Passa uns dias, enfim Emília recebe alta total, podendo sair da cama, de casa e Bernardo resolve levá-la para jantar.


— Graças a Deus saí daquela cama, daquele quarto, nem precisava de todo aquele dias de repouso.— eles caminham de mãos dadas pela rua.
—Como se você tivesse ficado todo aquele tempo de repouso, seu quarto mais parecia uma sala de reuniões, só faltava uma placa da Beraldini na porta. —diz Bernardo rindo, ela também não deixa de sorrir.
—Mas é que eu não posso ficar de fora dos negócios.
—Achei que você tinha deixado a Lívia no seu lugar.
—Sim mas a Lívia anda meio avoada, e o departamento dela é outro, e eu também preciso manter minha cabeça ocupada...- ele a faz parar e olhar para ele.
—Você não quer conversar sobre o que tem deixado você triste.—Bernardo passa a mão pelo rosto de Emília, ele já tinha percebido que em muitos momentos ela ficava distante, um olhar cabisbaixo, ele toca o rosto dela.- Tem uma tristeza nesse olhar, que achei que não teria depois de ter se acertado com sua mãe, vamos fala comigo.
—Não, agora não- Emília abraça e beija Bernardo- Você não me disse onde vamos jantar.— o beija de novo.
—Você sabe como trocar de assunto.
Eles chegam ao restaurante onde tiveram o seu primeiro jantar.
—Você lembra deste local- pergunta Bernardo
—Como eu poderia esquecer aqui tivemos nosso primeiro encontro, nosso primeiro jantar, primeira vez que você tocou em minha mão — Emília pega na mão de Bernardo- Mas me lembra que eu não quis jantar no restaurante da Rosa por causa da Vitória e no final da noite meu pai passou mal e…
—Shii- Bernardo ele toca os lábios de Emília como a ponta dos dedos, sabe que falar do pai ainda a deixava muito abalada.- Hoje não e o dia de lembrar coisas triste só coisas boas.
—Mas é que não tenho como não lembraras vezes...- um soluço a interrompe e Emília se joga no pescoço de Bernardo soluçando.
—Eu não queria te trazer aqui para lembrar coisas ruins- ele a puxa para olhar em seus olhos e a beija, seca suas lágrimas com as pontas do dedos, a beija de novo e diz- Hoje é pra comemorar você esta bem e eu quero te levar em outro lugar depois do jantar.
—Onde?
—Surpresa, mas você vai gostar, e eu adoro essa sua cara de curiosa.
Ele a beija novamente e profundamente, como se quisesse, fazer ela esquecer as lembranças ruins, dá a mão a ela e entram no restaurante.
Apesar do começo melancólico o jantar transcorre bem, mal saem do restaurante Emília pergunta.
—Onde vamos meu amor ?
—Segredo, mas não o é longe daqui.- ele sabia o quanto ela adorava estar no controle, saber de tudo, e quando se via em um situação nova e sem saber de nada a deixava vulnerável, ele gostava de ter ela nas mãos.

Bernardo abre a porta para Emília e coloca o cinto nela
—Pra você ficar segura- e da outro beijo nela fecha a porta.
Dirige rumo aos campos chegando lá ele abre a porta do carro para ela e pega a echarpe de Emília e veda os olhos dela, que fica confusa.
—Que isso Bernardo, eu não consigo enxergar nada e eu posso cair.
Ele segura ela pelos cotovelos e sussurra ao ouvido dela:
—Eu jamais deixaria você se machucar meu amor.-e beija a nuca dela, o que a deixa arrepiada, ela confia nele e se deixa ser conduzida.
Caminham uns poucos passos mata a dentro quando param ele pede pra ela continuar de olhos fechados mesmo depois dele tirar a echarpe dos olhos dela e só abrir quando ele pedir e sai de perto dela.
—Bernardo onde você esta?
—Só um minuto, não abra os olhos.
—Não gostei dessa brincadeira.
—Pronto pode abrir.
Ao abrir os olhos, Emília tem um pouco de dificuldade pra se localizar em meio a pouca luz e identificar o local, o jardim de rosas vermelhas, ela pisca algumas vezes ate que consegue focalizar Bernardo de joelhos a sua frente.
—Mas o que você. ….
—Eu sei que já te perguntei, você já me respondeu, mas você estava em cima de uma cama, a pouco tinha saído do coma não, e não é o pedido mais romântico de casamento, então eu quis te trazer aqui onde realmente tivemos nosso primeiro encontro, onde eu me apaixonei por você, onde dei a sua primeira rosa, e que eu te peço. Emília Beraldini você aceita casar comigo?
Emília com os cheios de lágrimas, diante da declaração e do carinho dele.
—Sim.. Sim.. Mil vezes sim... o que mais eu poderia responder, eu te amo Bernardo, eu te amo.
Bernardo se levanta mostra uma caixinha de madeira com uma rosa entalhada e abre.
Dentro Emília consegue ver um lindo solitário, tão lindo, tão brilhante que cai em prantos.
—É lindo Bernardo.
—Era da minha mãe, posso- ele estende as mãos para pegar a mão de Emília e colocar o anel em seu dedo- Sabia que ia ficar perfeito. — ele dá um beijo no dedo com o anel.
—Eu não posso ser mais feliz.
—Mas eu quero que você seja mais feliz.
Ele a beija apaixonadamente. Quase sem fôlego ele diz que precisam ir.
—Mas onde?

— Surpresa — ele diz, amando a cara que ela faz.
Bernardo pega a mão de Emília e se encaminham ao carro, novamente a coloca sentada e prende o cinto nela.
Dirige rumo ao hotel, chegando na porta do seu quarto ele pega Emília no colo.
—Mas Bernardo você não precisa.-ela olha pra dentro do quarto vê o chão cheio de pétalas de rosa vermelha, velas acesas, várias rosas espalhadas pelo quarto- Meu amor que lindo você vai me fazer chorar de novo.
Bernardo fecha a porta com o pé e a leva para a cama, beija sua boca, seu pescoço, tira o casaco dela, puxa a blusa, deixando bem claro suas intenções.
Ela começa abrindo os botões da camisa dele e o puxa para ela, eles tem uma linda noite de amor, uma entrega total de um para outro, cheio de carícias, desejo, juras de amor acabam exaustos um nos braços do outro.