Encantada

21 Capítulo 20


Notas iniciais
Calma! Calma! Eu juro que não foi por mal! *encolhida* Estive tão ocupada com a escola que mal liguei o computador, e quando o fiz foi para fazer pesquisas e preparar apresentações. Me desculpem!

– Há quanto tempo Helena La Vecchia!?

Me virei rapidamente na direção da voz e então a vi. Pele bronzeada de forma sensual, olhos azuis brilhantes que se destacavam em seu rosto perfeito e suave, nariz reto e logo abaixo os lábios carnudos que deveriam ter sido a morte de muitos homens. O rosto bronzeado era moldado pelos longos cabelos loiros que brilhavam conforme a luz da minha sala. Ela se vestia com um vestido sensual, como da ultima vez que a vi, há 15 anos.

A mulher (Candice Swanepoel) se levantou, as longas pernas a deixavam bem mais alta do que eu, e a ajuda do salto 15 a deixava ainda mais alta. Ela se aproximou de mim aos poucos e eu não pude evitar a falta de ar em sua presença.

– Não vai cumprimentar sua velha amiga?

– Não somos exatamente amigas! – Retruquei.

– Certo! – Resmungou. – Onde está ela?

– Ela está muito bem!

– Não me faça de burra, La Vecchia! Eu sei o que aconteceu! Eu senti as novas ondas.

– Ela já acordou e já interage com seus amigos! Mas já que está aqui... Por que não me explica o motivo dela ter entrado em coma? – Perguntei-lhe começando a me irritar. A loira apenas sorriu de canto. Me virei para acender as luzes.

– A muita coisa sobre ela que ainda está escondida em seu sangue...

Me voltei para onde ela deveria estar, mas não estava. Não havia nada lá. Apenas a janela aberta. Irrite-me. Ela estava de volta. E eu sabia que logo tudo mudaria. Estalei a língua e joguei algo conta a parede. Por que ela voltara agora?

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Lembro de que havia um bosque ou uma floresta com as ruínas do que muito provavelmente já for um grande castelo. Havia ainda a presença de uma enorme estatua de mármore de um dragão. A estatua me assustava não apenas por ser gigante, mas também por causa dos olhos, cujo no lugar fora incrustadas duas lindas safiras azuis que brilhavam atentamente à algo.

Havia ali uma enorme parede, uma das poucas que permaneciam de pé, que estava um pouco quebrada. Me aproximei da parede e percebi que era totalmente esculpida de forma tão bem trabalhada que me perguntava como durara durante tanto tempo em meio aquelas ruínas. Também percebi que havia no centro dessa parede um espelho, não muito largo (uns 1 ou 2 metros) e em seu alto era possível perceber que estava quebrado, em torno dele havia alguns entalhes que o segurava.

Olhei para o espelho fixamente, mas não era meu reflexo lá. Não havia nada por lá. Como se eu não estivesse ali. Foi quando uma luz dourada forte apareceu naquele espelho e dessa luz surgiu uma mulher. Loira, pele clara, olhos azuis profundos com um brilho diferente, usava um vestido longo e esvoaçante em um tom claro, e de suas azas saiam belíssimas asas amareladas que brilhavam como se tivesse glitter em sua composição. Reconheci como sendo uma fada, das histórias trouxas da qual minha mãe já comentara comigo.

– Ela se encontra tão perto da verdade agora...

– Quem é você? – Perguntei-a. Ela olhava para mim com um sorriso doce que eu sabia que escondia mistérios.

– Não importa quem eu sou, nem o que sou...

– E o que importa?

– O que importa é que Harmonie está tão próxima de um abismo de verdades, que se continuar se aproximando irá cair! – Procurei em minha mente alguém com esse mesmo nome. Harmonie... Harmonia. Não me lembrava de ter conhecido qualquer um com este nome. – E a queda senhor Zabini, pode ser algo muito doloroso!

– E o que eu tenho a ver com isso?

– Agora? Nada! Mas no futuro terá! Você terá tudo a ver com ela! – Ela sorriu novamente.

–Nem ao menos conheço essa tal Harmonie!

– Ah, você a conhece sim... Só não descobriu isso ainda!

– Duvido!

– No futuro ela será como o seu sol, o astro ao qual você ficará orbitando.

– Eu nunca teria minha vida girando em torno das vontades de uma garota! – Respondi-lhe seco.

– Acredite... Ela será o seu tudo!

– E quem nos infernos é Harmonie?

– Aquela que colocará o seu mundo em um estado constante de harmonia!

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Acordei suado. O que infernos fora aquele sonho? Eu sabia que havia estado quase que consciente durante todo ele. Até mesmo as minhas perguntas, ações e reações, foram totalmente de acordo com o como eu agiria se estivesse acordado. Me sentei na cama e observei que Nott ainda dormia, assim como Breaker. Meu cenho se franziu quando me lembrava da forma da mulher. Asas. Por que ela tinha asas?

Me deitei novamente, ainda estava escuro lá fora, e eu não tinha nenhuma vontade de me levantar. Meus pensamentos ainda tentavam encontrar alguma lembrança de qualquer nome como Harmonie, da qual aquela mulher, fosse quem quer que fosse, me disse. Harmonie. Não era um nome comum, nunca fora. Nem entre trouxas ou bruxos. Mas tinha um significado: harmonia. Quem não queria um pouco de harmonia? Eu me lembraria de alguém com esse nome. Não que fosse estranho, mas algo que não fosse comum chamava atenção, grudava mais na memória.

Então se o nome dela não era Harmonie? E Harmonie fosse apenas um apelido? Ou uma forma de ser chamada? E se nem fosse humana? Não era impossível. Pois aquela mulher nunca especificara se era uma garota ou um animal, dissera apenas que se chamava Harmonie.

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Não demorara muito para o fim de semana chegar e nós irmos para o festival. O que seria bom, pois tanto Helena iria vir junto aos meus pais (o que realmente me assustou) já que eles tinham um assunto urgente para tratar comigo. Parece que Sam também viria assim como um velho amigo dele.

Como o festival só no fim da tarde eu fiquei durante um tempo na biblioteca. Estava lendo um livro que encontrara outro dia no meio de algumas pilhas de livros “Sobre elfos e sua magia” pela aparência descrita no livro era capaz de se perceber que falavam dos elfos brancos, que são considerados extintos atualmente. Era um livro interessante e divertido de se ler.

– Já está lendo?

Eu me assustei e me virei para trás em um pulo e vi um Theodore Nott risonho.

– Muito engraçado Theo! – Resmunguei.

– Hey! Não fica nervosa não... Você que é uma presa muito fácil! – Disse rindo.

– Ha ha, espero que tenha se divertido!

– Você não sabe o quanto! – Sorriu sacana. Ele se sentou ao meu lado e viu o livro em minhas mãos. – Elfos brancos?

– Encontrei o livro em uma pilha por ai!

– E deixe-me adivinhar: a curiosidade falou mais alto e você começou a ler.

– Isso mesmo!

– Céus, Mi! Você é tão nerd! – Reclamou ele rindo.

– Oh! Me desculpe! Se está tão incomodado com o meu lado “nerd” tem uma saída ali! – Disse apontando a saída para ele que riu.

– Gosto da sua companhia! Vai ao festival?

– Sim, minha tia vai estar lá junto dos meus pais.

– Seus pais? – Perguntou ele, descrente.

– Eh! Como não posso sair da escola, meus pais pediram uma autorização especial para conversarem comigo nesse final de semana. Mas Scrimgeour deu como condição que a conversa deveria ocorrer em Hogsmeade, na casa de um auror, então meus pais vão ser tragos para essa conversa tão urgente!

– Parece assunto mega secreto!

– Você sabe guardar segredos! – Sorri para ele. – Alem do mais acho que ninguém sentirá minha falta por pouco mais de uma horinha!

Rimos. Ele me deu um abraço e disse com um sorriso discreto.

– Com certeza vou guardar todos os seus segredos, Mione! – Sorri para ele.

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Eu e Blaise já não nos falávamos há uma semana, desde o “aviso” – que tinha mais cara de ameaça – que ele me deu. Theo vivia nos acusando de estar “na TPM” – sério Theo? Se mata cara! – e falava com nós dois. As vezes até servia como ponte ou coruja de tanto recado – nem um pouco bem humorados – que passava de um para o outro. Durante a semana observei Blaise encima de Granger e eu não sabia o que me incomodava mais, ele persistir em conquistá-la ou o meu melhor amigo está tentando me fazer perder a aposta.

Blaise e Theo insistiam me dizendo que a aposta deveria ser desfeita. Que ela já não tinha base. Theo ainda dizia que eu não deveria magoá-la daquela forma, era óbvio que ele havia se apegado a ela. Enquanto Blaise já dissera que era apaixonado por ela. Era claro que ele tentaria me fazer desistir da aposta. Aquilo ruía com nossa amizade aos poucos, afinal ele era apaixonado pela garota que eu iria magoar.

Me levantei de minha cama, já era umas 9 da manha e eu já havia tomado café. Eu precisava achar alguma coisa para fazer já que Blaise sumira – como já vinha fazendo a algum tempo –. E quanto a Theo fizera o mesmo que ele – o que era raro já que ele não gostava muito da companhia de outras pessoas, e isso me levava a pensar que ele deveria estar em algum canto isolado por ai –. Nas masmorras havia a presença de três pessoas: Breaker, Pansy e Mila, sendo que as duas se entretinham com alguma revista enquanto gritavam com vozes extremamente irritantes já Breaker se concentrava no livro que jazia em suas mãos, nada de interessante.

Saindo das masmorras procurei por algo, ou alguém – não sei ao certo. Queria não ter que pensar em muitas coisas agora. Por algum motivo meu corpo me guiava até a biblioteca, mas por quê? Quando entrei procurei por um lugar mais afastado e logo fui atraído por algumas risadas, seguindo por algumas estantes encontrei uma mesa vazia, onde só havia duas pessoas. Theo e Granger. Que riam juntos e se divertiam juntos. Aquilo me irritou de uma maneira que jamais pensei que alguma vez alguém fosse conseguir. Por um instante eu desejei estar no lugar de Theo, ser o motivo das suas risadas ou sorrisos, compartilhar com ela momentos que não compartilhava com os outros.

– Mione, você tem alguma companhia para o baile? – Ele a perguntou, com um sorriso.

– Como?

– Um par? – Fura olho!

– Achei que não fosse um baile de pares!

– E não é! Mas sempre tem uns que vão com alguém tipo, os casais.

– Não somos um casal Theo!

– Ah somos sim! – Brincou com um sorriso enquanto ela lhe deu um tapa no braço. Traíra! – Sou um homem e você é uma mulher, logo somos um casal! De amigos, mas ainda sim um casal!

– Tá bom...

– Isso é um sim?

– Não! – Ele pareceu triste, mas ela sorriu para ele de forma doce. Me irritei com isso, por que ela sorria para ele assim? Eram meus esses sorrisos, não dele! – Eu já prometi que iria com Ron, Harry, Lilá, Gina, Simas e Neville, sabe como amigos!

– Você poderia ir comigo como amigo!

– Céus! Por que você é tão teimoso? – Disse meio vermelha, começando a se irritar.

Aquilo era algo interessante e diferente nela. Seu jeito de se importar com seus amigos. A forma como mudava de humor tão facilmente e até mesmo a forma como quando sua pele começava a ficar avermelhada quando ela se irritava, ficava com raiva ou envergonhada. Eu vi quando Theo riu dela e levou sua mão a bochecha dela a beliscando como se fosse uma criança.

– Alguém já te disse que você é muito fofa quando fica vermelha?

Eu já não aguentava mais ficar ali. Ela estava feliz ao lado dele. Mas se eu fosse o culpado pela magoa dela, ele também o seria. E seria até mais culpado do que eu: fora ele quem fizera a proposta da aposta, fora ele quem nos colocara naquela situação. Mas ela em sua própria inocência, não sabia o que estava acontecendo e isso me deixava com raiva porque ela deveria odiá-lo também. Não apenas a mim. Sai dali com pressa e com mal humor. Me perguntando por quê que não fora eu a convidá-la para o baile, mas eu sabia a resposta. Só não queria acreditar nela, ou mesmo aceitá-la.

Covarde!

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Ainda pensava naquele sonho. Na verdade, passei o dia inteiro pensando naquilo. Mesmo quando estudava a imagem daquela mulher ainda me vinha a mente. Me perguntava quem era ela, e quem era a tal Harmonie. Me perguntava como aquela mulher poderia afirmar com tanta firmeza coisas sobre o meu futuro. E o porque que mesmo não querendo, eu sabia que ela estava certa. Havia algo errado naquele momento, e eu não sabia o que era, o que me deixava ainda mais apreensivo.

– Algum problema, Zabini? – Perguntou Clair, entrando na sala e sentando-se a minha frente. Eu não sabia ao certo, mas eu sempre me sentia seguro perto de Clair, como se ela fosse capaz de me proteger, e eu sabia que ela era. – Você sabe que pode se abrir para mim, não sabe?

– Eu tive um sonho estranho essa noite!

– Se observar melhor, Blaise, perceberá que todos os sonhos são estranhos! – Ela disse doce e sabia. Sorri para ela e me sentei na cadeira. – Mas me conte, com que você sonhou.

– Com um bosque. E uma mulher estranha...

– Mulher estranha? Sabe que só podemos sonhar com pessoas que conhecemos! – Replicou.

– Por isso o sonho foi tão estranho! – Confessei. – Ela me contou sobre uma garota, uma tal Harmonie, e quando eu questionei quem era ela a mulher me disse que essa garota seria o meu futuro. Disse que eu já a conhecia.

– Essa mulher... Ela tinha algum traço específico?

– Ela era alta, loira, parecia ter em torno dos 40 anos, era bonita e tinha olhos azuis! Usava um vestido longo e amarelado. – Descrevi-a, enquanto tentava me lembrar dos principais traços da mulher. E logo me lembrei do que, talvez, fosse o mais importante. – Ah! Sim... Ela também possuía um par de asas de borboleta amareladas e brilhantes.

– Asas?! – Clair se sobressaltou. Parecia assustada, alarmada... Como se já soubesse de algo.

– Sim... Ela parecia o que os trouxas chamam de fadas!

– Céus! – E isso foi a ultima coisa que a ouvi dizer, antes de vê-la mergulhar em um transe profundo e quase hipnótico. Perdida em seus pensamentos.

Notas finais
Espero que tenham gostado da nova personagem xxx - Candice Swanepoel -> http://static.tumblr.com/3541987e9c019a08c4c71a7de1c188d6/z09vh9o/vfOmhgx72/tumblr_static_candice_swanepoel_for_vs_lingerie_august_2012-050-1.jpg