Bernardo

Ele sabe que não adianta levar aquela discussão adiante, sai e ouve a porta bater atrás de si, ele que esganar Malu, como ela pode, como soube, não agora mas em um outro momento ele falaria com ela, por causa dela o fino elo que ele consegui com Emília, nesses poucos dias, se rompeu, ele pensa que a tinha em seus braços toda dele, carinhosa, doce, uma outra mulher, mas agora tinha a mulher magoada, ferida e raivosa de volta, ele também sente raiva o que ele tinha vontade de fazer, era arrombar aquela porta e dizer que quis a todo preço casar com ela porque se apaixonou por ela a partir do momento em que a viu no jardim da casa do pai dela, e que ao beija- la ele teve certeza que amava, mas tão teimoso quanto ela vai dormir com todos esses pensamentos borbulhando a cabeça.

Emília

Foi um resto de noite que não dormiu, rolou tanto na cama que quase caiu.

Ela acorda no outro dia cedo, mesmo a faculdade sendo mais tarde, ela resolve sair, ela vai ao banheiro e percebe olheiras horríveis, ao invés de vinte quatro anos parece ter sessenta, toma um banho demorado se marquei levemente e desce, Bernardo esta lá esperando por ela, que passa por ele mal lhe dando bom dia e saí, ele vai atrás. Ele fica atrás dela esperando o elevador que quando chega ele segura a porta para ela, que nem agradece, ela ainda esta com raiva, ela sem querer toca na mão dele, que se esquiva do toque dela, ao saírem do elevador, ele pergunta:

-Quer uma carona Emília ?

-Não vou de táxi- e sai de perto dele.

-Espera, lembra que sexta a tarde, vamos para a fazenda.

-Eu não vou- ela o desafia com o olhar.

-Não é esse o nosso combinado.

-Não combinamos nada, um dia você chegou e disse que íamos passar a semana aqui e final de semana na fazenda, em nenhum momento você pediu minha opinião. — ela não espera por resposta e se afasta dele como uma vitoriosa.