Empty heart
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Regina mordeu o lábio, não queria estar sorrindo como uma boba como estava, afinal era uma rainha, mas simplesmente não conseguia se impedir, bastou Emma entrar na delegacia pra trocar de turno com David que o sorriso tomou conta dos seus lábios. Se perguntava o que tinha mudado, o que a fazia sentir frio na barriga por simplesmente cruzar o olhar com o da xerife.
Emma se despediu de David, na verdade contava os segundos pra ele ir embora. A loira estava nervosa, mas não deixaria a rainha perceber isso. Andou ate a porta da cela de Regina, com um sorrisinho no canto do lábio, a morena jurava que aquele sorriso era só para provocá-la. – Oi.
– Oi.
– Não vai me convidar pra entrar?
– Desde quando precisa de convite?
– É verdade, nunca fui convidada. Você devia me convidar sabe.
Regina se aproximou mais das grades, passando suas mãos por elas e alcançando a gola da jaqueta de Emma, puxando-a levemente, fazendo a loira se aproximar ainda mais. As duas se encararam, apenas alguns centímetros as separavam e as grades é claro. – Você quer passar a noite aqui comigo, xerife Swan? – Regina disse sem hesitar, usando o seu melhor tom de prefeita Mills.
– Não sei se devo senhora prefeita, não seria inapropriado? – Emma a provocou, queria ver ate onde aquele teatrinho perigoso chegava.
– Inapropriado é divertido. – Regina ergueu as duas sobrancelhas e sorriu. Emma achou que aquele era o sorriso cafajeste da rainha.
– Já que você insiste. – Emma pegou a chave da cela e a abriu, se juntando a morena. – Então... – disse sem jeito, tinha se preocupado tanto em que a noite chegasse logo que nem tinha pensado no que ia dizer.
– Hum... eu... você quer sentar? – Regina também não fazia ideia de como agir. Estava tentando manter a pose de rainha, mas a verdade é que estava nervosa.
– Sentar é bom. – Emma disse e logo achou que era a coisa mais idiota que poderia dizer. Mas as duas sentaram lado a lado. A xerife secou suas mãos no jeans, estavam suadas de nervosismo, já as mãos de Regina permaneciam juntas e sobre suas pernas.
Emma queria tanto tocar Regina, não podia ser tão difícil, já tinha feito isso antes. Ela pigarreou. – Você... já está cansada? Hum... quer deitar...?
Regina confirmou com um aceno. Droga! Onde estava sua voz?
As duas deitaram na pequena cama da delegacia, Emma tinha Regina a sua frente, deitada de lado, de costas para ela. A xerife respirou fundo e puxou o corpo para mais perto do corpo da morena, se encaixando a ele, seu braço envolveu a cintura da rainha.
Regina sentiu a respiração de Emma contra sua nuca e isso lhe causou um arrepio imediato, o que não a preparou para a sensação de sentir os lábios quentes da loira contra sua pela. A xerife não tinha conseguido resistir, estavam tão perto, Regina estava tão acessível, seus lábios se arrastaram pela nuca da morena, plantando vários delicados beijos.
– Emma... – Regina ofegou.
A xerife se inclinou, sua boca alcançou a orelha de Regina, se arrastando por ela, provocando-a. – Quero muito beijar você agora... – Emma disse de um fôlego só, sabia que era arriscar muito, mas não podia controlar seu desejo, agora sabia exatamente o que queria da rainha.
O silencio após a revelação se estendeu por mais tempo do que Emma gostaria. A morena se virou, ficando de frente para a xerife, seus olhos encontraram os dela e então Regina teve que fazer a coisa mais difícil, mas a que achava mais certa. – Eu também quero... muito... mas não posso.
Emma fechou os olhos brevemente, aquela resposta lhe causou quase uma dor física. – Por que? – Sua voz era fraca.
– Gosto demais de você pra te deixar se envolver com uma assassina.
– Você não machucou aquelas pessoas.
– Não sabemos disso, Emma. – Regina tocou o rosto da loira, os olhos verdes pareciam tão tristes. – Alem disso... – a rainha forçou um sorriso. – quando eu beijar você, quero te sentir por completo... quero estar com meu coração aqui... – Ela tomou a mão de Emma e colocou sobre seu peito. – batendo acelerado por saber que estou me entregando pra você. Por favor, diga que me entende.
Emma colou sua testa a de Regina e permaneceu com os olhos fixos nela. – Eu entendo, mas não gosto nem um pouco disso... se não quer ficar comigo sem o seu coração é só me dizer onde ele está e eu pego pra você.
– Você não ouviu a primeira parte do que eu disse?
– Ouvi, mas eu sei que você não matou ninguém, por que não acredita em mim?
– Não é em você que eu não acredito é em mim.
– Me deixe pegar seu coração. – Emma tentou mais uma vez.
– Não posso, se eu tiver meu coração comigo não vou conseguir me segurar.
– Isso me faz querer revirar a cidade inteira trás do seu coração.
Regina sorriu. – Emma, por favor... não te basta por agora saber que eu te quero?
A loira encarou a rainha por um minuto. – Vou tentar entender. E vou tentar controlar minha vontade de te beijar você querendo ou não.
– Obrigada.
Emma deitou com as costas na cama, Regina descansou o rosto sobre seu peito. – Como ficamos agora, então? – a loira perguntou.
– Juntas, como sempre estivemos.
– Não como sempre... – Emma mordeu o lábio. – agora eu posso fazer isso. – ela apertou Regina em seus braços, fazendo a morena sorrir.
– É, não como sempre. Agora é bem melhor.
– Posso te contar um segredo?
– Claro.
– Acho que estou me apaixonando por você.
– Emma...
– Nem venha me dizer que eu não devia fazer isso. – A loira interrompeu a morena.
– Tudo bem, eu não digo, mas você sabe que não devia. – Regina se virou pra encarar a xerife. – E... eu também acho que estou me apaixonando por você.
***
– Emma?! – David entrou as pressas na delegacia.
– Ela está ali! – Hook vinha logo atrás dele.
O príncipe correu ate a cela, onde Emma levantava da cama atordoada com a gritaria. – O que aconteceu? – a xerife disse passando a mão pela cabeça, uma pontada de dor a incomodava.
– Mais pessoas foram atacadas... – David disse com pesar. – Onde está Regina?
– Ela te trancou aqui e fugiu, não foi? – Hook quis saber.
– Não! Claro que não! – Emma encarou o pirata com raiva.
– Então onde ela está?
– Eu não sei.
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