Emo-ções - Por Todos Os Motivos Errados

22 Capítulo 22: Estes professores...


Notas iniciais
LEMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOONN =3
Agora que chamei a atenção, por favor, apreciem o lemon a baixo u.u Eu passei um bom tempo empurrando o cap, escrevendo umas conversas chatas e monótonas... E então eu parei, excluí tudo e pensei: o que posso escrever para compensar tanto tempo que eu passo sem postar? Lemon, claro! E bastante sobre sexo...
Okk, querem ler logo! Ninguém vai ler eu escrevendo aqui enquanto sabem que um lemon vos aguarda, então aguardem-me nas notas finais o/
Boa leitura, amores!

As luzes piscavam repetidamente, diferenciadas pelas diversas cores. A música era alta e o local se encontrava repleto de pessoas que se balançavam ao ritmo da música. Na pista um aglomerado de gente, encostados nas paredes encontravam-se vários casais... Homossexuais. No canto esquerdo ainda algumas mesas com bancos estofado e ainda, próximo do bar podia-se ouvir o barulho de uma briga aumentando gradativamente, até os guardas a encerrarem.

-Vejam isso! Aquele ‘mino derramou tinta fosforescente no meu cabelo! – gritou um moreno sorridente, com o cabelo claro por baixo do castanho. Gritava, mas por conta da música seus amigos ouviam como se este estivesse falando em um tom normal.

-Cara, você vai morrer tirando isso! – respondeu um dos garotos com grande franja que o acompanhava. Passou a mão no cabelo com tinta amarela fosforescente, em seguida deixou uma marca de mão desta no braço do garoto.

-Mas ficou super show! Minha mãe poderia até patentear e vender, não acha?

O garoto da franja negra que lhe cobria um dos olhos riu em resposta, mais por conta da bebida do que de pela brincadeira em si. Em um embalo bêbado cambaleou para frente e abraçou-se em Luke. Ambos riram desastrosamente e trocaram um selinho ao tempo que os olhos de Luke dobraram de tamanho, encontrando algo de interessante naquela balada.

-Aquele! Aquele ali é meu professor! – Luke exaltou-se, apontando de forma chamativa para o homem que recém passara com um copo de bebida em mãos.

-Aquele baixinho?

-Não! O alto e gostosão à esquerda!

-Aquele ali com jeito de surfista? – perguntou o amigo sem esconder a surpresa em sua voz. Não conseguindo acreditar. –Aquele cara é muito gostoso! Não pode ser o seu professor! ‘Tá brincando comigo, Luke!

-O que vocês estão fazendo? – perguntou um dos garotos recém-chegado.

-O Luke tá dizendo que aquele gostoso ali é professor dele!

-Tá brincando!

-Vou mostrar pra vocês como ele é meu professor mesmo! – respondeu Luke decidido, enfiando-se entre as pessoas para se aproximar mais. Saiu do aglomerado já perto de Rafael e foi na sua direção.

-Hey! Lembra de mim? – perguntou um sorridente garoto cheio de tinta fosforescente no cabelo. Rafael sorriu e passou a mão na franja do mais baixo.

-Claro. Meu aluno da franja azul.

-Isso mesmo! É Luke! Eu não sabia que o senhor frequentava lugares assim... – disse indiretamente, referindo-se ao fato do ambiente ser uma boate moderadamente gay. Logo, Luke arrependeu-se da forma como se dirigiu ao professor, chamando-o de senhor. De qualquer forma fora somente um relâmpago de lucidez, que fora rápido como viera. Luke encontrava-se bêbado demais para se importar com algo assim, portando sorriu.

-Então manteremos este um segredo entre nós, sim? – pediu Rafael, piscando para Luke que exaltou-se completamente. Os dois rapazes que acompanhavam Rafael seguiram em frente, deixando este e Luke para trás.

-É claro que sim! Mas eu vou querer algo em troca... – comentou botando as mãos para trás do corpo e mordendo o lábio inferior, com um olhar diferenciado.

-Bem, você não está precisando de nota comigo – respondeu Rafael fazendo-se de desentendido, quando na verdade sabia muito bem as verdadeiras intenções de seu aluno.

-Ah, quem sabe você não me consiga outra coisa, então... – sugeriu Luke, apoiando suas mãos nos ombros do belo e jovem professor. Sentiu o cheiro de álcool em seu hálito e este ia de encontro ao seu, igualmente alcoolizado.

Rafael sorriu, disposto a aceitar o pedido de seu aluno.

.

-Não é querer apressar, mas acho melhor você ligar para ele. Vai ver aconteceu algo...

-Claro que não! Meu namorado está bem... – respondi um tanto pensativo, duvidando de minhas próprias palavras. – Certo, vou ligar.

O problema é: eu não costumo ligar para o Pedro. Sabe, nos filmes... Ou melhor, o ideal é que o namorado ligue a noite para que troquem palavras carinhosas... Eu não sou muito fã disso. Eu gosto de romance, mas meloso demais me soa desnecessário.

Procurei seu número na agenda e liguei, um tanto nervoso. Quando ouvi sua voz do outro lado da linha, dizendo “alô” meu coração disparou.

-Oi, Pedro... Hum... Tudo bem?

-Tudo sim lindo. Desculpa o atraso, é que meus irmãos esconderam a chave de casa para que eu não saísse. Já estou chegando.

Lindo... Ele... Ele me chamou de lindo! Fiquei vermelho quase instantaneamente e ouvi Matheus rir ao meu lado.

-Ah, tudo bem. É só que eu estava preocupado com o seu atraso. Se tinha acontecido algo ou um imprevisto e você não poderia vir... – eu falei sem graça, já não sabendo como continuar um assunto e querendo desligar logo.

-Certo. Já ‘tô chegando.

-Tá bom... – respondi, sem saber se mandava beijos, mas fiquei com vergonha e desliguei. Logo em seguida me arrependi.

-Já desligou, Bryan? Assim, na cara do namorado?

-Queria que eu fizesse o quê? – perguntei envergonhado.

Matheus esticou a mão, pedindo pelo meu celular. Eu o entreguei, receoso. Ele o posicionou na orelha direita e simulou como se conversasse no telefone.

-“Tá bom amor, estou te esperando ansioso. Beijos, beijos. Também te ‘aaamo” – disse com uma voz melosa e enjoativa, gesticulando apaixonadamente, sorrindo sem parar. Tentei evitar, mas não consegui e ri. Ele me entregou de volta o celular e eu o coloquei encima do sofá.

-Malvado! Ele já vai sofrer um pouquinho mesmo... – respondi rindo com segundas intenções. –Vai querer me matar...

-Vai mesmo.

Voltei-me boquiaberto para Matheus que sorriu amigavelmente.

-Que isso? Não esperava isso de ti, Matt! Você não era assim antes...

-É só brincadeira – respondeu sorrindo e depositou-me um beijinho na bochecha esquerda.

É bom ter um amigo.

.

À medida que passavam pelo corredor do prédio as luzes iam acendendo, na intenção de ajudar os inquilinos deste a se guiar no caminho de seus apartamentos. Não que isso importasse para os únicos dois caras acordados àquela hora, os quais não desgrudavam um do outro um segundo se quer. Vinham agarrados, com os lábios colados e as línguas mexendo-se incansavelmente.

O corpo menor fora jogado contra a porta do apartamento 709. As pernas deste estavam prendendo seu corpo contra o do mais velho, contornando a cintura. Os beijos desceram dos lábios para o pescoço do mais novo, mordiscando e chupando fortemente enquanto uma das mãos do mais velho fora para a maçaneta da porta, destrancando-a.

-‘Hmm... Professor... – gemeu o jovem que recebia os chupões no pescoço, embriagado não somente pelo álcool.

Rafael segurou seu aluno com ambas às mãos e adentrou o apartamento, batendo a porta com o pé. Voltou a atacar seus lábios com fervor e foi guiando ambos até o quarto, tropeçando em algumas coisas pelo caminho, porém também não necessitara acender a luz.

Abriu a porta do quarto e jogou com força o corpo menor na cama de casal no meio do quarto. Ficou por cima e meteu as mãos por dentro da blusa de seu aluno, puxando-a sem retirá-la. Não demorou a descer seus lábios para a pele descoberta do jovem, sentindo o gosto desta centímetro por centímetro, inclusive da bebida que o garoto havia derramado em si mesmo ao tentar beber, desastrosamente. Subiu de volta para o ouvido de Luke, sussurrando sensualmente:

-Que mal exemplo este meu aluno... – sussurrou com a voz rouca e embriagada, fazendo o mais jovem tremer em deleite. –Bebendo... Frequentando boates gays... Fazendo parte da vida noturna... – passou a mão por toda a perna esquerda vestida com uma calça apertada de Luke, chegando embaixo do joelho do menor e flexionando-a para perto do tronco deste para poder chegar ao pé de all star sem descolar os lábios de seu ouvido. –Como devo castiga-lo?

-‘Ahhh... Professor... Você sabe, fui tão malcriado... Eu... – Luke parou, pois começara a enrolar a língua.

Rafael terminou de retirar o tênis e a meia de Luke e soltou sua perna, deixando-o estica-la. Em seguida partiu para a outra, puxando da mesma forma que fez com a esquerda, mantendo o mesmo objetivo: retirar o tênis e a meia. Seus lábios foram para o pescoço alvo, marcando com força. Luke gemeu no ouvido de seu professor que adorou aquilo.

-Não sabia que meu aluno é um puto – soprou contra a pele sensível do pescoço de Luke, lambendo em seguida.

-Não...?

Com a ajuda de Luke o professor retirou-lhe a blusa, expondo seu tórax magro e pálido. Ergueu-se de joelhos na cama para retirar seu próprio tênis, jogando em qualquer lugar do chão. Observou o corpo de seu aluno com olhos em chamas. Quando percebeu o olhar atento e embriagado do mais novo lambeu os lábios e abaixou-se, atacando a boca de seu aluno. Beijou-lhe ardentemente, intercalando com puxões no lábio inferior e encontros de línguas fora das bocas. Pausou o beijo, indo até o ouvido de Luke.

-Vou lhe mostrar o que acontece com meus alunos que são malcriados...

Terminou sua frase e mordiscou a orelha de Luke, apalpando seu tórax. Logo, desceu o rosto para o mamilo esquerdo de Luke, levando uma de suas mãos a braguilha da calça jeans abrindo para, logo em seguida meter a mão dentro desta, massageando o membro de seu aluno.

-Ahhh... – as mãos de Luke tatearam, em busca de seu professor. Apertou seus ombros enquanto sentia as mordiscadas e lambidas do mais velho adormecendo seu mamilo. Não demorou muito, pois com a mão livre Rafael puxou os pulsos de Luke e juntou-os acima da cabeça do mais novo, impossibilitando-o de se mover.

-‘Pshiu. Isso é um castigo. Nada de ficar se mexendo – dito isso o professor foi descendo as mordidas e lambidas pela barriga de Luke, puxando a pele com os dentes, para logo em seguida abocanhá-la.

-Mais pra baixo...

-‘Éh? E por que eu faria isso?

-Por favor... Por favor, professor... – pediu Luke, quase gemendo. Não tinha pudor algum, muito menos consciência. Mal sabia ele que aquilo era extremamente excitante para seu professor... Ou talvez soubesse, mesmo em meio à tamanha embriaguez de ambos.

Rafael soltou os pulsos de Luke e retirou a mão de dentro de sua calça para poder ter o movimento de ambas as mãos. Rapidamente retirou a calça jeans apertada de Luke, juntamente com a cueca. Parou, por alguns segundos para admirar o físico magro e excitado de seu aluno. Era uma visão tentadora, aos olhos do mais velho.

-O que você quer? – perguntou aproximando-se do rosto de Luke enquanto sorria de forma maliciosa, repuxando os lábios bem desenhados e mostrando seus dentes brancos.

-Que me chupe...

-E por que eu faria isso?

Levou seu dedo indicador aos lábios de seu aluno de franja azul perante o olhar atento e luxurioso do mesmo. Rafael contornou, sentindo a umidade destes e, sem cerimônias adentrou com o indicador na boca de Luke. Este foi muito bem-vindo naquela cavidade úmida. Fora como um beijo de língua com o dedo do mais velho que se movimentava ali dentro, incentivando a língua de Luke. Em nenhum momento o contato visual fora quebrado.

-E então, por que eu lhe chuparia? – perguntou Rafael enquanto retirava o dedo de dentro da boca do mais novo, com um filete de baba escorrendo de um para o outro. Os lábios de Luke encontravam-se avermelhados e úmidos pela saliva que escorria.

-Eu prometo ser obediente.

-Hum... Esta me soa uma proposta interessante...

Retornou a passar seu dedo indicador, agora úmido, pelo lábio de Luke, observando-o atentamente. Retirou e voltou a atacar os lábios de seu aluno com voracidade em um beijo quente e lascivo.

Guiou o mesmo dedo úmido de anteriormente até a glande, fazendo movimentos circulares. Um gemido sôfrego fora abafado pelo beijo. O lábio inferior de Luke fora puxado pelos dentes do professor, deixando-os mais avermelhados que anteriormente.

Rafael ergueu o tronco, alto o suficiente para poder desabotoar sua camisa e retirá-la, lançando um olhar sexy e extremamente sedutor ao seu aluno que assistia. Expôs seu tórax bem definido de pele bronzeada, fazendo um tremor percorrer todo o corpo do menor deitado, destacando-se no meio das pernas.

Riu do suspiro desejoso que escapou dos lábios de seu aluno. Ele sabia o poder que sua aparência exercia sob as pessoas.

-Vire-se.

Luke não demorou a obedecê-lo, virando de costas e erguendo o quadril, empinando a bunda.

-Que atitude é essa? Obediente e quietinho ou eu terei de apelar a castigos mais violentos... – disse referindo-se a sua iniciativa de empinar-se.

Recostou-se por cima as costas do mais novo levando dois dedos para dentro da boca deste, os quais foram prontamente recebidos, com direito a tratamento especial repleto de saliva...

Rafael focou-se em mordiscar e beijar a pele exposta, descendo por toda a coluna e sentindo alguns dos ossos do jovem que segurava o ímpeto de erguer-se à medida que recebia os chupões.

Recolheu seus dedos somente para descê-los junto de seu rosto, com o indicador passando por entre as nádegas do mais novo, pressionando a entrada. Em resposta ao toque úmido Luke gemeu, não conseguindo impedir-se de erguer o quadril, pedindo fisicamente por mais.

-Então você gosta, hum? – comentou maliciosamente, levando seus lábios até a orelha direita de seu aluno e sussurrando calidamente. – Se for um bom menino talvez eu possa compensá-lo... – dito isso forçou seu indicador para dentro do corpo do menor que escorregou com facilidade, alargando o sorriso pervertido do professor. –Então o meu aluninho querido já fez isto outras vezes? Sozinho ou acompanhado?

Luke riu, lambendo os lábios e erguendo seu rosto e seus olhos embriagados para poder fitar a Rafael que estava atrás, em suas costas, aguardando uma resposta.

-Os dois.

-Então... Não vou fazer cerimônias...

Adentrou com o segundo dedo e em seguida, ao retirar os dois dedos juntou-se a eles o terceiro. Este provocou um desconforto maior por não ter sido umedecido pela língua ágil de Luke. O moreno do cabelo colorido gemeu alto, sentindo aquela profunda invasão em seu corpo.

-Huum... Professor... – gemeu de forma lânguida, excitando o mais velho.

-É gostoso? – provocou próximo do ouvido de Luke, puxando a parte inferior com a língua e mordendo com uma certa força.

-‘Siiimm...

-Então que tal algo melhor e maior?

-Eu quero... Muito... – gemeu desejoso ao sentir os dedos investindo fortemente em seu corpo. Já não estava somente embriagado pelas excessivas doses de álcool que ingerira, como também e principalmente pelo gosto do sexo. O cheiro, sabor, desejo, suor, gemidos... Tudo aquilo misturado fizera os hormônios do adolescente ferverem, fazendo-o perder a razão, há muito tempo...

-Então lhe darei algo maior para chupar. Vire-se para cá.

Luke obedeceu quanto sentiu os dedos saírem de dentro de seu corpo. Virou-se e ergueu o tronco, assistindo extremamente excitado enquanto seu sexy professor de artes se ajoelhava e desafivelava o cinto abrindo o zíper de sua calça, expondo seu grande membro ereto aos olhos famintos de Luke.

-Aqui...

Rafael levou sua mão direita para debaixo do queixo de Luke, aproximando devagar o rosto de seu aluno do meio de suas pernas. Os lábios do jovem tremeram antes de leva-los ao topo do membro. Segurou na base com delicadeza para não machucar e colocou a língua para fora, esfregando na pele sensível e rosada de seu professor que gemeu contidamente em resposta. Rafael percebeu quando Luke riu antes de colocar a glande para dentro de sua boca, tomando cuidado para que os dentes não raspassem nela.

-Isso... Coloque todo dentro... – mordeu o lábio inferior para conter um gemido. Estava simplesmente amando ter um aluno tão submisso, acatando suas vontades. Era melhor ainda ver que o olhar claro de Luke estava voltado para cima, lhe fitando e buscando orientações.

O mais novo obedeceu, colocando quase todo para dentro de sua boca.

-Não, não, não – Rafael o repreendeu, levando a mão aos seus cabelos coloridos e puxando a cabeça deste para longe de seu pênis. –Não é assim. Você não deve coloca-lo de forma que não consiga movimentar sua língua e incomode sua garganta. Mesmo dentro de sua boca você deve conseguir manter os movimentos eróticos. É como um pirulito que você quer sentir o gosto...

Realmente estava machucando a garganta de Luke tanto pela profundidade quanto pela forma que ele o colocara dentro de sua boca. Obedecendo a seu professor o adolescente retirou o pênis de dentro de sua boca e, com jeito foi colocando-o novamente, inclinando para o lado direito. Desta forma conseguia passar a língua por todo este e, por mais que estivesse indo fundo não era tão desconfortável quando anteriormente.

-Isso... Muito bem...

Obedientemente Luke foi aceitando aquilo que seu professor ensinava e aceitando de bom grado os puxões e carícias em seu cabelo.

-Muito bem. Você fez sua tarefa direitinho – parabenizou Rafael, puxando o rosto de Luke para que este se erguesse. –Está na hora da recompensa de meu aluninho...

Beijou-lhe, sem se importar com os resquícios do pré-gozo que estiveram na boca de Luke. Beijou-o com desejo para, logo em seguida deitar-lhe no colchão, já segurando suas pernas abaixo dos joelhos, flexionando para que se abrissem melhor.

Com a mão destra guiou seu membro para a entrada de Luke, tomando cuidado ao penetrá-lo. Devagar. Não fora tão fácil quanto esperava, mas aquela fora uma boa surpresa, pois sempre é melhor com uma certa dificuldade...

-Dói?

-Não – mentiu, somente para que não houvesse chances de pararem. Rafael sabia muito bem que seu aluno estava mentindo. –Não pare, por favor...

-Você quer outro tipo de alívio? – perguntou ao observar que Luke levara sua mão ao seu próprio membro, masturbando-se, tendo como ajuda a aproximação e o atrito dos corpos.

-Muito... – gemeu em desespero, respirando com dificuldade, inundado em prazer.

Rafael beijou, lambeu e mordiscou o queixo de Luke, descendo pelo pescoço para seguir ao ombro esquerdo.

-Então segure suas pernas.

Mais uma vez Luke atendeu prontamente e segurou suas pernas na mesma posição que Rafael as deixara. Com as mãos livres apoiou uma delas na cintura fina de Luke, ajudando com os movimentos lentos de penetração e a outra foi para o membro do menor, o envolvendo e movimentando de leve em uma masturbação gostosa.

Estava quente. Ambos os corpos ferviam e, ao entrar em contanto com o do parceiro, igualmente quente a temperatura deles e do ambiente se elevava, fazendo-os suar. A pele quente e macia de seu jovem aluno entre as mãos e lábios de Rafael o fazia morder o ombro de Luke, contendo-se para não acelerar seus movimentos e machuca-lo. Era o instinto possuir aquele corpo magro e quente. Era automático desejar ir cada vez mais forte e mais fundo. O vai e vem misturado ao atrito dos corpos, o suor, gemidos e mordidas fazia ambos perderem a noção e se entregarem as sensações físicas.

Rapidamente os movimentos rápidos fizessem com que Rafael acertasse o ponto certo de Luke, levando o adolescente ao delírio. Nunca experimentara um sexo tão gostoso e com um homem tão sexy e gostoso. O prazer era transbordante, tornando-se inevitável gemer e balbuciar palavras desconexas e sem sentido, atiçando mais ainda o desejo voraz do mais velho.

Não demorou muito para que Luke sentisse seu ápice chegando. E não era para menos, pois o homem que lhe acompanhava era o sonho de consumo de muitos e muitas. Não era somente bonito, como maravilhoso de cama. Tanto suas investidas dentro do corpo de Luke que lhe faziam tremer quanto os movimentos rápidos e deliciosos em seu pênis. Tudo junto, misturado, mais uma boa dose de bebidas fortes e desconhecidas foram mais que o suficiente para que Luke derramasse seu gozo nas mãos do professor, carregado de um gemido arrastado e um tremor mais forte em seu corpo, fazendo-lhe arquear as costas antes de sentir o êxtase tomar conta de seu corpo.

Mais um pouco fora necessário para que Rafael se satisfizesse. Mais algumas investidas fortes e profundas no interior apertado de Luke foram o suficiente para que chegasse ao seu ápice, espalhando seu gozo no interior do corpo do garoto. Ao sentir aquele líquido derramar-se dentro de si Luke tivera mais alguns espasmos.

Rafael retirou-se e jogou-se cansado ao lado do jovem. Seu coração acelerado e sua respiração descompassada eram os últimos sinais do orgasmo que seu corpo sofrera. Ao acalmar-se um pouco virou para o lado e viu que seu aluno já adormecera, rapidamente. Não conseguiu impedir um sorriso pervertido antes de puxar-lhe para próximo de si, aconchegando o rosto jovem e adormecido em seu peitoral bem definido. Sem ter muita noção do que fazia acariciou levemente os cabelos bem tratados antes de entrar em sono profundo, adormecendo com Luke em seus braços.

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O soar da campainha interrompeu minha conversa com Matheus. Exaltei-me, erguendo-me de forma ereta.

-Amanda! Não precisa atender! Eu vou! – gritei para a senhora que trabalhava na casa de minha mãe. O problema é que ela é uma grande fofoqueira, então mesmo que tenha me ouvido vai ignorar e fingir que não ouviu para poder atender a porta e ver quem é o “amigo” que estou esperando. –Já volto – disse para Matheus, já tropeçando para fora do quarto.

Desci as escadas desastrosamente e fui direto para a entrada receber Pedro, mas qual não foi a minha surpresa ao perceber que Amanda já abrira para Pedro? Eu sabia que ela faria isso! Assim como fez quando Matheus chegou!

-Oi Bryan – cumprimentou-me Pedro sorrindo assim que me avistou por cima do ombro de Amanda.

-Oi – sorri de volta jogando a cabeça para o lado, fazendo a franja retornar ao seu lugar. Meu corpo respondeu a sua presença, automaticamente ficando nervoso e inquieto.

-Estava aqui conversando com a sua mãe. Ela é muito legal!

-Ah, que isso – Amanda riu sem graça, visivelmente encantada com a beleza e simpatia de Pedro. Eu até achei graça na cena, pois quanto mais sociável Pedro fosse com minha família melhor seria.

-Essa é Amanda. Não é minha mãe, mas trabalha aqui.

-Poxa, que pena. Já estava pensando na sorte do Bryan em ter uma mãe tão legal.

-Como você é querido!

E foi assim que Pedro conquistou o coração de Amanda. Fácil, fácil.

-Vamos Pedro.

Me aproximei e segurei em seu pulso, tomando o cuidado de não segurar sua mão na frente de Amanda. Passamos por ela e Pedro ainda teve de sorrir amigavelmente e dizer algumas palavras gentis.

-Mais tarde eu levo um lanche para vocês.

Não tivemos tempo de responder, pois eu já puxava Pedro escada acima, indo para meu quarto. Puxei para dentro e quando fechei a porta ele me empurrou contra ela, virando-me de frente para si e atacando meus lábios. Eu segurei seu rosto com ambas minhas mãos vestidas com um par de luvas pretas e sem dedos, forçando o beijo a ser curto. Sorri, com seus lábios bem próximos.

-Não somos somente nós, lembra?

-Lembro... – ele respondeu sem nenhuma negativa em sua voz. Afastou-se e virou de costas para mim, observando o garoto sentado em minha cama. –Ah não! Eu não sabia que era esse seu amigo.

-Quem você achou que era?

-Sei lá! Você tem vários amigos. Poderia ser aquele coelhinho saltitante... –ele gesticulou com as mãos como se imitasse um coelhinho pulando e pulando. –Tem o de cabelo colorido, aquele com um puta cabelo pra cima... Até o nerdão é melhor!

-Que gentil... Me sinto tão querido – debochou Matheus, sorrindo. Agradeço a Deus por ele ser uma pessoa boa e compreensiva e não se ofender.

-Qual o problema em ser o Matt? – perguntei um pouco indignado, posicionando ambas minhas mãos na cintura.

-Esse é o problema! Matt... – ele repetiu com nojo em sua voz. –Ele queria te comer!

-Não, espera aí! – interrompeu Matheus, metendo-se na conversa sobre ele. –Só isso? Por causa daquela brincadeirinha? Poxa, com tantos motivos... Eu esperava por mais...

Tantos motivos... Deixe-me ver: já transamos, Matheus já foi apaixonado por mim, ele tirou minha virgindade, ajudou ficando como o malvado da estória para provocar Pedro, é meu melhor amigo, passamos boa parte do tempo juntos, eu tenho contado quase tudo para ele, foi quem me consolou depois que fiquei a primeira vez com Pedro, já fiquei com ele várias vezes... É, pensando bem Matheus está certo, há diversos outros motivos bem mais fortes para Pedro não gostar dele.

-Que “tantos outros motivos”, Bryan? – Pedro fitou-me desconfiado.

-Nada. É que Matheus gosta de implicar – tentei contornar o assunto. –Até porque ele tem namorado. Nós não temos nada. Somos somente amigos.

-Quem é o namorado dele? – Pedro perguntou ainda desconfiado.

-Aquele loiro oxigenado saltitante que vive pendurado nas pessoas – respondi.

-Ahh...

-É. Só não pode dizer isso para ele ou próximo dele. É realmente uma pena que ele não saiba de nosso namoro... – completou Matheus.

-Hey! – respondi com uma interjeição.

Matheus fez pouco caso, erguendo as mãos e sacudindo os ombros.

-Eu sou sincero.

-Bryan? – Pedro me chamou, esperando uma explicação.

-Estamos dando um jeito nisso! Matheus é tímido – terminei fitando a Matheus, torcendo para que ele não inventasse mais nada que complicasse.

-Vamos ver quem é mais tímido... – ele respondeu estreitando os olhos verdes claros para mim, sorrindo provocantemente.

-Então você é afim do coelhinho saltitante? ‘Putz...

-Quem te deu intimidade para chamar meu ‘ficante assim? – Matheus cruzou as pernas, jogando a cabeça para o lado, arrumando o cabelo.

-Ele mesmo! – respondeu Pedro erguendo as mãos, demonstrando inocência. –Eu chamei-lhe assim e ele ficou feliz. Algo a ver com coelhos serem fofos... Em seguida saiu saltitando!

-Huum... E você acha que ele gostaria se eu o apelidasse de ‘fofurethe? – Matheus perguntou um pouco mais interessado e pensativo.

-Acho até que já ouvi isso em algum lugar antes... E acho que ele vai gostar porque ele tem aquele jeito de criança e ‘talz... – respondeu Pedro igualmente pensativo e... Compreensivo demais para alguém que estava discutindo alguns segundos antes! Com o mesmo garoto!

-Hey! Depois eu sou o bipolar – interrompi-os, chamando a atenção.

-Então, o que faremos? – Pedro mudou completamente o assunto, assustando-me.

-Bom, melhor se sentar – anunciou Matheus, levantando-se da cama e tomando atitude. -Preferencialmente no chão.

-Por que mesmo que você está aqui?

-Para um ménage à trois – Matheus debochou, falando com seriedade. Pedro nada respondeu. –O que mais você esperava?

Eu fui para perto de Matheus, escondendo o riso que insistia em se manter presente. Pedro obedeceu e sentou no chão, fechando as pernas com as solas dos tênis encostando uma na outra.

-Bom, então... Anteontem fomos passear e eu levei o Bryan para um lugar bem legal para se fazer compras...

-Sexshop? – Pedro interrompeu-nos, assustando a mim e Matheus que nos entreolhamos.

-Isso mesmo... – eu respondi, desconfiado.

-Há! Acertei mesmo? Minha mente poluída serviu pra algo.

Matheus riu e eu o fuzilei com o olhar.

-Ele vai ter dar trabalho na cama – ele soprou entre os dentes, baixo o suficiente para que Pedro não ouvisse. Eu corei. –Certo, vou pegar as coisas.

Matheus moveu-se alguns passos e pegou a sacola de papel que estava ao lado da cama. Retornou com ela nas mãos e eu não consegui esconder um sorriso travesso. Matt colocou a sacola na frente de Pedro, deixando-o vasculha-la sozinho.

Pedro olhou para mim, Matheus e, por último para a sacola. Puxou-a para próximo de si e olhou para dentro, percebendo seu conteúdo. Olhou de volta para nós e riu, mostrando todos seus dentes. Em seguida abaixou a cabeça em um ato automático e quando ergueu-a, ainda sorrindo mordeu seu lábio inferior, pensando no que dizer.

-Acho que perdi minha “virgindade homossexual” só de olhar para essas coisas.

Nós três rimos. Eu e Matt sentamos no chão, formando um triângulo. Pedro colocou a mão dentro da sacola, mas a retirou, sem nada em mãos.

-Prefiro uma conversa antes – ele anunciou, sem demonstrar vergonha.

-Isso é com você, Matt.

-Por que com essa coisa? – Pedro perguntou, não aprovando a ideia.

-Porque se o Bryan tivesse coragem de dizer tudo o que deve eu não estaria aqui – respondeu Matheus, poupando-me.

-Certo então – Pedro deu de ombros, fazendo pouco caso. Ele não se irritou, pelo contrário, sorriu. – Por onde começamos?

-Pela parte em que se tira as roupas – brincou Matt, recebendo uma careta em resposta.

-Eu já transei com garotas antes. Qual a diferença?

-O que há entre as pernas.

-Cara, estamos tendo um problema de comunicação aqui – investiu Pedro, participando da brincadeira de bom grado. Gesticulou com as mãos entre ele e Matheus, excluindo-me.

-Ok, então, é bem simples: ele não tem o corpo de uma garota. Não tem peitos grandes com uma cintura fina e quadril largo. Na verdade ele é bem parecido com você, porém mais fraco. É parecido com o que você gosta.

Pedro calou-se por alguns segundos, pensando. Eu não preciso dizer da vergonha que senti, pois estavam falando sobre mim! E sexo! E na minha frente!

-Isso explica um pouco... Mas eu odeio que peguem na minha bunda.

Eu ri, escondendo minha boca com minhas mãos enluvadas. Matt também riu, porém mais abertamente. Subi as mãos e escondi todo meu rosto, não querendo assistir.

-Por isso que eu disse “parecido”. Você não precisa ter ‘taaaaanto cuidado quanto uma garota porque você sabe como funciona o desejo que ele sente. Você sabe como perceber se ele está gostando.

-Entendo... Que mais?

-Você terá que... Sabe...

Pela frase e pelo barulho de estalos vindos da boca de Matt eu deduzi o que era. Virei-me de costas. Talvez eu seja um pouco exagerado porque já transei com Matheus e vou fazê-lo com Pedro, mesmo assim ouvir ambos conversando sobre isso tão abertamente.

-Bryaaaaan – cantarolou Matheus, puxando-me pela cintura. -Vire-se para cá. Você tem que participar. Estamos na parte dos brinquedinhos.

Aceitei ser virado de frente para os garotos, mas não encarei nenhum deles. Tirei as mãos do rosto e juntei os joelhos, flexionando as pernas.

-Sirva-se, Pedro – Matheus debochou e eu me limitei a sorrir.

À medida que Pedro começou a retirar as coisas de dentro da sacola vermelha de papel eu e Matheus ríamos, ambas mentes diabólicas. Relaxei mais ao perceber o olhar bonito de Matheus, incentivando a rir. Primeiro fora um pênis de borracha cor-de-rosa, um vibrador, uma loção comestível e umas pastilhas refrescantes.

-Interessante... – comentou Pedro, observando os itens enfileirados no meio de nós. – E você foi comprar essas coisas com o meu namorado? – questionou referindo-se a Matheus.

-Sabe como é... O Bryan estava entristecido porque o namorado dele não é fã de acompanha-lo a um sexshop... A vendedora até achou que fossemos namorados.

-E você respondeu o quê?

-“Meu namoradinho está tímido porque é a primeira vez que ele entra em um lugar desses. Ele recém aceitou que fizéssemos algumas brincadeirinhas mais quentes...”.

Pedro não gostou em nada daquela resposta, mas aparentemente tentou levar. Observou novamente os itens na frente dele e pensou por alguns segundos.

-Bom... Então “professores”, por onde eu começo? Ou como?

-Bryan? – Matheus me chamou, indicando que era para eu mostrar-lhe nossos planos. Eu corei fortemente.

-Diga você. Era quem estava conversando.

-Que bonitinho meu namoradinho de sexshop tímido – brincou Matheus segurando em meu rosto e se aproximando somente para irritar Pedro, o que funcionou.

-Se continuar tocando no meu namorado eu vou arrancar todos os seus dedos.

-Olha isso. Seu namorado é ciumento, Bryan!

Eu não esperava que Pedro fosse assim...

-Então, quem vai me orientar?

-Já que o Bryan é tão tímido...

Matheus inclinou o tronco e pegou o pênis de borracha que estava em nosso meio. Em seguida jogou-lhe a cair no colo de Pedro, retornando a sua posição inicial.

-Isso é pra você aprender... Hum... O que é para aprender mesmo, Bryan? – não sei dizer se Matheus realmente esquecera ou somente estava querendo fazer-me falar. Acho que acredito mais na segunda opção.

-Oral – respondi sem fitar a meu namorado por conta da situação em geral.

-Certo... – resmungou pegando o membro na mão e o encarando, sorrindo debochado. –E qual de vocês irá fazer a demonstração para que eu aprenda?

Eu e Matheus nos entreolhamos, espantados. Não fazia parte dos planos uma resposta assim vinda de Pedro.

-Eu nunca fiz isso antes. Não sei como – tirei meu corpo fora, abandonando Matheus naquela missão.

-Então você também precisa das aulas, Bryan – Pedro respondeu sorrindo malicioso e eu segurei o ímpeto de pular em seu pescoço.

-Bom, o namorado não é meu – disse Matheus jogando a bomba em mim e Pedro.

-Que tipo de professores são esses? Se não me ensinarem eu não tenho como fazer – pronunciou Pedro, maneando a cabeça em sinal negativo.

Matheus se movimentou, captando nossa atenção. Chegou em Pedro e sussurrou algo em seu ouvido, baixo o suficiente para que eu não conseguisse ouvir.

-Não sei... – Pedro olhou de relance para mim antes de continuar –Tem certeza disso?

-Se não tivesse não teria sugerido.

Olhei ao meu redor, assustado. Pela minha cabeça passaram-se rapidamente alguns flesh’s do que fazer. Como fugir, o que usar para me proteger, como sobreviv... É OBVIO QUE ESTÃO FALANDO DE MIM!

-Ok.

Ressaltei-me quando percebi que Pedro estava vindo em minha direção. Escorreguei meu corpo um pouco para trás, mas ele fora mais rápido e me pegou de surpresa, segurando meus braços. Me debati, sem ter a mínima ideia do que queriam. Infelizmente Pedro é bem mais forte que eu e conseguiu me conter facilmente.

-Me solta, Pedro! Não quero brincadeirinhas!

Sem me soltar ele contornou meu corpo, deixando-me de costas para ele, entre suas pernas. Me exasperei ao perceber que Matheus se aproximava com o pênis de borracha que compramos alguns dias antes em mãos.

-Abra a boquinha, Bryan...

Fiz o que quase qualquer outra pessoa faria nessa mesma situação: fechei a boca com força, recusando-me a abri-la. Ele se aproximou mais e o colocou próximo de meus lábios. Nervoso eu tentei me soltar, sem sucesso. Não havia como medir a minha força com a de Pedro, ele é dez vezes mais forte.

-Não seja assim, Bryan. Seu namorado quer ver seu desempenho...

Recusei-me a abrir minha boca. Matheus alargou seu sorriso e apertou meu nariz. Fora uma questão de tempo até eu me sentir forçado a abrir a boca por conta do ar que meus pulmões exigiam. Ele aproveitou-se e enfiou completamente aquela... Coisa de borracha dentro de minha boca.

Tentei falar, porém somente resmunguei sons desconexos. Matt guiou aquele troço grande para dentro e para fora e eu fervi, embaraçado e me sentindo humilhado. Era grande e tinha um forte gosto de borracha.

Talvez não tenha demorado nem ao menos um minuto inteiro e ele parou com aquilo, retirando e com um filete de baba escorrendo. Comecei a tossir violentamente. Minha garganta ardia e eu tossi mais algumas vezes, tentando livrar-me de todo o incômodo que ficara. Pedro me soltou e imediatamente eu parti para cima de Matheus.

-LOUCO!

O empurrei de costas no chão, ficando por cima e prendendo ambos seus pulsos no carpete de meu quarto. Matt começou a rir e isso só me irritou mais.

-Que ótimo amigo!!!

Ele me fixou inocentemente e antes que eu pudesse tomar alguma atitude violenta senti minha cintura e minha barriga sendo rodeada, logo eu fui puxado para trás, sendo obrigado a sair de cima de Matheus.

-Calma Bryan... Uma vez pra cada um... – nem prestei atenção no que Pedro dissera.

Pedro me largou longe de Matheus enquanto que o maldito dos olhos verdes sentava-se com aquele sorriso de aparelho presunçoso nos lábios. Eu teria partido para cima dele novamente se Pedro não tivesse tomado a dianteira e ido para trás de Matheus, segurando-o da mesma forma que fizera comigo.

-O que é isso? – Matheus perguntou sem que o sorriso deixasse seus lábios.

-Tenho que pagar meu namorado.

-Bom, eu não irei fugir. Pode me largar.

Pedro largou os braços de Matheus e eu sorri, radicalmente mais calmo. Tranquilamente eu observei os objetos próximos de nós e com um sorriso maroto eu arquitetei ligeiramente um plano mental do que fazer com aquele vibrador.

-Pedro, você terá de segurá-lo novamente...

Pedro assim fez e o segurou. Matt arregalou seus olhos verdes característicos e pareceu não gostar muito de meu sorriso em conjunto com o objeto que eu mantinha em mãos. Me aproximei lentamente e sentei de frente para Matheus. Observei aquele objeto e obvio que minhas bochechas queimaram. Era transparente e quando eu achei o botão de ligar ele começou a se mover rotativamente com uma luz azul que me fez rir.

Eu não nasci para essas coisas!

-Bryan... Tome cuidado com isso. Você não sabe brinc-

Antes que ele terminasse a frase eu comecei a passar nele, do queixo para o pescoço. Matheus ria e se contorcia, sentindo cócegas. Em meio aos risos pediu várias vezes para que eu parasse, mas continuei, me divertindo. À medida que fui passando por seu peitoral ele arqueava o corpo involuntariamente, sentindo mais e mais cócegas. Por fim, terminei puxando a bermuda dele e soltando dentro.

-BRYAN!

Ele se remexeu tanto que Pedro o soltara. Matt se jogou de barriga pra baixo no chão, se mexendo como uma minhoca. Meteu a mão e retirou o vibrador de dentro de sua bermuda. Sorri malicioso e apoiei meu tronco encima de suas costas, sussurrando em seu ouvido.

-Ficou duro, é?

-NÃO! Claro que não! Idiota – me xingou, mas estava rindo. Quando me levantei de suas costas encontrei o olhar de Pedro e corei. Corei dos pés a cabeça. Fervi tanto que cogitei a possibilidade da temperatura de meu corpo ter se elevado o suficiente para que eu tivesse febre.

Porra Bryan! Você está namorando um ex-hétero! E eu não sei o que raios deu em minha cabeça para que eu concordasse com tudo isso e ainda fizesse! Porque eu sempre fui um gay moderadamente escandaloso e...

E Amanda está do outro lado da porta, nos cuidando. Me levantei, exaltado. Fiz sinal com a mão para que Matheus escondesse as coisas embaixo de minha cama, tapando com as cobertas. Me locomovi a passos cautelosos até a porta, abrindo de surpresa. Com o susto Amanda teve de se apoiar com a mão no piso de meu quarto, pois estava agachada, com o ouvido grudado na porta.

-Oi Amanda – cumprimentei-a, aguardando uma resposta.

-Bryan...

Fiquei parado e ela também, um encarando o outro. Eu esperei até que ela bolasse mentalmente uma desculpa plausível para que ela estivesse ali, com a orelha grudada no lado de fora da porta de meu quarto.

-Ah, sei pai te ligou!

-Meu pai? – isso era bem possível... Mas claro que ela teve de aproveitar! –Quando?

-Cerca de uma hora atrás.

-O quê?

Tateei os meus bolsos, do casaco e da calça. Nada.

-Você deixou encima do sofá.

-O quê? Merda! Por que não me avisou antes? – perguntei sem realmente esperar por uma resposta, pois já partira escada abaixo.

Pelo resto do dia não pudemos mais “brincar”, pois Amanda fez questão de ficar na nossa volta, mesmo que eu a expulsasse. Quando conseguia me ver livre dela e fechar a porta estava claro que ela ficava de butuca, cuidando cada mínimo ruído nosso. Claro que tudo isso graças ao meu pai, pois ela teve de atender o meu celular e conta-lo que eu estava sozinho no quarto com dois amigos.

Era mais fácil quando meu pai estava brabo comigo.

Notas finais
Não vamos enrolar: eu não achei muito bom... Mas espero que gostem, Meu melhor amigo fofurethe que namora seu professor aprovou =3 Até me deu umas dicas... Ahh, e gente, não é pra seguir as coisas que aprenderam nesse capítulo, ein? É tudo ficção! Mentirinha! (acabando com os sonhos dos leitores) As dicas de sexo foram boladas para agradar os personagens, okk?
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Se quiserem brincar comigo e com os personagens passem no meu ask, lá vocês podem se comunicar com eles, comigo, receber spoilers... Cara, eu faço QUALQUER coisa por vocês! Teve uma pessoa que eu até fiz um pedacinho de lemon do Bryan e do Pedro. Vocês conseguem de mim qualquer coisa que pedirem, então... Aguardo vocês *-*
http://ask.fm/Tassiiele
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Tem Emo-ções até no facebook =D Tem a página e, ahh, o Bryan tem facebook (WTF??) e tem uma página chamada "Emo-ções". Quem comanda não sou eu (WTF??), mas no face do Bryan dá até pra conversar com ele e parece mesmo! Bem legal... Pra mim é divertido xD Na página tem umas tirinhas emos, curiosidades e talz....
http://www.facebook.com/emocoesb
http://www.facebook.com/bryan.leestrept?fref=ts
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Obrigado Lulu, por me ajudar. Marii W, por me cobrar no msn. Momo_chan, por não ter me matado, mesmo com toda essa demora. Ao pessoal do ask que incentiva minha criatividade (é em anônimo, então não sei nomes), Past por ser uma leitora tão lecau =D Taiane, que também me cobra. E PRINCIPALMENTE A TODOS OS MEUS LEITORES QUE NÃO DESISTEM DE MIM. Desculpem por ser uma má autora (e não ter corrigido o capítulo), mas eu agradeço do fundo do meu coração!