Em luta pelo amor
37 Surpresa
CAPITULO XXXVII
–presidente
sorriu vendo a aparência do ator a sua frente, seus cabelos levemente bagunçados, as roupas sempre bem arrumadas estava desalinhadas e a face levemente rubra, além disso ren desviava o olhar.
–atrapalhei algo ren?
–hum...não, de modo algum
o sorriso brilhante de ren evidenciava sua mentira
–me desculpe mas preciso falar com você agora ren, poderia me acompanhar ate a minha sala
escondida dentro do guarda roupas ali existente, kyoko estranhou o fato do presidente estar falando tão alto mas sentiu-se aliviada ao ouvir que iriam se reunir na sala do presidente e não ali mesmo no camarim como temia, deixou o guarda roupas e correu passar a chave na porta que estava apenas fechada, vestiu rapidamente suas veste, arrumou o cabelo e buscou se acalmar antes de deixar o local.
–ren
lory chamou o ator sentado agora a sua frente no luxuoso escritório, e que tinha uma expressão assustadora em sua face
–isso é serio presidente?
–sera uma grande estreia, não sera ren?
como odiava aquele sorriso, por que o presidente não encontrava um meio mais saudável de se divertir ao invés de ficar atormentando-o daquela maneira, como se não bastasse haver interrompido aquele momento tão especial entre ele e kyoko o presidente ainda lhe torturava mostrando-lhe o script do filme onde a garota atuaria, como uma cruel e sensual vampira ao lado do ex cantor da banda vie ghou, e o fato do filme ser para maiores de dezoito anos apenas dava margem a sua imaginação para pensar que cenas de terror não seriam as únicas no roteiro.
–kyoko não aceitará fazer um filme assim
–ela pareceu bem animada com o papel
–hum...?
fitou o homem a sua frente tentando adivinhar o que aquele sorriso irônico nos lábios dele significavam, conhecia kyoko o suficiente para saber que ela prontamente se negaria a participar de um filme de terror especialmente como vilã, mas também conhecia o presidente e sabia que quando queria algo lory usava de todos os meios para conseguir.
–ela tem medo de filmes de terror
–nesse meio, muitas vezes temos de confrontar e vencer nosso medos para chegar a ser um grande artista
–ela não atuaria com aquele cara
lory sorri vitorioso vendo a expressão seria no rosto de ren, indicando que o ator estava realmente com ciumes, era simplesmente divertido ve-lo naquele estado.
–ele não é o único a participar do filme
passou a mão sobre o cabelo, enfim compreendendo os métodos que lory usara para convencer kyoko
–kotonami-san também atuara nesse filme
–e amamiya san também
disse o presidente sorridente
–kyoko nunca perderia a oportunidade de trabalhar com a kotonami san e amamiya san
–elas são grandes amigas
–presidente, não pensa que será muito difícil para ela
–hum...você me decepciona ren, como sempai deveria confiar mais no profissionalismo dela.
e você me decepciona como presidente pensou o ator, porem não expôs seus pensamentos, afinal que tipo de presidente usava de truques para obrigar alguém a aceitar um papel o qual seria no minimo constrangedor para a atriz.
–qualquer presidente, que quer tornar sua atris uma grande estrela faria o que eu fiz
–preside, o senhor lê pensamentos agora?
–não preciso disso para saber o que esta pensando ren
disse lory um pouco aborrecido pela expressão de deboche do ator
–ren, o motivo pelo qual lhe entreguei uma copia do script, é por que quero que convença mogami san a aceitar esse trabalho.
fitou o rosto do homem a sua frente, lory realmente esperava que ele convencesse kyoko aceitar um papel cheio de cenas sensuais, onde ela usaria minusculas peças de roupa e atuaria com outro homem, que por sinal era apaixonado pela garota.
–por que eu faria isso?
–esse filme promete ser um grande sucesso, como sempai dela deve apoia-la.
–presidente
o sorriso brilhante no rosto de ren, lhe dava fortes indícios do quanto aquele assunto estava sendo desagradável para o ator, mas ver a expressões de ren estava sendo realmente divertido.
–kyoko é a mulher que amo e a mãe do meu filho, por que iria querer apoia-la a fazer um papel que possui cenas realmente sensuais com outro homem
–por que essa é a grande oportunidade da mogami san realizar seu sonho, de se tornar muito famosa, ela já é um grande estrela e esse filme lhe dará a fama que ela merece.
Sorriu satisfeito com o silencio de ren
–como companheiro de uma grande atris você terá de apreender a lidar com seus sentimentos ren, esse filme sera um teste para você também
–hum..?
–mesmo que mogami san tenha de interpretar muitas cenas de amor, e sensualidade ao lado de outro homem, isso não significa que ela se deixara seduzir tão facilmente, você já deveria saber disso já que passou anos tentando faze-la perceber o que sentia.
–confio nela, só não gosto de ver outro homem a tocando
–você é muito possessivo
viu o rapaz a sua frente sorrir como se acabace de receber um elogio, ren talvez jamais admitisse mais ele possuía muito mais semelhanças com kuu do que imaginava.
–presidente
foi chamado do seus pensamentos pela voz de ren, cuja a face tinha uma seriedade que lory raramente vira antes, isso o surpreendeu um pouco.
–quero sua palavra de que cuidará dela
–hum...?
–se me der sua palavra, convencerei kyoko a aceitar o papel
–você é tão inseguro quando se trata da mogami san
–ela e kaoru são muito importantes para mim
naquele momento lory não compreendeu ao certo porque ren estava lhe pedindo aquilo, mais sentiu que o ator precisava ouvir dela aquelas palavras, por isso concordou prontamente dando formalmente sua palavra a ren.
–mesmo sem que você me pedisse ren, eu seguiria cuidando dela, gosto de mogami san como se fosse minha filha ou mesmo minha neta, além disso aquela cara me fez prometer que a protegeria
–hum...
sorriu vendo o olhar curioso e ciumento de ren
–kuu me mataria se eu não cuidasse da sua filha corretamente
sorriu ao lembrar o quanto seu pai se tornara próximo de kyoko, como gostaria de poder ver a todos reunidos como um verdadeira família, balançou a cabeça levemente afastando aquele estranho pensamento, não se deixaria deprimir novamente.
–ren
os olhos do presidente o fitavam profundamente, perscrutando sua alma buscando desvendar seu segredo, ofertou seu melhor sorriso ao homem a sua frente.
–o que esta escondendo ren?
–não sei do que esta falando presidente
–você não me engana ren
–por que eu iria querer engana-lo presidente
os olhos do presidente continuavam a fita-lo, sabia que se continuasse em silencio lory simplesmente continuaria a atormenta-lo ate descobrir algo realmente interessante
–kyoko e eu estávamos quase transando, quando o senhor bateu a porta do meu camarim
teve vontade de sorrir ao ver o face constrangida do presidente, que estava totalmente despreparado para ouvir uma confissão como aquela
–me perdoe presidente, por desrespeitar o local de trabalho.
Um sorriso maligno surgiu na face de lory fazendo com que ren se arrepende-se de sua confissão, mas no fundo sentia-se aliviado ao ver que lory já não o fitava tão fixamente, o presidente parecia haver aceito sua revelação como sendo seu único segredo.
–tenho a fantasia perfeita para você ren
–hum...?
–sera seu castigo por profanar minha preciosa agencia, com seus atos libidinosos
minutos depois após haver atormentado ren ao seu bel prazer, viu o moreno deixar seu escritório, embora o rapaz houvesse conseguido desviar o assunto com maestria, lory sentia em seus ossos que ren estava escondendo algo que se negava a revelar, mas ele definitivamente não descansaria ate arrancar de ren aquele segredo, sua intuição lhe dizia que aquele segredo era realmente importante.
**************
–moko saaaaannnnn
a voz cantada da garota lhe causou um arrepio como a muito não sentia, depois de kaoru haver nascido kyoko já não fazia esse tipo de escando-lo quando a via, mas naquela manha ela resolvera reviver aquele estranho e irritante habito, sentiu então os braços de kyoko a envolver em uma apertado abraço
–moko san
sentiu-se ser empurrada pela morena enquanto a mesma levava a mão aos lábios, fitou a amiga sem compreender aquela reação, sorriu porem aliviada ao ver a morena se recompor e encara-la com um misto de fúria e carinho.
–seu perfume é muito enjoativo mo
–hum...
kyoko apanhou o frasco de perfume de dentro da bolsa o cheirando.
–mas é tão suave, moko san
kanae fitou a garota, como ela poderia dizer isso quando o aroma forte do perfume ainda a deixava um pouco mareada mesmo estando agora distante da amiga
–mo você
deteve sua fala ao ver kyoko tremer repentinamente, como se houvesse recebido algum tipo de descarga elétrica.
–mo o que foi is...
–beagle
foi interrompida por kyoko que se voltara em direção a porta da sala a qual ambas m teriam de limpar, o modo como a garota estava agora fazia kanae lembrar-se de um gato acuado.
–mo, o que você esta fazendo?
–moko san, vamos sair daqui
–mas mo
sentiu-se ser praticamente arrastada por kyoko, quando pararam sentiu como se o chão abaixo de si estivesse a se desmanchar, podia ouvir a voz de kyoko e outra voz conhecida cada vez mas distante, sua visão tornou-se turva e aos poucos tudo ao seu redor tornava-se escuro.
–moko san?
pretendia evitar a queda de sua amiga, mas o rapaz recém-chegado foi mas rápido e amparou o corpo da morena agora inconsciente.
–não se arrasta as pessoas por ai sua estupida
–shotaro idiota, eu estava salvando a moko san do beagle.
–o que aquela cara tem haver com isso?
ignorando as palavras do loiro de aproximou da amiga que estava agora assustadoramente pálida
–moko san, moko san,
a medida que chamava pela amiga sentia o medo dentro de si crescer, seu coração apertava dentro do peito vendo-a tão pálida e imóvel
–não se preocupe estupida
–hum...?
fitou o loiro, que agora tomava kanae em seus braços
–onde pensa que vai leva-la shotaro idiota?
–onde mais eu iria com alguém inconsciente, se não ao hospital sua estupida
–vou com você
seguiram ambos ate o carro do cantor, kyoko adentrou primeiro e sho logo deitou kanae no banco usando o colo da garota como travesseiro para a morena, seguiram então rumo ao hospital onde kanae foi prontamente atendida enquanto kyoko e sho aguardavam na sala de espera.
–pare com isso estupida
kyoko ignorou suas palavras, continuando a caminhar de um lado para o outro da sala.
–está chamando muita atenção
–e por que se importa estupido, estou nervosa por não receber noticias da moko san
sho se levantou, caminhando calmamente ate ela segurou suavemente seu braço a obrigando a acompanha-lo
–onde pensa que esta me levando idiota?
–esta chamando muito a atenção para nos estupida, quer que todo mundo saiba que estamos aqui
–hum...
–somos pessoas famosas caso tenha esquecido estupida
–diferente de você estupido não me importo de ser vista pelas pessoas fazendo coisas comuns, não preciso parecer legal o tempo todo
sho fitou a garota, como aquelas estupida conseguira se manter famosa ate agora, agindo de um modo tão imprudente como aquele.
–se você não se importa, procure pensar na sua amiga
–hum..
–acha que kanae, gostaria de aparecer em algum jornal ou revista estando doente?
–não, moko san sempre quer ficar bonita nas fotos, ela detestaria se alguém a fotografasse pálida como estava
–se você realmente é amiga dela, pare de chamar tanta atenção, melhor volte para a o seu trabalho
–não vou deixar a moko san sozinha
–e eu sou o que sua estupida?
–um idiota, mas por que pergunta isso agora shotaro
sho passou a mão pelos cabelos tentando manter a calma, estava preocupado demais com kanae para iniciar uma discussão com kyoko, decidiu então ser bem direto com ela para ver se kyoko compreendia
–ficarei aqui com ela, quando tiver noticias ligo para você
–hum...?
–não confia em mim estupida?
–tenho motivos para confiar?
–cuidei de você durante a gravidez, não cuidei?
–você me obrigou a cozinhar para você idiota
–era o minimo que podia fazer, já que tive de aguentar suas crises de mau humor
–era você que me deixava zangada, sho baka
–cuidei de você quando se sentia enjoada, e desmaiava
–nunca pedi para fazer isso seu idiota
–mas eu fiz e você precisa reconhecer isso
–eu nunca irei reconhecer nada que fez por mim, por que todo meu infortúnio é sua culpa shotaro
–não me culpe por todos os seus problemas, sua estupida.
Sho virou-se de costas para a garota que agora tinha a mesma atitude, foi só então que os dois perceberam que todos ali na sala de espera e algumas pessoas que passavam no corredor estavam com os olhos fixos neles.
–eu disse que você estava chamando muita atenção estupida
disse o cantor para a atris, quase num sussurro
–as pessoas estão olhando para você idiota
–não tenho culpa de ser tão famoso
já estavam a ponto de recomeçar a briga, quando um adolescente recém-chegada a sala de espera quase gritou
–fuwa san
bastou a voz da garota para desencadear uma especie de reação em cadeia, com assombro kyoko viu as pessoas se juntando ao redor de sho o qual sorria ao mesmo tempo em que lhe lançava um olhar mortal de dizia claramente “é tudo culpa sua estupida”, sorriu com deboche para o loiro e sentou-se feliz em um dos cantos da sala de espera, adorando ver como sho era praticamente devorado por suas fãs.
–fuwa san
no meio daquela confusão de fãs ao seu redor, pode ouvir a voz de uma pequena e doce menina que o fitava com os olhos úmidos, por alguma razão aquela pequena o fez recordar-se de kyoko quando criança, ignorando parcialmente suas fãs adultas abaixou-se a fim de ficar a altura da menina que agora se aproximava mais dele, só então sho pode perceber que a pequena mancava de uma das pernas
–oi princesa
disse lançando seu melhor sorriso a pequena, que sorriu envergonhada
–fuwa san, poderia cantar para o meu irmão, ele é um grande fã seu
–hum...
fitou a pequena por um momento, logo em seguida seus olhos passaram a buscar outra criança que pudesse ser o irmão da pequena mas não encontrou ninguém, foi quando sentiu o toque suave e quente das mão pequenas na sua
–ele me pediu para vir falar com o fuwa san, assim que ouviu que o senhor estava no hospital
sho sorriu amavelmente para a pequena, ignorando os suspiros que ouvia ao seu redor provindo de suas fãs adolescentes.
–pode me levar ate ele?
kyoko viu a multidão se afastar e sho deixar a sala acompanhado de uma garotinha de longos cabelos negros presos em dois rabos de cavalo, sentiu vontade de segui-lo mas decidiu permanecer ali caso houvessem noticias de kanae
o medico já seguia rumo a sala de espera quando um voz vinda da ala infantil chamou sua atenção, seguiu um pouco incerto ate o local surpreendendo-se ao ver a cena a sua frente, o cantor que sempre pensou ser arrogante estava ali sorrindo e cantando junto as crianças que sorriam e cantavam junto do loiro, era tão raro ver aqueles pequenos sorrindo daquela maneira.
–sho chan, obrigada
disse a pequena que a levou ate ali, seus olhos castanhos brilhavam em agradecimento ao ver o sorriso no rosto do irmãozinho, segundo a enfermeira os dois pequenos haviam sofrido um acidente de carro, sua mãe estava internada em outra ala do hospital mais sempre que possível eles eram levados para ve-la.
–cante outra musica sho chan
pediu uma garotinha sentada na cama, sua perna estava envolta em ataduras assim como um dos braços, sorriu para a pequena prestes a atendeu seu singelo pedido, porem foi interrompido antes mesmo de começar.
–fuwa san adoraria, mas ele precisar ir agora crianças
fitou o homem que agora adentrava o local, por suas vestes presumiu que se tratava de um medico e não apenas mais um enfermeiro do local
–ah...
–vou falar com minha empresaria e marcar um show apenas para vocês, o que acham?
–é verdade fuwa san? faria um show só para nós?
–claro
disse o loiro sorrindo gentilmente para as crianças, que rapidamente concordaram e começaram a falar entre si a respeito do dito show
–me desculpe se elas o incomodaram
–de modo algum, foi divertido, elas realmente conhecem minhas musicas apesar de serem muito pequenas
–sim, digamos que temos muitas enfermeira que são fãs suas, e acabam passando essa admiração que tem pelo fuwa san as crianças
–compreendo
sho já estava seguindo de volta a sala de espera, quando a voz do doutor agora atras de si o detém
–fuwa san, poderia me acompanhar
–hum...
–é a respeito da senhorita kotonami -san, foi o senhor que a trouxe ao hospital não?
–sim
disse sho agora seguindo o medico, adentrando logo em seguida uma sala na ala de pediatria.
–sente-se
acomodou-se sobre a cadeira que o medico lhe indicara, viu então o mesmo sentar-se a sua frente atras de uma modesta mesa de consultório
–as perguntas que lhe farei são perguntas padrões em situações como esta, gostaria que fuwa san as respondesse com sinceridade, não se preocupe por que nada que disser aqui deixara essa sala.
–sim
–ótimo, qual a sua relação com a senhorita kotonami?
Esperava o cantor disser que havia se encontrado em algum trabalho, ou que eram amigos, ou então qualquer outra desculpa que pessoas famosas como ele davam em situações como aquela, em que não queriam revelar sua real relação com alguém menos famoso ou uma pessoas sem nenhuma ligação com o mundo artístico, justamente por esperar ouvir uma desculpa qualquer foi que não pode crer no que nas palavras que ouvia tão abertamente.
–somos namorados
–hum...?
–entendo sua reação, kanae e eu preferimos manter nosso relacionamento em segredo da mídia.
–entendo
ouviu o medico dizer, após se recuperar do shock inicial.
–isso elimina muitas das minhas perguntas e me permite ir diretamente ao assunto, o senhor e a senhorita kotonami tem mantido um relação sexual constante?
sentiu a garganta secar e o rosto aquecer furiosamente, como aquele homem podia perguntar algo tão pessoal tão abertamente.
–não tenha receio em responder senhor fuwa, sou medico lembrasse
respirou fundo algumas vezes se acalmando antes de responder, sem contudo olhar diretamente nos olhos do doutor.
–o que caracteriza-se como um relação constante?
–nesse aspecto significa sexo, no minimo duas vezes por semana
viu o rosto do loiro tornar-se ainda mais vermelho, como era possível um rapaz tão descolado publicamente ser tão tímido quando o assunto era sua vida pessoal
–as vezes chega a ser mais de sete
–por dia?
disse o doutor assustado, era certo que o rapaz estava no auge de sua juventude mas isso era realmente assombroso
–por semana
teve vontade de sorrir de si mesmo, enquanto o homem a sua frente tinha agora uma das mãos no rosto ocultando parcialmente a face ainda rubra
–me desculpe por isso
–tudo bem
–sendo dessa maneira acredito que fuwa san não terá problemas em aceitar a noticia que tenho a lhe dar
um pouco menos envergonhado, fitou o medico diante de si
–vocês são jovens, estão namorando e mantem um relacionamento constante, isso me leva a crer que há algum sentimento entre vocês o que facilita muito as coisas
por que aquele homem não parava de tentar enrola-lo e dizia logo o que tinha a dizer, estava preocupado com kanae por isso desejava ve-la o quanto antes, ao mesmo tempo temia que deixar kyoko sozinha muito tempo pudesse resultar em algum tipo de problema, uma vez que a garota era muito impaciente quando se tratava da amiga.
–doutor, poderia ir direto ao assunto
o medico sorriu, se o rapaz queria sentir o impacto todo de uma vez, então que assim fosse.
–kotonami san esta gravida
ao dar aquela noticia esperava qualquer reação do loiro, muitos homem choravam, outros entravam em estado de shock, muitos desmaiavam, mas raramente alguém tinha um ataque de riso como o cantor estava tendo agora, esperou quase dez minutos ate o rapaz se acalmar.
–fuwa san?
–me desculpe doutor, mas eu não acredito
–hum...?
–kanae me disse que isso simplesmente não aconteceria, que tomava todas as precauções para isso não acontecer
–mas aconteceu, as vezes pílulas e mesmo injeções tem seu efeito cortado por algum medicamento que a mulher toma ou mesmo alguma bebida mais forte.
–impossível
não compreendeu o por que, mas havia um tom melancólico na voz do loiro
–ela não quer ter um filho comigo
–muitas mulheres adoraria ter um filho seu fuwa san, por que kotonami san não
–por que ela sabe o idiota cretino que sou
–hum...?
–bem doutor se não pode me dizer o que kanae tem , então por favor não invente mentiras, quando decidir me dizer a verdade estarei na sala de espera
ainda confuso pela conversa do rapaz, viu sho se levantar e já estava para deixar a sala
–fuwa san, veja isso
–ah?
sho se voltou em direção ao medico que agora estava em pé e lhe oferecia um pasta
–o que é isso?
–abra e terá a prova de que estou lhe dizendo a verdade.
Sho fitou o papel em sua mão, parecia uma foto borrada de algo que ele não compreendia o que era
–isso seria?
o medico sorriu
–posso mostrar-lhe o vídeo se preferir
–vídeo?
–muitas mães pedem que gravem as primeiras imagens dos filhos, kotonami san estava sonolenta por isso decidimos gravar assim ele poderia ver depois.
viu o medico se aproximar da mesa e segundos depois o mesmo virava a tela do computador em sua direção, a principio não compreendia bem as imagens tudo que via era duas pequenas coisas se movendo na tela ritmadamente.
–esqueci do áudio
sho ouviu as batidas ritmadas e fortes, era como uma melodia suave que pouco a pouco adentravam seus ouvidos e fixavam-se em sua mente seguindo por sua corrente sanguínea ate preencher seu coração
–isso é....
–são as batidas do coração
–são descompassadas
–é por que são dois corações
–dois, kotonami e do bebe
o semblante antes imparcial do cantor agora tinha um misto de confusão e descrença
–não, as duas batidas que fuwa san houve agora pertencem aos bebes
–bebes?
o doutor teve vontade de sorrir vendo a palidez que agora havia no rosto do cantor
–sim, fuwa san kotonami san esta gravida de gêmeos.
Em fim o loiro reagiu normalmente, pensou o doutor ao se aproximar do cantor, mediu sua pulsação e sorriu ao constatar que sho fuwa estava somente desmaiado no cão de seu consultório.
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