Empty heart
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Regina entrou em casa, estava tudo silencioso, ela devia estar acostumada com isso, afinal tinha vivido um bom tempo sozinha ali, mas a verdade era que já tinha se adaptado a casa cheia das risadas de Emma e Henry, ate eventualmente de Snow e David com o pequeno Neal. Era fácil se acostumar a ter uma família, afinal era tudo que ela sempre quis. Mas naquela noite estava sozinha e a casa vazia era uma vivida lembrança de seus piores momentos.
A rainha andou pela casa, sem saber exatamente o que procurava, quando chegou a sala de jantar não conseguiu se impedir de sorrir, a mesa estava posta, provavelmente para um jantar que Emma preparara para elas. Estariam juntas agora se Lily não tivesse aparecido. – Droga! – Regina resmungou e as velas sobre a mesa se acenderam. Ela encarou as chamas por um segundo. – Não... não sou esse tipo de pessoa que tem ciúmes de tudo. – Disse tentando convencer a si mesma. – Eu confio na Emma... mas ela podia ter me chamado pra ir junto... então não estaria aqui falando sozinha...
– Então é verdade? – A voz fez Regina se virar rapidamente, pronta para atacar.
– Robin! Você não devia aparecer assim, eu poderia ter te machucado.
– Acho... que você já fez isso.
– Robin... eu...
– Você ia pelo menos me contar?
– Claro que eu ia... só queria dar um tempo pra você... pra você assimilar que Marian não tinha voltado. Achei que iria querer lidar com isso sozinho...
– Eu não queria, queria que tivesse ido atrás de mim... eu precisei de você... achei que nós...
– Não tem mais nós, Robin. – Regina o interrompeu. – Sinto muito, mas essa é a verdade. Quando você achou que Marian tinha voltado, você escolheu ficar com ela... eu tive que respeitar isso, foi sua escolha. Agora minha escolha é Emma.
– Você sabe que eu nunca deixei de te amar, não é? Eu só... não podia deixá-la, não era certo.
– Eu entendi. Assim como espero que entenda que... não posso ficar com você.
– Por causa dela?
– Sim.
– Você realmente me amou, Regina? Porque eu sofri o inferno por ter que ficar longe de você, enquanto você...
– Não se atreva! Não se atreva a dizer que eu não sofri por ficar longe de você! Eu tinha desistido, sabia? Desistido de tudo, porque nada mais fazia sentido sem você. Mas Emma me trouxe de volta desse lugar obscuro que eu estava. Ela me mostrou amor como eu nunca tinha visto antes...
– Então você realmente acha que o que tivemos não foi amor.
– Eu não disse isso.
– É o que parece.
– Eu amei você Robin, mas... com Emma é diferente, ela não é só o meu amor, ela é meu destino, minha vida...
Robin andou até Regina. – Nós seriamos tão felizes...
– Sei que seriamos, mas nunca seria tão feliz como eu sou agora com Emma.
A expressão do rosto de Robin mudou, ele estava claramente transtornado. – Se são tão felizes, por que está aqui sozinha?
– Isso não te interessa!
– Eu nunca te deixaria sozinha, Regina, eu cuidaria de você como ninguém mais seria capaz...
– Robin, por favor... – Regina não teve tempo para reagir, os lábios de Robin se selaram aos dela e a próxima coisa de que se deu conta foi do olhar de fúria no rosto de Emma e como o homem se contorcia no chão sem conseguir respirar.
– Emma! Pare com isso! – A rainha gritou inutilmente. – Emma!
Robin tentava respirar, mas era como se uma mão invisível estivesse em sua garganta, sufocando-o. Regina se colocou entre a loira e ele, buscando seu olhar. A rainha nunca tinha visto aquele tipo de expressão no rosto de Emma. – Emma... por favor... pare... você vai matá-lo. Essa não é você... – A morena pegou o rosto da loira e a forçou a olhar pra ela. – Olhe pra mim, meu amor... fique calma...
– Eu não consigo parar... – Emma tinha um olhar vidrado.
– Consegue sim! Acalme seu coração... você disse que as duas partes dele batiam no mesmo ritmo, por nós... então o acalme, por nós...
– Regina... – A voz de Emma parecia fraca e assustada como se acabasse de acordar de um pesadelo. Robin ainda estava no chão, mas já conseguia respirar, mesmo com dificuldade. – o que está acontecendo comigo?
Regina puxou Emma para os seus braços, abraçando-a. – Você só perdeu o controle, amor. Vai ficar tudo bem. – disse mesmo não tendo certeza, nunca tinha visto alguém perder o controle daquela maneira, não sem estar sendo controlado por outra pessoa. – vai ficar tudo bem.
***
Emma entrou no quarto e sentou na cama, mantendo uma certa distancia de Regina. – Me desculpe... eu não queira realmente machucá-lo... sei que ele é importante pra você.
– Emma, não foi sua culpa...
– Não foi? Não foi o meu poder que quase o matou?! – Emma disse com raiva e o ar em volta delas começou a se agitar.
– Fique calma, ok? – Regina disse franzindo a testa. – Ninguém saiu machucado, isso que importa.
– Você ainda o ama ou só chamou ele aqui porque eu estava com a Lily?
– Que tipo de pergunta é essa?
– Do tipo que exige uma resposta!
– Emma, você é idiota? Acha que eu o chamaria aqui só porque você saiu com outra pessoa?
– Não sei, você pode ter ficado com ciúmes...
– E eu tenho motivos?
– Claro que não! Mas você ainda não me respondeu. Você ainda o ama?
– Emma... – Regina se aproximou dela. – Robin foi muito importante pra mim, claro que ainda me importo com ele, quero que ele seja feliz, mas... nada é mais importante que nossa família, nosso filho e você meu amor, são tudo que eu mais preciso. Então, não eu não o amo, não do modo como amo você, porque nunca amei ninguém assim. E eu não o chamei aqui, ele simplesmente apareceu, apesar de... eu ter mesmo ficado com um pouco de ciúmes da sua amiga.
– Você não precisa ter ciúmes dela...
– Eu sei, você é minha e eu sou sua. Mas é difícil te ver com outro alguém... ainda mais alguém como ela.
– Alguém como ela? – Emma ergueu a sobrancelha.
– Bom, temos que admitir que ela faz o seu tipo. – Regina sorriu.
– Boba, só você faz o meu tipo.
– O que, sua quedinha não é por morenas é por feiticeiras malvadas? – As duas sorriram e Emma deitou na cama puxando Regina para seus braços.
– Você era bem malvada quando eu te conheci,não era? – Emma mordeu o lábio. – Aquilo era bem interessante.
– Emma!
– O que? Só estou dizendo que... não sei... imagina nós duas juntas naquela época.
– Você não teria nenhuma chance querida.
– Será? Nem se eu te pegasse assim... – Emma se colocou sobre Regina e começou a traçar seu pescoço com os lábios.
– Acho que com certeza eu conseguiria resistir... – Regina murmurou.
– Mesmo? Porque você não parece muito capaz de resistir a isso agora.
– Porque agora eu não só te desejo, idiota, eu também te amo.
Emma sorriu e encarou a morena. – Vou retirar tudo que dissemos, minha queda não é por morenas ou por feiticeiras malvadas, acho que minha queda é por você me chamando de idiota e dizendo que me ama na mesma frase.
Regina soltou uma gargalhada. – Você é completamente maluca, Swan.
– Por você, eu sou.
***
Já era madrugada quando Emma levantou da cama, Regina dormia calmamente ao seu lado. A loira pegou o robe jogado sobre a poltrona e o vestiu. Desceu as escadas silenciosamente, não queria acordar Regina, não queria preocupá-la. Saiu da casa pela porta dos fundos, suas mãos tremiam, pequenos raios de energia passavam por elas, Emma sentia que a mínima emoção poderia provocar uma explosão seus poderes. Estar com medo não ajudava. – Eu não posso sentir... não posso... – Sua respiração era pesada. Não podia deixar Regina ver aquilo, ela iria querer ajudar e poderia acabar se machucando. Emma respirou fundo e fez algo que nunca pensou em fazer, sua mão atravessou seu próprio peito, arrancando sua metade do coração, ele pulsava forte, o vermelho vibrava em um tom reluzente. – Talvez assim eu consiga controlar.
***
Regina acordou de repente em sua cama, a dor em seu peito veio como uma pontada, mas logo se amenizou. Ela sentou e encarou a cama vazia ao seu lado. – Emma? – Desceu as escadas apressada pra encontra a loira em seu escritório. – Amor, o que faz aqui?
Emma demorou um segundo para se virar. – Nada... só estava sem sono. – Andou ate Regina e a acolheu em seus braços. – E você?
– Eu... acho que tive um pesadelo. – Disse descansando o rosto sobre o ombro da namorada.
– Está tudo bem agora... vai ficar tudo bem.
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