Em meus sonhos

13 Capítulo 13


Nesse fim de semana estávamos indo conhecer a mãe do Jaz, em Port Angeles. Estava um pouco apreensiva, será que ela ia gostar de mim? Meu lindo namorado estava me esperando como de costume na frente de casa, mesmo assim ainda fico toda boba e achando que é um sonho eu estar namorando ele.

— Bom dia para a flor mais linda- ele me puxa para si e começa a me beijar delicadamente, até que eu me empolgo e deixo o beijo mais quente. Até que ouço alguém tossir.

— Bom dia para os pombinhos — era o Edward , ele estava fingindo estar bravo, mas claro de brincadeira pois logo ele sorriu, ele adora Jasper- se comportem nessa viagem, já vou indo Alice.

— Pode deixar maninho- pisco para ele , e ele vai em direção a seu carro, estava indo trabalhar.

— Vamos conhecer sua sogra — ele estava rindo de algo que não tinha pegado. Ele me larga e pega minha mala para colocar no carro. Partimos para o aeroporto para pegar o avião até Port Angeles que demoraria uma hora. Quando me sentei na poltrona, deitei minha cabeça no ombro de Jasper que estava lendo um livro, estava com muito sono por acordar cedo. Adormeço rápido, e foi tão profundo o sono que comecei a sonhar. Parecia que eu estava num galpão abandonado, que não reconhecia onde era, me sentia estranha como se estivesse desesperada e procurando por algo, e quando ouço uma voz que reconheço bem.

— Então doutorzinho, oque você indica para salvar sua vida agora- me viro e vejo Jacob segurando uma arma acompanho seu olhar e a uns poucos metros de distância estava Jasper. Ele puxa o gatilho e eu corro para a direção de Jaz, mas ele já havia sido baleado bem no peito.

— NÃO!- grito, acordando sufocada e meu coração batendo rápido.

— Alice, calma meu amor, você teve um pesadelo- ele afagava meu rosto e meu braço para me acalma.

— Jasper! — fico aliviada e ao mesmo tempo lágrimas caem do meu rosto ao lembrar do meu sonho, começo a soluçar e e o abraço forte meio sem jeito pela poltrona.

Ele ficou me afagando até eu me acalmar, depois segurou meu rosto para eu encarar seu olhar preocupado. E entendia esse olhar ele queria que eu falasse, mas não sabia se queria falar de Jacob e ele acabasse descobrindo, sobre meus encontros com ele meses atrás. Decido mentir um pouco.

— Eu sonhei com as coisas ruins que me já atormentaram, meu pai, o Jacob e o vício. — baixo o olhar não consigo encarar seus olhos mentindo.

— Alice você está tendo recaída em algum desses problemas? — ele parecia saber que eu estava escondendo algo.

— Não ... eu nunca mais tive um pesadelo assim... meus sonhos eram simples e felizes e aconteceram no cotidiano por serem normais e ...

— Perai você dize que aconteceram na vida real? — ele franzi a testa e pareceu lembrar de algo.

— Sim no começo achava sobrenatural por ter tantos detalhes e minha intuição sempre ser forte, mas depois achei melhor desencanar por ser coisas normais- dei de ombros.

— Desde de quando isso acontece? — ele estava sério.

— Desde que era pequena, mas minha mãe me dizia que era bobagem minha e pra não sair falando esse tipo de coisa, que as pessoas iam achar que sou louca.

— Você pode me dar um exemplo desses sonhos?- ele estava me olhando como se analisasse algo.

— B-Bom... Eu ... Eu sonhei com você antes de te conhecer, mas não sabia quem era você, estava sempre de costas e quando me aproximava para ver o seu rosto eu acordava- certo Alice você estava mudando de assunto, mas talvez ele vai pensar que sou realmente uma maluca PARABÉNS! Me xingo mentalmente, poderia ter escolhido outro assunto

— Alice você pode ... Talvez é... — ele estava me olhando preocupado e parecendo que estava decifrando algo.

— Você acha que eu sou uma louca né?- ele ficou parado de repente e ficou assim uns segundos, estava começando a ficar preocupada.- Jaz tudo bem ? Oque foi? — coloco a mão em seu rosto.

— Não é isso Alice- ele volta ao normal e sorri- tava brincando com você- dou um tapa de leve no braço dele e o empurro- ou talvez esteja.

— Não teve graça- cruzo os braços e me viro pra frente. Ele então da uma gargalhada e vem fazer cócegas na minha barriga, onde não consigo resistir e acabo rindo e ele vem beijando o meu pescoço. E acabamos nos beijando. Não conseguia resistir ao meu gentleman loiro.

Depois não consegui dormi com medo de ter outro pesadelo e então fiquei conversando com o Jaz. Chegando no pequeno aeroporto de Port Angeles, vi que era uma cidade pequena porém com uma vista linda do rio Elwa e as montanhas, pegamos um taxi até a casa da mãe do Jasper, a senhora Karen Hale. Demorou mais ou menos meia hora pra chegar lá. Jasper só me advertiu que ela é um pouco exigente e e cabeça dura. Ficou um pouco receiosa e ele acha engraçado. Chegamos em uma casa cinza média, Jaz pega minha mala e a dele e leva até a porta, ele diz para mim aperta a campainha, nunca senti tanto medo em aperta uma campainha na minha vida, suspiro e aperto.

— Agora é tarde para fugir- ele passa o braço pela minha cintura e sorri.

— Não me subestime- tentei parece segura em minha brincadeira com muito fundo de verdade.

Ouço passos e a porta se abre, ela estava vestindo uma saia longa azul e uma blusa branca e o cabelo em um coque perfeito, ela era loira como Jasper, com a maquiagem e unhas perfeitamente arrumados, linda com algumas rugas.

— Jasper meu querido, que saudades- ela veio e abraçou calorosamente, mas quando ela olhou pra mim seu olhar se tornou duro e com ar superior me olhou de cima baixo.

— Prazer senhora Karen- eu estendi a mão mais ela não fez o mesmo.

— Nada mal ela , entrem vocês devem estar cansados da viagem- ela entra e eu olho para Jasper, que não diz nada e vai levando as malas.

A casa era aconchegante, e de bom gosto apesar de ser pequena. Quando estava seguindo Jasper ela me puxou.

— Querida vamos para mesa tomar café da manhã, Jasper vai colocando as malas no quarto e depois você nos acompanha- ela me puxa para cozinha com um pouco de forç a mais.

Chegando a mesa ela tinha preparado um café da manhã digno de um comercial. Me sentei e ela escolheu a cadeira da ponta perto da minha.

— Então querida prove um pouco de cada um- ela pegou alguns pãezinhos e biscoitos que pareciam ter sido feitos e não comprados. Eu comi alguns e realmente estava delicioso.

— Excelentes não é?- ela toma um gole de seu café com um ar esnobe- e como os seus são?

— E-Eu não sou boa em cozinhar- ela me olha como se eu tivesse dito que gosto de matar criancinhas.

— Como é que ? Não sabe cozinhar ? E como você espera cuidar bem do meu precisoso Jasper- ela franzi a testa e me olha com desdém.

— Jasper é um ótimo cozinheiro, me desculpe mas acho que ele sabe se virar muito bem- eu tentei ser o mais educada possível, mas eu estava me irritando já- e não temos que nos preocupar com isso agora, já que só estamos namorando.

— Mas era só oque faltava, além de não servi para simplesmente cozinhar ,não quer nada sério com meu Jasper.

— Eu não dize que não... — Jasper abre a porta e vem se sentar ao lado da mãe.

— Querido estávamos tendo um agradável conversa, e de como você é um ótimo cozinheiro- então esse é o jogo dela pagar de boazinha, então vou jogar o jogo dela.

— Sim, vejo que você herdou o talento da sua mãe, tudo está magnífico- sorriso para ela e ela retribui com seu sorriso falso.

— Sou bom mas não supero você mãe- ele sorri e começa a comer tranquilamente.

— Jasper querido eu fiz uma encomenda naquela loja de cosméticos que eu adoro, você pode buscar para mim?- ela afaga a mão dele.

— Claro Alice você quer vim junto ?

— Se não se importa gostaria que ela ficasse para conversa e conhecer melhor ela... E lembrei, a tia Lucy e a Catherine quer ver você, amanhã você pode levar a Alice lá.- Jasper me olha.

— Tudo bem eu vou aproveita e desfazer minha mala- digo mas talvez nem vou abrir ela e me mandar daqui.

— Não se preocupe, a Catherine só foi namoradinho do Jasper no jardim de infância- ela gesticula com a mão.

— MÃE! Só foi um beijo e ela que roubou, não teve nada disso, ela era e continua sendo para mim como uma irmã — Jasper garantiu envergonhado.

— Então pronto, não há problema, pode ir tranquilo eu cuidarei da sua amada Alice.- nunca quis tanto esganar alguém como agora .

Jasper terminou o café, me deu beijo e foi pegar o carro da sua mãe. Me senti abandonada num ninho de cobra. Tinha terminado e me levantei.

— Aonde você vai?-

— Vou desfazer minha mala, posso?

— Mas não demore muito tenho algumas tarefas para você, é a terceira porta do corredor- tarefas? Sorriso para ela e vou para o quarto.

Assim que entro tranco a porta e suspiro, talvez resolva ficar trancada até Jasper chegar. Vou para minha mala e tiro só meu pijama para colocar na cômoda e produtos de higiene pessoal, não queria usar nada dessa mulher, tiro uma roupa confortável, já que possivelmente ela ia me usar de empregada hoje. Mas resolvi dar uma de louca como ela e resolvi ir tirar um cochilo, estava cansada da viagem mesmo, peguei meu fone e coloquei em uma música para dormi. Adormeci rápido, não sei quanto tempo passou e comecei a sonhar com a minha querida sogrinha ela estava toda descabelada parecido que tinha apaganhado e a sala estava bagunçada e ela estava dizendo a Jasper que eu tinha feito tudo aquilo, foi então que acordei. Me levantei e fui para a sala, tudo estava muito silencioso demais, quando chego na sala fico paralisada, estava tudo como meu sonho... Não é possível! Ela não chegaria a tanto ou chegaria? Sinto uma puxada de cabelo.

— Teve bom sonhos querida, agora vai começar seu pesadelo- ela me solta e vem ficar na minha frente, ela estava descabelada como meu sonho.

— Não você não pode fazer isso, é um absurdo, me desculpa eu estava cansada da viagem e descansei um pouco.

— Você não esta entendo querida, eu queria até te dar uma chance mas você perdeu, e vejo que vou fazer um favor em você sumir da vida de Jasper. — ela vem e se aproxima e bagunça meu cabelo.

— Você é maluca ? Para com isso!- eu tento segurar seus braços, quando a porta abre e Jasper entra e arregala os olhos.

—Mas oque está acontecendo aqui? — ele olha para minhas mãos segurando a mãe dele, e eu a solto imediatamente. E ela se senta no sofá e começa a chorar.

— E-Eu só pedi para ela me ajudar com algumas tarefas e ela reagiu assim... Nunca vi isso, nem em animais, ela começou a destruir tudo e quando tentei para ela me agridiu- ela merecia um Oscar de falsiane. Fiquei sem saber oque fazer.

— J-Jasper eu não fiz nada disso, ela que armo tudo isso ...- ele foi se sentar ao lado da mãe e tentava a acalmar.

— Alice se você esta tendo algum problema, devia ter me dito, esses dias você está estranha, não ter chegado a esse ponto como você pode ! — ele se levantou e falou de forma severa comigo quase gritando.

— Já que você não acredita em mim, isso não tem sentido mais, vou embora agora mesmo ! — as lágrimas começaram a rolar- parabéns você venceu — grito em direção a ela e saio correndo em direção ao quarto e tranco a porta.

Me sento no chão e começo a chorar, como tudo ficou assim? Ele acha que posso ser uma pessoa agressiva, pelos meu problemas, isso não tem nada a ver. Jasper bate na porta.

— Alice, você não vai embora, me desculpa ter gritado com você, abre essa porta para conversamos- eu permaneci em silêncio.

— Alice? Por favor abre essa porta... tudo bem então quando você se acalmar você abre a porta, eu vo fica sentado aqui esperando até você abrir.

E agora oque fazer? Perdoar ou seguir sozinha? Tinha medo dos dois caminhos e se ela tivesse razão e eu não sirvo para o Jasper.

Um caos em sua vida.

Notas finais
E agora heim ?deixem suas opiniões!!! Para me incentivar please :) kkk ♥