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1 Ato I, Cena 1.


Notas iniciais
Estou pegando o jeito.

Vejo os anos por minhas mãos se esvaindo.

As rugas preenchendo meu rosto dizem-me a verdade,

meus anos dourados se foram.

Junto deles, eu própria.

Minha alma já não me pertence,

meu corpo é pura carcaça.

Vivo porque respiro, existo.

Sobrevivo.

Não de amor mais minha alma se alimenta,

agora o vazio é que lhe completa.

Sou vazio.

Não mais o brilho dos meus olhos lhe contempla,

nem o sorriso em minha face te cumprimenta.

Sou um amontoado de ossos.

Carne, músculo, orgãos. Nada mais.

Vivo porque respiro, existo.

Sobrevivo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.