Emprevistos acontecem

6 O primeiro choque


Notas iniciais
Após 11 anos espero poder dar a essa história um desfecho que o meu eu de 13 anos aprove. Boa leitura ♥

Enquanto caminhava até o elevador, Peter levou a mão ao bolso e notou que não estava com seu celular, lembrou-se de que o havia esquecido na sala da Dra. Hunt pouco antes de Kate chamá-lo para a reunião, pois estava por lá procurando algo que, de alguma forma, pudesse explicar o sumiço repentino de Megan:

— Meu Deus, eu estou ficando louco, Megan está bem, está tudo bem. Por que eu não consigo parar de achar que tem algo errado? – Pensou alto enquanto ia em direção a sala.

Encontrou seu telefone, olhou para a tela com um fio de esperança de que houvesse um torpedo não lido, uma chamada se quer, mas não havia nada. Não havia nada. Deu uma última olhada pela sala, tudo na mais perfeita ordem, absolutamente nada, infimamente, incomum.

Peter entrou no carro, olhou em direção a vaga onde deveria estar o veículo de Megan, era sempre a última a ir embora do escritório, suspirou fundo e foi para casa.

Na manhã seguinte, Peter chegou ao escritório antes de todo mundo, não conseguira dormir, se Megan não aparecesse naquela manhã ele iria até sua casa novamente e se ela não abrisse a porta ele estaria pronto para arromba-la.

Perdido em seus pensamentos nem percebeu a hora passar até que Kate bateu à porta:

— Uau, bom dia! Se não tivesse trocado roupa eu diria que passou a noite aqui. Sei que está preocupado com a Dra. Hunt, todos nós estamos, mas você a conhece muito melhor do que todos e sabe que ela não é MESMO o tipo que dá satisfações. – Kate disse isso, mas não tinha certeza se realmente acreditava no que dizia, estava tão preocupada quanto Peter – Vou aguardar pela chegada da amiga de Mia, você vem?

— Vou, só me dê mais alguns minutos...

— Ok.

“Quando cada um já estava fazendo seu devido trabalho o celular de Peter tocou, ele quase não acreditara, mas sim, sim, era Megan...”

Peter não conseguia pensar, entrou em choque no momento em que viu o corpo no chão rodeado por uma enorme poça de sangue ao som estridente da sirene da ambulância:

— Megan... nã-oo...

Peter só saiu do transe quando um dos paramédicos tocou seu ombro questionando se ele quem havia lhes chamado e aturdido respondeu com um aceno de cabeça afirmativo.

— Vamos virá-la! – Gritava um pouco à frente outro paramédicos ao lado do corpo.

Não era Megan.

Peter caiu de joelhos ao chão, curvou-se para frente com a cabeça entre as mãos, em seguida olhou para cima, respirou fundo e teve a certeza de que não poderia viver sem Megan, sentia-se devastado, como se toda energia de seu corpo lhe tivesse sido sugada, precisava encontrá-la.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.