Ela se assusta olha para trás e percebe a mãe ali parada estendendo a mão para ela que pega para poder se levantar abraça a mãe.
–Mãe. ..mãe. ..- ela sente como se agora tudo estivesse no lugar- mas como… como a senhora veio ...me achou aqui…
–A Solange veio aqui visitar o túmulo da mãe e viu você, como ela chegou mais tarde só agora sabemos onde você estava…
–Tarde .. Que horas são
–Você saiu a mais de horas de casa olha ta anoitecendo…
–Eu devo ter perdido a noção, dirigi sem rumo depois vim para cá..
Esta tudo bem? — Vitória alisa o rosto.
–Agora sim...vamos nos sentar precisamos conversar.
Ela se sentam em um banco.
–Mãe vou explicar o motivo de estar estranha.
–Não precisa ser agora se você não quiser.
–Precisa sim- ela segura a mão da mãe entre as suas- eu estava confusa meu aniversário..e bom a senhora sabe ...esse e o primeiro aniversário que tenho com a senhora ..mas tenho marcas profundas que não vão sumir facilmente, eu ainda não sei como vai ser, mas eu amo a senhora, amo ter você aqui, mas eu ..meu pai..ele ...eu queria ele aqui…
–Oh minha filha… eu entendo..- ela abraça- se eu pode-se voltar atrás teria feito tudo diferente..minha filha
–Sei que ele errou, me decepcionou..mas porque que ele morreu..-ela se agarra mais a mãe.
–Esta tudo bem chora minha filha — põe pra fora, esta tudo bem- Vitória sabe que ela precisava desse desabafo, afinal ela nunca tinha tocada nem no nome do pai, vivenciar o luto, chorar era normal, ela sabia bem como era aquele sentimento, chorou durante anos a morte de uma filha, Emília não podia mais guarda dentro dela aquele sentimento.
Ela deixa Emília ali em seus braços até os soluços pararem.
–Mãe vamos pra casa.- ela se sente melhor aliviada, por enfim de dito o que sentia,
–Sim vamos minha filha .

Em casa Bernardo esta em casa muito preocupado, ele chegou cedo e Emília não estava ninguém sabia dela, tentou o celular, mas só chamava, mais tarde ele descobriu que a esqueceu no quarto, ele ligou pra empresa, ela não estava, com a Lívia ela não estava pois ela tinha ido viajar, quando Vitória chegou ele não sabia mais o que fazer, ela também ficou muito preocupada estavam saindo para fazer mais uma procura, quando Solange chegou dizendo que a viu no cemitério, na sepultura do pai, eu queria ir mas Vitória achou melhor ela ir, pensando bem elas precisavam daquela conversa.
Vitória tinha mandado uma mensagem que tinha a encontrado, mas isso não fez ele relaxar a todo instante olhava para porta, estava a ponto de pegar o carro e ir atras delas, quando o carro chega. Ele vai até a porta.
Emília sorri para ele que abraça.
–Esta tudo bem?- ele sussurra ao ouvido dela.
–Sim, esta.
–Deixamos o carro da Emília, amanhã o motorista pega, vou ver o jantar.
–Esta bem só preciso ver uma coisa.
Ela vai ate o quarto do pai, com Bernardo atrás.
–Não quer deixar pra amanhã?
–Não, já é hora.
Respira fundo e entra, ela separa algumas coisas, afinal ele não tinha muitas coisas pessoais aqui, a casa da Itália seria mais difícil,mais lembranças, mas não queria pensar nisso, não agora, amanhã ela iria pedir para Solange limpar este quarto e mandar as roupas para uma igreja.
Bernardo a observa, ela parece mais leve, acho que esta tudo finalmente resolvido.

Alguns dias depois é aniversário de Emília ela resolveu fazer só um jantar, poucos convidados além deles, seria Raul, Gema, Zilda, Anita,Afonso e Carola, um começo devagar, ela nem queria presente.
Ela acorda e não vê Bernardo ao lado, só uma rosa, ela vai tomar e banho e depois desce, encontra com a mãe no correndo que caminha ate ela sem dizer nada se abraçam.
–Sem choro, sem mágoas,- Emília limpa uma lágrima do rosto da mãe- vamos tomar café.
–Vamos sim.
Emília, estranha não ver Bernardo, vai para a empresa, decidiu ir só na parte da manhã, no caminho ela liga para ele que não atende.
O dia em si já não é normal, mas esse falta de notícias do Bernardo era muito estranha, nenhuma ligação, mensagem, nem visita surpresa era muito estranho, ela já estava tão acostumada com ele em sua vida que algumas horas sem notícias já a desesperava,como não estava conseguido se concentrar, resolveu sair antes do que previa.
Chamou o motorista quando, ela chegou na frente da empresa e disse que iriam para a casa, pronta para entrar ela ouve:
–Deixa que eu te levo- e como que aparecendo do nada ele esta ali com aquele sorriso, queria parecer brava, dar uma bronca, mas estava sorrindo mais que ele, mas ficou parada no mesmo lugar não ia sair correndo como uma desesperada.