Em meus sonhos

11 Capítulo 11


Terminando o terrário, fomos para o refeitório Jasper me acompanhou e sentou comigo. Sue chega e me pergunta se estou gostando do retiro.

— Estou sim, é maravilhoso se soubesse ja teria vindo- sorrio .

— Jaz querido você devia trazer sua namorada aqui mais vezes- ela bate nós ombros dele carinhosamente- ela tratava ele como um familiar, me pergunto o porque, será que ele já veio tanto aqui assim?

— Ela é apenas uma amiga- ele diz sorrindo e olha para mim.

— Desculpe é que você nunca trouxe ninguém aqui, achei que fosse, vocês combinam tanto. Com licença tenho que ir ver o Harry .- ela diz e vai em direção a saída.

— Oque acha eu seria um bom namorado?- ele diz piscando para mim, claramente brincando. Mas quase engasgo com minha comida, tomo meu suco e volto a responder ele.

— Não, porque você ia querer vencer todas as brigas com argumentos de psicólogo para dizer que está certo!- digo brincando. E ele caí na gargalhada.

— Estou ofendido senhorita Cullen, até parece que ia usar isso, talvez só algumas vezes.- ele finge estar magoado, mais ele era um péssimo ator.

— Bobo- digo e empurrou de leve o seus braço.

Depois que almoçamos, Jasper ia ajudar voluntariamente alguns pacientes, tínhamos a tarde livre só nos reuniriamos a noite para mais uma atividades. Decido ir para o meu quarto relaxar um pouco, fazia anos que não que não tirava um cochilo a tarde. Deito e me deixo levar, não sei quanto tempo dormi, mas fui acordada com um barulho de vários lápis caindo. Quando abro os olhos vejo uma jovem de cabelos loiros, que devia ter uns quinze anos sentada na cama com um caderno nas mãos.

—D-Desculpa por ter te acordado, derrubei sem querer meu lápis- ela parecia assustada. E logo se abaixou para pegar os lápis.

— Não tudo bem, não se preocupe eu não queria dormi tanto- olhei para o relógio de parede, nossos celulares só eram devolvidos quando íamos embora e vi que não tinha dormindo muito.

— Você é a Lauren?- pergunto e me levantando para ficar sentada na cama.

— Sim e você como se chama?- era parecia tímida e triste na sua voz.

— Alice , você desenha? posso ver? Ela assenti. E vou me sentar ao lado dela. E ela estava desenhando um lindo gatinho, mas tinha técnica ali, era ela muito talentosa

— Esse é o Duque meu gatinho, pode ver o resto- pego o cadernos e vou vendo desenhos lindos um atrás do outro, até que paro em um homem lindo que se parecia muito com ela.

— Quem é esse?- ela ficou mais triste

— Era meu pai, ele morreu em um acidente a três meses atrás, e última vez que nós vimos eu dize que odiava ele, por ter se separado da minha mãe e me sinto atormentada até hoje por ter dito isso e esse é o motivo de eu estar aqui, fiquei com depressão depois que ele morreu- ela começou a chorar muito e eu a abraçei.

— Calma, você não teve culpa, não podia imaginar, e dize da boca para fora.- imediatamente lembro do meu pai, que apesar de tudo ia ficar triste se ele morresse.

Esperei ela se acalmar e depois ensinei ela a desenhar roupas, ela adorou e fez até melhor do que eu e depois pedi para ela me ensinar algum desenho, o meu saiu mais ou menos. Depois fomos passear e conversas com outras pessoas, gostei de trocar experiências com os outros, e Lauren pareceu mais a vontade comigo por perto.

No dia seguinte, estava ainda melhor , realmente foi uma boa ideia ter esse tempo de reflexão e encontro comigo mesma. Depois de duas atividades, fui tentar meditar me sentei na grama para ver o pôr-do-sol, era minha parte favorita do dia.

P.O.V Jasper

Ainda não havia falado direito com Alice hoje, e isso me deixava inquieto. Acho que esse retiro me trouxe descobertas de mim mesmo também. Ver ela esses dois dias seguidos, tornou tudo mais intenso. Parece que tivemos a mesma idéia, eu a avisto sentada na grama com os olhos fechados, e o vento soprando em seu cabelo, ela parece uma linda fada pequena.

— Meditando ? -Digo e me sento ao seu lado, ela abre os olhos devagar e olha para mim, ela estava mais calma, isso era bom.

— Pois é, quem diria eu achava que isso ia ser impossível, mas esse retiro faz milagres- ela sorri, o sorriso que mais tenho gostado de ver.

— Eu sou a prova viva disso- encaro a minha frente, ficando um pouco sério.

— Como assim? — ela percebeu.

— Eu nem sempre fui certinho, bom eu era e agora voltei a ser, mas havia me envolvido com uma uma mulher chamada Maria, quando vim morar em Seattle, ela fez minha cabeça para me usar como um fantoche em suas mãos, e a me envolver com drogas, já fui viciado, e eu era encarregado de buscar novos "clientes", ela era uma traficante vinda do México.

— Nossa nunca podia imaginar... Ela, era uma versão feminina do Jacob só quer pior- ela ficou boquiaberta.

— Eu não comento isso com muita gente, poucas pessoas sabem do meu passado, decidi manter em segredo já que muitos tem preconceito, mas quando necessário uso minha experiência para ajudar outras pessoas.

— Como no meu caso? — ela pareceu ficar um pouco triste.

— Não no seu caso porque confio e gosto muito de você e da sua amizade- seguro seu rosto e a faço olhar para mim.

— Não se preocupe eu não comento com ninguém,e eu também gosto muito da sua amizade.- ela se aproxima de mim e me abraça encaixando sua cabeça no meu pescoço e eu retribuo o seu abraço. Ficamos assim um bom tempo.

— Jasper?

— Sim .

— Como você conseguiu se recuperar? — ela pareceu ter receio da sua pergunta.

— O doutor Harry dono desse retiro me achou na rua quase tendo uma overdose, me levou pro hospital e depois me ajudou a me recuperar me mandando para uma clínica de reabilitação mais restrita ate que eu estivesse mais forte, e depois me trouxe para cá, e ele e a Sue foram como pais para mim, tive uma grande sorte.

— Por isso ela te trata como da família.

— Sim ela é muito carinhosa.

— E oque houve com a Maria?

— Eu descobri que ela estava me usando então terminei com ela. Depois não sei oque aconteceu com ela.

— Você sofreu tanto nem consigo imaginar o quanto- ela começou a chorar.

— Oque foi ?- eu disse preocupado.

— Desculpa é que eu me sinto tão boba em não conseguir enfrentar meus problemas enquanto tem tantas pessoas como você e a Lauren que passaram por coisas piores.

— Cada um tem seus demônios para enfrentar, não há desmerecimento nenhum no seu problema, pelo contrário- afaguei seu braço para acalma-la. Decidi roubar usando meu poder de sentir a emoção das pessoas, para saber como ela se sentia, tinha algo que ela não queria contar, sim poder esse que já usei para o mal e por isso hoje uso para o bem e por isso decidi ser psicológo. Ela estava... se sentindo culpada... Mas porque?

Ficamos assim até o sol se por, não havia mais dúvida, eu sinto algo por ela, mas iria esperar quando ela estiver curada, para tentar algo. Claro que ia ajudar e muito, espero que ela não me de um fora antes disso, sorriso com o pensamento e ela me larga e me olha confusa.

— Lembrei de algo engraçado só isso, vamos senhorita hora do jantar- Eu levanto e a ajudo a levantar também.

— Espero que não seja de mim- ela volta a sorrir- se não te troco por outro Doutor.- rimos e fomos embora dali.

Não ia permitir isso minha fadinha linda.

Não mesmo.

Notas finais
Não teve beijo, mas logo sai kkk e olha o Crush notou a Alice!