Empty heart
15 Capítulo 15
Notas iniciais
– Regina... – Emma disse surpresa, não imaginava que Regina pudesse a encontrar ali. Ninguem alem de Lily sabia que ela estava vivendo naquela casa afastada da cidade.
– Idiota. – Foi tudo que a rainha disse, ela tinha um meio sorriso, mas seus olhos brilhavam com lagrimas que já se pronunciavam. Ela deu passos rápidos em direção a Emma e a puxou para seus braços, apertando-a como se nunca mais fosse soltá-la, de fato era o que queria fazer, queria manter Emma ali em seus braços pra sempre, pois só assim se sentia completa, se sentia em paz, como se nada no mundo pudesse atingi-las. – Você tem ideia do quanto eu senti sua falta? Do quanto eu quis te abraçar assim e não podia? – A voz da morena tremia pela emoção. – Nunca mais faça isso, não posso ficar sem você...
– Regina, o que faz aqui? Você não devia... – Emma estava claramente confusa.
– Vim te levar pra casa.
– Eu não posso voltar pra casa. Henry deve ter te contado o que aconteceu... me desculpe, eu nunca quis machucá-lo... eu só...
– Henry está bem, eu cuidei dele. E sim, ele me contou o que aconteceu.
– Então sabe que não posso controlar... que não posso ficar perto de vocês porque vocês me fazem sentir, mesmo que eu esteja... – Emma se deteve, não sabia se era uma boa ideia dizer a Regina que estava sem coração. Mas estava cansada de todos aqueles segredos entre elas. – sem o meu coração.
– O que? – Regina a encarou incrédula. – Emma... como?
– Eu mesma o tirei, sem eles minhas emoções ficam mais fracas, assim é mais fácil controlar.
– Emma, você não pode viver sem um coração.
– Eu vou ter que aprender... se ele estivesse aqui no meu peito, provavelmente essa casa não estaria de pé.
– Vamos dar um jeito...
– Não... é muito difícil... você não entende... e você não devia estar aqui... – Emma disse se afastando. – Isso é uma tortura, ver você e não poder me permitir sentir nada. É a coisa mais difícil que já tive que fazer... não sei se aguento por muito mais tempo. – As mãos de Emma tremiam, aquele era o primeiro sinal do seu descontrole. – Eu baixei a guarda com Henry por um segundo e veja o que aconteceu... e ele teve sorte, poderia ser muito pior.
– Você não vai me machucar, Emma. Eu confio em você... – Regina deu um passo em direção a Emma, que recuou.
– Eu não confio em mim... por favor, fique longe.
– Tudo bem, mas eu não vou embora. Não posso deixar minha mulher passar por isso sozinha.
– Regina...
– Sem protestos. Eu vou manter a distancia, vamos conversar sobre como isso aconteceu. Se concentrar em descobrir uma solução vai ajudar a tirar sua mente das suas emoções por mim.
– Acha mesmo que isso vai funcionar?
– Sim.
Regina foi ate o carro e trouxe vários livros de magia pra dentro da casa, as duas começaram a pesquisar, as duas se mantiveram o mais distante que a enorme sala permitia. Tudo que a rainha mais queria era cruzar aquela sala e tomar Emma em seus braços, mas não faria isso. A noite passou sem que as duas se dessem conta, logo era manhã e Regina preparava o café para elas.
– Como me achou aqui afinal? – Emma quis saber.
– Tive uma pequena conversinha com sua amiga Lily.
– E eu devo começar a procurar o corpo dela na floresta?
Regina soltou uma gargalhada. – Não. Na verdade, ela é... legal.
– Que bom que se entenderam.
– É, mas isso não quer dizer que quero você perto dela o tempo todo.
– Que namorada mais ciumenta eu fui arrumar.
– Não é ciúmes. Só estou cuidando do que é meu. E você é minha.
– Como eu senti falta de ouvir você me chamar de sua.
– Emma, eu senti falta de cada detalhe seu... – Regina disse se aproximando. Ela traçou gentilmente o rosto da loira com a ponta dos dedos. – como eu senti falta de te tocar...
– Regina...
– De te olhar como se nada mais no mundo importasse, porque afinal não importa...
– Por favor...
– Mas acima de tudo... sinto falta de te beijar, de te tomar como minha... – A rainha aproximou os lábios dos da xerife, seu respiração era quente e pesada. – Emma... – disse fechando os olhos. – eu quero muito você.
– Eu também quero muito você... – Emma disse também fechando os olhos.
Lentamente Regina levou suas mãos de encontro as de Emma, enlaçando as suas as dela. – Você está tremendo... – As luzes por toda a casa começaram a piscar.
– Você tem que se afastar agora... é muito arriscado.
– Não... o risco vale a pena.
– Não pra mim, prefiro te manter segura.
– E eu prefiro roubar um beijo seu. – Dito isto Regina extinguiu a distancia entre elas e seus lábios tomaram posse do que era seu por direito. Um beijo doce e gentil, cheio de cuidado e saudade. Regina quase esqueceu de tudo, mas logo sua sensação de prazer começou a se transformar em dor. Era como se uma corrente elétrica muito forte passasse por seu corpo, ela caiu ajoelhada no chão.
Emma se afastou o maximo que pode. – Regina?! – Disse desesperada. – Você está bem?
Regina demorou um minuto pra levantar a cabeça. – Eu estou bem. – Disse forçando um sorriso. – Disse que beijar você valia o risco. E valeu.
– Pare de brincar com isso! Eu nunca mais vou deixar você se aproximar de mim... nunca mais!
– Emma... – Regina disse ficando de pé. – Eu não estou machucada, foi apenas um pequeno choque... eu estou bem. – A verdade era que seu corpo inteiro ardia, como se tivesse acabado de atravessar fogo. – Não vai me afastar de você de novo, não vou permitir isso.
Emma respirava ofegante, como se lutasse contra ela mesma. E era isso mesmo, lutava para manter seus poderes estáveis. – Tudo bem, não vou fugir, mas tem que me prometer que não vai mais me tocar ate resolvermos isso.
– Isso é pedir demais.
– Essas são minhas condições, se não concordar eu vou embora. Porque não tem nada no mundo que me faça machucar você de novo.
Regina ponderou. – Tudo bem, não vou me aproximar de você.
– Ótimo.
– Não tem nada de ótimo nisso. – Regina resmungou.
– Agora você precisar ir... já arriscamos demais por um dia.
– Tudo bem, mas eu vou voltar a noite e com ajuda. Ok?
– Ok. Agora vá.
– Eu te amo... – Regina encarou a loira esperando uma resposta.
– Tenha cuidado, lembre-se que sem mim Henry só tem você. – Disse por fim. Não queria dizer um “eu te amo” vazio para Regina.
– Tudo bem. – Regina assentiu e saiu da casa, entrando em seu carro, então finalmente se permitiu demonstrar a dor que estava sentindo, ela se contorceu no banco do carro, apertando os braços em volta do corpo. Abafando um grito de dor ela começou a conjurar um feitiço de cura, sua pele por fora estava intacta, mas por dentro era como se fervesse.
Aos poucos a dor foi passando. Ela não deixaria que Emma soubesse disso. Tinha que resolver aquela situação custasse o que custasse e infelizmente teria que recorrer a alguém a quem não gostava de pedir nada. Rumplestiltskin.
Fale com o autor