Notas iniciais
Olá pessoinhas! Então, eu disse que iria postar amanhã, não é? Só que hoje é aniversário de pré-namoro que tenho, haha. Aí estou feliz, e decidi postar. E bom, eu estou devendo com vocês, né? Teve bastantes capítulos que eu demorei a postar, e tals.. Então, fica como presentes para vocês s2

Capítulo 15: Descoberta

Eles caminharam até a porta e entraram todos juntos. Os irmãos de Ron festejaram Arthur também. Molly abraçou cada um dos quatro, porém, Ron que foi abraçado por um ela não pode de dar olhada de advertência a ele, e de que depois teriam uma conversa muito séria.

— Gente... Eu tenho uma coisa pra falar para vocês. – Ron falou sendo precipitado. Na verdade ele acabara de ter aquela ideia, e sem parar para pensar nas consequências simplesmente fez. – Vocês não vão acreditar, mas... – ele subiu na mesa e antes que pudesse continuar sua mãe o interrompeu.

— Ronald Weasley, se você não quiser levar um puxão de orelha acho melhor descer desta mesa agora! – disse ela dando tapas leves nas nádegas de Ron com um pano.

— Neste caso vale a pena a dor na orelha depois, mãe. – ele riu feliz. Seus olhos brilhavam de pura emoção, e nada poderia atrapalhar que ele estava sentindo naquele momento. – Eu vou me casar com a mulher mais maravilhosa de todo mundo!

— Emma Watson?! – gritaram seus irmãos mais velhos, Fred e George.

— Babacas – falo Ron empurrando um deles, descendo da mesa. – Não, irei me casar com Hermione Granger. – ele a puxou pela cintura e a beijou.

Todos da sala aplaudiram, gritaram e comemoraram. Harry aproveitou a deixa e disse que também se casaria o que fez Arthur ficar um pouco estressado por sua filha ser tão jovem, mas ele aceitou de certa maneira. Porém a ruiva e o moreno sabiam que não seria tão fácil assim para explicar que Ginny engordou de uma maneira tão estranha e de aparecer um filho do nada depois de quatro meses.

Depois de algum tempo se divertindo em família, — com Molly encarando Ron a todo o momento indiferente – Harry, Ginny, Hermione e Ron disseram que iriam descansar um pouco e que voltariam na hora do jantar. Molly queria falar com seu filho logo, mas ele pediu para conversar com ela mais tarde, depois do jantar – a verdade é que ele ainda não sabia o que falar, e queria conversar com sua noiva antes.

PVO Ron On

Todos se divertiram e comemoraram com o noivado repentino que fizemos. Bom, hoje já seria uma festa pois era o dia da nossa volta, do último dia do colégio, mas acabou virando outra comemoração, que no caso foi o noivado. Foi legal, e todos gostaram, mas minha mãe estava tão angustiada que acabou me oprimindo. Forcei risadas a todo o momento. Não aguentava mais aquilo, e para piorar tudo, é que ainda não sabia o que falar.

Ginny grávida já seria um surto muito grande. A filhinha deles, a irmã caçula de todos os outros, a preferida em tudo. Com certeza seria um grande impacto. Imagine se eu disse que também irei ser pai. É claro, antes com Lavender era mais fácil porque, era só eu. O filho mais novo homem. Eles surtariam, mas... Não vai ser o mesmo com a pequena Ginny.

Depois do noivado fomos para os quartos e Harry e Ginny ficaram conversando do outro lado da sala, e eu e Hermione ficamos mais próximas à janela olhando a lua cheia.

— Sempre que vejo lua cheia lembro-me do terceiro ano. – ela abriu um meio sorriso.

— É, eu também, e odeio por sinal. Sirius me machucou muito. – falei em tom de riso que a fez rir um pouco.

— Ah, Sirius... Saudades dele. – ele continuou olhando a lua. – Sinto pena do Remus, o único que sobrou dos marotos, e viu todos os amigos morrendo.

— Sim. Temi isso tanto durante estes últimos anos de guerra... Mas temia mais te perder, sabia... E eu sendo um covarde nem tinha coragem de dizer o que sentia por você.

— É, você amadureceu muito, Ron. – ela falou. – Bobão inerme. – brincou e em seguida a terminar esta frase mordeu meu nariz.

— Ai. – resmunguei rindo. E depois de alguns segundos processando aquela cena, a voz de Draco ecoou em minha mente.

Sempre que queria me beijar, me chamava de inerme, me atentando para eu beijá-la.”

Mudei minha expressão facial rapidamente, tentei fingir, mas ela notou. Fiquei triste, mas principalmente irritado. Ainda não aceitava a ideia de ele ter tocado nela.

— O que foi amor? – falou também mudando a expressão fácil para preocupada. – Ficou diferente do nada.

— Você... O chamava assim. – sussurrei tão baixo que creio que ela não ouviu, mas entendeu lendo meus lábios. Pude sentir o coração dela gelar, e ela parou de me encarava instantaneamente voltando a olhar para a lua.

Ficamos calados por algum tempo e via as lágrimas nos olhos dela. Queria dizer alguma coisa para confortá-la, mas não sabia o que falar. Apenas a puxei e fiz-lhe deitar no meu colo.

— Como sabe disto? – perguntou ela enfim, parando de chorar quebrando o silêncio.

— Hm... – soltei sem querer. Fiquei calado algum tempo até enfim respondi. – Uma vez conversamos no banheiro, e... Ele tentou me provocar e... Bom... Ficou contando... Momentos de vocês.

— Ahr... – ela arfou. Que idiota. E ela voltou a chorar.

— Não... Não fica assim.

— Como pude ter sido tão idiota, Ron...? – ela falou.

— Foi culpa minha, nunca deveria ter aceitado aquilo com Lavender.

— Por que namorou ela, hein? – perguntou com um pouco de repugnância.

— Para te fazer ciúmes. – envergonhei-me. – Imaturidade minha. Deu certo no início, um pouco... Mas ela sempre fazia truques e armações para cima de mim, e acabei me envolvendo com ela... Não que eu tenha chegado a gostar dela, não... Só...

— Físico. – ela terminou a frase por mim. – Este foi meu erro também. Só que... O inverso. Antes fosse só o físico... Mas acabei me envolvendo emocionalmente.

— Você... O amou? – perguntei. – Ér, que dizer... Como era... Ér, exatamente...

— Ahr... – ela se levantou e olhou dentro dos meus olhos. – Quer mesmo saber disto? – assenti sem encarara-la. – Ahr... Tudo bem. Nós... Fizemos a detenção juntos, e nós sempre gostávamos de nos provocar só para irritar um ao outro. Mas, não podíamos negar que sentíamos atração um pelo outro e... Um dia, acabamos nos beijando e, sei lá, rolou. Foi só físico. Mas aí este negocio da Ginny, foi ele que ajudou ela a descobrir, e começamos a conversar sobre como me sentia em relação a isso, e a você, e ao passado dele como comensal... Acabou tendo emocional, e senti que o amava. Mas... Não sei se era amor. Acho que só uma forte paixão.

— Ahn – soltei sem querer. Não sei por que mas cada palavras daquelas me machucaram. Senti-me imaculado, ou sei lá, inexperiente. – Então, sente atração por ele, é?

— Ah, Ron... – ela ficou meia sem jeito. – Era mais ou menos que nem você e a Brown. Joguinhos e truques sensuais.

— Venham jantar! – gritou Percy no quarto chamando eu e os outros.

— Ah, droga, conversamos tantos, mas não sobre o que precisávamos. – falei. Vi Ginny e Harry olhando para nós esperando-nos sem dizer nada. – Ah, é... Vão na frente, nós vamos logo, logo...

Eles saíram e nos deixaram a sós, para enfim, conversarmos sobre o que precisávamos.

— Então... Se eu disser que está grávida, eles iriam surtar. A filha deles já terá que contar isso, e não vai ser fácil.

— Ron, mas você já ia contar sobre a Lavender. – disse Hermione.

— Sim, mas antes era só eu. Eles iriam brigar comigo, gritar, me bater sei lá... – dei os ombros. – Mas era só eu. Agora imagine os dois filhos caçulas deles assim. No caso... Os quatro. Sabe que ela sempre considerou você e Harry, né? – abri um meio sorriso.

— Sim – ela abriu um sorriso muito lindo. – É... E meus pais também surtariam.

— Pois é... – assenti. – Você só tem um mês de gravidez. Podemos marcar o casamento para... Bom, para que seja breve. Ainda este mês... Viajaríamos para bem longe... E... Dizíamos que engravidou logo, e... Foi prematuro.

— Que clichê. Mas é a melhor alternativa. – concordou ela.

POV Ron Off

— Mas o que infernos estes dois estão fazendo para demorar tanto lá em cima e não virem jantar? – resmungou Molly.

— Mamãe, você ainda acredita que os bebês vieram das corujas? – brincou George.

— Que brincadeira sem graça, Fred. – falou Arthur. – É Hermione que está lá em cima, Ron é muito respeitador.

— Eu que sou o Fred, pai. – disse Fred. – Com toda certeza, pai. Concordo contigo. Ron é muito idiota para conseguir trepar com ela. – os gêmeos riram.

— Mas Hermione não é nenhuma santa, Fred.- falou George. – Acho que na lua-de-mel deles ela que vai comandar tudo, há.

— Ahr, vocês me dão nojo. – falou Ginny. – Eu vou até lá em cima chama-los mãe.

Ginny se levantou enquanto Fred e George recebiam broncas de Molly por causa de suas brincadeiras pervertidas e infames de seu irmão. Quando ela estava preste a abrir a porta do quarto, não pode deixar de ouvir Hermione dizer;

— Ah, Ron... Não vai se tão fácil assim esconder minha gravidez.

— O... O quê? – falou Ginny ao entrar no quarto, surpreendida pelo que ouvira.

Notas finais
Próximo capítulo, sexta que vem (02/11). Spoiller:
"- Então... comecei. Você anda me evitando há dias por causas destas mentiras.
- Não estou mentindo. falou ele com uma voz meio fina.
- Você mente mal eu ri zombando. E além de mentir me escondeu isto?
- Tá bom, ér... Desculpa por mentir. Na verdade, não omiti nada, ér, esta era a mentira, quer dizer, a gravidez, é. ele gaguejou e em nenhum momento tirou os olhos da lua. Incrível como conseguia mentir para mim, mesmo mentindo mal.
- Uhum. assenti irônico. Claro, me escondeu a gravidez da Hermione, mas pelo menos o pai da criança sabe, né? Ah, é, sabe, é claro... Nem teve coragem de assumir. eu articulava muito e fazia caras de sarcasmo, mas na realidade sentia raiva naquele momento."
Não esqueçam de comentar o que acharam deste capítulo 15, lembre-se, são vocês que me motivam a escrever. Adoro review enormes, faço questão de respondê-los. Mas saiba, leitoras fantasmas que também as adoro =)