Notas iniciais
desculpa a demora gente, ta passando bem rápido a historia ma quero chegar na parte que eles se encontram logo e saiu isso. tomara que gostem pessoas.

Eu sabia que, mesmo que escapasse meu povo ainda estava em perigo, mas talvez desse para me esconder entre eles pelo menos ate estar preparada psicologicamente pra isso. Tinha esperança que sim, eu tinha apenas 3 anos quando meu pai matou o antigo rei, sei o sofrimento de guerras e sei, também, que toda pessoa de boa índole sempre oculta um lado negro em sua personalidade. Nesse momento lembrei uma frase que eu e os gêmeos escrevemos um dia e tínhamos decorado.

“Quem nunca vivenciou uma guerra, não sabe o quão horrível é, quem não compreende o que é a dor de perder coisas e pessoas que jamais serão substituídas, nunca compreenderá o significado de “paz”. Mas o que é a paz afinal? é apenas um conceito tolo para manter o povo seguro, dos outros e de si mesmos, podemos ser jovens, mas sabemos encarar a realidade de uma forma que apenas nos conseguimos, é melhor deixar o povo feliz em sua própria ignorância, senão eles poderão passar a temer a si mesmos, mas o importante é que a ignorância das pessoas é uma armadura contra inimigos, inclusive eles mesmos, a paz não existe na cruel realidade desse mundo” e essa ameaça de guerra ao meu povo é apenas uma prova disso “paz é apenas um conceito que as pessoas inventaram para consolar a si e as outras preciosas para cada um, mas a paz poderá ser alcançada apenas quando todas as pessoas e criaturas míticas do mundo todo se livrarem dessa armadura que é a ignorância e aceitar que a verdadeira paz só será alcançada quando todas as pessoas e entenderem a dor de todas as pessoas, o que é quase impossível de acontecer, pois nenhum ser vivo pode ser capaz de aguentar tanto, as crianças dessa geração não conhecem a guerra, e, provavelmente, a pior dor pela qual passaram foi por amor ou foi a dor de perder alguém próximo e querido, talvez continue assim por gerações, mas nós duvidamos, o ser humano e as criaturas míticas são iguais nesse ponto, se deixam acreditar na paz para se consolar toda vez que lembram da guerra, cedo ou tarde, alguma geração será tirada dos pais, de tudo que conhecem e amam e conhecerão o terror da guerra. Espero sinceramente que esse dia nunca chegue enquanto estivermos vivos, pode soar egoísta, porém esperar que esse dia jamais chegue é um pouco demais, porque nunca também é apenas um conceito tolo pra consolar o mundo e faze-los acreditar que os tempos de dor acabaram.“

Eu não perdoaria minha mãe tão cedo, e ela também não, eu teria de partir assim sem resolver as mágoas, mas não ia me rebaixar e fazer o que ela quisesse sem resistir de novo. Ela havia feito eu e minhas irmãs sangrarmos de tanto que havia nos batido, tudo que eu falei naquela hora, era o que estava pesando em meu coração, era tudo verdade, por que castigar alguém que não mentiu e tinha apoio de gente que vivenciou a mesma experiência cruel que eu?

Se minha mãe quisesse meu perdão, teria de se desculpar, um casamento arranjado, vê se pode, ela é rainha, mas pode me obrigar a casar com alguém que eu não conheço, não amo, pode de matar e que eu nunca sequer vi na vida?

Se isso é o que significa ser rainha, então eu não quero mais ser uma, não me entenda mal, eu sempre sonhei em ocupar o trono de meu pai, ao lado de um rei que eu amasse muito, e que me amasse também, ter uma vida intensa, colorida, plena e principalmente feliz, longe de quem me quer mal.

Mas não, ia me casar com um humano qualquer, sob ameaça do pai dele, ser obrigada a casar, a ter um filho com ele, nunca mais veria meus amigos e família, sem falar que depois que ele tivesse um filho comigo poderia simplesmente enjoar de mim e me trancar em um porão escuro e sujo para morrer.

Compartilhei esses pensamentos com minhas irmãs. E repeti o motivo da chama ter se acendido dentro de mim e a frase sobre a paz que eu e os (gênios) gêmeos havíamos criado para elas entenderem minhas ideias.

–concordo com você, mas não consigo entender uma coisa — disse Marina.

–o que?-perguntou Aquata

– porque esse homem se interessaria em casar o filho com um ser estranho, contando que ele deve saber como o próprio filho pensa, em troca de não revelar um segredo? Quer dizer ele poderia pedir ouro, joias ou até armas e segredos de estado, por que não quis uma dessas coisas? Será que ele ama tanto o filho que trocaria tudo isso por uma mulher?

– tem razão –concordou Aquata – por quê ?

– humanos são todos loucos é por isso – falei, irritada

– acho que você vai se meter numa roubada Vanessa. – Disse Marina

–Como vocês são histéricas. – disse uma voz vinda da porta

Escorada na porta ouvindo a nossa conversa, ou pelo menos a ultima fala de Marina, estava Sirina, é claro, quem mais faria isso.

–calaboca – respondi

– ei, calma, falei só por falar, dava pra ouvir vocês chorando do outro lado do castelo, mas vamos combinar vocês pediram por isso- ela sorriu diabolicamente – sabem o que acontece quando desafiamos a mãe.

–não se imagina no meu lugar? Ah, é claro que não, se você fosse a mais nova a mãe mandaria uma delas no seu lugar- apontei para minhas irmãs e esfreguei minhas lágrimas — não imagina como me sinto.

–exatamente, eu sou a preferida e a mãe jamais e obrigaria a algo. –ela sorriu

– pois devia, sua loira aguada e esquelética, vaca afogada, cobra marinha.- retruquei

– SABE O QUE VOCÊ É VANESSA? UMA PUTA, VOCÊS QUE FIQUEM AI SE LAMENTANDO ENQUANTO VOU CURTIR A VIDA — disse ela alto demais.

E saiu do quarto gargalhando, fiquei com muito ódio dela na hora, mais que ela por mim, mas fiquei quieta, queria matar ela por dentro, só teria que aguenta-la mais algum tempo até dar um jeito de sumir de casa, depois disso eu e minhas irmãs passamos o dia todo no quarto com a porta trancada, esperando até dia que teria de ir conhecer o tal de Leonardo. Também choramos muito naquele dia.

Então no meio dessa noite, minha mãe me acordou e ordenou que me vestisse, dessa vez, estava tão cansada que nem consegui revidar, coloquei meu vestido favorito, um belo vestido de baile azul da cor da água, sem estampa, que cobria toda minha cauda de tão longo que era, e, Claro, um colar azul com um pingente de coração, um presente de meu pai que era muito precioso. Ele me deu no dia que me tornei mulher.

Então saímos do castelo, eu estava cercada pelos guardas do castelo, foi ai que eu me toquei, estávamos indo para a superfície, minha mãe queria que eu parasse de causar problemas a ela, lógico, isso era bem a cara dela, tentei fugir, mas isso só deu motivo para amarrarem meus pulsos, se ter como revidar acabei indo sem resistir, depois de um tempo, um longo tempo, quando já estávamos na beira do mar, minha mãe mandou me transformar, as melhores sereias podiam transformar a cauda em pernas humanas, claro que nem todas, mas a realeza era obrigada a saber fazer isso, era difícil, difícil até demais, mas os professores sempre falavam que um dia usaríamos isso. Se bem que, apesar de ter usado para ir a terra com os meninos, preferia não ter aprendido, assim pelo menos daria mais trabalho para minha mãe. Mas por azar, eu era muito boa nisso.

Saímos da água, fora dela o tempo estava frio e uma chuva fraca caia, praguejei mentalmente por ter esquecido meu casaco e meu protetor de caudas em casa, na praia havia um homem gordo, careca e feio com 10 guardas a espera. Seria esse homem meu noivo? Como toda garota, pensei pelo menos uma vez em meu casamento, mas, aquele homem nem sequer se parecia com alguém interessado nisso. Muito menos com alguém bom o suficiente para uma princesa sereia. Ok, isso soou mal, mas eu, Vanessa com certeza não tinha nenhuma intenção de me casar com esse velho gordo.

Está feito –disse minha mãe –tenho que voltar antes que percebam que sumimos, faça o que quiser com ela, eu não me importo.

Considere feito – o homem sorriu –meu filho aproveitara muito essa, ela é virgem?

Sim, mande lembranças a Leonardo.

Ele não respondeu, minha mãe virou-se e voltou para a água sem olhar para trás, então esse era o rei de EMBRON, era com o filho dele que ia me casar. Pelo menos, eu poderia rezar para que o filho fosse mais bonito, esperar que fosse bom comigo era um pouco de mais.

Estava pensando no que falar quando ele disse:

Quero-a mais bonita — e sorriu maleficamente

Os guardas avançaram e começaram a rasgar meu vestido, arrancaram o colar de me pescoço tentei revidar, de novo, mas eles amararam minhas mãos de novo, mas bem mais forte e meus pés também, que minha mãe não se preocupou em amarrar. Eu gritei muito até que colocaram m pano em minha boca, ficou tipo, tipo, a palavra me fugiu, como era mesmo, droga, esqueci, ah, tá lembrei, tipo uma mordaça, e aqui estou eu, dentro de um saco fedendo a alho sendo levada nua a um príncipe que eu nem conheço e que vai ser meu futuro marido.

– MEU DEUS COMO SOU SORTUDA – gritei sarcástica dentro do saco, ou pelo menos era isso que queria dizer, mas saiu mais como – MUU DES COMSUSORUDA

Notas finais
é isso gente, espero que tenham curtido. se tudo correr bem posto + amanha e só pra avisar no próximo cap vai começar com o Léo contando a historia, ele vai falar bem pouco mas tinha que falar um poco dele né? kkkkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.