Em luta pelo amor
32 Namore comigo
Notas iniciais
CAPITULO XXXII
o toque suave em seu rosto era sentido como uma doce caricia ao menos ate o momento em que os dedo pequeninos arranharam levemente seus lábios, abriu os olhos um pouco incomodado, foi quando seus olhos verdes encontram os azuis brilhantes que o fitavam com divertimento, duas semanas atras havia descoberto ser pai daquele pequeno ser que naquele momento lhe lançava um de seus adoráveis sorriso sem dentes.
–bom dia kaoru
como se respondesse a saudação do pai, o pequeno passou a agitar as perninhas balançando assim todo o seu corpinho, kyoko já havia lhe explicado que quando começa a se agitar assim o pequeno estava a pedir colo, sentou-se na cama pegando o pequeno em seus braços vendo logo em seguida kyoko adentrar o local já pronta para trabalhar
–vim me certificar que não havia dormido de novo ren
–e deixar kaoru sozinho eu não faria isso
o sorriso falso nos lábios levemente inchados do ator claramente lhe diziam que ren estava mentindo, como no dia anterior, ren certamente havia adormecido após ela o ter despertado e pedido para cuidar de kaoru, felizmente o filho havia encontrado um meio de mante-lo acordado.
–ren se estiver muito cansado, posso pedir a moko san ou ao idiota do shotaro para ficar com o kaoru, aquele baka só tem trabalho a tarde e a noite hoje
–que grande pai eu seria, se não pudesse cuidar do meu filho sozinho
ela sorriu se aproximando da cama
–so faz duas semanas que você soube de tudo, não precisa se esforçar tanto, pode aprender a ser pai aos poucos
–quero ser o pai perfeito para o nosso filho
–obrigada ren
ela o beija e após se despedir do agora noivo e do filho, deixa o local seguindo para a porta onde a campainha soava avisando que seu empresario viera lhe buscar
–o que faz aqui idiota?
disse ao ver sho parado enfrente a sua porta
–bom dia para você também, estupida
–era um bom dia ate você aparecer, shotaro baka
–posso saber por que esta tão irritada, kyoko idiota?
–por sua culpa moko san foi embora
–hum...?
–ela disse que não aguentava mais ver sua cara, como você sempre vem muito aqui sem aviso nenhum, moko san decidiu voltar para o antigo apartamento dela
–ela não havia vendido o antigo apartamento?
–não, o presidente pediu a moko san que me trouxesse para viver com ela, para conseguir me convencer a morar aqui ela teve de contar uma pequena mentira.
–o que aquele cara estranho, tem haver com isso
–não chame o takarada -san de estranho
–ah claro..., um homem daquela idade que fica fazendo cosplay a todo momento, é um pessoa super normal
infelizmente ela não tinha como negar que o gosto do presidente por estar sempre fantasiado era um pouco incomum, mas isso não significava que o idiota do sho tinha o direito de critica-lo, estava a ponto de confrontar o fuwa quando o mesmo se pronunciou novamente
–então, o apartamento não havia sido vendido?
–hum...?
–além de estupida agora ficou surda
–EU TE OUVI IDIOTA
–ENTÃO NÃO HAJA COMO UMA ESTUPIDA, E ME DIGA LOGO O QUE ACONTECEU COM AQUELA GAROTA
–NÃO TENHO POR QUE LHE DIZER NADA SOBRE A MOKO SAN, SHOTARO BAKA
calou-se diante da verdade contida nas palavras dela, não havia razão para se importar com o paradeiro ou a vida daquela garota, na segunda vez que dormiram juntos ela deixara bem claro que as coisas que aconteceram entre eles dois naquele quarto havia sido apenas um momento de prazeres mutuos, não envolvia qualquer sentimento ou compromisso, ambos era adultos procurando satisfazerem seus desejos, um momento acontecido por obra do acaso, quando ela deixasse o seu apartamento ela voltaria a trata-lo como sempre, kanae ainda deixara claro que o que havia acontecido naquela noite não se repetiria um terceira vez, então por que ele se importava?... por que estava preocupado em encontra-la?
–tem razão estupida, aquela garota não tem nada haver comigo
–ei idiota onde pensa que vai?
viu o loiro adentrar seu apartamento como se fosse sua própria casa
–vim buscar o kaoru
–hum?
–você esta de saída para o trabalho, aquela garota sem graça não esta e aquele atorzinho deve estar...
calou-se sentindo um frio percorrer sua espinha, viu kyoko sorrir confirmando assim sua suspeita
–bem atras de você fuwa
virou-se apenas para encontrar a expressão ate então desconhecida para ele, de lorde demônio na face do moreno, respirou aliviado ao ver que kaoru estava nos braços dele, tsuruga não seria capaz de fazer algo contra ele na frente do filho.
–o que faz aqui fuwa?
teve vontade de responder o ator no mesmo tom provocativo que esse usava, mas a julgar pelo olhar ameaçador do moreno limitou-se a responde-lo de modo tranquilo não deixando transparecer o leve temor que sentia
–vim buscar o bebe
–agradeço por haver ajudado a kyoko todo esse tempo, mas agora eu mesmo irei cuidar do MEU FILHO e da MINHA MULHER, você não precisa mais gastar seu tempo com a minha familia.
Teve vontade de rir ao ver a expressão no rosto de sho, que após um momento em silencio apenas encarando ren se aproximou do mesmo segurando a mão do bebe que naquele momento começou a se agitar como se pedindo colo ao loiro
viu sho se aproximar do filho que estava em seus braços e sussurrar algo que não pode compreender mas que fez o pequeno se acalmar em seguida, o cantor se afastou em direção a porta onde kyoko estava parada apenas observando a cena enquanto esperava por reino que ainda não chegara
–minha divida com você esta paga kyoko
não compreendeu o significado daquelas palavras mas o modo serio com que elas foram ditas a fez sentir-se triste, fitou a porta mas sho já havia passado por ela, em um impulso seguiu as presas para fora do apartamento foi quando seu corpo chocou-se com alguém, teria caído se a pessoal não houvesse lhe segurado firmemente pela cintura.
–obri...beagle
–bom dia kyoko
–esta atrasado
disse a garota tentando se esquivar do seus braços mas ao invés de solta-la ele a puxou para um abraço, podia sentir claramente a tristeza no coração dela e a julgar pela cara do fuwa quando o vira segundos atras no corredor compreendia o por que daquele sentimento, uma amizade estranha e duradoura acabara de chegar ao fim.
–beagle, o que esta fazendo?
–shii... apenas deixe sair
–hum?
–o que esta sentindo agora, apenas deixe esse sentimento sair
ao contrario do que esperava não foram lagrimas que saíram de kyoko e sim seus pequenos demônios que passaram a rodeá-lo, fazendo compreender que a própria garota ainda não compreendia o sentimento que carregava dentro de si, resignado se afastou, foi então que percebeu a pessoas para junto a porta que o fitava de modo mortal.
–isso não é o que parece
um sorriso cavalheiresco surgiu nos lábios do moreno lhe causando a sensação de que todos os pelos do seus braços e seu cabelos estavam arrepiados, durante todo esse anos em que via e falava com espíritos não sentira um aura tão pesada como sentia agora.
–que bom, por um momento pensei que estivesse assediando minha esposa
–apenas a impedi de cair no chão, após haver se chocado contra mim
–foi culpa sua por estar no meu caminho beagle idiota
fitou a garota que naquele momento estava iniciando uma discussão com seu empresario, na verdade com reino nunca chegava a ser um discussão uma vez o ex cantor preferia ignorar as provocações dela ao contrario do fuwa que sempre revidava, apesar de não gostar a presença de reino perto de kyoko precisava admitir que o rapaz era maduro o suficiente para fazer seu trabalho com o profissionalismo que a situação exigia, se fosse uma pessoas como yashiro certamente se deixaria dominar pelo jeito meigo da garota e seria facilmente manipulado por ela.
–ren kaoru os vejo a noite
foi chamado de seus pensamentos pela voz de kyoko, que após se despedir novamente seguiu atras do empresario que ao que tudo indica havia novamente ignorado kyoko, adentrou o apartamento após ver a garota adentrar o elevador, não tinha muita experiencia com crianças mas faria seu melhor para que tudo corresse bem no primeiro dia de folga que passaria com o filho.
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–sho abra a porta
podia ouvir claramente a voz do cantor trancado já a algumas horas dentro da sala de gravação, já haviam encerrado a gravação das musicas que faltavam para o lançamento do novo CD, mas o loiro continuava a repassa-las uma após a outra.
–sho, você precisa descansar um pouco sua garganta ira doer assim
disse a empresaria aproveitando o momento em que sho, encerrava outra de suas canções
–não mais que o meu coração
ouviu a voz do cantor em tom melancólico soar, vindo do equipamento de som a sua frente, fitou o rapaz pelo vidro aprova de som, só agora percebia que aquela sala acolchoada que impedia que qualquer som saísse sem ser pelo microfone, aquele local estava sendo usado por sho, não como um local de ensaio e sim como seu refugio onde poderia expressar sua dor da única forma que conseguia.
–sho
disse novamente, certa que o cantor a ouviria agora que estava em silencio.
–se precisar conversar, estarei aqui
a resposta a sua oferta veio na forma de uma canção
“olá, minha amiga, nos encontramos de novo
Já faz algum tempo, por onde devemos começar?
Parece que faz uma eternidade
Dentro do meu coração existem lembranças
Do amor perfeito que você me deu
Eu lembro
Quando você está comigo
Eu sou livre... Eu sou despreocupado... Eu acredito
Acima de todos os outros, nós voaremos
Isto traz lágrimas aos meus olhos
Meu sacrifício
Vimos nossa quota de altos e baixos
Oh, a rapidez com que a vida pode mudar em um instante ...” *
a voz de sho tornou-se inaudível, shoko podia ver os lábios dele se moverem mas o nó que naquele momento deveria existir na garganta do rapaz o impedia de emitir qualquer som, aquele nó eram as lagrimas que sho se negava a chorar, aquele garoto era sempre assim, preferia guardar a dor em seu peito ao invés de deixa-la correr por seu rosto em forma de lagrimas, não sabia ao certo o que havia acontecido pensava que sho já havia aceito o fato de kyoko e ren se amavam, mas se fosse o causa qual seria a razão de sua dor?...
não pode deixar de se sentir culpada por tudo, se não houvesse deixado sho se afastar de kyoko desde o incio, se o houvesse impedido de passar tanto tempo em sua casa e longe do apartamento que dividiam talvez aquele garoto tivesse percebido ante o amor que sentia por ela, se não houvesse permitido que ele continuasse a agir tolamente fazendo com kyoko o odiasse e ao invés disso o tivesse ensinado a amar corretamente talvez ele a teria reconquistado, mas agora era muito tarde para se arrepender, tudo o que podia fazer naquele momento era deixa-lo viver sua própria dor e esperar que como a legendaria fênix sho pudesse renascer de suas próprias cinzas e novamente voar rumo ao seu sonho.
Fitou o cantor que de olhos fechados ainda se mantinha em pé cantando com a voz de suas mente um musica que ela simplesmente não era capaz de ouvir, seus lábios ainda se moviam e em vagos momentos um doloroso sorriso brilhava, sho estava lutando naquele momento contra suas próprias lagrimas, sua própria dor, lançou um sorriso carinhoso ao cantor antes de se retirar.
–aquele garoto , como cresceu sem que eu houvesse percebido.
Deixou-se deslizar lentamente pela parede a prova de som onde a pouco se encostara
–só queria dizer ola novamente
repetiu a ultima frase da canção sentindo que já não tinha forças para conter as lagrimas que rolavam agora livremente por seu rosto.
–por que não faz o que sempre fez, você poderia continuar a jogar meus erros na minha cara para sempre, não me importo se vocês me odiar apenas não me tire do seu coração, não me deixe perder a única coisa que não posso perder.
Socou o chão sentindo a mão arder mas isso era insignificante diante da dor em seu peito, não se importaria em quebrar todos os ossos de seu corpo se isso fizesse aquela dor diminuir.
–quando foi que me tornei seu prisioneiro, seu escravo
um sorriso triste brincou nos lábios úmidos pelas lagrimas que banhavam seu rosto.
–quer saber o mais irônico sua estupida, é que já nem te amo tanto assim, eu ate aceitei que você ama aquele cara, ouvindo-a chorar a ausência dele eu realmente desejei que ele voltasse mesmo sabendo que assim eu a perderia para sempre.
Através das lagrimas que tornavam turva sua visão sua mente criava ante seus olhos a figura de kyoko, desse modo mesmo na sala vazia sua mente o fazia crer que estava vendo-a permitindo-o segredar a imagem ilusória dela sua dor e assim, tal qual um moribundo ante a oportunidade da salvação confessar seus pecados e lhe pedir perdão
–você se lembra dos nosso momentos juntos?...dos risos que ecoavam pela sala sempre que me dizia algo engraçado mesmo sem perceber, a ultima vez foi quando fez a banda vie ghou parecer um bando de cachorrinhos ante meus olhos, aqueles momentos não foram falsos sabia?...eu não menti quando disse que queria você ao meu lado, mas um dia eu simplesmente me transformei em um idiota, fui eu quem sepultou nosso momentos felizes, sou o assassino da nossa amizade
as lagrimas embargaram sua voz
–eu desejo que seja feliz e compreendo que só alcançará essa felicidade ao lado dele, mas simplesmente não consigo aceitar que para ve-la feliz eu tenha de perde-la, sabe sua estupida eu já nem te amo tanto assim mas não posso aceitar que esteja longe de mim.
Um sorriso irônico brincou fracamente em seus lábios como se naquele momento lhe faltasse a sanidade, os olhos tristes fitavam uma figura inexistente na sala
–se eu permitir que essa distancia exista entre nós, sinto como se por acaso um dia nos reencontrar-mos seremos como dois estranhos, se for assim você ao menos me diria olá?..digo as pessoas que você é minha, que me pertence mas a verdade é que sou incapaz de viver sem você, somos duas metades de uma só pessoa, será que não percebe isso sua estupida?...se eu puder ao menos seguir sendo seu amigo já seria o suficiente para mim.
Secou as lagrimas do rosto ao ouvir o toque do celular não tinha animo para falar com ninguém mas quase que de modo inconsciente acabou por atender ao aparelho
–fuwa sho falando
–fuwa?
a voz feminina o tirou momentaneamente do torpor no qual sua tristeza e auto compaixão o havia mergulhado
kanae fitou o celular em suas mãos, como havia confundido o numero de kyoko com o do fuwa embora o numero deles fosse praticamente o mesmo exceto que o do fuwa terminava em 20 quando o de kyoko era 02.
–kotonami
sentiu suas mão começarem a soar enquanto um nó surgia em sua garganta, não tinha qualquer intenção de falar com o fuwa naquele momento, não sabia o que dizer, depois do que havia acontecido entre eles duas semanas atras ela simplesmente não conseguia tira-lo de seus pensamentos, suas noites eram perturbadas pelas lembranças dos momentos que passara nos braços dele, durante o dia tudo o que via a fazia pensar nele, principalmente agora que o presidente a obrigara a participar de alguns pvs como bailarina, em momentos assim recriminava-se por ter dito a kyoko que cursara a uma escola de dança no passado.
–podemos conversar
–hum...
a voz baixa do rapaz a fez sentir que algo estava diferente com o cantor.
–o que houve fuwa?
–apenas quero ve-la
após concordar e marcar o local onde se encontrariam desligou o telefone sentindo seu rosto em chamas, havia dito aquele idiota que aquilo que aconteceu entre eles não envolvia nenhum tipo de sentimento, mas na verdade ela já não podia negar o fato de seu coração acelerar sempre que pensava ou ouvia a voz dele, mesmo não aceitando esse sentimento ela estava completamente apaixonada por sho fuwa.
Mesmo havendo dito a si mesma que nunca mais voltaria ali, la estava ela outra vez no apartamento do fuwa sentada em seu sofá ao lado de um apático e calado cantor que segundos atras a convidara a entrar e sentar-se, após se acomodar no confortável sofá sho sentara-se próximo dela e desde então mantinha-se imovel
–fuwa o que...
calou-se surpresa ante o gesto do rapaz que agora encontrava-se deitado em seu colo, sentiu seu coração falhar ao ver a expressão no rosto do cantor, era como se ele estivesse prestes e chorar.
–sho
–apenas me deixe ficar um pouco assim, não quero ficar sozinho
–sho
hesitou por um momento mas por fim cedeu ao seu primeiro impulso de toca-lo
sentiu o toque suave da mão feminina acariciar lentamente seus cabelos, não sabia o por que dela fazer aquilo mas era grato pelo gesto dela, aquele toque quente parecia aquecer aos poucos seu coração dolorido.
–você não esta sozinho,
ele moveu-se de modo que os olhos de sho encontrassem os seus, seu coração bateu mais fortemente no mesmo instante em que sentia-se ser dominada por aqueles olhos.
–existem muitas pessoas perto de você sempre, suas fãs , sua empresaria e também tem a kyoko e o kaoru
o sorriso triste que brincou nos lábios dele a deixou apreensiva
–acabou
–hum...
–kyoko não precisa mais de mim, já não tenho mais desculpas para seguir ao lado dela, sempre soube que um dia ela iria me deixar mas nunca quis realmente acreditar nisso, quando voltar a ve-la seremos nada mais que dóis estranhos
–o que isso significa?
–significa que hoje eu finalmente estou admitindo a mim mesmo que já não há lugar para mim no coração dela,
as palavras do fuwa era como facas sendo lentamente gravadas em seu coração, a causa de tamanha tristeza nos olhos dele era por que estava sofrendo por enfim compreender que havia perdido a mulher que amava, sim...kyoko era a única mulher que sho amava, ela sabia disso desde o inicio mas ainda assim seu tolo coração havia tido esperanças de com tudo o que houve os sentimentos dele pudessem ter mudado, infelizmente isso parecia não ter acontecido.
–o mais irônico em tudo isso
sua mente havia se perdido em pensamentos e somente agora ela conseguia prestar atenção nas palavras do homem deitado em seu colo
–eu não estou triste por ela amar aquele cara, no fundo ate estou contente por ver que kaoru poderá ter uma família de verdade, o que dói mesmo é saber que não posso estar ao lado dela, é estranho não é?. Sou capas de aceitar que ela não me ame mas não aceito deixar de ser parte da vida dela.
Fitou o loiro que agora sorria de si mesmo, o que ele estava tentando lhe dizer afinal se era por ama-la que estava sofrendo então por que sho estava tão triste.
–aquela estupida sempre esteve ao meu lado, nos meus momentos difíceis e nos felizes também ela estava la me apoiando, brigando comigo e por mim quando era preciso, ela sempre foi minha
viu sho se levantar repentinamente como se de repente se lembrasse de algo muito importante
–minha...melhor...amiga
voltou-se para a morena que o fitava com um olhar que somente naquele momento ele compreendeu ser de ternura
–kyoko é minha melhor amiga, a única que eu já tive na vida, por isso não posso perde-la, nunca irei perde-la
o sorriso que brincou nos lábios de sho a fez sorrir inconscientemente em resposta e ele
–agora entendo por que aquela estupida chorou daquele jeito durante a gravação do meu pv, ela pensava em você
–hum...
o que ela e o pv dele tinham haver com os sentimentos de sho por kyoko
–é por isso que ela é insubstituível para mim, kyoko é a única amiga que já tive de verdade
o loiro se levantou passando a andar de um lado para o outro agitado e com um sorriso que ela simplesmente não conseguia parar de admirar
–por isso não sinto por ela o tesã...
conteve-se ao olhar para a garota sentada no sofá o fitando
–o desejo que sinto por você, eu não vejo aquela estupida como mulher e sim como alguém indispensável em minha vida
mesmo sabendo que ele não tivera a intenção as palavras dele a feriram, saber que era dispensável na vida dele a feriam, viu então a euforia do cantor rapidamente desaparecer e o mesmo quedar-se ao seu lado.
–cometi muitos erros para querer que a kyoko ainda me tenha como seu amigo, o melhor amigo dela agora é você
o coração apertou-se novamente em seu peito, quando havia se tornado uma mulher tão idiota e se deixara ser capturada tão facilmente por um cara egoísta como aquele, sua mente lhe dizia para se levantar e simplesmente abandonar aquele homem egoísta que só pensava em si mesmo, mas naquele momento seu coração falou mais alto e sua única ação foi se aproximar e lançar-lhe aquelas irracionais palavras.
–namore comigo.
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