Empty heart
14 Capítulo 14
Notas iniciais
– Emma! – Marry disse com raiva.
– Eu não quero falar sobre isso e eu preciso ir.
– Você não quer falar, então vai ouvir. Ela está sofrendo, Emma. Sofrendo por você. Se ia deixá-la, por que deu a ela esperanças? Essa é a pior coisa que se pode fazer a alguém, dar falsas esperanças de um final feliz.
– Eu sei que é... – Emma parou. O vazio em seu peito parecia ter se espalhado por todo seu corpo. Queria chorar, mas de algum modo aquilo não fazia sentido. – Tenho que ir. – disse com a voz vazia, sem conseguir encarar Snow foi embora.
***
– De novo! – Lily disse a distancia.
Emma deixou a magia fluir por seu corpo, liberando parte dela em direção a uma das arvores. Estava ficando mais fácil controlar, era mais fácil quando não sentia nada.
– Minha mãe me colocou contra a parede hoje sabe. – Emma falou alto para que Lily conseguisse ouvir da distancia segura que estava.
– Ela também quer saber porque deixou Regina?
– Sim... ela me disse que Regina está sofrendo...
– Isso não é sua culpa, Emma.
– Claro que é minha culpa, Lily! Eu a deixei, a deixei depois que disse que ficaria com ela pra sempre, disse pra ela quer seu final feliz. E agora... agora ela está sozinha... – Emma disse frustrada, a raiva tomando conta dela. – tudo por culpa dessa maldita magia! – A cherife mal fechou a boca e o ar tremulou em sua volta, uma onda de energia correu toda a floresta a sua volta. Lily foi jogada para trás com a força da onda de energia. – Lily! – Emma correu ate ela, que estava desmaiada no chão. – Não...
***
– Da próxima vez eu vou usar um capacete. – Lily brincou.
– Não brinque com isso Lily. E não vai ter próxima vez. – As duas andavam em direção ao Grannys.
– O que? – Lily puxou Emma pelo braço. – Você ta maluca? Não vou te deixar sozinha nessa.
– Eu não quero machucar você... – Emma estava cansada.
– Foi só um acidente!
– Um acidente que podia ter te matado!
– Não seja dramática! E escuta aqui! – Lily tomou o rosto de Emma entre as mãos, forçando-a a encará-la. – Eu sou sua amiga, vou ficar com você até o fim. E nem adianta tentar me afastar porque eu vou atrás de você. Eu vim ate aqui, não foi?
Emma quase sorriu. – Lily... obrigada. Não sei o que faria sem você.
– Você estaria ferrada, Emma. Completamente ferrada. – Elas sorriram e Lily abraçou a amiga.
– Mãe? – A voz de Henry fez Emma se virar imediatamente, ela só não esperava encontrar Regina junto com ele. Faziam semanas que não se viam.
– Regina...
Regina dirigiu a xerife um olhar magoado. – Emma. – Mas apenas a cumprimentou, seguindo seu caminho em direção ao carro. Henry foi logo atrás dela.
– Via atrás dela. – Lily sugeriu.
– Não posso...
– Emma, suas mãos... – Lily disse se afastando.
Emma fechou os olhos tentando se controlar, respirou fundo varias vezes e finalmente a energia se dissipou. – Viu? É por isso que não posso ir atrás dela. Prefiro morrer do que machucar Regina ou Henry.
***
– Eu vou tentar falar com ela, deve haver alguma explicação.
– Não Henry, se ela quer ficar longe de nós, deixe ela ficar.
– Então é assim? Vai desistir? Achei que se amassem.
– Você sabe que eu a amo.
– Então lute por ela, mãe. Como ela lutou por você.
Regina encarou o filho. – E se ela não quiser que eu lute por ela?
– Você não viu o olhar que ela te deu hoje? Ela te olhou como se precisasse de você como precisa de ar.
– Se ela precisa tanto de mim, por que está com aquela mulher?
– Elas são amigas, só amigas.
– Já não tenho mais certeza disso.
– Bom, de um jeito ou de outro você só vai saber o que está acontecendo se for atrás dela, ou se me deixar ir.
– Você tem certeza de que quer fazer isso?
– Se eu tenho certeza de que quero que você pare de sofrer? Mas é claro.
A rainha sorriu e abraçou o filho. – Como eu posso agradecer por alem de ser um filho maravilho você ser meu amigo?
– Bom, um play station 4 não faria mal algum. – Henry disse fazendo Regina sorrir ainda mais.
– Eu te amo, Henry.
– Eu também te amo, mãe.
***
Henry e Regina pegaram uma mesa no Granny’s, a manhã de sábado estava chuvosa, mas mesmo assim se arriscaram a sair de casa. Os dois sorriam e conversavam, o garoto tentava ao Maximo distrair a mãe, mesmo que tivesse certeza de que ela mesmo com um sorriso no rosto ainda estava pensando em Emma.
– Regina! – A voz do garotinho capturou a atenção da rainha.
– Roland... – Ela se virou ao tempo de capturá-lo para um abraço. – eu estava com saudades. – disse sorrindo.
– Também estava com saudades.
– Oi. – Robin estava parado diante dos dois.
– Oi. – Regina respondeu educadamente.
– Podemos tomar café com a Regina? – Roland perguntou a Robin, que encarou Regina. A rainha por sua vez encontrou os olhos do filho, Henry deu um leve aceno positivo. A presença de Robin o incomodava, mas Roland fazia Regina ficar feliz.
– Claro que podem. – Regina por fim respondeu e então Robin se juntou a eles na mesa.
Do outro lado da rua Emma observava os quatro pela janela. Suas mãos tremiam e pequenos raios brancos de energia passavam por ela. Ela serrou os punho e aos poucos deixou a raiva ir se transformando em tristeza, mas sem um coração sua tristeza era apenas um vazio. Talvez tivesse que se acostumar com aquele buraco no peito que parecia tentar sugar toda sua essência. – Eles fazem uma bela família feliz, não acha?
– Não... vamos sair daqui Emma. – Lily disse puxando a amiga.
– Não, eu preciso ver isso. Preciso ver que eles estão melhor sem mim.
– Você ta maluca? Você acha mesmo que eles estão bem sem você?
– Talvez não agora, mas um dia vão ficar.
– Emma, você vai conseguir se controlar, você vai voltar pra eles.
– Eu não tenho tanta certeza. Você viu o que aconteceu na floresta, eu não tenho nenhum controle. Acho melhor que eles esqueçam de mim.
***
Henry ia saindo da escola quando viu o carro de Emma a distancia, não era a primeira vez que ele via a mãe o observando na saída da escola. Ele nunca ia ate ela, se ela quisesse se aproximar faria isso, mas se queria apenas observá-lo ele a deixava fazer isso. Mas não hoje, o garoto se apresso e correu ate ela, entrando dentro do carro antes que Emma pudesse protestar.
– Henry, eu não posso falar com você agora... – Emma ia começar seu discurso pronto.
– Se não queria conversar não devia ter vindo ate a minha escola. – Henry disse serio. Emma nunca havia o visto falar com ela daquele jeito. – Eu não vou perguntar o que está acontecendo, porque não é pra mim que você tem que explicar isso. Só quero que saiba que nós te amamos... – O garoto segurou a mão da mãe. – e estamos esperando que você volte pra nós, pra nossa família... não vamos desistir de você, mesmo que você tenha desistido de nós...
– Henry...
– Seu lugar é com a gente, mãe. Não pode fugir do seu final feliz... não pode fugir de onde você pertence. O que quer que esteja acontecendo, nós podemos lidar com isso juntos...
Uma lagrima correu o rosto de Emma, ela nem mesmo tinha se dado conta de que podia chorar sem um coração, de que podia amar sem um coração. Henry apertou sua mão e a encarou. – Volte pra nós...
– É tudo que eu mais quero... – Olhar nos olhos de Henry era como encarar um espelho, eles eram tão iguais em vários aspectos. Emma tinha certeza que ele a entenderia, melhor que qualquer pessoa, mas antes que pudesse lhe dizer alguma coisa o garoto soltou a sua mão rapidamente.
– Mãe! O que está acontecendo? – Ele encarou a própria mão com a marca de queimadura.
– Henry... ai meu deus... não... – Emma saiu o carro se afastando Maximo que podia do filho.
– Mãe? – Henry também saiu do carro.
– Henry se afaste! Eu não quero te machucar!
– Está tudo bem, não foi nada...
– Henry, por vavor... – Emma insistiu mas o garoto não obedeceu e se aproximou dela. Logo o campo de energia em volta de Emma o fez ser arremessado ao chão.
Henry levantou meio confuso e encarou a mãe. – Mãe...
– Vá embora... por favor... vá embora... – Emma suplicou e dessa vez Henry obedeceu.
***
Regina desceu as escadas apressada. – O que aconteceu?
Henry tinha chegado em casa gritando pela mãe. – Eu sei porque minha mãe foi embora! – Disse quase animado pela descoberta.
– Henry... sua cabeça! – Regina analisou o corte na testa do filho.
– Isso na é nada, nem ta doendo.
– Claro que é. – Regina passou a mão sobre o corte que desapareceu. – Agora me conte o que descobriu e o que aconteceu com você.
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