Parou seu carro em frente ao prédio onde Emily morava.Desceu,tentava andar o mais rápido possível,na verdade ela tentava correr,mas seus ferimento a impediam e ainda tinha seu sapato alto."Quem poderia levar um sapato de salto para alguém que estava saindo do hospital?" Pensou em o quanto aquilo era idiota e que definitivamente Matthew não tinha jeito para essas coisas.

Passou pela portaria sem se anunciar,mas não havia necessidade todos ali já sabiam quem era ela,tomou o elevador e apertou o andar de Emily."Como um elevador poderia ser tão lento?" As portas se abriram.Ela foi até a porta do apartamento de Emily.Apertou por duas vezes a campanhinha mas sua ansiedade era maior.Então começou a dar pequenos socos na porta e a falar em um tom alto.

–Emily!Emily!Vamos abra essa porta.

mais alguns socos.Dessa vez mais forte e gritando.

–Emily!Nós precisamos conversar!

Seu celular tocou.

Oh,merda!

falou em quanto procurava o celular em sua bolsa.Olhou no celular e era Matthew.Atendeu.

–Você não deveria me ligar.

–Mãe sou eu.

–Lacey...

–Mãe,por favor!

interrompeu Lacey sem deixar Megan terminar de falar.

–A culpa não é do Matthew...e eu insisti para ligar.Eu precisava falar com você...Ele me convenceu a fugir com ele e me disse que você está em segurança.Eu vou confiar em vocês.Mas preciso te dizer uma coisa.Mily não está bem.Eu fui até a casa dela..ela está bebendo e usando aquelas coisas,mais do que antes...e eu li um exame dela.

Lacey sentiu um nó na garganta e sua voz falhou.

–Lacey.O que está acontecendo?

o silêncio permaneceu.

–Me fale Lacey!

exclamou Megan em um tom alterado

–Aneurisma...Ela tem um aneurisma.

–Não pode ser.

falou Megan deixando seu corpo escorregar pesadamente sobre a porta.Sentou se no chão chorando e repedindo as palavras.

–Não pode ser!Isso não é justo!

–Mãe?Mãe?Você ainda está ai?

Megan desligou o telefone.

Não conseguia acreditar no que acabara de ouvir.Talvez Emily não tivesse mais nada a perder,talvez fosse o corpo do pai dela perto daquela universidade,talvez ela não estivesse atendendo a porta pois estava morta dentro daquele apartamento.Seu panico e agonia agora duplicou.Sentiu raiva de si mesma por não ter aceitado a chave do apartamento quando Emily havia oferecido.Se levantou.

–Emily!Por favor!Eu sei que não mereço eu sei que você está certa sobre tudo.Sempre esteve certa...Eu...Eu não mereço o seu perdão,mas eu não posso aguentar a dor da sua indiferença.Eu te amo,por favor!

Ela falava enquanto suas lagrimas escorriam,como alguém que se desispera por um perdão de quem já não pode mais perdoar.Como alguém que estivesse a beira de um tumulo.

–Eu sei que está aí.Eu sei que pode me ouvir.

Falou essas palavras como uma oração.como uma prece desesperada de seu coração entre suas lagrimas e soluços.Querendo acreditar.

Então sua "oração" havia funcionada.Emily abriu a aporta e olhou em seus olhos,mas sem dizer nada.Ela estava com seu rosto mais pálido do que o habitual,mas isso não ha deixava menos bonita.Com seu cabelos claros agora presos em um nó bagunçado feito com o próprio cabelo.Seus olhos estavam tristes,mas sua cor caramelada ainda espalhava doçura.

Megan ergueu as mãos geladas e tremulas em direção ao rosto da garota.Emily fechou os olhos e apenas se entregou ao toque suave das mão da pessoa que ela mais desejava no mundo.

Emily abriu os olhos assim que Megan desgrudou a mão de seu rosto.As duas continuava em silêncio se olhando por alguns segundos ainda em pé na porta.

–Você não vai entrar?

Megan entrou jogou a bolsa em um canto e se sentou no braço do sofá..Emily ficou de pé a sua frente.

–Como você está?

Falou a garota passando uma das mãos sobre o ferimento de Megan,como que quisesse evitar algum assunto.

–Eu estou aqui com você.

–Não é isso que eu queria dizer.

–Eu posso te ajudar.Você sabe que eu posso.

–Você está falando do meu aneurisma,porque sim eu sei que você já sabe disso,ou do sumiço do meu pai.

–Dos dois.

–Você tem que se conformar com a vida.Eu tentei evitar certas coisas a vida toda e olha só meu exemplo.E quanto aquele homem,que por uma piada de muito mal gosto da vida,é meu pai.Não!Aquele corpo na universidade não é dele.Acabaram de falar na TV.E o suposto sequestrador não vai aguenta-lo,e vai devolve-lo com alguma quantia em dinheiro para o santo que consegue conviver com ele.

"Como Emily poderia fazer uma piada em um momento como aquele?"

–Bem,eu acertei sobre tudo que você queria me falar?

–De certa forma sim.Mas eu não vou deixar você desistir de você.

–Você tem que olhar para você.Olha só a sua vida,tem um homem muito perigoso tentando te matar,e vc ainda está preocupada comigo...Tem a Lacey.

–Ela está bem.E ficar a salvo eu confio no Matthew,eles estão saindo do pais.Se ela está bem,nada mais sobre mim me importo.Eu só preciso de você...Viva e do seu perdão.

–Eu não posso te perdoar,simplesmente porque para mim não há mais motivos para isso.Eu amo você!

Foram palavras tão simples mas que tocaram mais fundo ainda o coração de Megan que já estava totalmente sensibilizado.Ela deixou mais uma vez as lagrimas escorrerem em seus olhos.Emily acariciava os cabelos da mulher,e se aproximou mais ficou de pé entre as pernas de Megan olhando profundamente em seus olhos como se pode-se enxergar sua alma.

–Eu nunca quero te perder.

Disse Megan.

Emily se atreveu a se a aproximar ainda mais quando já podia sentira respiração de Megan.

–Nós estamos aqui e agora...E isso é tudo que importa.

Megan não entendeu,mas a garota esticou o braço por trás dela ligando um pequeno aparelho de som.Começou a tocar " Dream a Little Dream Of Me" na voz de Michael Buble

Esticou a mão na direção de Megan a chamando para dançar e repetiu o refrão da musica para ela.

"Sonhe um pequeno sonho comigo."