de tomar seus lábios mais uma vez.

Vi ela entrando no refeitório estava ladeada por seus amigos: Testa Rachada e Weasel, alem de uns três ou quatros idiotas de sua casa. Também vi Blaise desviando o olhar para ela, discretamente. Blaise pensava que eu não havia reparado, mas ele vinha nutrindo um estranho interesse em Granger e eu sabia que isso não acabaria bem.

– Então, o que vamos fazer hoje? – Perguntou Nott se sentando a nossa frente.

– Ler! – Respondi. Blaise confirmou, e Nott iria começar a reclamar, mas logo o interrompi. – A sangue-ruim nos deixou algo para o trabalho de Esportes. Mas e você?

– Bom, eu pretendia chamá-los para Hogsmead, mas pelo jeito terei que levar Goyle e Crabbe. – Resmungou enquanto desviava o olhar para Granger, que estava conversando animadamente com Testa Rachada. – Caramba, a Granger parece um pouco abatida. O que você fez para ela, Draco?

– Como?

– Oras, você esteve com ela ontem a noite, logo só pode ter sido algo feito por você.

– Eu apenas a beijei e fiz com que ela percebesse que nunca beijou um homem de verdade antes. – Sorri de lado e prestei mais atenção em Granger. Ela realmente estava um pouco abatida, parecia que não havia dormido direito naquela noite. Meu sorriso cresceu, ela deveria estar se lembrando de nosso beijo e apenas isso.

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Estava andando pelos corredores, havia acabado de terminar de corrigir os deveres de casa que passei e agora precisava dormir. Já havia tomado meu café enquanto terminava meu trabalho. Quando voltava para meu quarto eu acabei vendo Granger meio escorada em uma parede, ela parecia meio abatida. Aproximei-me dela, calmamente.

– Srt. Granger está tudo bem com a srt? – Perguntei, ela virou-se para mim, parecia realmente cansada.

– Prof. Fontaine, sim está tudo bem, obrigada!

– Não é o que parece, srt. Está meio abatida. – Toquei minha mão em sua testa, sua temperatura estava normal, mas olhando de perto pude perceber que ela estava com olheiras profundas.

– Só não tive uma boa noite de sono.

– Gostaria de conversar sobre isso? – Perguntei me recostando na mesma parede em que ela estava. – Sou boa em guardar segredos.

– Não sei, talvez outro dia! – Disse ela, parecia realmente exausta e inclinada a aceitar minha proposta. Sorri para ela, não poderia forçá-la a falar nada para mim.

– Você sabe onde se encontra o meu escritório Srt.

Respondi e ela sorriu enquanto despedia-se e foi caminhando pelo corredor, eu voltei a caminhar para meu quarto. Quando cheguei a meu quarto tirei aquela roupa que usara a noite inteira para poder corrigir os malditos deveres e coloquei uma camisola, quando ia me deitar uma coruja atravessou as grossas cortinas roxas do meu quarto, que se encontravam fechadas, e pousou a minha frente, segurando uma carta, que pela letra percebi ser de minha mãe. Calila, a coruja de mamãe, ficou ali esperando pela reposta.

"Querida Clair,

Se acaso o que me contou em sua carta seja verdade, temo que esta sua aluna possa estar em perigo. Por diversos motivos não posso lhe dizer o motivo por cartas, e por isso gostaria que passasse o próximo final de semana em casa, para que possamos conversar sobre o assunto. Tome cuidado e proteja essa aluna, pois se você pode perceber a presença dela outras pessoas também podem. Espero que passe uma maravilhosa semana.

Com amor,

Mônica Fontaine"

Suspirei e escrevi uma carta para minha mãe a resposta e a entreguei a Calila, junto a um biscoitinho. Calila voou pela janela e eu voltei a me deitar, enquanto pensava no motivo de Granger poder estar em perigo. Tirando o fato de ela ser uma nascida trouxa, é claro. Isso a deixava na mira de Voldemort. Questionei minha mãe internamente, qual o motivo de não poder me falar por que Granger estava em perigo por cartas? Mais tarde eu teria que conversar com Dumbledore sobre minha saída no próximo fim de semana. Suspirando fechei os olhos, cansada e me deixei cair na inconsciência.

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Meus olhos percorriam as páginas do livro, sem realmente lê-las. Eu estava cansada. Minha noite de sono havia sido péssima, depois daquele pesadelo eu acordei e não consegui mais dormir, meus olhos ficavam fechados, mas minha mente estava com pensamentos compulsivos que não sossegavam, ou me permitiam sossegar. Frustrada eu fechei os olhos e coloquei o livro em cima do sofá. Harry que estava a meu lado, junto a Rony, pareceu perceber meu cansaço.

– Você está bem Hermione? – Perguntou Rony, me olhando fixamente.

– Apenas não tive uma boa noite de sono... – Respondi. – Talvez eu vá ver Pomfrey hoje!

– Posso acompanhá-la.

– Seria muito bom, Rony! – Eu disse, ele se levantou e puxou minha mão, me fazendo levantar. – Não apronte nada até voltarmos, Harry!

Nós dois caminhamos pelos corredores do castelo e eu estava realmente cansada. Quando estávamos chegando a enfermaria vimos Malfoy na porta da enfermaria com Nott e Zabini. Malfoy pareceu surpreso ao me ver junto a Rony e eu não entendi o motivo, eu sempre estava com Rony.

– O que houve Granger, parece abatida! – Disse Malfoy se aproximando de mim. Bem... Ele pelo menos tentou, já que Rony se colocou no espaço entre nós. – Arranjou um guarda-costas Granger? – Sua voz estava ligeiramente irritada.

– Nada que seja da sua conta Malfoy, mas acho que não sabe diferenciar amigo de guarda-costas. – Respondeu Rony. – Vem, Mione!

Ele me pegou pela mão e quase me arrastou enquanto passávamos pelo trio Sonserino, mas ao passar por Zabini eu podia jurar que ele me lançou um olhar preocupado e moveu os lábios, dizendo de forma muda e apenas para mim um "Fique Bem". Eu não entendi o motivo de ele ter se preocupado, afinal, nem éramos amigos. Isso para amenizar a situação, não?

Andamos mais um pouco e quando finalmente chegamos a enfermaria, Pomfrey colocou Rony para fora e me fez perguntas.

– Ótimo você teve uma noite de sono perturbada por causa de um pesadelo, mas com o que você sonhou?

– Como?

– As vezes, querida, as pessoas recebem mensagens através de sonhos. Talvez este seu pesadelo seja uma mensagem. – Explicou-me, com paciência. Contei a ela sobre os sonhos. Pomfrey pareceu ponderar sobre meu sonho. – Essa mulher, lhe é alguém familiar? Já a vira antes? – Balancei a cabeça, negativamente. – Talvez essa mulher possa estar lhe alertando sobre Aquele-que-não-deve-ser-nomeado. – Disse por fim. Algo em mim dizia que não era aquilo, era uma alerta, com toda certeza, mas não estava ligado a Voldemort. – Enfim...

Ela começou a mexer em seu velho armário de madeira branca e pegou um pequeno frasco e o encheu com um líquido verde fantasma que reconheci como sendo uma poção do sono.

– Preste atenção querida, tome esta poção, ela lhe ajudará a dormir e ela lhe tira os sonhos durante a noite. Coloque duas gotas em um copo de água ou leite, certo?

– Sim!

Eu a agradeci pela poção e expliquei parte do que houve para Rony, que entendeu perfeitamente. Caminhamos até o salão da Grifinória e quando cheguei lá eu vi uma cena que realmente me deixou triste. Gina e Harry estavam se beijando. Eu disse a Rony que iria dormir agora, para ver se eu recuperava a noite perdida, era mentira. Eu só não queria mais ver aquela sena.

Gina e Harry, assim como Rony eram meus melhores amigos, dessa forma eu jamais iria atrapalhar um romance entre eles, mas era verdade que eu amava Harry. Eu era apaixonada por ele desde o 4º ano, pensei que se eu começasse a sair com outros caras ele me notaria, mas ele não notou, ele nunca notou. Era sempre Gina, nunca eu! No quarto, eu aproveitei que Lilá e Parvati não estavam e chorei, tomei um pouco daquela poção, esperando dormir por tempo o suficiente para me esquecer de Gina e Harry. Minhas preces foram atendidas e eu, em meio a lágrimas e soluços, caí em uma imensidão negra e vazia, sem sonhos, sem belas sereias cantando, sem uma mulher me consolando, sem nada, apenas eu e a imensidão.

Notas finais
-> Dante Dranias -> http://image.motortrend.com/f/features/consumer/1304_celebrity_drive_mtv_awkward_actor_brett_davern/45886937/Brett-Davern-headshots.jpg (Brett Davern)

-> Jason Loster -> http://www.espaciomarvelita.com/wp-content/uploads/2012/09/scott-porter-01.jpg (Scott Porter)

-> Clair Fontaine -> http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BMTUwMDQyNjg5NV5BMl5BanBnXkFtZTcwMDg2NTIwMg@@._V1._SX533_SY800_.jpg (Emilie Ullerup)

-> Leonidas Termopolis -> http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20120409221761/glee/de/images/c/c1/Matthewbomer7.jpg (Matt Bomer)