Ela escuta alguém chamar seu nome alto, pelo tom da voz a pessoa já deveria a ter chamado mais de um vez. Megan se pegava assim por muito momentos, perdida em seus pensamentos, vagando no profundo dolorido que era a sua mente agora.

–Megan

Ela sente alguém colocando a mão sobre seu ombro enquanto fala. Era Tommy.

–O delegado esta falando com você.

Ela lentou o olhar direcionando para o homem que estava sentado a sua frente.

– Qual era a sua verdadeira relação com essa garota?

– Tomaram esse depoimento por duas vezes já falei tudo o que tinha que falar.

–Você é uma mulher esperta, atraente e principalmente muito inteligente....E havia alguém muito perigoso te perseguindo pondo em risco a sua vida e de sua filha. Você estava acuada e sem muitas alternativas e então apareceu a Emily...

– Não entendi onde quer chegar com isso!

– Você sabe... Ela era uma garota muito carente e desequilibrada e com um histórico que você conhece bem.

O delegado se arrumo na cadeira jogando o corpo para frente e se recostando com os braços na mesa para olhar Megan mais de perto.

– Qualquer afago, um pouco de atenção e qualquer um a teria na mão.

– O senhor esta me ofendendo.

– Ora vamos lá! Somos adultos encare os fatos! Ela faria qualquer coisa que você pedisse... Você sabe muito bem o que tudo isso parece.

Megan também posicionou o corpo para frente e deixando os braços recostados sobre a mesa, estava mais perto do homem e o olhava nos olhos.

– Eu realmente sei o que tudo isso parece! Você parece estar mais preocupado com um serial killer morto do que com as suas próprias vitimas... Ou isso tudo é só para achar um outro culpado, no caso eu, para poder desviar o foco da bomba que esta em suas mãos que é o caso da família de Emily.

O homem se recosta na cadeira para trás, parecia um tanto desconfortável. E Megan continua a falar.

– O pai de Emily ,dono de metade dessa cidade, tenta acobertar o próprio escândalo família retirando o apoio da filha e a mãe por sua vez tenta ajudar a garota, mas é impedida por seu próprio marido e paga com a vida, a filha descobre tudo e sua raiva só aumenta e então acaba matando o próprio pai ... Depois se suicidando. Que bela história familiar, não? E tudo isso "em seu domínio" e sabe de uma coisa? O senhor não fez nada, não tinha competência e nem coragem para isso. Ora vamos lá! Somos adultos encare os fatos!

–Tirem essa vagabunda da minha sala!

Fala o homem aos berros.

–Seu idiota! Incompetente!

Megan fala no mesmo tom que ele.

– Eu posso lhe prender por desacato!

Fala o delegado se levantando rispidamente e socando a mesa.

–Ótimo! A imprensa vai querer saber o "por que" e eu terei todo prazer de contar toda a história.

Megan sai batendo a porta e Tommy sai logo atrás dela.

– Megan me espere!

Ela sentia um enjoo em seu estomago. Suas mãos tremiam e sentia seu corpo suar frio, enquanto a raiva lhe subia a garganta. Havia sido terrível para ela ter que passar alguns dias de sua semana encarando aquela sala e aquele homem. Ouvindo injurias sobre Emily e agora sobre ela mesma. Queria que tudo aquilo não passa-se de uma pesadelo, desejava imensamente acordar em sua cama na Philadelphia. Foi quando uma pontada de seu enjoo se tornou mais aguda. Correu até um banheiro mais próximo, e sem nem um pouco de cerimônia, vomitou, como se pudesse jogar para fora sua dor, raiva, angustia e sofrimento. Foi quando ouviu passos. Alguém bateu na porta.

– Me deixe em paz!

– Megan abra! Sou eu Tommy!

Ela não fez nenhum movimento para obedece-lo

–Megan, por favor!

Falou ele com uma voz leve. Ela levantou-se do chão, onde se encontrava, e abriu a porta. Tommy a olhou ternamente. Ela se aconchegou em seu peito e ele a apertou forte. E lá estava Megan novamente chorando desconsolavelmente em seus braços.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.