Notas iniciais
O fim.

Pouco mais de ano depois, Emília esta na varanda observando os filhos, nossa os filhos, lágrimas lhe vem aos olhos ao ver Lívia segurar a irmã, enquanto Felipe carrega o filho Gabriel no colo, a diferença de quatro meses entre as crianças nem aparece, visto que a menina é gulosa, grande e gordinha cheia de pequenas dobrinhas. Olhando agora ela pensa nesse tempo que passou, redescobrindo a maternidade, mais tranquila, mais madura, com pessoas para dividir, Bernardo mal deixava ela fazer alguma coisa desde o momento que soube da gravidez ela virou o bibelô dele, ou melhor deles, porque Vitória não ficava atrás quando se tratava de cuidados com ela e o bebê, ela me mimada, estava tão por perto quando Bernardo, ele as vezes nem a bolsa a deixava carregar, e quando veio a época de enjoos ele ficava na porta observando e perguntado se ele podia ajudar, me amparando se ficava tonta, e aturando os momentos de mau humor,Várias as vezes durante a gravidez a noite ou mesmo de dia quando eu (eu tinha muito sono) ele conversava com minha barriga, contava historia, piada, cantava( meu deus era pavoroso) ele dizia que era para ela reconhecer a voz dele, acho que surtiu efeito quando ela começou a mexer não podia ouvir a voz dele que minha barriga virava o parque dela, ela chutava , virava, o mais engraçado foi no dia do parto comecei a sentir as contrações de madrugada ai ele começou a pegar as coisas do bebê , mala, a cadeirinha( que nem precisava) e me esqueceu lá na sala, saiu de carro e tudo voltando minutos depois pedindo desculpas, não sabia se eu ria ou chorava. O parto foi um pouco complicado, parecia que ela não queria sair, Bernardo de tão nervoso quase foi expulso quando pousou a cabeça na minha barriga e começou a conversar com ela dizendo que eu estava sofrendo e ele não podia me ver assim cantou uma música que sempre cantava sem se preocupar com o ridículo da situação, como por encanto lá estava ela a pleno pulmões chorando, nem sei quem chorava mais se o bebê ou o pai.

Pegar ela no colo a primeira foi mágico ela era, é ainda, linda. As noites eram tranquila ela mal chorava, e quando o fazia normalmente era de fome, Bernardo e minha mãe disputavam a menina quase a tapas, por vezes tive que brigar com eles para poder pegá-la, mas entendia que era um momento único para os dois ele por ser pai de primeira viagem e ela por enfim poder acompanhar o crescimento da segunda neta.

—Oi — bernardo a abraça.

—Oi — Emília encosta a cabeça nele.

—Como esta nossa pequena?

—Bem.

—E a mãe dela?

—Bem também.

—Pronta pra outro ?

—Nem brinca, seu bobo — ela se vira para ele.

—Eu te amo Emília- ele a beija como se fosse a primeira vez

—Eu te amo Bernardo.- ela vira de novo e ele a abraça mais forte.

E nossa filha brinca no jardim. Nossa Ana.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!