Emilia & Bernardo.. Nova história
65 Capítulo 65
*Emília*
Ela acorda, se sentido um pouco estranha, demora a focalizar onde esta, e lembrar de tudo o que passou nas últimas 24h, estica a mão para o lado para pegar na filha e dá um pulo quando não a encontra, mas tem um bilhete em seu lugar:
“_Fui levar Lívia para tomar café_.
—Bernardo_ “
Então ela pega o telefone para ver as horas, e percebe o quanto é tarde, tem muito que ela não dormia tanto e tão bem, ela encosta a cabeça novamente no travesseiro e sente um cheiro diferente, pega o travesseiro de Bernardo e reconhece aquele cheirinho, sua loção, seu perfume, seu cheiro, e com os olhos fechados consegue lembrar as inúmeras vezes em que aspirou aquele perfume direto da pele dele, acaba por dormir de novo, acorda ao que parece horas depois, mas foi minutos, ouve a porta se abrir e logo em seguida risadas, o que demonstra que pai e filha estão se dando bem, logo em seguida Lívia aparece.
— Mamãe— dando gritinhos, e olha para o pai— Falei que ela estava acorda.
— Minha bonequinha, vem aqui- Emília abre os braços para a filha que corre para cima da cama e se agarra mãe, — Onde vocês dois foram?
— No restaurante aqui em baixo- Bernardo responde.
— E esse cabelo minha filha?- ela observa um rabo-de-cavalo um pouco torto.
— Foi o Bernardo quem fez.—Emília ri, e a filha ainda fala ao seu ouvido—Acho que ele não sabe pentear meninas, mamãe. — Emília ri alto e também fala ao ouvido da filha.
— Ele não sabe mesmo, mas a gente ensina.- ela faz que sim com a cabeça e ri também.
— O que as duas estão cochichando? Elas começam a rir.
— Mamãe posso pintar? — Emília faz que sim e ela sai do quarto. Bernardo senta na cama ao seu lado, seu coração da uma leve acelereda, lembra dele segurando em sua mão na noite passada.
— Precisamos conversar. — ele lhe diz sem olhar para ela.
— Eu sei, mas não agora- ela faz menção de sair da cama, Bernardo segura levemente em seu braço, seu corpo se arrepia.
— Não adianta fugir Emília.
— Eu não estou fugindo- ela termina de levantar— Só disse que agora não, prometo que depois.—ela pousa a sua mão sobre a dele e tira o seu braço.
— Porque será que não confio em você—mas ela já bateu a porta do banheiro sem ouvir o que ele disse, ele vai até onde a filha está para ficar com ela.
*Bernardo*
Emília saiu diz ela que era pra buscar os óculos, ele nem sabia que ela usava, mas tanta coisa nela pode ter mudado nesses cinco anos, mas no fundo ele sabe que ela quis lhe dar tempo com a filha, talvez Emília se deu conta que não podia negar o impossível, que ele era o pai da menina, mas quando colocassem as cartas na mesa ele falaria sobre isso, o pq de negar paternidade.
Agora ele vai aproveitar a filha, ela é uma menina esperta, delicada como mãe, via nitidamente traços de Emília nela, um pouco tímida no começo, mas Bernardo com jeitinho vai conquistando a pequena, e logo os dois já estão rindo e conversando, Bernardo não diz que é o pai dela, Emília é quem deve fazer isso, continua como um amigo, ele fica um tempo desenhando com ela, quando vê que ela esta com sono.
— Lívia quer que eu leia para você agora?
— Eu queria esperar pela mamãe.
—Ela volta logo, eu leio até ela chegar, pode ser? —ele percebe ela um pouco indecisa, pega o livro.
— Sim
— Vamos deitar, sim?- ela aceita com a cabeça, ele a pega no colo a ajeita na cama e começa a ler, não leva minutos ela dorme serenamente, e como era apaixonado por ver Emília dormir, se apaixona por ver a filha assim, se perde vendo a menina dormir e fic feliz em ver que ela o aceitou tão rápido, o sangue deve ter falado mais rápido, pensa rm como Miguel vai ficar feliz ao saber das novidades.
Vai ao banheiro faz sua higiene e sabendo que tem só uma cama, deita nela mesmo assim, espera Emília chegar fingido estar dormindo para ver o que ela fará, esperando ela o colocar para fora da cama, mas quando ela chega, sente que ela os observa, ouve um suspiro, e ela sai para o banheiro, ouve quando ela liga e desliga o chuveiro, e sai novamente, percebe que ela os olha sem saber o que fazer, por fim a sente subir na cama, tirar seu braço da filha e se encaixar entre eles, ele nem acredita, que estão os dois na mesma cama, sente um perfume vindo dela, ouvi uma fungada sabe que ela chora, e quase que a abraça a puxando para si, mas se segura, ele abre os olhos ela esta de costas para ele, fica observando a respiração dela se acalmar, promete a si mesmo que se em instantes ela não parar de chorar ele vai abraçá-la, mas ela se acalma, ele dá mais um tempo, vê que pela respiração mais calma ela deve estar dormindo ou quase, então não resiste, encosta seu corpo mais junto ao dela, coloca o braço sobre ela e segura em sua mão sobre o corpo da filha, e como as duas ele cai no sono também.
Acorda com um pouco de claridade que entra no quarto, ele e Emília ainda estão de mãos dadas, mas como Lívia se mexeu ele esta mais agarrado ao corpo de Emília, como antigamente era , ele quase a sufocando de tão agarrados que dormiam, ele com cuidado tira a mão da dela, levanta vai se trocar quando sai, a filha já está acordada.
— Bom dia- ele lhe diz.
— Bom dia — ela fala tímida
— Esta com fome ?- ela faz que sim, — Vamos tomar café?
— Mas e a mamãe? — ele se abaixa e diz .
— Sua mãe esta muito casada, vamos eu e você e te levo para conhecer os patos no lago, você já os viu? — ela faz que não- Então vamos?
— Tenho que me arrumar.
— Consegue fazer sozinha- ele torce para que sim .
— Sim eu sei- ela ri e ele se acha um bobo, ela vai ate o guarda roupa escolhe um vestido, e vai ao banheiro, ele sai do quarto.
Minutos depois ela aparece de roupa trocada e cabelos molhados, com um pente na mão.
— Eu não consigo pentear- ela diz para ele, que também não sabe o que fazer, mas pega o pente e desengonçado mesmo ele penteia o cabelo dela.
— Como você gosta de usar- ele pergunta.
— Solto, mas mamãe não gosta muito.
— Então nada de solto — ele penteia novamente para trás e com a presilha que ela tem o prende — Pronto assim ta bom, agora vamos?
— Sim.
— Sou vou deixar um bilhete para quando ela acordar- ele volta ao quarto, e ela ainda dorme da mesma forma, deixa o bilhete no travesseiro da filha, olha para Emília e não resiste em lhe dar um beijo nos lábios, torcendo para que ela não acorde, foi um encostar de lábios, mas o suficiente, ele ainda a ama, não pode negar esse sentimento, e sai com a filha para o café.
Horas mais tarde esta ele e Emília sentados em um banco de uma praça do hotel vendo a filha brincar com outras crianças.
— E agora vamos conversar? — ele pergunta, ela se vira para ele e diz:
— Sim vamos.
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