Notas iniciais
Olá, queridxs leitorxs! Como vão? Por aqui tudo bem. CARA, preciso dizer: eu nunca achei que colocar essa coisa de Spoilers nas NF fosse tão divertido e desse tão certo! De verdade, adorei conversar com algumas leitoras que vieram comentar sobre eles pra ver se conseguiam dicas – as quais eu dei algumas hihihi Tô felicíssima com a criatividade de vocês por criarem relações entre os spoilers e circunstâncias para que eles se encaixassem em certos casais. É muito massa ver esse envolvimento de vocês

Capítulo 31 – Que haja fogo!

Da mesma forma rápida que o dia chegou, ele se foi, deixando uma bela noite como bênção para a fogueira planejada por Kárdia. Com autorização do Grande Mestre, muitos cavaleiros e amazonas encerraram seus treinos mais cedo para poderem se arrumar e iniciar a novidade. Vários comentários positivos foram lançados sobre a ideia do escorpiano e a ansiedade foi perfeitamente perceptível.

Tália e Dohko fizeram suas compras com uma pressa incomum; a musa deixou claro que queria voltar logo para a décima terceira casa no intuito de encontrar as irmãs e se arrumar, mesmo não sendo muito envolvida em vaidades. Urânia, após o término de algumas leituras, fez questão de tomar um banho relaxante antes de qualquer outra atividade. A falta de Sísifo e a presença do sonho que teve atraíram um humor decadente nela, que, do contrário de Calíope, por exemplo, preferiu tratar logo disso.

A musa da poesia épica não demorou muito em voltar para o templo do Grande Mestre após observar Terpsícore em seu – meio patético – treino, principalmente porque ficou sabendo da fogueira e, por causa disso, reservou um tempo para se preparar. Passar pela Casa de Virgem e ser ignorada só piorou seu estado espiritual.

Terpsícore praticou o que aprendeu por um bom tempo enquanto Yuzuriha voltou a treinar normalmente. A musa, ao saber da fogueira, permaneceu nos movimentos, aproveitando para pensar numa roupa ideal para dançar e se exercitar. Sim, dessa vez, não vestiria algo decorativo, mas sim funcional. Considerando o calor, teve em mente a roupa perfeita.

Melpomene seguiu direto para a Casa de Peixes depois de pegar os elixires com Redka e aproveitou para desfrutar da companhia do protetor. Mas isso durou pouco tempo, pois uma leve ânsia tomou conta de seu corpo, um mal estar que ela não reconheceu. Diante disso, recolheu-se para os aposentos da décima terceira casa e encontrou Clio, meio desanimada, escolhendo um vestido.

– Vai a outro encontro? – Mel perguntou sem muita empolgação.

– Não. – Clio respondeu do mesmo jeito. – Estou escolhendo algo para vestir na fogueira.

– Ah, sim! Não sei se vou a esse evento.

– Outro planos? – tentou sorrir maliciosamente, mas seu ânimo não permitiu, e Mel estranhou o fato.

– Sim. Clio, está tudo bem? – franziu a testa, concentrando-se na expressão da irmã.

– Uhum. Que tal esse? – Clio se recompôs e se virou para mostrar o vestido que escolheu. Mel percebeu a tentativa de fuga, mas deixou passar. Afinal, quando Clio não queria falar, nada arrancava a verdade dela.

– Maravilhoso. – Mel respondeu, sincera. – Acho que vou escolher um também.

– Achei que não fosse ao evento.

– Não é para o evento. – Mel sorriu com malícia e Clio, consequentemente, sorriu de volta. As duas riram da cumplicidade. A sensação de voltar à relação de sempre as deixou tranquilas. Como musas, acostumaram-se a entender umas as outras e a compartilhar assuntos pessoais. No entanto, a novidade desses assuntos atuais (amorosos) deixou-as inegavelmente tímidas, por isso mal trocavam palavras quanto a isso.

– Boa sorte. – Clio desejou, sorrindo.

Quando Mel saiu, seu sorriso se desfez. Arrumou-se tanto para quem, afinal? El Cid não iria ao evento e algo nela mostrou a inutilidade de todo o preparo. De fato, Clio adorou ser elogiada pelo capricorniano, mas não teria isso nessa noite. Perguntou-se se Urânia também pensou nessa questão – fútil, porém sincera.

No outro quarto, Terpsícore colocou a roupa que pensou mais cedo e admirou a própria barriga exibida pelo traje. Certamente, seu corpo sinuoso estaria mais livre para se mover com a dança, ainda mais após tantos exercícios igualmente sinuosos que realizou no treinamento básico. Terps ficou tão alegre com o resultado de seu dia que mal conseguiu esperar pela hora da dança e decidiu seguir logo para a arena, mas parou assim que viu Tália em sua porta.

– Uau, Terps! Pretende seduzir que felizardo hoje? – Tália brincou, porém com um fundo de verdade. Terpsícore estava linda, mas onde estavam as sardas?

– N-Ninguém. – ela respondeu timidamente. – Você está linda, Tália.

– Jura? Obrigada! – abriu o sorriso clássico. – Terps, onde estão suas sardas?

– Ah, escondi com aquele pó... Deu vontade apenas. – Terpsícore não mentiu, mas omitiu o fato de que suas sardas, em sua opinião, a deixavam com cara de mais jovem. Nunca foi de se importar com isso, mas, por algum motivo, ao se ver no espelho, sentiu necessidade de escondê-las.

Tália deu de ombros e continuou comentando sobre qualquer coisa. As duas logo se uniram a Clio e desceram as doze casas. Urânia foi em seguida, sozinha, mas viu Mel logo à frente adentrando a Casa de Peixes. Não deixou de sorrir de canto, soube na hora que a irmã não desceria. Dito e feito, passou pela casa e sentiu a presença da irmã que não a acompanhou.

~

Na arena escolhida para o evento, uma enorme fogueira ocupava o centro e algumas barracas estavam espalhadas em volta – obviamente, a deusa quis proporcionar alguns artefatos para que o espaço se tornasse mais agradável e propício, então muito do que foi utilizado no luau pôde ser visto nesse espaço -, uma mesa retangular e longa se encontrava cheia de frutas e bebidas, como sempre. Alguns cavaleiros e amazonas já preenchiam os espaços e dançavam, enquanto outros tocavam e batucavam instrumentos improvisados ou não.

Kárdia estava mais radiante do que o comum. Suas vestes exibiam seu porte físico muito bem trabalhado e suas mãos deliravam no cistre que carregava. As expressões faciais do escorpiano denunciavam sua pouca importância para o que o cercava, pois tudo parecia muito íntimo nele, de forma que nada além de sua inspiração o envolvesse ali. Admirável para quem via de fora.

Poucos cavaleiros de ouro tinham chegado, Dohko conversava com Shion numa das barracas enquanto bebiam vinho, o olhar do ariano mostrava apreensão sem definir o motivo; Régulus e Manigold apreciavam algumas amazonas que dançavam não tão timidamente em volta da fogueira, o canceriano tinha olhos para uma delas e se sentia determinado a iniciar o contato dali a alguns instantes; Hasgard bebia animadamente um vinho enquanto mantinha uma conversa com alguns aspirantes, sempre enfatizando a importância do treino – era perceptível que o taurino já estava bem envolvido na relação com a bebida; Defteros se encontrava sentado no primeiro nível da arquibancada, bebericando a mesma bebida de todos e observando atentamente quem chegava.

Pouco tempo depois, Tália e Terpsícore chegaram, com Clio logo atrás, e atraíram dois terços dos olhares que preencheram o espaço. Terpsícore abriu seu maior sorriso quando viu a linda e sedutora fogueira erguida no centro e estremeceu de felicidade ao ver que algumas pessoas já dançavam ao som da música. Não demorou em se juntar a elas, mas, antes, varreu o local com os olhos, à procura de Yuzuriha. Preferiu não ter feito assim que seu olhar encontrou o do geminiano, no outro lado da arena. Defteros não estava bonito, estava lindo; não lançou um olhar perigoso, lançou um olhar mortal. Para ela, ficou perfeitamente óbvio que ele não gostou de vê-la. No entanto, fugir não era opção, então Terps respirou fundo, lembrando-se das instruções dadas pela amazona de Grou, e virou o rosto em direção à fogueira, partindo, em seguida, para sua dança.

Tália percebeu o estado que Terps ficou e admirou quando a irmã menor não se deixou levar. Teria de agradecer à amazona que a “treinou” depois, com certeza. Ao varrer o local com o olhar, encontrou Dohko e Shion e depois Manigold e Régulus – claro. Revirou os olhos antes de seguir até onde o canceriano estava, optando por ir sorrateiramente para fazer uma surpresa, já que ele não a viu. Ao se aproximar, percebeu a marcha dele até onde um grupo de amazonas estava e acabou seguindo do mesmo jeito.

– Com licença, senhoritas. – Manigold cumprimentou-as e recebeu risinhos nervosos como resposta. Deu seu melhor sorriso e fitou a amazona que queria. – Boa noite, Sarah.

Sarah sorriu sem jeito e respondeu o canceriano. Tália permaneceu a uns passos atrás dele, observando a cena. Quis muito que ele se virasse a visse, pois se arrumou um pouco mais essa noite, sem sair de sua zona de conforto. E, por mais que não fosse dessas, a opinião dele contava para ela.

– Boa noite, cavaleiro. – a voz aveludada da amazona intimidou meramente a musa. Ninguém a tinha percebido ali, mas ela acentuou todos os seus sentidos para analisar bem o que ocorria.

– Está ouvindo essa música? – ele perguntou e estendeu a mão para a amazona, que assentiu e depositou a mão na dele. – Não acha que ela está nos chamando para dançar? – sorriu o melhor sorriso.

– Definitivamente. – ela devolveu o sorriso. Sarah deu um passo à frente para acompanhá-lo, mas ele a parou e passou um braço na cintura dela.

– Antes, permita-me dizer que está muito linda. – ele disse, sustentando o olhar cheio de intenções dela. Sarah mordeu o lábio inferior e sorriu, desafiando a sanidade do canceriano.

Assim que se viraram, Manigold deu de cara com uma Tália absurdamente charmosa e bela, tão bela que ele congelou em seguida, esquecendo a mão que enlaçou a cintura da amazona. Demorou um pouco para admitir que quem via era realmente a musinha. Sarah franziu o cenho sem entender e analisou a musa com olhos ferozes.

– Boa noite! – Tália sorriu forçadamente; Manigold engoliu seco e observou o corpo da musa. Os seios pequenos estavam muito bem empinados com o top que usava, o qual estava apenas sugerido por causa da abertura do vestido. Uma calça de malha também estava escondida por causa da vestimenta. Tália estava tão... Feminina e, ao mesmo tempo, parecia uma guerreira. Sacudiu a cabeça assim que sentiu um beliscão de Sarah.

– Boa noite. – respondeu, não sabendo se dizia “Tália” ou “musinha”. Assim que percebeu a musa mais próxima, provavelmente para lhe dar um beijo na bochecha, ele se afastou, sem graça.

– Você sabe onde está Dohko? – Tália perguntou, voltando para a realidade. Claro que sabia onde o libriano estava, mas sentiu uma necessidade tremenda de falar qualquer coisa para quebrar o clima terrivelmente chato que se instalou. De alguma forma, sentiu necessidade, também, de atuar naquele momento, pois o clima não foi a única coisa chata que se instalou nela... Se Manigold se incomodou com a pergunta, não demonstrou.

– Não.

– Certo, obrigada. – agradeceu e saiu.

Ele não evitou observá-la se afastar, o vestido moldava muito bem as curvas sutis dela. Sarah bufou ao seu lado, fazendo o acordar do devaneio. Manigold, sem cerimônias, puxou a amazona para dançar. Quis, desesperadamente, tirar o incômodo que apareceu dentro de si após ver Tália. Finalmente estava com a amazona que tanto paquerara, mas a graça parecia mais distante.

~

– Tália! – Dohko abriu os braços quando a viu se aproximando e arregalou os olhos quando prestou realmente atenção nela. – Uau, está tão linda! – abraçou-a fortemente quando ela o tocou. Sentiu a cabeça dela se enterrar em seu peitoral e não resistiu em afagá-la. – Está tudo bem?

Shion, que os observou ao lado, recebeu um olhar comunicativo de Dohko pedindo para que os deixasse a sós, e atendeu ao pedido. Ficou feliz ao se afastar e ver quem tanto queria ver chegando. Sem hesitar, seguiu em direção à Yuzuriha.

– Acho que sim... – Tália respondeu e engoliu seco. Simplesmente não conseguiu evitar o estado de chateação na frente de Dohko. Ele percebeu a tentativa dela, mas não quis deixar passar dessa vez, até porque viu Manigold sair com a amazona.

O libriano ergueu o rosto delicado da musa, tocando-o sutilmente e sustentando o olhar triste que não combinava com ela em hipótese alguma.

– O que está aí dentro, Tália? – perguntou docemente.

– Apenas mais uma expectativa quebrada. – ela riu tristemente.

– É difícil acreditar nisso. Você é tão forte. – assim que ele disse isso, a musa arregalou os olhos. Essas palavras, nunca ouvidas antes, desarmaram-na na hora.

Dohko sentiu um enorme alívio ao ver um pequeno sorriso se formar nos lábios convidativos dela. Por um segundo, sentiu vontade de eliminar a distancia entre os dois, mas se segurou. Aproveitar a fraqueza dos outros nunca foi do seu feitio, apesar de que Tália nunca se mostrou fraca para ele. Talvez fosse um pouco frágil, mas não fraca. Afagou um pouco mais o rosto dela, no intuito de desfrutar um pouco daquele carinho, que foi correspondido com um afago dela em sua mão. E, finalmente, Tália sorriu.

– Ah, que alívio! – desabafou ele. – É bom assim.

Ela compreendeu e aumentou mais ainda o sorriso, depois se afastou um pouco. Dohko estendeu uma taça de vinho para ela, que aceitou e bebericou, sem desviar os olhos dele. Algo naquele olhar despertou, nele, uma vontade incrível de deixá-la feliz. Mas, para isso, necessitou saber o que a entristeceu.

– Resumidamente, me fale o que te deixou assim, por favor. – pediu calmamente.

Tália inspirou fundo e estreitou os olhos para a fogueira. Viu o canceriano dançar com a bela amazona loira.

– Ele negou um beijo meu, agora o farei implorar por um. – ela respondeu, seus olhos refletiram a luz do fogo. Para Dohko, Tália nunca pareceu tão sexy.

~

Kárdia tocava seu cistre com muita dedicação e emoção, enquanto desejava fortemente que a moça que conheceu estivesse ali, vendo-o. Ah, se pudesse, teria arrastado ela consigo, mas mal reparou quando ela desapareceu do nada naquela noite. Seus pensamentos vagavam tão livremente nas lembranças de sua conquista que mal percebeu que a musa da dança o estava inspirando instantaneamente. Permitiu-se observá-la um pouco e se sentiu feliz por ter feito isso, pois Terpsícore era gostosa demais para não ser admirada. O escorpiano investiu mais ainda num ritmo sensual e foi acompanhado por outros cavaleiros que tocavam diversos instrumentos; alguns instantes depois, não viu Terpsícore dançar, e sim a maravilhosa moça que o fez ganhar o cistre. Ótimo, estava alucinando. Não se importou, porém; apenas manteve a melodia e se deixou mergulhar naquele experimento envolvente.

Terpsícore, por outro lado, entregou-se totalmente ao ritmo da música e mexeu suas curvas como nunca. Percebeu os diversos olhares de desejo em sua volta, muitos inclusive miravam sua barriga exibida, mas não retribuiu nenhum. Passou um bom tempo dançando para si, de olhos fechados, como sempre gostou de fazer, até cansar realmente e sentir necessidade de saciar a sede. Ao parar de dançar, ouviu alguns muxoxos de pessoas que a admiravam e acabou achando graça, em seguida foi em direção à fonte que havia ao lado da arena, na qual alguns cavaleiros se refrescavam após alguns treinos. Sua intenção era apenas de pegar um pouco da água e jogar no rosto, depois tomaria a água oferecida na mesa de comida.

Ao olhar a fonte, sentiu uma tremenda vontade de mergulhar, mas seria absurdo, claro. Por isso, manteve apenas o plano de se refrescar com o pouco de água que pegou, com a mão em concha, repetidas vezes. A sensação das gotas deslizando pelo seu colo e depois barriga foi extremamente mágica, como se limpasse todo o corpo; o vento ajudou bastante também, potencializando a temperatura baixa da água. Não resistiu, fechou os olhos e se encostou na parede de trás da arena. Era possível ouvir a música da fogueira, mas ali onde estava não havia ninguém a não ser ela. A partir disso, Terps aproveitou para se concentrar um pouco na própria energia.

Num ato rápido, sentiu seu corpo ser virado de frente para a parede e sua cintura se puxada para trás, de forma que seu bumbum ficasse empinado. Alguém inspirou fortemente a curva de seu pescoço e ela reconheceu o cheiro imediatamente. Aquela brutalidade foi completamente reconhecível.

– Você só poder ser louca por me desafiar dessa maneira. – ele praticamente rosnou no ouvido dela. Seu corpo estava colado no de Terps, sensualmente, e suas mãos apertavam a cintura dela.

– Você está... Inventando coisas. – ela estremeceu ao falar. Em resposta, sentiu ele se roçar em seu bumbum e não conseguiu abafar uma arfada. Instantaneamente, sentiu o calor que sempre sentia entre as pernas quando o assunto era ele.

Defteros subiu as mãos até chegar na cintura exposta dela, onde acariciou com cuidado – algo que ela estranhou demais -, depois mordiscou o pescoço branco dela e levou as mãos novamente para baixo. Cada movimento seu potencializava o calor entre as pernas e arrancava sons excitantes dela. Incentivado por esses detalhes e sinais corporais, o geminiano não hesitou em levantar aquela saia até que a barriga se ocultasse.

– Você deveria deixar essa maldita barriga tapada, Terpsícore. – grunhiu, com raiva. Em seguida, afastou-se para observar o belo bumbum da musa e se deparou com algo absurdamente excitante: uma gota deslizou pela parte interna da coxa dela. Uma gota do mel que Terpsícore cultivava naquela região; uma gota do mel que ele sempre fazia encharcá-la.

Defteros inspirou fundo e depois expirou. E de novo. Em, busca de autocontrole, rangeu os dentes e a virou violentamente.

Musa safada.

Terps finalmente viu o rosto daquele que tirava sua sanidade e observou as pupilas dilatadas envoltas por um azul profundo, denunciando o estado excitado. Segundos depois, teve a boca atacada pela dele e sentiu sua língua ser envolvida fortemente num beijo lascivo e possessivo. Seus cabelos foram envolvidos bruscamente por uma das mãos grandes dele, enquanto a outra desceu até sua intimidade completamente molhada.

Defteros não poupou na masturbação e enfiou dois dedos com cuidado, enquanto o polegar circulava no clitóris. Seus dedos deslizaram tão bem naquela parte que não evitou pensar em como seu pênis faria o mesmo se decidisse possuí-la ali e naquele momento. Ideia tentadora para alguém que vivia reprimindo o desejo pela musa.

Finalmente, Terpsícore se abriu para os gemidos espontâneos.

– Isso, Terpsícore, geme pra mim. – Defteros voltou a mordiscá-la no pescoço e investiu mais rápido com o polegar lá embaixo. Adorou vê-la estremecer de prazer e apertar seus cabelos com a força de uma amazona excitada. Só que Terps era uma musa, o que tornava tudo mais excitante, pois ela tinha um jeito único de demonstrar seu prazer. Por isso ele se encantava cada vez mais...

– Ah... ah... Def... Hun... – Terps jogou a cabeça para trás, o que foi uma péssima ideia já que uma parede a impediu. Mas ela não se importou com a dor, pois, como Defteros havia dito anteriormente: dor casava bem com o prazer. Como foi que Calíope a chamou quanto a isso? Masoquista? Terps não soube dizer o que envolvia esse conceito no geral, mas se tinha a ver com isso, então sim, era masoquista. – Mais.

Defteros parou. Tortuosamente, tirou seus dedos de Terpsícore. Apenas o fez porque ela pediu por mais. De forma alguma, poderia dar mais se não fosse para finalizar do jeito que queria tanto. Seu autocontrole tinha limites e aquela musa idiota não considerava isso, pelo visto. Assim que tirou seus dedos, viu a expressão de sofreguidão dela e acabou sorrindo.

– Não.

– Eu detesto você. – ela disse, entre arfadas. Ele riu pelo nariz, debochadamente.

– Deixe de mentir, Terpsícore. Isso é feio. – e se virou para sair dali.

Terps se ajeitou rapidamente enquanto recuperava a consciência. Seu estado entorpecido se foi com dor, evidenciando a vontade de continuar de onde estava. Após sentir um vazio, uma enorme vontade de chorar se apossou dela, mas imediatamente se lembrou das palavras de Yuzuriha sobre se impor. Com uma coragem tirada do nada, foi até Defteros antes que ele saísse do limite da parede e respirou fundo:

– Detesto você sim. – ela começou, atraindo uma virada de corpo dele. Um vislumbre de espanto foi reconhecido em sua expressão, e Terps gostou disso. – Detesto você por me usar dessa forma, detesto você pode me humilhar toda vez que nos encontramos, detesto você por me ignorar tão facilmente e fingir que nada aconteceu, detesto você por me detestar desde o primeiro momento. Não entendo, Defteros, sinceramente não entendo você!

Um pequeno silêncio se estabeleceu. Terpsícore tremeu profundamente quando percebeu tudo o que havia dito. Como Yuzuriha disse: era só ter garantia de alguma coisa que a fala saía bem. E saiu, ela finalmente desabafou tudo o que já sentia, mas quando viu a expressão séria do geminiano, preferiu nunca ter dito nada.

– Terpsícore, entenda. – ele se aproximou, sustentando seu olhar. — Para o seu bem, NADA aconteceu.

E depois ele saiu, deixando-a com a frase final mais intrigante e destrutiva que ela poderia ouvir.

Notas finais
HAHAHAHAHA e aí, o que acharam da dona do spoiler 3? Pois é, ninguém apostou em Tália falando que faria Manigold implorar por um beijo, mas olha só! A musinha tá aprendendo. E Terps tomando atitude? Ou tentando... Certo? Bom, até o próximo e EVOÉ! (hihihihi) SPOILERS: 1. “Uma amazona acabou de lhe lançar um olhar hostil. Sei disso porque sou perita em tais olhares.” 2. “Por favor, digam-me que não estão bêbadas.” 3. “Teve alguém antes de mim?”