Ema É Traída!

27 Capítulo 19 - "Make Me Wanna Die" de The Pretty Reckless


Notas iniciais
Oiii people!! Desculpa a demora, bem-vindo novos leitores fofooos! E eu sei que eu sou uma chata, mas aqui ta o novo cap. e eu acho que vcs vao AMAR! HHHMMMMMM ahhahaha

P.O.V. Ema

Jess seria com certeza uma das noivas mais belas e exóticas de toda Manhattan, se não do mundo inteiro. Ela não estava apenas lindamente bela, mas também continha uma energia em volta de si mesma de pura felicidade... Nunca a havia visto daquele jeito. Éramos amigas de longos anos, já havia visto a mesma com cada tipo de namorado... Desde de o filhinho da mamãe ao órfão magnata, desde o conhecido de 1 semana ao conhecido de 5 anos, desde o africano ao alemão, desde o solteirão ao pai de cinco filhos (não estou brincando e cada filho era de um casamento diferente...), resumindo... ela já havia tido uma vasta experiência nesse ramo de relacionamentos, aliás, ainda não havia nascido o homem que não beijasse seus pés, e seu noivo era esse... Esse era o cara, o homem da sua vida. E... também meu ex-namorado. Por quê, Senhor?! Por que guardar tanto rancor pelo Everest que joguei na cruz?! Sinceramente, eu preferiria pagar todos meus pecados no inferno e não aqui reencontrando todos meus ex... Fica a dica. Ah! E de preferência não estar presa na cadeia neste momento...

Pelo menos Jess não tinha a mínima e remota ideia de que esse relacionamento havia existido... Por enquanto, espero. Mas, já estou antecipando demais o que havia acontecido.

Por perto de uma hora da tarde, depois de ter feito uma pequena trama para Josh, fui à prova de vestidos de Jess...

– Ema, você está um AR-RA-SO! — Admirava Brianna.

– É, eu realmente tenho muito bom gosto! — Se gabava Carol, pois era ela que havia escolhido os vestidos de todas.

– Ai Meu Deus! Ai Meu Deus! — Gritava Jess de seu provador, e não... não era em relação ao meu vestido, ela estava tendo problemas com os ajustes de última hora do vestido dela.

– Vocês não acham que é muito decote para pouco peito? — Falei me olhando no espelho, eu estava... "satisfatoriamente bonita", o que para mim era muito, além de estar feliz por ter perdido 2kg em tão pouco tempo! (Ou provavelmente a balança da farmácia que eu fui estava quebrada... Mas preferia iludir-me).

– Não! De jeito nenhum! — Defendia-me Brianna.

– Na verdade... acho que é muito decote pra pouco bojo, Wanda! — Gritava Carol para uma costureira especializada em espetar corpos vivos envoltos de tecido caro.

Depois dos meus ajustes (acréscimo de bojo) e das demais madrinhas, era a vez de Jess mostrar seu vestido de noiva...

Era LINDO! Maravilhoso! E ela... ela estava perfeita! Sua pele morena contrastava perfeitamente com o tecido branco ao leite do vestido ( o link pra quem for curioso como eu — http://www.polyvore.com/marchesa_embroidered_tulle_gown/thing?context_id=2895261&context_type=lookbook&id=86607319), se tratava de um vestido caído nos ombros, de manga com o comprimento até os cotovelos e todo colado ao corpo com pedras brilhantes até um pouco acima dos joelhos, onde se abria com m tecido branco sem enfeites e caia até o chão. Cheguei a ficar com os olhos cheios de lágrimas, primeiro porque ela era bem mais magra que eu, e segundo porque quando eu havia me casado eu não tinha usado um vestido de noiva, só um conjunto branco no cartório.

Depois de muito chororo e elogios, fomos só Carol, Brianna, Jess e euzinha para a cafeteria mais perto. Lá conversamos mais um pouco dos preparativos do casamento, fofocamos sobre os bastidores do desfile do dia anterior e o mais estranho é que quando cada uma de nós foi pegar uma taça de champanhe para brindar, Brianna gritou um "Não!" tão alto que até o pessoal da China deve ter ficado surdo! Ah, além de derrubar minha taça ao chão violentamente. Enquanto todos do café olhavam com uma mistura de susto e surpresa para Brianna, resolvi questioná-la e tentar agir o mais natural possível;

– Brianna, você está bem?

– Sim, claro que estou! — Exclamava ela atonicamente.

– Então por que você derrubou meu copo?

– Ora! Agora você é minha mãe para eu lhe dar satisfações? — Falava a louca em sua "defesa".

– Está bem... — Falei calmamente enquanto dirigia meu olhar ao garçom para ele me trazer outra taça e enche-la novamente, apesar de Jess e Carol ainda estarem estáticas segurando suas taças e suas faces com expressões assustadas por falta de botox.

Assim que o garçom me trouxe minha nova taça, a levei longe do alcance das mãos de Brianna que tentaram derrubar novamente o que estava em minhas mãos.

– Qual é o seu problema?! — Exclamamos nós três, tirando Bri.

– O meu problema?! — Gritou cochichando a louca de minha amiga peituda. — Só acho que você não deveria beber nessa situação que você se encontra, Emanuelle!

– Estamos comemorando o casamento de Jess, Brianna!

– Bom, e vocês querem começar algo bonito, bêbadas?!

Ainda confusas, todas nós recusamos nossas bebidas e eu contei a elas o que eu tinha feito com Scarlet na noite do desfile. Todas falavam ao mesmo tempo, riam e comentavam;

– Você foi muito coração mole, Ema. — Criticava Bri.

– Eu matava... — Comentava Jess.

– Eu chifrava... — Comentava Bri.

Mas Carol estava estranhamente quieta e desconfortável.

– O que foi? — Interroguei a mesma.

– Nada... — Tentava a mesma mudar de assunto comigo enquanto Brianna e Jess riam e comentavam planos perversos.

– Você não é de ficar quieta... Pode me contar o que aconteceu Carol. — Falei docemente enquanto a olhava em seus olhos apreensivos.

– É que... hoje Scarlet estava se gabando por ter feito uma mulher, você, de palhaça. Ela é uma cobra Ema! Uma mentirosa com lágrimas de crocodilo! — E desembuchou tudo que estava guardando para si mesma desde hoje de manhã quando ouviu tudo.

– Aquela... Amante do Satã!! — Gritei e novamente todos do café nos olharam... Meu deus, estamos queimadas nesse lugar. E foi quando estava pensando no que fazer, que meus olhos esbarraram com o casal a minha frente que se beijava apaixonadamente, meu ex e uma de minhas melhores amigas. E como uma boa e equilibrada dama... eu desmaie.

Acordei com champanhe na minha cara e enquanto todos me olhavam, inclusive, meu ex e noivo de Jess. O mesmo se apresentou como se nunca tivesse me visto na vida, e eu agradeci mentalmente a ele. Depois fui à minha depiladora que trabalha no spa que por pura coincidência, era o mesmo que Scarlet frequentava e ia toda segunda-feira (hoje). Então, fui de encontra a ela.

– Dona Watson! — Vinha minha querida depiladora com braços abertos para me abraçar.

– Eleonor! — E depois de abraça-la, fui direta. — Você me faria um favor?

Eu estava em um quarto com uma grande maca no meio do cômodo, em que em sua duas laterais haviam prateleiras com óleos de massagem, velas e outros objetos, além de ter uma parede aberta ao grande jardim central, porém tapada com cortinas cor creme finas, apesar de ser a tarde ainda, o quarto estava assustadoramente escuro, a não a iluminação das velas aromáticas. E então Scarlet entrou de roupão branco de seda no cômodo e surpresa agarrou a maçaneta da porta com tanta força que os nós de seus dedos adquiriram uma cor branca.

– Oi querida! — Sorri fria e falsamente para a mesma.

– Oi! — Me correspondeu a... palavra imprópria (saudades dessas doces palavras).

– Vou ser bem direta com você... Por acaso sabe o que é isso? — A questionei mostrando-lhe uma foto interessante em meu Iphone.

– Sei...

– O que é?

– Uma foto minha e de Josh...

– Fazendo o que? — Eu a estava torturando e não dando brecha de tempo algum para ela conseguir normalizar o estado agoniante no qual se encontrava.

– Sexo. — Respondeu-me a... vaca (hoje estou para xingá-la de tudo).

– Muito bem, muito bem. E se talvez, "hipoteticamente" falando, — Com pura ironia claro — O que aconteceria se essa e outras fotos mais comprometedores fossem expostas à mídia?

– Como você as conseguiu? — Falou a puta de quinta.

– Você não está em uma posição de fazer as perguntas, você só vai responder as minhas, está bem? — Eu falava de modo calmo e com um sorriso debochado no rosto, após a afirmação com a cabeça de Scarlet, continuei — Então, o que aconteceria se essa e outras fotos mais comprometedores fossem expostas à mídia...?

– Queimariam minha imagem... — Respondeu-me com uma das mãos segurando uma das dobras do roupão e com a outra apoiada na maca para adquirir um equilíbrio.

– Que bom! Muito bom! Estou vendo que você é loira, mas não é burra! — Olha quem fala, eu também sou loira... detalhe — Bom, e tendo em vista que você é uma modelo, sua imagem é tudo, você não pode queimá-la com o rompimento de um casamento de 4 anos não é mesmo? E nem esse corpinho ou essa carinha de anjo vão ajudá-la...

– O que você quer? — Me interrompeu a palavra imprópria.

– Eu quero que você saiba que eu sou filha de um empresário e casada com outro empresário, então eu sei ser bem suja quando eu quero. — Dei uma ameaça e me senti uma amadora Emily Thorne de "Revenge".

– Esta bem.

– Ótimo! Qualquer coisa eu te ligo! — Sorri, bati palmas e acabei lembrando de mais uma coisinha... — Ah! E eu já ia me esquecendo...

E dei um soco bem no seu olho esquerdo;

– Desfila com isso agora, vadia!

E foi assim... que eu fiquei presa aqui na cadeia esperando pela Brianna. Esperando pela BRIANNA! Não pelo Ryan! Pois foi bem esse bendito e traidor ser humano gostoso que veio junto do policial abrir minha cela.

– Oi... — Falei desconcertadamente enquanto levantava do meu banco de metal.

– Oi. — Falou secamente Ryan, ele estava parecendo com o meu pai quando tentava me repreender, porém, um dos cantos de sua boca estavam levemente levantados (não que eu olhe muito para a boca dele... porque eu olho), o que me levou a pensar que ele estava tentando parecer profissional e esconder um sorriso de tipo "Aprontasse né?!". Assim que saímos da delegacia, nos dirigimos para o seu carro e ele se virou pra mim;

– Você foi presa antes por agressão?

– Sim... — Respondi acuada.

– Agressão à que? Outra modelo?

– Uma vaca.

– Quem é a vaca?

– Não Ryan, literalmente... uma vaca.

– COMO?

– Eu tava na Índia e pensei q ela ia pra cima de mim! Ai eu corri e bati nela! E então me prenderam!

Ryan não conseguiu mais se segurar e caiu na gargalhada, até que eu interrompi o momento descontraído dele;

– Então, por que você resolveu interromper sua importante viagem de negócios e vir salvar sua ex-cliente?

– Eu já estava voltando, e... Brianna me ligou pra vir te ajudar. — Depois de um silêncio... — Você socou mesmo a cara da Scarlet?

– Sim!Bem no meio do olho direito! Quando eu sai de lá ele já estava bem inchado! Com certeza maquiagem não vai dar um jeito naquilo...

Ambos caímos na gargalhada de novo, depois disso Ryan me conto que também já teve umas brigas no colégio e paramos no Drive-Thru do McDonald. Então fomos ao seu escritório e eu entrei em seu escritório. Era incrível o modo como eu me sentia a vontade com ele, pra conversar ou até comer um big mac no qual eu me lambuzava toda, mas o Ryan também e isso só serviu para mais risos. Depois de comer eu resolvi acertar as coisas de vez com ele, o meu advogado gostoso;

– Ryan, eu... não quero que você não seja meu advogado. Eu... pre-preciso de você, é meio difícil pra mim confiar em alguém, e você tem que me ajudar. — E quando Ryan abriu a boca para falar alguma coisa, eu o levantei minha mão e continuei falando. — Eu bati na Scarlet porque... ela é a amante do meu marido. — E ignorando o choque de Ryan, tomei folego e continuei. — Se... o problema foi aquele beijo. — O olhei nos olhos, mas ele me pareceu indiferente, então, tomei folego novamente e... continuei. — Aquilo não significou... nada. E eu entendo que eu posso ter sido...

E e então Ryan me interrompeu e eu juro que meu coração parou de bater naquele momento;

– Aquele beijo não significou mesmo nada para você, Ema? — Ele estava com uma das mãos apoiando seu queixo e me perguntou com seus olhos verdes esmeralda olhando diretamente os meus castanhos e eu até pensei que naquela hora, ou sempre que ele fizesse isso, ele poderia ver dentro da minha alma. Foi então que meu coração deixou de parar de bater para bater aceleradamente, minhas mãos suavam, meus olhos estavam a ponto de lacrimejar, mas então Ryan continuou a falar. — Porque para mim... significou algo sim.

Eu sentia um turbilhão de emoções, uma grande agitação dentro do meu corpo, porém, fora do meu corpo nenhum fio de cabelo, ou dedo, ou cílios se moviam, eu estava com o foco todo em um homem no qual conhecia a pouco tempo, mas sentia conhecê-lo a toda uma outra vida, meu olhar só acompanhou o movimento de Ryan saindo de trás de sua mesa do escritório e indo na minha direção, se ajoelhou na frente da minha cadeira, a virou para ele, tocou meu rosto com suas duas grandes mãos, continuando a me olhar no fundo dos meus olhos e aproximando seus lábios dos meus, mas sem tocá-los, então questionou novamente;

– O que aquele significou para você? — Senti que sentia tudo, mas também não sentia nada. Que o que eu falaria agora o faria me agarrar ou me abandonar para sempre... Céus! Por que estou pensando ainda?!

–Senti algo sim! — O respondi.

O mesmo me beijou como se amanhã não fossemos estar vivos, tocou seus lábios nos meus, passou sua língua no contorno de minha boca pedindo passagem, e quando a deixei passar foi uma explosão de sensações, de sentidos aguçados, ele me explorava, me testava, me deliciava de uma maneira que eu nunca fui na minha vida. Com uma de minhas mãos agarrei seu pescoço para ele saber que agora ele realmente não se afastaria de mim por um longo tempo, ou até me satisfazer, e enrosquei meus dedos nos cabelos de sua nuca, grudei-me a ele, como se ainda tivesse algum espaço vazio entre nós, e com a outra mão agarrei aquele belo bumbum dele, o apertei de forma que fez Ryan gemer enquanto me puxava para mais perto ainda e tentava tirar meu blazer sem nos separarmos, enquanto eu tentava fazer o mesmo nele. Finalmente ele se livrou do meu vestido e eu de sua gravata, mas sem paciência acabei rasgando sua camisa e beijei todo o seu peitoral até o umbigo, onde ele puxou meu rosto novamente para o dele, me olhando de uma forma como se pedisse permissão para continuar e depois que eu sorri para ele e mordi seu queixo levemente, Ryan mordia o lóbulo da minha orelha, enquanto falava o quanto me desejava, o quanto eu era bonita, o quanto me queria, e repetindo meu nome com uma voz rosca passou a dar atenção à meu pescoço, o lambia, beijava, chupava e eu só enlouquecia e senti o prazer de seus toques, de sua mão, do contato do seu peito nu no meu, o calor da sua pele, o carinho e ao mesmo tempo a selvageria de suas mãos e lábios. Sempre pensei que a região mais sensível do meu corpo fosse o meu pescoço, mas com Ryan... o meu corpo inteiro era uma região erógena. Aonde ele me tocava, queimava, tremia, originava faíscas. E de repente eu não senti mais o chão embaixo do meus pés, apenas uma das mãos de Ryan nas minhas costas e outra nas minhas nádegas, me levantando da cadeira para a sua mesa, onde me sentou nela derrubando tudo no chão e beijando novamente meus lábios. Me curvei para trás até sentir toda a madeira da mesa em contato com as minhas costas, mas rodeando o quadril de Ryan com minhas pernas e sentindo o contato de seu membro em meio ao tecido de sua calça e minha calcinha, até que Ryan se deitou sobre mim parcialmente, juntou ambas nossas mãos e entrelaçou nossos dedos enquanto continuava a me beijar, até não termos mais ar para respirar. O mesmo deixou minhas mãos, para ocupar as suas apertando toda a extensão de meu corpo, Céus!, só os seus toques já me faziam gemer de prazer e arquear minhas costas. Ele apertava minha cintura, minha bunda, meus seios... Ele os beijava e eu tentava retribuir o máximo do carinho que ele me dava, mas eu estava muito ocupada gemendo e sentindo todas as sensações que seus toques me proporcionavam, eu já não controlava mais o meu corpo, meu corpo tinha adquirido força própria por meio da paixão. E enquanto se ocupava com os meus seios, que era bem menores do que o bojo aparentava, com muita prática ele jogou meu sutiã por algum canto do escritório no qual eu não estava nenhum pouco interessada, já que me levantei até sentar na mesa, pressionando meu quadril no seu, o beijando, provocando com a língua seu pescoço, passando minhas mãos em sua barriga, chegando até o cós de sua calça, o pressionando e enquanto Ryan continuava a passar a mão nas minhas costas e seios, eu tirava seu cinto e tentava tirar suas calças. Até que o mesmo me deitou sobre a mesa novamente e olhou no fundo dos meus olhos novamente cheios de desejo. Abaixando sua cabeça novamente aos meus lábios, mas descendo, pelo pescoço, seios, umbigo e até o meio de minhas pernas. Onde decidiu tirar minha calcinha devagarzinho e mordendo a parte interna de ambas minhas coxas, até que se concentrou no centro do meu prazer, o tocou com a língua, sugou e substituiu sua boca pelos próprios dedos, enquanto me olhava gemendo de prazer e agarrando seus bíceps fortemente e quase encravando minhas unhas em sua pele bronzeada que me lembrava a bronze. E foi então que algo mais glorioso aconteceu depois dos meus orgasmos, Ryan substituiu seus dedos, pelo seu grande membro. Eu me agarrava a ele, compartilhávamos nossa paixão, nosso prazer, nosso suor... Ryan me penetrava cada vez mais fundo, contendo-se a princípio, mas assim que notou meus suspiros, começou a penetrar com mais força e cada vez mais rápido, enquanto eu levantava meus quadris ao encontro do de Ryan e o abraçava, ele prendeu minhas mãos novamente acima de minha cabeça na mesa e começou a impulsionar mais e mais, eu sentia sua urgência se aproximando, mas ele se controlando para me fazer chegar ao limite de minhas sensações. Eu estava concentrada nele, em sua respiração inconstante, em seus pelos do queixo arranhando a pele macia de minha face, e na força com que acompanhava cada impulso dentro de mim, ameaçando até mesmo a integridade da mesa na qual estávamos. Eu jamais havia experimentado um climáx como aquele. Me pareceu que cada terminação nervosa estava retesada pela frustração e, no seguinte, eu submergia em um mar de luzes e faíscas, onda sobre onda de chama líquida derramando sobre mim, fazendo com que meu corpo tremesse da cabeça aos pés e me impulsionar a gritar seu nome com toda a força da minha recente libertação. Fazendo com que Ryan perdesse seu autocontrole e em um ímpeto final, ele aprofundou o quanto pôde procurando agora a sua própria libertação, sofrendo tantos espasmos poderosos de alívio que o fez rugir de tanto prazer com tamanha força que temi que o prédio inteiro ouvisse, assim cobri sua boca com a minha em um beijo quente que depois dos lábios se afastarem, Ryan largou-se sobre mim, com a cabeça no meio de meus seios. E ficamos parados, silenciados, apenas descansando do que pareceu uma maratona. Eu sentia nossos corações disparando juntos, enquanto a brisa do ar condicionado caia sobre nossos corpos quentes e suados do recente prazer descontrolado e imenso no qual havíamos encontrado juntos. E com a medida que o tempo passava, achei um prazer estranhamente aconchegante em fazer carinho na cabeça de Ryan enquanto o mesmo mantinha todo o peso do seu corpo em cima do meu, foi então, perdida em meio a esses pensamentos que senti Ryan levantando sua cabeça para me olhar sorrindo que nem uma abobada.

– E agora? Você não sentiu nada? — Me perguntou com uma das suas grossas sobrancelhas levantadas e um sorriso de satisfeito no rosto.

– Não sei... acho que terei que experimentar de novo pra ter certeza.

Ambos rimos baixinho até nossos risos se tornarem gemidos novamente.

Notas finais
Eai? Eai? Eai? Eai? Eai? Eai? Eai? Eai? Eai? COMENTEM PELO AMOR DE DEUS! NÃO ME MALTRATEM! AMU VCs!