Duas semanas depois chega o grande dia da estreia de Bernardo em um grande espaço bem badalado no Rio de Janeiro, ele vai logo cedo, Emília e Vitória vão mais tarde, perto do almoço.

–Emília você vai ir mesmo? — ele perguntou aquela manhã .
–E você acha que eu perderia a sua grande noite- ele esta se arrumado e ela o abraça por trás beijando seu pescoço.
–Não começa o que não vai poder terminar- ela da um pequena mordida na ponta da orelha dele.
–Mas o que eu to fazendo- ela o beija de novo no pescoço fazendo ele se arrepiar.
–Emília- ele se vira e pressiona ela na parede, a beija, ele pensa como um simples toque dela o incendiava, ele começa a levantar a saia dela, quando batem a porta, ele ainda com a boca colada a dela, e diz- eu não acredito.
–Emília filha estou pronta, vamos.
–Sim mãe já estou descendo.- ela o beija e baixa a saia- a culpa não foi minha podemos terminar a noite.
–Devia ter feito que nem o Raul que arrastou a Gema dois dias antes e estão aproveitando. — ela da um outro beijo nele e se solta dos seus braços.
–Bom ia ser surpresa mas pra te compensar estendi a nossa reserva no hotel até o dia da sua viagem .
–A dona Emília Beraldini vai ficar 4 dias fora da empresa, não acredito mas que milagre.- ele a beija.
–Sim senhor, serei só sua. — ela o beija novamente.-Tenho que ir, nos vemos mais tarde, te amo.
–Emília não se atrasa quero chegar com você .
–Não vou me atrasar, não vou.- ela sai.

Agora ele estava ali no hall do hotel,faltando meia hora para o começo da estreia, e nada da Emília, ele estava bem chateado ela ligou dizendo que aconteceu um imprevisto, mas Vitória estava ali e não sábia explicar o que aconteceu.
–Vitória ela não falou nada.
–Já disse que não Bernardo, minutos antes do embarque ela ligou falando que pegaria o outro voo, mas que chegaria a tempo.
–Droga ela nem atende o celular, to preocupado.
–Já liguei também e nada.
–Será se ela foi ao meu apartamento aqui do Rio?, não faz sentido, onde ela esta?
–Não sei- Vitória não sabe mais o que dizer para acalmá-lo.
–Bernardo esta tudo pronto- Marina se aproxima, esta linda, ele não pode negar.
–Marina minha sogra Vitória Ventura.
–Oi prazer em conhecer a senhora? sua filha já chegou- diz ela com uma frieza que Vitória percebe.
–Ainda não- Vitória não foi com a cara dela.
–Bernardo precisamos ir o motorista disse que ta um caos perto do local, vamos- ela da o braço para ele pegar.
–Eu preciso esperar Emília. — ele fica parado.
–Mas vamos atrasar tudo se continuarmos aqui, se ela vier mesmo, ela nos encontra …
–Ele disse que quer esperar — Vitória interrompe ela que não gostou nem um pouco.
–Só uns minutos … — ele estava muito bravo, mas não queria admitir.
–Esta bem só uns minutos — e segura o braço dele.- você sabe que…-, ela para de falar ao ver a cara dele.
Como que sentindo a presença dela, ele se vira no momento em que ela entra no hotel e fica paralisado, ela estava linda, mais linda do que ele jamais viu, ela vestia um vestido longo preto aparentemente simples(depois ele viu o lindo decote nas costas), usava o cabelo solto e levemente ondulados puxado para um lado só deixando um ombro a mostra, a maquiagem era leve um batom vermelho combinando com a bolsa, nos dedos só a aliança de noivado, mas o que mais chamava a atenção era o sorriso que era capaz de iluminar aquele hall, e o brilho dos seus olhos, ela caminha a passos decididos ate ele,como se não houvesse mais ninguém.