Emily. - HIATUS
5 Cap. 04 | Festa do Pijama dos Formandos| Part 1: An idea of fucking.
Notas iniciais
IV: Parte 1 — Uma ideia de merda.
P.O.V Emily.
Eram exatamente dez horas da noite, que depois de me encher de cafeína, eu resolvi ir embora daquela lanchonete. Como eu não tinha o número do Nick tive que ir embora a pé. Poderia ter ligado para Ellie, mas precisava respirar ar puro um pouco. Aquele desgraçado tinha me deixado ali, só por causa daquela Cobra. Porque eu estou dando xilique? Sendo que a namorada dele é ela, e não eu! Que saco, Emily.
Depois de ter subido de escadas até o 5º andar, tinha finalmente chegado em casa. Peguei minha chave, que estava no bolso traseiro da minha calça, e abri a porta. Silencioso e escuro, assim que o apartamento se encontrava. Minha mãe estava dormindo no sofá, tinha certeza que ela tinha passado o dia todo arrumando nossas coisas, peguei um cobertor que estava na poltrona, joguei em cima dela e beijei sua testa. Subi as escadas me arrastando, e fui direto para meu quarto. Todas as caixas tinham sumido, caminhei até o closet e as minhas roupas estavam lá. Minha mãe, presumi. Estava tão cansada, da minha super caminhada, que só tirei o sapato e me joguei na cama.
– Minha linda cama, como senti sua falta. – murmurei entre os lençóis e adormeci.
— ❉ —
Eram 6 da manhã quando meu relógio despertou, e eu simplesmente não acreditava que teria que voltar para meu segundo dia naquela escola. Peguei meu lindo despertador que não parava de tocar e taquei na parede, virei pro outro lado e tentei dormir.
– Levante, se não você vai se atrasar. – minha mãe falou entrando no quarto e abrindo as cortinas. – Então, como foi ontem?
– Uma merda. – falei me sentando na cama.
– Estou vendo, você nem banho tomou. – Ellie falou.
– Que lindo você repara na sua filha. – falei sarcasticamente.
– Sem drama. – disse ela levantando as mãos. – Rolou beijo? – ela perguntou. Que merda.
– Mãe! É obvio que não. – falei fazendo careta.
– Isso é deprimente, sabia. Você, dezessete anos, e sem namorado. – ela falou. Pelo menos acertou minha idade. – Desencana do Sam, é a melhor coisa que você faz.
– Mas que porra! E você que está falando dele. – disse indignada. Minha mãe é louca.
– Não grite só eu posso gritar aqui. – ela falou calmamente. – Enfim, levante essa bunda magrela dai e vai tomar banho, porque você está fedendo. – Ellie falou tampando o nariz. Não é pra tanto, mãe. – Te espero lá embaixo. – falou e saiu do quarto.
– Obrigado pelo elogio. – gritei para que ela pudesse ouvir, e escutei um de nada do andar de baixo.
Tem muitas meninas da minha idade, que odeiam a mãe e que detestam quando ela tenta ser sua amiga. Eu gostava da ideia de saber que minha mãe era minha amiga, apesar dela ser maluca às vezes, e que apesar de tudo que eu tinha aprontado no Reino Unido, fazendo nós duas quase ser deportadas, ela ainda era legal comigo.
Levantei da cama morrendo, como de costume, e fui tomar um banho hiper gelado. Conforma a água caia no meu cabelo, e descia pelo meu corpo ela ficava com a coloração rosa. Que maravilha, pintei faz nem um dia e já está desbotando. Enrolei-me na toalha, e fui direto para closet, molhando o quarto, normal. Vesti uma regata preta e um casaco por cima porque estava com frio, uma calça jeans e calcei meus coturnos. Fui até o banheiro, passei um batom, um milagre, e um delineador, outro milagre. Peguei minha mochila e desci. Ellie estava na cozinha fazendo seu maravilhoso café.
– Vai querer? – perguntou.
– Não, valeu. Preciso ir, se não eu irei chegar atrasada. – falei repetindo o mesmo tom dela.
– Certo, espere aqui. – ela falou. Depois de alguns minutos ela voltou com as chaves do seu carro e jogou pra mim. Ela dirigia um Toyota 4Runner vermelho, que me pai tinha dado para ela, antes de se separarem. – Pode ir com ele hoje.
– É pegadinha? – disse. Tinha que ser. – Você lembra o que aconteceu quando deixou eu, Emily sua filha, dirigir seu carro? – perguntei. Digamos que acabei, sendo presa.
– Eu lembro Emily. – ela falou. — E não me faça arrepender-se disso.
– Tudo bem, boa mãe. – disse sorrindo. Era um milagre minha mãe confiar o seu carro a mim. – Adeus.
— ❉ —
– Você não está me entendendo, eu preciso ser perfeitamente perfeita esse ano. – Jhenny falou enquanto caminhávamos rumo ao auditorio para tirarmos a bendita foto dos formandos, e conforme andávamos todo mundo olhava para meu cabelo. Mas que porra, nunca viram alguém de cabelo rosa?
– Eu estou tentando, J. – falei. Jhenny poderia até ter mudado seu visual e deixado àqueles terninhos de Tweed, mas ainda continuava sendo a mesma nerd perfeccionista.
– Ser a mulher crescida no campus me colocou no modo multi-função. – falou. Era a terceira vez que repetia aquilo. – Como presidente de turma, sou responsável pela festa do pijama, há dois dias. É uma grande coisa. Depois tem gincana, um passeio pelo museu e ainda preciso manter minhas notas altas. E enviar cartas de recomendações para Yale, Stanford, Pomona College, Harvard, Universidade da Pensilvânia...
– Ei, espera um pouco. – falei interrompendo ela. – Que história é essa de festa de pijama? – perguntei.
– A Kathy não te contou? – perguntou, e eu respondi que não. – Ótimo. Todo ano o representante de turma tem que escolher algo que todos os formandos de todas as turmas, farão juntos. Eu Jhenniffer Hastings, como sou a representante, optei por festa de pijama. Que é hoje. – falou. Que interessante, minha linda quarta-feira anoite, seria resumida naquela festa de pijama, com pessoas babacas. Que inferno.
O auditório era todo azul, e tinha arquibancadas, que se encontrava cheia de alunos. Kathy estava sentada ao lado de Jessie, acenando freneticamente. Jhenny se sentou ao lado da Jessie e eu ao lado de Katherine, e fiquei assistindo aquelas garotas desesperada para ficar “bonitas” em um foto que provavelmente será esquecida dentro de um baú que ficará no sótão. O ultimo ano seria daquela maneira. Tenho que me preparar para o irá vir.
– Posso me sentar aqui? – alguém perguntou.
– Não. – respondi no automático sem olhar.
– Emily. – Kathy me repreendeu. – Pode sim.
– Mas é do meu lado. – sussurrei para ela e ela fez uma careta de “Foda-se”.
– Prazer, sou Daniel Wolfe. – o garoto falou e se sentou ao meu lado. Virei-me para ele, e senhor ele era um “deus-grego”. Okay, não é pra tanto. Dei uma boa olhada nele reparando melhor nele discretamente não ia querer ser pega secando o garoto,os cabelos castanhos claros rebeldes deixavam ele muito charmoso, os olhos de um azul forte e com um corpo atlético que transparecia pela a camisa básica branca usando um cardigã cinca com listras em um tom escuro o deixando muito gostoso, na verdade ele é sem duvidas muito gostoso. Quero-o pra mim.
– Wolfe, tipo Lobo? – Jessie perguntou.
– Mais ou menos isso. – falou um pouco tímido. Tímidos, os piores.
– Sou Emily. – disse dando um sorrisinho. – Essas são Jhenny, Jessie e Kathy. – falei na sequencia em que estávamos sentadas, e Kathy estava com um sorriso bobo estampado na cara. – Novato?
– Poisé. Mudei-me recentemente para cá, com meu pai e minha irmã. – falou.
– Interessante. – Katherine falou, e ele sorriu para ela. Perdi.
Depois de secar o menino e ter sido pega várias vezes, o fotógrafo tinha finalmente chegado. Ele era alto, vestia uma blusa de manga preta, e uma boina ridícula. Pegou sua Fuji Finepix SL1000, e disse aquela frase.
– Agora sorriem. – falou. E todos sorriram, até eu.
— ❉ —
Ali estávamos nós, quatro garotas de dezessete anos, sentadas no refeitório, falando sobre garotos, garotas e faculdades.
– Talvez eu vire garota de programa, se minha nota for péssima no vestibular. – disse tomando um gole do meu suco.
– Nem duvido. – Jessie falou sorrindo e eu sorri de volta. – Acho que vou tentar a Yale. Ou não. Ah tanto faz.
– Vamos mudar de assunto. – Kathy falou. – Enfim, aquele Daniel é um sonho de consumo.
– Nem vem, já estou de olho. E você não está namorando o Maxxie? – perguntei.
– Estou? – falou dando um sorriso safado.
– Não consigo acreditar que você ainda não deu pra ninguém, sério. – Jhenny falou tomando seu café.
– E eu não consigo acreditar que você não tem um namorado. – Katherine rebateu.
– Golpe baixo. – disse J, e Kathy sussurrou um desculpa.
– E eu ainda nem sei se gosto de meninas ou meninos. – Jessie falou trinquilamente. Jéssica era uma pessoa que detestava rótulos, ela já tinha ficado com meninas e meninos, porém nunca ficava fixa com alguém.
– Lá vem seu ex-amor, Ems. – Kathy falou e sorriu, indicando Sam, que estava entrando no refeitório e eu revirei os olhos. Os cabelos negros dele estavam todo bagunçado, seus olhos estavam mais escuros que o normal, e seu maxilar estavam contraídos. Vestia jeans escuros, uma blusa preta de gola V, uma jaqueta e coturnos.
– Vou falar com o capeta. – falei e fui até Sam.
Amanhã era o dia para entregar a merda do trabalho, e nós nem sequer tínhamos começado. Ele estava na fila do lanche, e mexendo no celular, quando me viu chegando deu um sorriso.
– Grey. Conseguiu carona ontem? – perguntou guardando o celular no bolso.
– Consegui. – menti. – Olha Becker, precisamos fazer o trabalho logo. – falei.
– Eu já fiz. – ele falou, e tirou a pasta de dentro da mochila e jogou pra mim.
– O que? – disse pegando a pasta. E era verdade, ele tinha feito tudo sozinho. – Com certeza você vai pedir algo em troca.
– Você não me deveria agradecer? – perguntou arqueando a sobrancelha direita.
– Vamos lá, Becker fala logo o que você quer. — disse fazendo aquela pose de mãos-nos-quadris e encarando ele.
– Você é tão fofa fazendo isso, porque você nem um 1,60 têm, e tem que me olhar de baixo pra cima. – falou cruzando os braços e sorrindo. – Enfim, não quero nada Grey. Por enquanto. – disse pegando sua bandeja e esbarrando em mim, para se sentar com a puta. Que saco, e eu tenho 1,61 de altura, beleza.
— ❉ —
Eram 18h, e desde da hora eu cheguei da escola fiquei tranca
trancando no meu quarto, lendo e escutando The xx. Eu tinha muitas coisas para fazer, tipo nada, e a ultima coisa com a qual eu queria lidar era festa do pijama dos formandos. Principalmente com Sam e R. Cobra. Imaginar que eu teria que dormir perto deles, era horripilante.
– Uhu, festa do pijama dos formandos! – falou minha mãe entrando no quarto. – Porque você está deitada na sua cama, escutando indie, lendo livro, invés de estar de pijama com sua bolsa? – perguntou me olhando.
– Eu não estou muito animada, estou irei ficar em casa. – falei voltando a atenção para meu livro.
– Emily, levante agora. Essa é sua única festa do pijama dos formandos. Não vai querer perdê-la. – falou pegando minha bolsa e indo até o closet. Vai por mim, eu realmente iria querer perdê-la. – A minha foi muito divertida. E foi lá que perdi a virgindade com seu pai.
– Urgh, que nojo Ellie. – falei fazendo careta. – E eu nem sei a onde vai ser essa festa. – falei voltando novamente a atenção para meu livro.
– Mas eu sei. – falou pegando minha bolsa e balançando as chaves do carro no ar. – Vamos.
— ❉ —
Minha mãe dirigia o carro em alta velocidade pela uma estrada de chão. E eu não consigo acreditar, que estava ali, indo pra merda de festa do pijama dos formandos. Mas até que seria legal, o gatão do Daniel estaria lá, eu acho.
Ellie parou o carro em frente ao uma chácara, que era propriedade da Broken Hills High School, que estava cheio de carros estacionados.
– Aproveite minha querida, e por santo, não volte gravida. – falou. O que?
– Mãe, não viaja. – falei e abri a porta. – Amanhã 06h é pra você estar aqui. – disse.
– Okay. Se divirta. – falou e me deixou ali, novamente no covil dos babacas.
Andei até a entrada, desejando ser abduzida, e entrei. Eu jurava que encontraria uma zona, porém todos estavam sentados divididos pela hierarquia de grupinhos nos sofás, civilizadamente, conversando e outros estavam em pé, também conversando. E é claro que todos me olharam novamente como se eu fosse um ET. E eu era. Passei por aquele povo, na esperança de encontrar alguém conhecido.
– EMY! – Katherine gritou se jogando nos meus braços.
– Ela está bêbada, J me deixou de baba dela. – Nick falou surgindo de trás da Kathy. E ele estava loiro, oi?
– Que porra você fez no seu cabelo? – falamos os dois, ao mesmo tempo.
– Você disse que odiava garotos que pintavam o cabelo, a ainda mais de loiro. – falei.
– E você disse que odiava garotas que pintavam o cabelo de cores inusitadas. – falou na defensiva. E ele até tinha ficado bonito, o loiro combinou perfeitamente com seus olhos verdes.
– Ficamos sexy. – falei sorrindo e ele retribuiu.
– Atenção, quem quer brincar de verdade ou desafio? – Kathy gritou. E todos concordaram. Fudeu...
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