CAPITULO XXVII

tão logo a porta do elevador se fechou ela envolveu o pescoço dele com seus braços e ansiosa buscava o toque dos seus lábios sobre os dele que relutou um pouco, mas por fim atendeu ao seu urgente pedido, podia sentir as mão masculinas a deslizar pelas suas costas desnuda devido ao decote do vestido negro que ela trajava e que acentuava perfeitamente suas belas formas.

A qualquer momento o elevador poderia parar e pessoas adentrarem o local, mesmo temendo ser pego em uma situação tão constrangedora não podia deter suas mãos ou seu corpo que respondia a cada estimulo dela, por toda a noite tivera de suportar ver como outros homens lançavam olhares cobiçosos a garota que sorria amigavelmente a todos dando-lhes inconscientemente permissão para que seguissem a desejando, mas por fim havia logrado tira-la daquele covil de abutres e te-la somente para si, seu corpo queimava a desejando não sabia dize como ou o por que mas o simples cheiro da pele dela o levava a loucura, cada vez em que a provocava era seu corpo quem sofria os efeitos causados por seus atos inconsequentes, já não suportava estar ao lado dela sem poder toca-la, beija-la faze-la sua completamente.

A porta se abriu no andar escolhido, devido ao adiantado da hora haviam logrado chegar ao andar desejado sem serem interrompidos mas agora os beijos cessavam e se recompondo seguiram para o apartamento do ator .

Assim que trancou a porta atras de si sentiu kyoko o puxar pela mão ate a sala onde literalmente o empurrou de encontro ao sofá onde caiu sem qualquer defesa sobre a comoda superfície, sentiu a garota se aproximar e agora retirar-lhe lentamente a gravata embriagado pela beleza da mulher sobre si não percebeu o momento exato em que ela amarrou suas mãos a cima de sua cabeça, mas não pode se opor ao ver o sorriso travesso que brincava nos lábios dela após concluir a tarefa.

–considere isso uma vingança por suas provocações ren chan

sentiu o lóbulo de sua orelha ser mordiscado após ouvir as palavras sussurradas de kyoko, já havia visto aquela expressão perversa no rosto dela mas dessa vez não era setsu e sim sua amada kyoko quem a tinha em sua face, estremeceu em expectativa do que estava por vir seria essa e primeira vez que estaria com aquela mulher cheia de malicia e sensualidade havia adorado estar com sua pequena e inocente kyoko mas as atitudes dela agora lhe diziam que a mulher diante de si era diferente .

Nas vezes em que estiveram juntos os olhos dela brilhavam com um desejo puro e ao mesmo tempo temeroso era como se kyoko o desejasse mais simplesmente não fosse capaz de demonstrar, ela se deixava seduzir e se tornava totalmente cativa dele, porem a garota agora diante dele tinha malicia brilhando em seus olhos os quais ele podia sentir queimando sua pele o despindo por completo, o modo como mordia o lábio inferior mostrava a força do seu desejo e ao mesmo tempo seu divertimento por ve-lo tão submisso a sua vontade.

Lentamente sentiu os botoes de sua camisa sendo abertos enquanto a boca quente dela criava uma trilha de beijos ao longo do seu peito descendo lentamente ate onde começava sua calça que para sua surpresa kyoko abriu se qualquer pudor.

Não saberia dizer se era o efeito do álcool em seu organismo ou o desejo latente que ela loucamente suprimira por doze meses, durante a gravides havia perdido a conta de quantas foram as noites de insonias causado pelo fogo que a consumia, quantas madrugadas acordava suada após sonhar estar nos braços dele, agora que o tinha completamente rendido a sua vontade realizaria algumas das muitas fantasias que a impediam de ter uma noite tranquila, aquelas horas de insonia haviam sido culpa dele por isso agora sentia que ren teria de compensa-la por isso.

Sentiu sua calça ser retirada, viu então sua amada se afastar e correr lentamente o zíper do vestido que com suavidade correu pela alva pele como se tratasse de acaricia-la, suas mãos agitaram-se desejosas de tocar a quente e delicada pele, a medida em que sua amada caminhava para junto de si seus olhos se deleitavam com a visão daquele belo corpo, a cintura delgada estava mais arredondada, seus seios mais fartos, suas pernas mais firmes e seu quadril mais largo, dando a garota uma beleza que ele jamais tivera a oportunidade de apreciar.

Uma mulher japonesa jamais deveria agir assim onde estava sua decência, gritava seu subconsciente mas naquele momento ela simplesmente o ignorava tudo no que pensava era nos olhos acinzentados que a fitavam com luxuria, se aproximou deixando sua mão deslizar suavemente pelo peitoral dele deixando pequenos riscos causados por suas unhas bem feitas, ouviu um gemido rouco escapar dos lábios dele no momento em que sua mão tocou o volume abaixo do único tecido que ainda cobria uma parte do corpo de ren, sorriu desejando ouvi-lo gemer ainda mais, por duas semanas ele arrancara gemidos de seus lábios com seus atos libidinosos agora era chegado o momento dele gemer.

Tentou conter um novo gemido mas o mesmo acabou por morrer nos lábios de kyoko, a língua dela explorando cada recanto de sua boca estava o levando ao seu limite, podia sentir os seios dela em contado com o seu peito

–me solte

a voz rouca e suplicante a desarmou completamente, não era capaz de negar nada aquela expressão de cãozinho abandonado, mas ao libertado o pobre filhote converteu-se em um lobo prestes a devora-la, os braços fortes a envolveram enquanto o lábios havidos apossavam-se de seus lábios roubando-lhe o folego e a razão, quando percebeu já se encontrava no quarto e na cama de ren completamente nua.

Sorriu discretamente ao ve-lo por o preservativo, era um pouco tarde para isso mas não se opôs não haviam risco uma vez que ela ainda estava amamentando mas não diria isso a ren

–você é ainda mais linda do que eu me lembrava

sussurrou no ouvido dela antes de ser consumido por seus desejos os quais kyoko realizava com perfeição uma vez que sentia o mesmo fogo a consumindo em voltou em um clima de desejo e amor chegaram juntos ao clímax libertador que minutos depois mergulhou a ambos em um sono renovador

****

–pai, o que significa essa palavra afinal

disse o rapaz em meia voz levando aos lábios o copo de whisky

–problemas com seu pai meu rapaz

fitou o barman já idoso que lhe sorria gentilmente apesar do adiantado da hora e dele ser o único cliente ali impedindo o bar de ser fechado e daquele senhor poder ir para a casa descansar, mas naquele momento tinha problemas demais em sua mente para pensar em um dono de bar desconhecido.

–meu pai?

–sim, jovens como você sempre veem aqui quando tem problemas com os pais, eles pensam que a bebida pode resolver todos os seu problemas

–meu pai não fala mais comigo

–lamento ouvir isso

–eu não, ele queria me obrigar a ficar em kyoto gerenciando sua rede de hospedarias, ele nunca parou para pensar se eu queria isso ou não por isso sai de casa desde então não ligo mais para ele e ele não liga para mim.

–sabe meu jovem, ser pai não é uma coisa muito fácil

sho fitou com o máximo de atenção que pode o barman que agora sentava-se a sua frente junto do balcão

–eu tenho um filho que amo muito mas que infelizmente não posso mais ve-lo

–hum...

não estava realmente interessado na historia mas se dissesse isso seria certamente expulso e o bar fechado e aquelas horas da madrugada seria difícil encontrar outro local aberto, sentia-se ainda muito sóbrio para voltar para sua casa escura a solitária, desde que kyoko se mudara dali aquela apartamento parecia grande e vazio demais.

–ser pai não é algo fácil, trabalhamos dia a noite para construir o futuro para os nosso filhos mas as vezes esquecemos que assim como nos eles um dia serão adultos e terão seus próprios sonhos, quando isso acontecer tudo o que nos resta é ficar atras torcendo pelo sucesso deles mesmo que isso os leve para longe de nos, quando o filho ainda esta no ventre da mãe, nos os homens não podemos fazer muita coisa para ajudar no seu crescimento, somos praticamente inúteis, servimos apenas como apoio para nossas mulheres e um garoto de entrega quando elas tem seus desejos repentinos no meio da noite.

Viu o senhor sorrir, havia porem algo melancólico naquele sorriso

–quando soube que minha mulher estava gravida eu ainda era muito jovem, ela nunca soube mas entrei em panico caminhei a noite toda sem saber para onde ir ou o que fazer, tudo o que conseguia pensar era que aquele bebe iria destruir minha vida, o considerei uma ameaça ao meu futuro brilhante

lagrimas corriam pelo rosto do senhor que não parecia se importar que elas caíssem

–como me arrependo de pensar assim, preferia ter meu futuro mil vezes arruinado do que ter sido privado de ver o meu maior sonho ser realizado.

O senhor secou as lagrimas e para suas surpresa o fitou de modo tão profundo que por um momento sho sentiu como se o mesmo pudesse enxergar dentro de si

–eu fui um covarde irresponsável que pensava que o dinheiro era o suficiente para ajudar minha esposa a cuidar da gravidez sozinha, no segundo mês de gravidez ela sofreu uma queda e teve a primeira ameaça de aborto, ate aquele momento aquele bebe não significava nada para mim, mas quando fui chamado ao hospital e pude ouvir aquele coração tão pequeno e frágil batendo com tanta intensidade lutado por sobreviver, aquele filho passou a ser minha razão de viver, infelizmente o destino decidiu me castigar por meu descaso com aquele pequeno ser e quanto mais eu o amava mas o perdia.

Sho sentiu gotas caírem em sua mão, ao levar a mesmo ao rosto percebeu que estava chorando assim como o senhor a sua frente.

–por sete meses minha esposa lutou contra a própria morte para tentar trazer nosso filho ao mundo, cada novo dia em que ela o sentia vivo dentro dela era uma grande vitoria a ser comemorada, os médicos disseram que o bebe possuía um problema congênito no coração, mas nos negavamos a aceitar aquela triste verdade, as dificuldades foram muitas mas por fim pude ter meu filho em meus braços ao menos por um breve instante, aqueles olhos brilhantes me fitaram e um frágil sorriso brincou nos pequeninos lábios, antes dele ser levado para a encubadora onde receberia medicamentos que o tentariam manter vivos, infelizmente dois dias após seu nascimento meu único e amado filho partiu levando consigo a única chance que tive de ser um pai, mesmo após trinta anos ainda sofro ao ver as roupas já desgastadas pelo tempo, o enxoval feito pela mãe dele que nunca foi usado, mas agora ele não esta sozinho e sei que meu filho e minha esposa esperam por mim em algum lugar e quando minha hora chegar me unirei a eles, ate lá devo seguir em frente e cumprir ate o fim o meu proposito nesse mundo.

****

o som do celular tocando o despertou, esticou os braços a procura de alguém ao seu lado mas a cama estava vazia.

–kyoko

sentou-se na cama percebendo que não havia mais qualquer sinal da garota ali

–kyoko

deixou o quarto passando a procura-la mas infelizmente estava só, foi quando o toque do seu celular chamou novamente sua atenção, apanhou a calça deixada ali na noite anterior e atendeu sem olhar quem ligava, certo de que era kyoko para dar-lhe uma explicação por haver desaparecido no meio da noite

–bom dia ky

–tsuruga precisamos conversar

sua mente demorou alguns segundos para reconhecer a voz do cantor

–estou ocupado agora fuwa

–autorize o porteiro

–hum...

–é sobre a kyoko

logo que deu a autorização para o cantor subir ao seu apartamento, seguiu para o quarto vestir-se antes que o loiro acabasse por surpreende-lo apenas de yukata, já estava deixando o quarto quando as batidas fortes fizeram-se presentes na porta, mau pode acreditar que o rapaz diante de si era mesmo o vaidoso fuwa sho, os cabelos bagunçados e barba por fazer, a roupa desalinhada, as olheiras e o cheiro de álcool deixava evidente o que o loiro estivera fazendo toda a noite

–deveria ir para a casa curar a bebedeira primeiro

–não tenho tempo para isso

viu o rapaz caminhar ate a pia e beber de um só gole um copo cheio de água

–por que você mora tão longe

–veio a pé

–não tinha mais dinheiro para o táxi e não consegui passar na catraca do ônibus

–como sabia como chegar aqui?

–todo mundo sabe onde mora tsuruga ren basta perguntar

–quer tomar café?

–não vim aqui para isso

ren abandonou a ideia que desde o principio não lhe era muito agradável, convidou o fuwa a se sentar na sala onde poderiam conversar sem que o loiro ficasse se balançando de um lado para o outro

–você não vai entrar em coma alcoólico ou algo do gênero fuwa?

–não me perturbe tsuruga, quando eu estive sóbrio certamente não irei lhe dizer nada, te odeio tanto que seria capaz de me manter em silencio

fitou o loiro de modo serio, esperando que sho não estivesse ali para faze-lhe mais uma se duas estupidas e infantis ameaças

–não quero que mais ninguém passe pelo o que o barman passou, mesmo te odiando você é um cara legal que gosta mesmo daquela estupida por isso não quero que passe a vida se lamentado por perder um filho

então a conversa que sho queria ter com ele era sobre um assunto que naquele momento lhe pareceu não ter qualquer sentido, teve vontade de rir de si mesmo por pensar que um rapaz bêbado pudesse ter algo importante a lhe dizer

–vou lhe dizer o por que kyoko mudou tanto em apenas um ano e do porque estive no apartamento dela ontem.