Jantou tranquila com sua mãe.

–Você esta com saudades dele minha filha- elas estão na sala conversando.

–Esta tão na minha cara ?

–Sim está, mas dois dias passam rápido.

–Quero acreditar que sim.

–Vou dormir boa noite minha querida.

Vitória sobe para o quarto e Emília fica mais um tempo revendo a pauta para a reunião do dia seguinte, quando cansou resolver deitar, ela virava de um lado a outro da cama não conseguia dormir não estava mais acostumada a dormir sozinha, por fim resolveu ficar abraçada ao travesseiro de Bernardo sentindo o perfume dele, e se perguntou se ele estava sentindo o mesmo, no mesmo instante seu telefone toca o que poderia ser a esta hora, mas quando leu o nome na dele seu coração bateu acelerou.

–Oi — ela diz contendo a emoção

–Oi, eu não consigo dormir.

–Nem eu estou agarrada a seu travesseiro.

–Nem isso eu tenho, nunca passei por isso.

– Estou com tantas saudades.

–Porque você não vem pra cá

–Quem dera eu pudesse.

–Sua sede é aqui.

–Mas a minha vida toda mudou para cá, e além disso tenho uma transação com uma vinícola daqui em dois dias.

–Minha mulher ganhado o mundos dos vinhos.

–E o meu futuro marido escrevendo sobre eles.

Eles conversam até o sono vencê-los.

Passam dois dias Emília efetua a transação com sucesso, mas mesmo com o trabalho puxado os dias se arrastam a única alegria eram as ligações a noite.

–Oi meu amor que horas você chega amanhã ?

–Eu vou ter que ficar mais uns dois dias.

–Ah que pena- ele percebia a tristeza na voz dela — mas esta tudo bem.

–Sim é que a Marina — ele diz o nome dela com uma certa cautela, sabia que Emília não adorava o nome da ex nas conversas — bom ela achou um probleminha e teremos que resolver antes de eu voltar.

–Tudo bem, tudo bem.

Eles conversam mais um pouco.

Ele desliga percebendo que a deixou triste, falaria com Marina pra resolverem o mais rápido possível, decidiu fazer uma surpresa para Emília.

Dois dias depois esta chovendo muito,Emília chega em e têm um bilhete da sua mãe, que tinha ido ficar com a Zilda que estava doente, ela não gostava de ficar tão sozinha, até pensou em ir para a casa da Lívia mas achou melhor não atrapalhar os recém casados, é só uma noite pensou ela, jantou o que Solange havia preparado pois essa também era a noite de folga dela e do motorista. Foi para o quarto tomou um banho e ligou para Bernardo.

–Oi meu amor.

–Oi, acho que volto amanhã a tarde.

–Ai que bom, não aguento mais de saudades.

–Eu também, comprei um presente lindo pra você.

–Não precisava só a sua presença já me basta…. Ai que droga.

–O que foi ? -ele se assusta.

–Esta chovendo muito e acabou de faltar luz.

–Esta com medo?

–Não. .não gosto de relâmpagos você sabe….acho que ouvi um barulho lá embaixo.

–Deve ser impressão sua.

–Não não é,-ela não gostava mesmo de ficar sozinha- vou descer pra ver.

–Acho melhor não Emília, chama alguém.

–Estou sozinha, mamãe esta na casa de dona Zilda, os empregados estão de folga, vou. ..- o telefone fica mudo e ela se desespera- Bernardo ...alô Bernardo….

Ela desce as escada muito assustada, há realmente alguém forçando a maçaneta. Ela tenta novamente ligar para Bernardo, mas esta sem sinal, pergunta quem é na porta mas não respondem, há muitos raios e trovões a cada um deles seu coração dispara, quem será que esta ali, mais uma vez ela grita e a porta para de se mexer,achando que esta a salvo se aproxima para ver se a porta ainda esta bem trancada quando ouve a porta dos fundos bater ela se assusta e da um grito e começa a ver um vulto.

–Não se aproxima … Não- ela grita mais esta cada vez mais em pânico, tem seus gritos abafado pelos trovões quando o vulto esta bem próximo dela um relâmpago ilumina o seu rosto e ela desmaia nos braços dele.