Emotions: O Segredo da Corrente
19 Capítulo 19: Deveres
Notas iniciais
Capítulo 18: O Socorro.
Era incrível o poder de persuasão da trouxa Sra. Granger sobre o Sr. Arthur. Com uma curta argumentação sobre o casamento ser em uma capela pequena próxima a casa dos bruxos para as trouxas, com um padre para a cerimônia e depois um almoço para os poucos trouxas que iriam, depois poderia ter a festa enorme e grandiosa que Fleur e Molly preparam na casa deles apenas para os bruxos, ela conseguiu convencer ao Sr. Arthur que ninguém desconfiaria de nada e que seria bom para todos.
Molly e Fleur ficaram a princípio um pouco ofendidas, sabe lá Deus com o quê, mas Ron disse que daquela maneira estaria perfeita.
— Como está se sentindo? – perguntou o ruivo beijando a morena que acabara de acordar.
— Ah... Nervosa... E ansiosa. – ela abriu um sorriso e se espreguiçou esticando os braços abraçando seu noivo. – Ahr, Ron... Estou com medo.
— O quê? – ele se afastou para olhar nos olhos dela. – Você não quer casar comigo? Se... Se não quiser tudo bem eu entendo e só quê...
— Shhh... – colocou um dedo sobre a boca grossa de Ron e abriu outro sorriso. – Seu bobo; eu te amo desde o segundo ano. Quero isso há tanto tempo...
Ele abriu um sorriso também e a beijou. Ela o puxou para que ele ficasse deitado sobre ela e o agarrou com as pernas tornando o beijo deles mais quente. Ele começou a passar a mão pelo corpo dela toda levantado a fina camisola dela a arrepiando toda, enquanto ela passava sua mão pelo cabelo ruivo e liso que ele tinha.
— Vocês já estão acor... – falava Harry entrando no quarto sem bater, mas interrompeu suas palavras ao ver a cena do casal. – Ai, caramba! Desculpa!
Os dois pararam imediatamente assustados também e foi cada um para um canto, envergonhados e com toda razão, enfurecidos.
— Mas que merda, Potter! – gritou Ron.
— Não tá mais aí quem atrapalhou. – ele gritou atrás da porta.
— Agora você pode entrar... – Hermione falou alto para ele ouvir colocando um travesseiro sobre o colo de Ron para esconder a animação dele. – Já atrapalhou mesmo...
O moreno entrou de cabeça baixa envergonhado e segurando o riso.
— A Dona Molly mandou eu ver se vocês já estavam acordados e mandar vocês virem tomar café a começarem a se arrumar. O casamento “trouxial”, como foi apelidado por Fred e George começa em 3 horas.
— Da próxima vez bate na porta... – reclamou Ron.
— Desculpa! – ele não se conteve soltando a gargalhada. – Você sempre acordava tarde na escola, como eu ia saber que com uma mulher do seu lado acordaria mais cedo só para uma rapidinha matinal?
— Harry! – bronqueou Hermione. – Como pode dizer isso na minha frente?
— Opa! Não tá mais aqui quem falou... – ele saiu rindo do quarto.
O casal ficou quieto por um bom tempo até que reclamaram e começaram a se aprontar.
UMA HORA E MEIA DEPOIS.
— Mas o que vocês estavam fazendo lá em cima que demoraram tanto? – reclamou Molly. Harry fez um comentário “o horário não permite dizer”, mas ninguém ouviu. – a cerimônia trouxa é daqui à uma hora e meia! Já tínhamos que estar lá arrumando algumas coisas, sem contar os convidados que chegam mais cedo!
— Nós já estamos prontos, mãe. – falou Ron pegando um bolinho. – E vou guardar a barriga pro almoço. – e ainda mastigando o bolinho que tinha enfiado todo na sua boca ele pegou mais três. – Só comer um pouquinho se não eu desmaio.
— Ronald, coma devagar... – Hermione reclamou. – Está parecendo o velho Ron assim...
— Hm... – ele engoliu o que mastigava e devolveu dois bolinhos ao prato. – Perdão, querida. E a beijou na testa. Velhos hábitos não mudam, mas irei tentar evitar. – e comeu o outro bolinho com menos pressa acompanhado de um copo com suco de pêssego.
— Anda gente! Vamos logo, estou doido para fazer “truques de ilusão idiótica” com as trouxas. – gritava George.
— É! Os dinheiros que elas nos dão não nos vale muito, mas os beijos sim. – complementou Fred.
— Estas trouxas são minhas primas e algumas amigas da minha mãe, então olha lá o que vão fazer... – resmungou a morena.
— Calma, prometemos que só iremos tirar flores da cartola. – disse Fred.
— E levitar algumas coisas. – quase imediatamente complementou George.
— E mudar de cores também.
— E quem sabe algum coelhinho ou gatinho, elas adoram. – eles disseram juntos e riram.
— Não estou falando dos truques, garotos. – ela arfou. – Sim dos prêmios que irão ganhar...
— Neste caso não prometemos nada! – exclamaram os dois.
NA CAPELA QUASE COMEÇANDO O CASAMENTO
— Hermione! – exclamou a mulher com cabelo azul céu segurando um menino com cabelos laranja. – Está linda hoje.
— Tonks! Que surpresa. – ela a abraçou com dificuldade por causa de Teddy. – E como está grandão, ein, menino. – ela mudou a voz. – Mas... O que faz aqui? Digo... O casamento é só daqui à algumas horas, esta aqui é só uma cerimônia trouxa para algumas pessoas que eu quase nem conheço. – as duas riram.
— Sua sogra me chamou para ajuda-la... Mas Remus está descansando, e a propósito pede desculpas por não poder vir esta noite... – ela deu os ombros. – Ei, pode segurar este pequeno aqui enquanto vou ali na copa pegar alguma coisa pra ele comer? Olha só o cabelo dele... Significa que está com fome. – ela duas riram. – Ele não chora como na maioria das crianças. Exceto quando está doendo alguma coisa em seu corpo. Quando está com sono fica preto, e feliz vermelho. Triste fica um verde bem claro... E medo fica branco. Passando mal fica rosa. E bom, fome... – ela passou o pequeno para o colo de Hermione. – Bom já volto... E você pode até tentar puxar conversa, mas ele não é muito de falar...
Hermione segurou a criança que era um pouco pesada com dificuldade, mas logo se ajeitou. Ela olhou no relógio da igreja, e sabia que estava atrasada.
— Quer passear um pouquinho, pequeno Teddy, enquanto sua mãe pega algo para você comer? – ela perguntou retoricamente andando em direção a um pequeno labirinto de arvores de flores que tinha ali perto.
O cabelo do menino variou do laranja ao branco várias vezes. Até ele se deparar a figura um homem completamente vestido de preto com um ar meio sombrio, e então ficou completamente branco.
POV Draco On
— O que você quer? – ela falou claramente tensa. – Está assustando ele.
— Fiquei na dúvida se iria aonde pedi que fosse, mas quando me mandou o bilhete dizendo para eu te encontrar aqui tive certeza que viria... Mas por que não foi onde pedi? – a questionei olhando dentro dos olhos castanhos e amedrontados dela.
— Não chegue muito perto, ele está com medo... — ela avisou.- Harry leu seu bilhete. Ficaria suspeito demais.
— Hm... Como sabe que ele está com medo? – a questionei novamente tirando meu olhar dela e olhando a figura de um garoto extremamente branco com olheiras fundas e bochechas rosadas.
— O cabelo está branco, varia com cada tempe... Draco, não enrola. O que você quer?
— Quero... – eu fui chegando perto dela e empurrando contra a parede sem desgrudas meus olhos dos dela.
— Ele está com medo Draco! – ela exclamou. Mas estava óbvio que quem estava com medo ali era ela. O que me deixou mais a vontade e até um pouco metido. Estava claro que ela ainda sentia algo por mim.
Me afastei um pouco e olhei para o garoto que estava com os braços envolta do pescoço dela – que inveja dele, adoraria estar abraçada a ela. – Ele tinha os olhos bem grandes e eram deum azul bem forte. Ele podia estar um pouco assustado de fato, mas não era algo vindo diretamente dele...
— Não tenha medo – Eu sorri para o menino. Ele de fato era uma gracinha. Acariciei as bochechas rosadas dele e pude senti-lo acalmar-se. – Olha... – Peguei um chocolate que estava no meu bolso. – Você quer?
O cabelo dele foi escurecendo tornando-se loiro enquanto olhava para mim e depois para o doce. Ele estava louco para pegar aquilo, mas estava com dúvida sobre eu ser confiável. Agora tinha certeza que ele não estava com medo, e sim Hermione. Ele estava sentindo o mesmo que ela.
— Pode comer? – e seu cabelo ficou instantaneamente laranja.
— Sim – Eu abri um sorriso maior ainda. – É de comer, estou de dando.
— Ahn... – ele pegou o doce. – Posso me sentar ali de baixo daquela árvore, Mione? – ele perguntou o que fez Hermione ficar chocada. – Prometo ficar quietinho.
— Ahn, claro... – ela respondeu feliz deixando-o ir. – Por Merlin, Draco... Não sabia que chocolates eram tão poderosos.
Não pude deixar de rir da cara dela.
— Não acho que ele estava com medo realmente. Acho que ele estava sentindo seu nervosismo por isso ficou com medo. E no final, provavelmente só estava com fome.
— Sim, ele estava... Cabelo laranja. – ela sorriu e olhou para mim.
— Estava com saudades desse sorriso lindo...
— Olha, vou me casar hoje, então vai ter que esquecer este sorriso.
— Então não se case. – falei colando a minha mãe em seu rosto suave e macio, novamente a colocando contra a parede. – Fuja comigo, por favor... Nosso filho pode conhecer seus amigos todos... Nós convidamos eles as vezes... E tem uma escola no de bruxaria no Brasil, podemos coloca-lo lá...
— Draco, eu não quero fugir... – ela choramingou. – Além do mais, Ron se magoaria tanto.
— Então não fugimos... Apenas... – cheguei mais perto do rosto dela. Pude sentir a respiração dela na minha boca, e com isso percebi que estava mais nervosa. Eu estava loco para beijá-la. – Se case comigo...
— Você... – as lágrimas começaram a descer do rosto dela. – Me pede... – ele fechou os olhos e suspirou. – Agora?
— Perdoe-me, por favor... Eu amadureci agora. Me dê mais uma chance...
— Draco e o Ron? – ela perguntou chorando ainda de olhos fechados. Balancei a cabeça, eu fiquei um pouco estressado, mas não deixei que ela percebesse minha fúria. Eu pouco me importava com aquele estúpido... Fui chegando mais perto dela e já podia senti os lábios dela tocarem o meu, mas antes que eu pudesse beijá-la...
— E o Ron... – Ouvi uma rosnado. Eu e ela nos afastamos assustados e olhamos para o lado... E vimos o Weasley. – Já foi humilhado o suficiente só de você ter vindo aqui. – ele se virou voltando para o caminho da capela. Aquilo me deu vontade de explodir! Como eu queria esmurrar a cara dele agora... Faltava tão pouco para pode sentir aqueles lábios doces novamente.
Era a segunda vez que um Gryffindor atrapalhava eu de beijar a mulher que eu amava, e aquilo não ia ficar assim... Mas não pude de ficar feliz. Consegui ver a derrota no olhar dele e ouvir na sua voz também. Aquilo me fez sentir vitorioso.
POV Draco Off.
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