Bernardo
Ele ainda sente a pele dela em suas mãos, o perfume dela ainda esta por toda a sala, mesmo fazendo algum tempo que ela foi para o quarto. Ah se Beth não tivesse atrapalhado, ele tinha certeza que estariam jogados no sofá, mas de algo ele tinha certeza, que ela não tinha mais tanta raiva dele, que ela o desejava, pois isso foi o que ele viu naquele olhar profundo que ela lhe deu, quando ele colocou a mão sobre a nuca dela ele percebeu a pele dela arrepiada, e era por ele.
Ah Beth, você me deve uma, ele pensou subindo as escada, o quarto dela era a porta central do corredor, ele avança alguns passos depois da porta de seu quarto, indo em direção ao dela, mas desiste, resolve dar tempo ao tempo, ele já tinha a confirmação de que ela o desejava isto bastava por hora, resolve dormir.


No dia seguinte ela mal lhe dirige o olhar, tomam o café quase em silêncio, avisa que a festa vai começa as 21h, se despede e sai, no caminho o quase beijo não sai de sua cabeça e pela forma como ela agiu no café ela também não tinha esquecido.

Emília
Logo após Beth entrar na sala perguntando se queriam alguma coisa, se afastaram como se tivessem tomado um choque, Emília diz que não precisa de nada, deseja boa noite aos dois e sai em disparada para a escada.


Já em seu quarto, ela deita na cama pensado o que estava acontecendo com ela, quando ele tocou em sua nuca sentiu uma onda de calor percorres todo o seu corpo, ela ainda sentia o corpo em chamas, se Beth não surgisse ela nem sabe o que aconteceria.
Ela dorme e sonha que o beijo não foi interrompido, que sim sr beijaram e ela estava nos braços dele.
Acorda com o corpo suado, no café nem consegue olhar para Bernardo, foi um café da manhã tenso, durante o dia ela se pegou várias vezes pensando naquele momento.

A noite terminava de se preparar para a festa, quando ouve uma leve batida na porta, saindo do banheiro colocando os brincos ela diz sem olhar.
-Que bom que você veio preciso de ajuda com o zíper do vest...- para de falar pois achava que era Beth quem tinha entrado — desculpa pensei ser Beth.
É Bernardo quem esta parado, e essa visão dele faz seu coração bater acelerado.
-Eu vim ver se esta pronta. — ele não consegue parar de olhar para ela, que estava linda, delicada com um vestido de um azul profundo quase preto, justo no corpo, um vestido que fazia um lindo contraste com a pele branca e os cabelos castanhos, com um pequeno decote na frente, ela realmente estava linda — Se não se importar ajudo com o vestido.

Ela não sabe o fazer, nunca imaginou que fosse ele a bater na porta, não tem outra alternativa se não virar de costas para ele, que se aproxima devagar, com uma mão ele puxa as duas abas e com a outra ele começa a puxar o zíper ele faz isso devagar como apreciando o momento, ela sente a respiração dele bem próxima ao se pescoço, as costas dela ardiam onde a mão dele tocava, seu corpo inteiro latejava, como quem querendo mais de que um simples roçar de dedos, ela já começa a imaginar aquelas mãos movendo-se sobre ela, apertando-a, tocando-a, presa a esses pensamentos não percebe que ele terminou, Bernardo esta perguntando se esta tudo bem e se podem ir, ela diz que precisa pegar algo no banheiro, mas na verdade ela precisa se recuperar, restabelecer a sua respiração, seu corpo tremia, alguns segundos depois ela saí e eles descem juntos as escadas, para não correr o risco de cair devido ao vestido ser longo e o salto alto fino instintivamente ela se apoia nele, que não recua ao seu toque, Beth ao ver eles juntos não consegue esconder a admiração, eles formam um belo casal. Ele sempre cavalheiro segura a porta do elevador para ela entrar e sair, abre a porta do carro. No caminho ele fala da importância da festa, ela pouco fala, esta com o pensamento longe como em tão pouco tempo seus sentimentos com relação a ele pode mudar de raiva e ódio para admiração, carinho e segurança, realmente ela estava começando a se apaixonar e tinha medo de admitir isso a si mesma.

Bernardo
Ele não esperava vê-la naquela situação, o vestido todo aberto nas costas, usava um sutiã vermelho escuro, ele nem queria pensar se a calcinha era da mesma cor, quando se aproxima levemente encosta as mãos nas costas dela, a vontade que tem não é de fechar o vestido mas sim de tirá-lo. E jogar ela em cima da cama, mas resiste a tentação, termina o árduo trabalho de fechá-lo e vê que ela se perde em pensamentos, ele a chama e ela esta toda corada, eles saem do quarto e ao descer as escadas ela se apoia nele, que fica maravilhado por este toque espontâneo e sorri por dentro.