Capitulo XXVIII

–yashiro san

surpreendeu-se ao reconhecer a voz de kyoko, devido ao fato de estar esperando por ren ao soar seu telefone o atendeu certo de que era o ator a lhe ligar.

–kyoko chan

–yashiro san poderia me dizer a agenda do tsuruga san para hoje

não pode deixar de sorrir ao ouvir tal pedido, desde o começo daquela namoro sentia com se ren estivesse forçando um relacionamento que kyoko se negava a aceitar como verdadeiro, mas agora diante do pedido da garota sentia que em fim ela se rendia a força dos seus sentimentos, só esperava que ren desistisse logo de continuar com aquela mentira de estar com amnesia, conhecia o ator o suficiente para saber que ele não brincaria com os sentimentos de kyoko sem motivo, mas não podia compreender que motivo seria forte o bastante para levar ren a agir daquele modo.

–kyoko chan, posso perguntar por que precisa da agenda do ren?

A hesitação da garota fez o seu sorriso se alargar, se fosse algo trivial kyoko teria lhe respondido na hora, sua demora só poderia significar que haviam razões amorosas envolvidas

–vou contar a verdade ao ren

segurou os óculos que quase caíram de seu rosto mediante a surpresa que teve com as palavras dela, havia pensado que kyoko jamais iria dizer a verdade a ren se não soubesse que ele já não estava com amnesia, mas para sua surpresa e contentamento ela havia mudado de ideia, contendo a emoção que sentia arrumou os óculos sobre o nariz e rapidamente passou a informar os horários de ren para aquele dia

–apos as dezoito horas ren estará livre pelo resto da noite

concluiu o empresario como um grande sorriso, sentia-se como uma adolescente apaixonada naquele momento, mesmo sendo apenas seu empresario na época não podia deixar de sofrer quando pela manha ao ir busca-la encontrava ainda no rosto dela vestígio de lagrimas, desde que soubera o que o fuwa havia feito com kyoko tempos atras sentia verdadeira aversão pelo cantor mas durante toda a gravides de kyoko sentiu-se feliz pelo cantor haver estado ao lado dela.

–obrigada yashiro san

despediu-se da garota, fitou o relógio ansioso a espera de ren que em meia hora viria busca-lo para começarem o dia de trabalho, sabia que teria de esperar ate o dia seguinte para poder felicitar ren, mas sentia que cada minuto de espera seria emocionante, sorriu a imaginar qual seria a reação do ator quando soubesse emocionado com tal pensamento retornou a mesa de café com um novo animo se queria fazer ren cumprir aquela agenda sem atrasos precisaria de muita energia

–mo pensei que dormiria ate mas tarde hoje

–moko san

viu a garota se ajoelhar com os olhos úmidos diante de si

–me perdo-a por haver tardado tanto em voltar, eu tentei resistir mas simplesmente não pude, me perdoa

viu um sorriso cheio de malicia brincar nos lábios da morena que a fitava de um modo estranho, levantou-se um pouco receosa procurando se afastar, não gostava quando moko san tinha aquele tipo de expressão na face

–você esteva no apartamento dele não esteve?

–moko san esta me assustando

–apenas responda mo, vocês passaram a noite juntos não passaram?

–apenas um pouco

–hum

a face assustadora tornou-se repentinamente confusa, kyoko sentiu-se aliviada quando a amiga voltou ao normal, mas tranquila retornou para junto da mesa do café a fim de terminar de arruma-la deixando uma morena confusa atras de si

–como assim um pouco, que tipo de resposta é essa mo, afinal você dormiu ou não com o tsuruga san

não precisou nem ouvir uma resposta, as faces agora rubras de kyoko eram mais do que suficientes para confirmar suas suspeitas

–finalmente você dois se entenderam

disse kanae se sentando em uma das cadeiras junto da mesa e começando a se servir

–ainda não

–hum?

–ainda preciso contar ao tsuruga san sobre o kaoru

–você não disse nada ontem?

–não tive a oportunidade

o fato do rosto da garota ter ficado ainda mais vermelho permitia a kanae compreender que o casal estava mais preocupado em agir do que em conversar

–pervertida

sorriu vendo o constrangimento tomar conta de kyoko após suas palavras

–moko san você nunca agiu assim, como uma pervertida?

–ainda não encontrei a pessoa certa

–moko san

os olhos cheios de curiosidade e ao mesmo tempo compaixão de kyoko a estava deixando realmente irritada, ter perguntado algo pessoas a kyoko não significava que ela também pudesse faze-lo

–moko san nunca se apaixonou

–não

ouviu a morena responder com indiferença

–não me olhe assim mo, não sou como você que acredita que príncipes encantados existem, não estou a espera de minha alma gêmea nem nada do gênero, sou feliz estando sozinha e não tenho qualquer intenção de mudar meu estilo de vida

–moko san

as lagrimas rolavam pelo rosto da garanto a sua frente, mesmo havendo amadurecido um pouco kyoko continuava sendo a mesma chorona de antes

–kaoru e eu sempre estaremos ao seu lado

–obrigada mo

ter kyoko sempre ao seu lado significava também que o fuwa estaria sempre por perto, já não sentia aversão pelo cantor mas tão pouco lhe agradava a ideia de ve-lo pos sempre que isso ocorria a lembrança daquele beijo vinha-lhe a mente causando em seu corpo reações que ela simplesmente não podia controlar, e se havia algo que realmente odiava era não ter o controle sobre si mesma.

–moko san

a voz de kyoko a chamou de seus pensamentos

–vou contar a verdade ao tsuruga san, não posso continuar com esse namoro sem revêlar a existência do kaoru, não quero mais mentir para ele

–isso é o melhor a se fazer mo

–não sei o que o tsuruga san ira fazer depois de souber mas já não me sentirei culpada por privar o meu filho de ter um pai, se ele disser que não quer o filho seguirei criando kaoru sozinha e esquecerei para sempre o tsuruga san.

–ele ficara um pouco surpreso no inicio mas tenho certeza que quando conhecer ao kaoru ira aceita-lo completamente, além disso ele é completamente apaixonado por você mo, não há como não ficar feliz por saber que vocês tem um filho juntos.

–você acha mesmo que tsuruga san ficara feliz, moko san?

–tenho certeza

–obrigada moko san, me sinto mais confiante agora

–mo, quando pretende dizer a ele

–hoje a noite, irei ao apartamento dele e direi toda a verdade

–a que horas?

–tsuruga san estará em casa depois das seis

–então chegarei as cinco

–mas a moko san não iria visitar seus pais hoje a tarde

–pretende deixar o kaoru com o fuwa

–hum...?

–mo, não esta pensando em levar o kaoru junto esta?

–sim

–uma noticia como essa deve ser dada com calma, já pensou em como se sentiria o tsuruga ren se você chagar com um bebe nos braços e simplesmente dizer que o filho é dele, mesmo sendo uma pessoas calma o risco dele infartar seria alto

–moko san o que eu faço ?

–primeiro ligue para o tsuruga san e marque de jantarem juntos essa noite no apartamento dele, prepare a comida preferida dele e depois que houverem jantado tranquilamente naquele clima de romance você começa a contar tudo para ele ao poucos quando perceber já terá dito tudo a ele

–obrigada pela ajuda moko san

–preciso ir trabalhar agora

viu quando a morena se levantou rapidamente, surpreendeu-se quando a mesma voltou a se sentar com a face um pouco pálida

–moko san?

–não foi nada mo apenas uma vertigem

–precisa ir ao medico

–não, quando pequena tinha labirintite a poucos dias ela parece haver voltado, não há nada para se preocupa só preciso evitar me levantar rapidamente

–tem certeza que esta bem moko san

–sim, preciso ir agora

se despediu da amiga um pouco apreensiva pelo súbito mau estar da mesma, mas se moko san disse que estava tudo bem então não havia por que não acreditar, deixou a mesa seguido rumo ao quarto afim de se certificar que kaoru ainda dormia tranquilamente, apanhou o celular ligando para o ator.

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–kyoko me disse por que você foi ao apartamento dela ontem, mas não acredito realmente que você e kotonami san estejam namorando

–se fosse esse o caso seria mais fácil

–hum?

–ela esta esperando um filho meu

por um momento ren sentiu a garganta arder e teria se afogado com sua própria saliva se não conseguisse se acalmar e respirar profundamente algumas vezes, isso era o que ele ganhava por dar ouvidos a um rapaz embriagado.

–minhas felicitações fuwa

embora estivesse com um pouco de vertigem e não conseguisse ver com muita clareza a face de ren, pode facilmente identificar ao tom de descrença em sua voz.

–não ligo se não acredita tsuruga, mas o fato de que estou um pouco embriagado, não me torna um mentiroso

ao seu ver o fuwa parecia muito embriagado, mas precisava reconhecer que havia muitas pessoas que só dizem a verdade sobre o que pensam quando estão sobre o efeito do álcool.

Teve seu raciocínio interrompido ao ver o loiro agitar-se repentinamente no sofá por um momento pensou que o mesmo estivesse prestes a sujar o local, sentiu-se aliviado porem ao ver que o cantor apenas tentava retirar do bolso da jaqueta o celular, teve vontade de sorrir ao ver a dificuldade com a qual o cantor conseguiu ligar o aparelho.

–toma

–hum...quer que eu ligue para a sua empresaria vir busca-lo?

–posso ir para a casa sozinho,

–tenho duvidas quanto a isso

–as fotos, veja as fotos

sho acomodou-se melhor no confortável sofá, somente agora seu corpo sentia os efeitos de estar acordado por muito tempo, sentiu os olhos pesarem mas resistiu bravamente ao sono, precisar contar a ren sobre o filho, sabia que depois disso kyoko certamente o mataria mas sabia que bastava dizer a ela sobre o filho que kanae esperava e que seria privado de um pai, para fazer aquela estupida deixa-lo viver.

–tsuruga falando

viu o moreno se levantar e deixar a sala, por um momento pensou que o mesmo houvesse atendido o celular dele foi então que viu seu telefone deixado junto ao sofá, pretendia apanhar o aparelho mas seu corpo já não lhe obedecia corretamente por isso o máximo que conseguiu foi tombar para o lado ficando praticamente deitado no sofá, apanhou o celular ouvindo cada vez mais distante a voz de ren, os sons aos seu redor desapareceram lentamente ate mergulha-lo no silencio absoluto.

Embora discreto não conseguia ocultar seu sorriso após haver combinado jantar com kyoko aquela noite, não compreendia ainda o porque da garota haver deixado seu apartamento sem haver acordado-o mas estava contente por ela querer revê-lo aquela noite aquela era a prova de que kyoko a amava, a ele e não apenas ao personagem tsuruga ren, faria daquela noite a oportunidade perfeita para contar tudo a ela.

Ansioso para que o dia decorresse rapidamente seguiu para o banheiro, após um rápido banho vestiu-se elegantemente como sempre e já estava seguindo rumo a saída do apartamento quando um som chamou sua atenção, não seria capaz de reconhecer aquela musica se não a houvesse escutado algumas dezenas de vezes, não a ouvira por gostar da letra ou do clipe mas sim por que a pessoas que amava participara daquele clipe e atuara perfeitamente como um lindo anjo que o tornou completamente cativo de sua beleza.

Seguiu o som chegando a sala, procurou com os olhos a distancia não vendo nada, ao se aproximar porem foi que pode ver o cantor adormecido em seu sofá, havia esquecido-se completamente do fuwa, na mão do mesmo o visor do celular brilhava enquanto a musica tocava, tentou despertar o cantor para que atendesse o celular mas suas tentativas foram vãs

–tsuruga ren falando

–tsuruga san?, me desculpe pensei haver discado o numero do sho

–infelizmente ele não pode atender no momento

shoko sentiu um calafrio percorrer sua espinha, sabia que ren era uma pessoas calma, madura e simpática mas por um momento não pode deixar de pensar que talvez sho houvesse enfim conseguido tira-lo do serio e nesse momento o loiro estivesse inconsciente após haver brigado com a ator

–shoko san

não sabia o nome da empresaria do fuwa mas lembrava-se que kyoko sempre se referia a ela dessa maneira

–poderia vir busca-lo

por um brevê momento suas suspeitas foram confirmadas, temeu pela vida do cantor mas seus medos passaram assim que ouviu novamente a voz de ren

–fuwa chegou a minha casa embriagado essa manha e agora esta adormecido em meu sofá, sou um homem ocupado demais para bancar a babá de um cantor pouco comprometido com o seu trabalho que se embriaga durante a semana quando certamente tem trabalho a fazer no dia seguinte

–estarei ai em alguns minutos

–obrigado shoko san

desligou o celular ainda surpresa primeiro devido ao fato de sho estar dormindo embriagado na casa daquele que considerava seu maior inimigo e segundo pelas palavras do ator, já ouvira que tsuruga ren havia mudado mas não acreditava nisso ate agora.

Abriu a porta permitindo a entrada da empresaria e do motorista que minutos depois ajudavam o cantor já desperto adentrar o carro no mesmo instante em que yashiro chegava ao local.

O empresario havia ligado e ao ouvir de ren que o mesmo ainda demoraria um pouco em seu apartamento decidira ir ao encontro do ator, surpreendeu-se ao chegar e descobrir que a causa do atraso de ren era o fuwa.

–me desculpe pelo incomodo que o sho lhe causou tsuruga san

–não se preocupe com isso shoko san, ren compreende perfeitamente que uma pessoas nesse estado não age com clareza

ren fitou o empresario que lhe lançava um daqueles olhares cheios de cumplicidade

–é um pouco difícil lidar com os jovens as vezes

ren levou a mão o rosto sentindo-se envergonhado pelas palavras do empresario

–não fale como se eu fosse uma criança yashiro san

viu o empresario arrumar os óculos e sorrir sem qualquer remorso

–me desculpe se passei a impressão de que você é um criança ren

ainda sonolento e sentindo como se sua cabeça fosse explodir recostou-se junto da janela sentindo o vento matutino balançar levemente seus cabelos aliviando momentaneamente sua dor, foi quando ouviu as pessoas fora do seus carro e cuja a voz parecia distante falando em criança

–tsuruga aquela estupida tem um fi

shoko fez sinal para o motorista que fechou a janela abafando as palavras de sho as quais ren não havia conseguido compreender direito

–obrigada por cuidar do sho tsuruga san, desculpe pelo incomodo

ela fez uma brevê reverencia

–tsuruga san yashiro san tenham um bom dia

yashiro respirou aliviado ao ver o carro do cantor deixar o local, por um momento pensou que o fuwa contaria a ren sobre o bebe, felizmente isso não aconteceu do contrario poderia estragar completamente os planos de kyoko para aquela noite, foi quando lhe ocorreu que talvez sho já pudesse haver dito algo ao ator

–ren

–yashiro san

–por que o fuwa san veio ate aqui ao invés de ir direto ao seu próprio apartamento

perguntou o empresario enquanto caminhava junto de ren ate onde estava o carro do ator, ren gostava de dirigir seu próprio carro por isso o automóvel de yashiro ficaria no estacionamento do edifício enquanto seguiria com o ator no carro do mesmo.

–ele queria conversar

sentiu um frio na barriga ao ouvir as palavras de ren que naquele momento já se sentava no banco do motorista, sentou-se no banco ao lado e permaneceu em silencio ate o carro deixar a garagem

–sobre o que?

–não sei, ele ficou apenas falando coisas fantasiosas sobre ser pai

viu o empresario mover-se incomodamente no banco ao seu lado mas não deu muita importância a isso

–quem

–hum..?

–quem ele disse que era pai

–ele

–o fuwa disse que ele é o pai

–hum... sabe algo sobre isso yashiro san

–não

viu um sorriso amarelo surgir no rosto do empresario, estranho o fato mas estava com presa de chegar ao local de sua primeira gravação aquela manha por isso decidiu que falaria com yashiro mais tarde

–o fuwa estava embriagado por isso não tenho intenção de levar a sérios as palavras dele

–tem razão ren, as pessoas falam muitas coisas quando estão bêbadas

sentiu-se aliviado quando ren deu o assunto por encerrado, não sabia o que se passara pela mente do fuwa mas certamente ele estava buscando a morte pelas mão de kyoko.