Notas iniciais
Olá, queridxs leitorxs! Tudo bem por aí? Bom, esse capítulo é muito especial. Primeiro, porque ele traz um casal que eu não desenvolvo nessa fic, mas o qual eu shippo demaaaaais. Segundo, porque eu estava devendo para mim mesma uma one-shot deles. Acabei pensando em colocar nessa fic e ó! Terceiro, porque eu entrei numa vibe muito doida enquanto escrevi esse cap, não só por causa da música que escutei repetidas vezes até o final (“Speak Up” de POP ETC), mas também por uma pequena nostalgia que me veio na cabeça. Foi realmente saboroso escrever esse capítulo! Recomendo a leitura dele com essa música que me inspirou, pois ela tem um embalo gostoso e ideal pra esse pequeno momento que desenvolvi deles. Enfim, espero que gostem! Beijos! ps.: sei que falei sobre aumentar o tempo entre as postagens, mas ah, to bem avançada na escrita então não faz mal postar esse cap agora hahaha E tb porque eu queria muito postá-lo.

Capítulo 33

Com o movimento ágil de suas pernas alongadas, a amazona de Grou correu, investindo todo o fôlego salvo após prender a respiração pelo incômodo de ver Shion admirando Calíope. Em seu interior, soube a burrice do próprio pensamento; ele sempre foi livre para fazer o que bem entendeu, sempre deixou claro que a realidade que compartilhavam não poderia ser cenário de uma história de amor. Ela sabia disso, mas a realidade nunca deixou de doer.

Deixou que seus passos a guiassem sem diminuir a velocidade, pois teve em mente o lugar ideal para recuperar a respiração. Ao mesmo tempo, deixou-se sentir o vento, atribuindo um significado de purificação. Ideia idiota, mas, para quem já estava agindo de forma idiota, até que era desfrutável. Pois bem, que o vento levasse seu baixo astral e limpasse sua visão.

Visão. Como era o ditado? O que os olhos não veem o coração não sente? De fato, ela reconheceu o sentido disso. Quis muito não ter visto Shion com os olhos brilhando após observar aquela musa esnobe. Yuzuriha não tinha nada contra as musas, mas essa Calíope era difícil de engolir.

Patética, ela se viu. Percebeu que correu de algo que sempre incentivou Terpsícore a enfrentar: o homem. Sentiu um enjoo ao pensar que seu medo a influenciou nessa maldita fuga. Devia ter ficado lá, encarado aquela cena e mostrado para ele que podia fazer parte da realidade que ele tanto insinuava. No entanto, foi fraca e correu. E o pior: correu para seu espaço secreto, descoberto há algum tempo.

Independentemente de quem foi o dono daquele templo em ruínas, Yuzuriha entrou, como sempre, sem saudar absolutamente nada. Apenas agradeceu pela existência do espaço calmo e solitário, onde ela, por vezes, curou-se das próprias agonias. Sim, sempre sonhou em encontrar um local adequado para seu jeito individual e retiro espiritual, e também para fazer o que bem quisesse sem ser observada. E aquelas ruínas eram ideais para isso, sem falar nas belas pilastras gregas caídas que davam um aspecto histórico charmoso.

E o melhor de tudo: o templo ficava numa parte alta das falésias, de frente para o mar.

Assim que chegou, sentou-se na segunda pilastra mais alta daquele amontoado e fitou o mar enquanto o vento lhe abraçou, ainda mais frio. Seus cabelos chicotearam em suas costas, de leve, apenas indicando o belo movimento, e seus pelos dos braços se arrepiaram instantaneamente. Agradável.

Inevitavelmente, sua mente viajou para lembranças passadas, as quais carregavam sempre um sentido parecido com o que ela sentia naquele momento. Yuzuriha logo visualizou a vez em que, após ser salva de seu irmão por Shion, fugiu para uma parte alta das montanhas de Jamiel, onde procurou espairecer das cicatrizes que se formaram em sua alma. Perder o irmão foi doloroso demais e marcou seu ser na esfera mais profunda; entretanto, sua alma conseguiu ser salva... Naquele momento, Shion apareceu novamente para ela, dando a oportunidade de agradecê-lo melhor. A vida teria sido mais fácil se tivessem parado por ali, mas, envolvidos num sentimento que pairava a adrenalina e a novidade, eles se entregaram ao desejo que nasceu assim que se viram pela primeira vez. Pareceu bobagem quando ela analisou dessa forma, porém não negou que foi verdadeiro.

Foi a Lua cheia que testemunhou a entrega de sua virgindade naquele dia. E foi ela, também, que testemunhou o início do pior sentimento que Yuzuriha poderia ter pelo cavaleiro de Áries. Amor.

Por essas e outras, a amazona aprendeu a se defender, principalmente de si mesma. Suas próprias armadilhas eram as piores, pois sempre fazia questão de ir atrás do ariano, sem que soubessem ou percebessem suas verdadeiras intenções. Apenas observá-lo fazendo o que quer que fosse já era motivo para seu coração dançar. No entanto, o silêncio dessa verdade sempre lhe foi sufocante. Como estava sendo agora...

(Flashback ON)

– Seu cabelo cresceu. – Shion deslizou os dedos entrelaçados por uma mecha do cabelo de Yuzuriha, com uma delicadeza quase exagerada. O aroma dela o inebriava de uma forma tão íntima que era inevitável tomar pressa nesse tipo de toque.

– O seu também. – ela respondeu, mantendo-se apenas observadora dos atos do ariano.

– Em algum momento, terá que prendê-los...

– Eu sei...

As expressões de Shion, repentinamente, tornaram-se sérias; seus olhos violetas não desviaram dos verdes-escuros dela; sua respiração acelerou consideravelmente, porém ele tratou de se acalmar em seguida. Ele sentiu a intriga por não conseguir lê-la naquele momento, mesmo depois de ter lido seu coração várias vezes e descoberto os fortes sentimentos dela para consigo. De fato, sempre foi injusto adquirir essa informação e não devolvê-la.

– Tome. – Shion estendeu a mão fechada para a amazona. Assim que abriu, revelou uma fita, aparentemente resistente, de cor castanha e com um pequeno detalhe verde que parecia uma pedrinha. – Para você amarrar o cabelo.

– Isso é... – ela pegou e levou o detalhe verde para perto os olhos, no intuito de identificar melhor. Shion sorriu docemente com a cena.

– Uma querida esmeralda.

Yuzuriha estranhou o uso do adjetivo para definir a pedra, mas não comentou, apenas aceitou felizmente; até gostou dessa particularidade. Afinal, não era qualquer esmeralda, era sua querida esmeralda. Agradeceu com um sorriso singelo e uma corada feroz, não porque quis, mas porque encontrar as palavras foi difícil e, quando o fez, viu Shion se afastar com um sorriso de canto. Tudo bem; imediatamente, ela amarrou seu cabelo. E nunca mais deixou de fazê-lo com aquele querido presente.

(Flashback OFF)

Pensar nessa memória do passado não foi algo claro. Ali, admirando o mar, pensou que poderia ter tido qualquer outro lapso que não fosse esse. Automaticamente, tirou a fita do cabelo, deixando-o solto como nunca, e observou-a com carinho.

– Uma querida esmeralda... – murmurou para si.

Então você lembra?

Yuzuriha pulou ao ouvir aquela voz aveludada que tanto lhe desconcentrava. Ao se virar, viu Shion, em pé, observando-a com um olhar indagador e... Sentido? Tratou de amarrar o cabelo em segundos.

– O que faz aqui? Por acaso me seguiu? – a amazona se levantou ferozmente e deixou a voz sair alarmada, apesar de odiar mostrar sua fragilidade perante os homens.

– Sim, mas não exatamente hoje. – Shion respondeu com calma e até tentou se aproximar, porém viu a hesitação dela.

– Como assim?

– Conheci esse lugar um pouco depois de você, provavelmente. Mas por sua causa. – ao ver a cara de insatisfação de Yuzuriha, ele suspirou, derrotado. Ela só aceitaria conversar se ele explicasse com todas as palavras sobre como adquiriu tal conhecimento. – Depois de lhe ver tantas vezes saindo da arena das amazonas com um semblante triste, tive de ir atrás e acabei descobrindo para onde você fugia.

– Eu nunca fugi! – ela exclamou, irritada. Como ele ousou dizer que ela fugiu de algo? – Apenas quis ficar sozinha e esse lugar foi um achado incrível, se quer saber. Teria continuado assim se você não tivesse descoberto!

– Não fale assim, Yuzuriha. – dessa vez, ele firmou um pouco a voz. – Quero entender o que anda acontecendo com você.

Ela riu sarcasticamente e o fitou com olhos desafiadores.

– Como se não soubesse.

Shion engoliu em seco. Claro que sabia; sempre soube, mas procurou acreditar que algo mudou – e claro que sempre soube que não mudou. Se antes teve controle da situação que envolvia o que os dois acabaram criando na noite em que a salvou, não se sentiu mais assim. Quando abriu a boca para revidar, a amazona o cortou:

– Não precisa fugir comigo, pode voltar para a fogueira. – disse, irônica. — Quero ficar sozinha. – Yuzuriha não quis mais ter que olhar para ele nessa situação. Já sentia uma formulação de lágrima nos olhos e seria o fim se deixasse isso se estender na frente do ariano. Portanto, virou-se de costas e voltou a fitar o mar.

Não. Tudo menos isso. Shion não queria aceitar a ideia de ela se desapegar dele, mesmo sabendo que, por trás disso, havia um motivo egoísta, pois nunca poderia dar a ela o que queria. Contudo, uma movimentação estranha o incentivou a caminhar até ela e tocá-la, mas Yuzuriha foi mais rápida e desviou, aproveitando para pular da pilastra até o primeiro plano do antigo templo.

Dane-se. Shion fez o mesmo e, ainda mais rápido, encurralou-a numa meia-pilastra erguida no meio dos escombros. Nem se importou com os protestos em forma de resmungos que Yuzuriha fez, apenas se manteve como admirador daquela boca tentadora.

– Por que tudo isso? – ele perguntou, tristemente.

Um pouco desconcentrada, mas sustentando o ariano pelo olhar, a amazona suspirou. A dor em seu coração se manifestou rápido o bastante para que ela arfasse de tristeza. Umavergonha, mas um fato.

Shion engoliu seco ao senti-la dessa forma.

– Você nunca me deu uma chance de ver o que há aí dentro. Sempre me vê, me sente, me desafia, me provoca e me desilude, mas nunca me deixa ver o que há aí dentro. – ela finalmente disse, com pesar. Yuzuriha só não corou porque mal acreditou estar tão perto de Shion novamente. Apenas míseros centímetros impediam o encontro de seus rostos.

Shion respirou fundo e fechou os olhos.

– Já lhe disse que não é seguro.

– Certo. E não é seguro para quem, Shion? Me diga. Porque eu já estou insegura há muito tempo. – levemente irritada.

Ele, instantaneamente, afastou-se dela – ato que foi um pouco sofrido e torturante, considerando a vista detalhada que tinha daquele belo rosto – e limpou o rosto com as palmas das mãos, no intuito de retomar a sanidade. E depois a seriedade endureceu sua face novamente, a ponto de fazer a amazona engolir seco.

– Peço que me perdoe por despertar esse sentimento em você, mas, por favor, compreenda, não tenho como desfrutá-lo. – disse, sincero.

– Você já disse isso.

– E me parece que você não entendeu.

Dois olhares se fuzilaram com dor e mágoa.

– Porque, no fundo, eu sei que existe alguma parte sua que corresponde o que eu sinto. Esse seu medo da realidade não é saudável, mas sim idiota e, acima de tudo, um desperdício! – fechou a mão em punhos. Ah, santo autocontrole.

– Yuzuriha, você deveria me enxergar como mestre. – sim, santo autocontrole. O ariano enfatizou ainda mais seu olhar.

– Mas você não é o meu mestre, Shion! – Yuzuriha, no calor do momento, deu um passo à frente e se deparou com a curta distância de antes. O efeito que os dois sentiram foi totalmente idêntico, ambas as respirações finalizaram num arfado incontrolável. Bastou isso para que compreendessem a tensão que os envolvia.

– Nós já tivemos essa conversa, Yuzuriha. Não absorveu nada nesse tempo todo? – grunhiu ele, completamente irritado com a sensação estranha, porém prazerosa, que passou a sentir com a aproximação dela. Ainda mais porque a reconheceu imediatamente.

Uma querida esmeralda. E depois fizeram amor.”

Shion chacoalhou a cabeça devido às lembranças de tempos passados. Impertinentes e tentadoras elas eram.

– Sim, absorvi muita coisa. Mas e você? Não enxergou mais nada nesse tempo todo? Quer que eu acredite que sua ideia nunca mudou? – ela o provocou e conseguiu exatamente o efeito que queria: Shion emudeceu. – Sua voz é tão carente de ênfase quando fala sobre nós desse jeito que chega a ser burrice acreditar em você.

– Você fala como se me compreendesse por inteiro. – uma parte de Shion pediu para que ele parasse de aceitar as afrontas, mas outra não; outra queria muito incentivar para ver até onde ia. Yuzuriha exalava sensualidade quando entrava em seu humor irritadiço e provocante, e Shion queria vê-la assim novamente, mesmo num momento inoportuno.

Não, oportuno até demais.

– Quase. Não compreendo por inteiro, mas... – foi inevitável. Ela subiu a mão até o rosto do ariano, que instantaneamente se acalmou, e afagou de leve enquanto mergulhava nos olhos violetas dele. – Quando se trata desse seu olhar, compreendo muito bem.

Claro que ela compreendia. Shion não ousava olhar para outra mulher daquele jeito que não fosse ela. Era a única fonte sincera de expressar o que ele realmente sentia; não confiava nas palavras. Palavras eram perigosas... Mas Yuzuriha tinha razão. O que ele não podia dizer através de frases, dizia através do olhar silencioso, porém intenso. E se a amazona de Grou percebia isso, então sim, ela o compreendia muito bem.

– No entanto – Yuzuriha retirou a mão, mas, ao descê-la para junto de seu corpo, Shion a prendeu com a sua. Ela deixou, simples assim. -, eu não sei mais no que você quer que eu acredite. E, sinceramente, estou cansada disso. De nada adianta, para mim, permanecer numa camada que não se permite ser ultrapassada, Shion. Sou uma guerreira de Athena e tenho perfeita noção da minha realidade, porém não deixo de sonhar. – ela sorriu tristemente de canto, sem fitá-lo dessa vez. – E você, propositalmente, alimenta isso. Não negue. Apenas gostaria de saber o porquê. Mas, como disse, estou cansada e quase me submetendo ao ato que mais odeio: a desistência. Me diga, cavaleiro de Áries: devo desistir de você?

Sem mais esperar, Shion a beijou ferozmente, com todo o desejo que acumulou depois de tempos sem provar daquela boca tão doce e convidativa. Yuzuriha se entregou totalmente àquele beijo no momento em que foi iniciado, como se esperasse por isso desde que decidiu correr da fogueira. Sentiu sua cintura ser abraçada com posse e sua língua ser envolvida com lascívia. Sem pudor algum, ela enterrou os dedos nos cabelos repicados do ariano e o puxou mais para si, deixando perfeitamente claro o quanto o desejava. Shion não ficou para trás, aproveitou para apalpar e acaricias o corpo bem trabalhado da amazona; corpo tão tentador, cuja função de provocar sempre foi realizada com sucesso. Até que, por falta de ar, ela se afastou.

– Você não respondeu a pergunta. – Yuzuriha disse, mas não como uma fala qualquer. Ela sorriu de forma lúdica e, ao mesmo tempo, devassa. Em seguida, correu e pulou até alcançar o segundo plano do templo destruído, em cima de alguns degraus perigosamente suportados por algumas pilastras ruídas. Novamente, finalizou o ato sorrindo. Shion teve de morder o lábio após ver aquela cena protagonizada por uma amazona tão ágil e charmosa.

Triunfante, ela se virou e se encostou numa pilastra enquanto observou o ariano admirado num plano abaixo. Cobrou a resposta sinceramente, mas, no fundo, já sabia. Apenas o faria sofrer um pouquinho... No entanto, antes que pudesse se mover, Shion apareceu em segundos ao seu lado e a prendeu novamente numa pilastra; sem cerimônia alguma, ele atacou seu pescoço com os lábios maliciosos. Para melhorar a intensidade das sensações, a amazona se permitiu fechar os olhos, mas logo os abriu, surpresa, por sentir seu top se soltar. Rápidas mãos o tinham aberto...

Yuzuriha deixou a peça cair no chão, o que fez os olhos do ariano brilharem de excitação ao ver os belos seios empinados, mas, sem intenção alguma de facilitar, ela se afastou.

– Você ainda não respondeu a pergunta... – sussurrou perto dele, com uma voz insinuante. tomar Shion sentiu o coração acelerar e um arrepio seu corpo, mas manteve o silêncio e o espírito calmos e partiu atrás dela, que já se encontrava no terceiro plano, quase no topo da falésia.

Como sempre, em segundos, ele se moveu para perto dela e a prensou numa ruína. Só que, dessa vez, Yuzuriha ficou ainda mais radiante devido à luz da Lua Minguante que sorria para eles. Shion não resistiu e se abaixou, colocando as mãos nos quadris da amazona e levando a saia junto, e entrou em estado de hipnose ao se encontrar com as belas pernas torneadas dela. Yuzuriha, por sua vez, não fugiu; em vez disso, dobrou uma das pernas, tendo apenas uma lhe suportando, e afagou o topo da cabeça do ariano, massageando os cabelos macios. Shion não esperou mais para beijar a coxa erguida dela e deslizar os lábios por ali – ato que, depois de feito, extraiu uma linda tremida do corpo dela.

Enquanto tinha a perna beijada, Yuzuriha aproveitou para subir a peça de cima que ele usava em seu traje típico. Removeu o cachecol dele com lentidão – não porque quis, mas por causa de sua falta de concentração devido ao prazer proporcionado pela boca de Shion – e logo puxou a camisa para cima. Ele colaborou com o ato quase sem desgrudar seus lábios da panturrilha dela.

Lentamente e entre beijos e afagos íntimos, os dois se despiram. Yuzuriha, ao se deparar com o tórax de Shion, decidiu distribuir a atenção, ocupando o lábio inferior dele com os seus e deslizando as mãos por aquela região tão deliciosa. Devido aos treinos árduos, a sensação de tocar em algo macio e firme ao mesmo tempo a preencheu totalmente na região íntima. Sentiu-se extremamente molhada só de pensar em fazer amor com ele enquanto aprecia sua beleza.

Para Shion, não foi diferente. Com os seios dela, cujos mamilos enrijecidos roçavam marcantemente em seu peito, sua ereção foi incontrolável. Tateou o corpo dela com as mãos, oscilando entre afagos pesados e delicados, até chegar no bumbum empinado e firme, onde deslizou as mãos, sentindo a pele sedosa. Que amazona deliciosa. Aproveitou para apertar uma das nádegas dela e recebeu um indício de gemido.

Em sintonia, os dois finalizaram o beijo e mergulharam um no olhar do outro. O pedido de permissão era visível nos olhos violetas de Shion, assim como um resquício de culpa que Yuzuriha, com certeza, queria apagar. Nos olhos dela, a excitação era tão gritante quanto nos deles. E, por mais curto que tenha sido, essa pequena troca foi intensa o bastante para desencadear violentamente o que os dois reprimiram por muito tempo.

Logo, Shion ergueu a amazona em seu colo e a penetrou.

Palavras não seriam fiéis o bastante para descrever o sentimento explosivo de felicidade que surtiu nele ao ouvi-la gemer com tanto gosto. Yuzuriha já estava pronta para ele; aliás, mais que pronta. O ariano quase sentiu que poderia ter um orgasmo só com aquele início de amor que tinham feito, mas não desperdiçaria aquele momento por nada. Sendo assim, ao senti-la encaixada com perfeição, Shion iniciou uma série de movimentos de vai-e-vem com uma força maior do que o normal; nada nunca foi muito dentro dos padrões quando se tratou daquela amazona bruta e arisca, portanto ele esperou a empolgação dela quando fez isso – e, realmente, o ato pareceu despertar ainda mais a amazona feroz que Yuzuriha era, pois ela contribuiu com proporção.

– Sh-hion... – ela gemeu fatalmente no ouvido dele, que, em resposta, apertou ainda mais seu bumbum e intensificou os movimentos. Ela também o ouviu gemer com sofreguidão, urrar de vez em quando e grunhir de prazer. Como uma bela amazona, fez questão de arrancar mais sons bonitos como esses rebolando no membro mais que duro de seu querido cavaleiro. Às vezes, contraiu de propósito o interior de sua intimidade, no intuito de proporcionar um aperto excitante nele; nesses momentos, Shion respondeu mordendo com vontade seu pescoço.

– Se você continuar- Unhh... Com isso... – Shion começou a falar, mas teve que parar para desabafar seu prazer enorme num dos seios da amazona. Sugou-o como se não houvesse amanhã. Mas parou quando a amazona contraiu o interior de novo. – Céus, Yuzuriha!...

No intuito de se “vingar”, Shion se permitiu explodir. Aumentou gradativamente os movimentos e passou a estocar com mais gosto naquele interior que se molhava cada vez mais com suas investidas. Sentiu as unhas de Yuzuriha fincarem suas costas e arranharem um pouco. Ah, ela estava gostando demais... Conhecia aquele corpo. Isso, consequentemente, o fez querer torturá-la um pouco mais, então ao tirar seu membro de dentro dela, permaneceu apenas com a glande a roçando. O gemido de prazer e insatisfação dela foi fenomenal. Ele teria voltado, mas quis observar um pouco mais o rosto vermelho, suado e ofegante da amazona, e aproveitou para roubar um beijinho, mas ela, num movimento arriscado, encaixou-se novamente no membro pulsante dele, sem pudor algum. Era assim que ela funcionaria com ele se a deixasse.

Dessa vez, quem gemeu alto foi Shion.

– Não pense que só você pode provocar. – ele disse, entre dentes.

Yuzuriha mal pôde ver o movimento de milésimos de segundos que o ariano fez ao tirá-la de seu colo e virá-la de frente para a ruína e de costas para ele, muito menos pôde se preparar para a forte estocada que a surpreendeu naquela posição.

Shion sorriu. Com a perfeita vista do bumbum empinado dela de encontro ao seu membro, ele se empolgou e se movimentou ainda mais rápido, como se tentasse reger a orquestra de gemidos que crescia naquele espaço. Onde estavam mesmo? Num templo? Onde quer que fosse, a divindade estava vendo um belo show sustentado à base de desejo e muito amor reprimido. Sim, definitivamente, havia amor.

– Shion... Shion... Eu... Ah, ah, ah,... – uma série de gemidos foi desencadeada no momento em que o limite da velocidade foi alcançado.

Shion, ao ver o estado de êxtase de Yuzuriha, inclinou-se para frente, até colar as duas costas e se aproximar o suficiente de um dos ouvidos dela, e sussurrou:

– Quero que você grite o meu nome. – claro que ele compreendeu que ela estava chegando lá.

Ela apenas assentiu, de olhos fechado e boca seca por tanto proferir os sons. Dois minutos depois, sentiu a onda tomar seu corpo e providenciar a tremida que comunicava o orgasmo.

E ela gritou o nome dele — mesmo que ele não tivesse pedido, ela teria gritado, com certeza. O prazer foi tão grande que poderia ter gritado duas vezes.

Um minuto depois, ele retirou seu membro de dentro de Yuzuriha e gozou em suas costas lisas. Ficaram por alguns segundos ainda naquela posição, apenas retomando o ar que fugiu dos pulmões. E logo ela se virou de frente para ele, ofegante. Seu olhar baixo, porém mergulhado no dele, denunciou o estado entorpecido dela, e Shion sorriu.

– E você... – ela ofegou mais um pouco. – Ainda não me respondeu...

Sem falar nada, ele abriu seu coração para ela ler, pela primeira vez. Sequer pensou duas vezes antes de remover a barreira cósmica que protegia seu interior das leituras alheias. Nunca se abriu para ninguém a não ser seu mestre, mas encontrar Yuzuriha o fez cogitar essa possibilidade uma vez na vida. No entanto, nessa segunda vez, ele finalmente cedeu. Um minuto sem a barreira foi o suficiente.

– Isso responde sua pergunta? – perguntou, um pouco apreensivo, porém aliviado ao vê-la sorrir.

Ela assentiu com firmeza, até franziu um pouco a testa devido à vontade de enfatizar sua assentida. Não quis mostrar para ele – por mais que ele, provavelmente, tivesse lido -, mas se sentiu, pela primeira vez, verdadeiramente emocionada com algo. Ela pôde constatar que ele, definitivamente, não queria que ela desistisse.

Notas finais
Ai, me sinto realizada hahahah Espero que tenham curtido esse especial! Deixem suas opiniões, queridxs leitorxs! :D beijos beijos SPOILERS: 1. "Só porque não escolho aprofundar um entendimento, não quer dizer que não o enxergo." 2. "Você é encantadora, Clio. Sempre lhe vi desse jeito, mas agora você se superou". 3. "Onde está Tália?" HEHEHEHEH Estamos nos aproximando da resolução de dois mistérios!!