CAPITULO XXII

o dia havia sido realmente longo em especial o período da tarde, apos haver se encontrado com ren simplesmente não conseguira tirar o ator do pensamento o que perturbou sua concentração a fazendo ter de repetir varias das cenas que gravou para seu novo papel onde atuaria como uma adolescente rebelde algo muito similar ao seu papel não oficial de setsu.

Todo o cansaço que sentia porem era amenizado pelo pensamento de que em poucos minutos poderia tomar kaoru em seus braços e passar o resto da noite junto do filho, como sentira falta do seu pequeno principe seu coração chegava a doer cada vez que recordava não poder estar junto dele naquele momento, se fosse possível o levaria a todos os lugares aonde iria mas infelizmente kaoru era muito pequeno.

Ansiosa por rever o filho apanhou a bolsa que havia deixado dentro de um dos armarios da sessão love-me e seguiu as presas para a saida da lme, logo que deixou a emissora foi surpreendida por um carro branco a muito conhecido mas que ele gostaria de não voltar a ver

–mogami san

a janela do passageiro se abriu revelando o belo rapaz no interior do carro, como tsuruga san havia conseguido ficar ainda mais atraente do que era?....talvez não fosse ele quem houvesse se tornado tão atraente e sim a saudade que ela sentia dele que o deixava ainda mais belo diante dos seus olhos.

–posso lhe dar uma carona?

o sorriso sedutor que brincava nos labios dele a atraia para junto do carro, procurando pensar somente no filho conseguiu evitar tocar a porta do carro e abri-la

–obrigado tsuruga san mas estou de bicicleta

na realidade desde que yashiro se tornara seu empresario e passara a usar um carro ela já não usava a sua velha bicicleta, minutos atras havia dispensado o motorista que lory deixara a sua disposição e pretendia voltar para a casa de ônibus, mesmo em tal circunstancia não pretendia aceitar a oferta do moreno.

–mogami san

seus pequenos demônios começaram a se agitar em panico ao ver o sorriso brilhante do rapaz, mesmo com amnesia ren ainda era capaz de ofertar-lhe tal sorriso e enxergar através de suas mentiras.

–não esta mentindo esta?

–n...ã..o...não tsuruga san

viu a garota sorrir embora pudesse perceber que por alguma razão que ele não compreendia ela estava amedrontada.

–ótimo

Sorriu para a garota que acabara de sentar-se ao seus lado, não saberia dizer ao certo o por que mas aos seus olhos kyoko havia se tornado uma mulher completamente diferente, sua expressão era mais serena, seu olhar mais determinado seu corpo mais lindo e atraente do que antes, pretendia levar seu plano ate o fim mas estava começando a duvidar se seria capaz de resistir aos encantos dela por muito tempo.

–tsuruga san pode me deixar na próxima quadra

fitou o local indicado, mau haviam deixado o prédio da lme e ela lhe pedira para parar, se bem se recordava kyoko vivia junto de um restaurante em um pequeno quarto de pensão que ficava a quilômetros dali, fitou a garota rapidamente ela já não parecia estar com medo dele então por que tinha tanta presa em deixar o carro.

–não seria correto deixa-la ir para a casa sozinha a uma hora dessas, apenas indique-me o caminho e a levarei para a casa

–não é necessário tsuruga san

–que tipo de sempai eu seria se abandonasse minha kohai sozinha em uma esquina escura

–tsuruga san deve ter muito trabalho para fazer agora que retornou, não seria certo incomoda-lo com coisas como essa.

Um sorriso digno do imperador da noite surgiu na face de ren

–existe alguém em sua casa que mogami san não quer que eu veja, alguém como sho fuwa por exemplo?

se fosse em outros tempos ele jamais seria capas de perguntar isso a ela, mas esse era o pensamento que preenchia sua mente frente a recusa de kyoko em deixa-lo leva-la em casa, se estava disposto a faze-la ama-lo pelo o que ele realmente era não esconderia mais o ciumes que sentia naquele momento.

Havia de fato a possibilidade do idiota do shotaro estar em sua casa mas não era exatamente ele quem kyoko queria esconder de ren e sim o filho deles, ren estava doente e saber que tinha um filho apenas iria piorar a situação, foi quando um ideia lhe ocorreu

–tsuruga san, agora estou dividindo um apartamento com a moko san se ela nos visse juntos poderia ter uma impressão errada sobre nos

–o que exatamente seria ter uma impressão errada sobre nos mogami san?

–hum...

fitou rapidamente o rosto da garota ao seu lado vendo o quanto a face de kyoko estava enrubescida.

–ela poderia pensar que estou obrigando ao tsuruga san a me levar em casa

–é meu deve como sempai cuidar da mogami san, não acho que kotonami san pensaria diferente

–a moko san poderia pensar talvez que o tsuruga san e eu...nos...

sorriu ao ver o rosto corado dela.

–kotonami san poderia pensar que somos namorados

disse o ator vendo a expressão dela passar de envergonhada para o panico total

–não me importaria se kotonami san pensasse que somos namorados, não me recordo do que havia entre nos no passado, mas posso dizer que desde o momento em que a vi não pude tira-la dos meus pensamentos

sentia-se vingado pelos momentos constrangedores que kyoko o fizera passar enquanto atuavam como os irmão hell, todo o constrangimento por ter sido surpreendido nu no banho, por ter sido dominado facilmente e ter sido marcado por ela, e os gestos inocentes dela que o deixavam em seu limite, tudo estava sendo vingado agora em que a via tão constrangida diante de suas palavras

por que ren estava dizendo aquilo, ele havia perdido a memoria e já não era capas de se recordar que haviam vivido um breve historia de amor juntos então por que estava falando sobre terem um relacionamento, por que falava em namoro se sequer era capas de recorda-la.

–duas quadras

foi chamada de seus pensamentos pela voz do moreno, ao mira-lo viu que o mesmo agora falava com alguém ao telefone, havia estado tão imersa em pensamentos que não percebera o momento em que ren apanhara o aparelho e começara a conversa.

–sim obrigado yashiro san

o sorriso que ren direcionou a ela apos terminar sua conversa causou um verdadeiro alvoroço em seus pequenos demônios, era um sorriso carregado de segurança e ao mesmo tempo malicia

–tsuruga san

o moreno não respondeu apenas deu a volta no carro adentrando por uma rua que kyoko conhecia muito bem, aquela era a rua que passava em frente seu apartamento

–aqui estamos mogami san

sentiu o panico tomar conta de si ao ver que estavam parados em frente ao seu apartamento, seus temores aumentaram ao ver ren retirar o sinto e se mover para abrir a porta do carro, num gesto impulsivo segurou o tecido da manga do terno que o ator trazia vestido

–tsuruga san

os olhos acinzentados a fitaram com ar inquisidor

–podemos conversa um pouco

viu o moreno sorrir e retornar a sua postura inicial, na realidade não pretendia ficar mais nenhum minuto dentro daquele carro com ren mas naquele momento na janela do seu apartamento um certo idiota caminhava de um lado para o outro com o pequeno kaoru nos braços, por que desde que ficara como baba do seu bebe por um dia sho havia se tornado uma presença quase constante em seu apartamento, o pior era que kaoru sempre sorria quando o shotaro baka cantava para ele.

–a coisas muito mais interessantes para se fazer em um carro além de conversar mogami san

a voz sussurrada em seu ouvido a fez despertar rapidamente de seus pensamentos, podia claramente sentir a respiração de ren indo ao encontro do seu pescoço, seus pensamentos começaram a ficarem turvos devido a proximidade de ren, mas por que ele estava tão próximo? Por que a provocava assim?

–essa expressão em seu rosto pode enlouquecer qualquer homem

–hum...?

–se continuar a me olhar assim, não sei o quanto poderei resistir

levou as mãos ao rosto procurando ocultar o mesmo, que tipo de expressão deveria estar fazendo para ren lhe dizer essa palavras, corou ao pensar que havia se convertido em algum tipo de pervertida.

Aproximou seu rosto ainda mais do pescoço dela seu corpo também acomodou-se melhor para lhe permitir maior comodidade, podia já sentir o sabor da pele dela sem mesmo toca-la, seus labios entreabriram-se ao ver que kyoko cerrara os olhos retirou a língua disposto a lamber aquele alvo e sedutor pescoço mas ao simples toque da ponta de sua língua ouviu um gemido tímido romper dos labios dela o chamando de volta a realidade.

Afastou-se dela e sorriu com malicia ao ver os olhos ambares enegrecidos pelo desejo, quando sua pequena kyoko se tornara um mulher tão sensível ao seu toque?, a mais de doze meses ve-lo nu no banho não causara nela qualquer reação mas agora um simples toque arrancara-lhe um gemido dos labios e carregara sua face com aquela expressão cheia de malicia

–eu preciso ir agora

deixou o carro as presas e já seguia rumo a sua morada quando ouviu o a porta do carro bater e o som de passos rápidos de aproximando, caminhou mais rápido a fim de não ser alcançada já estava próxima a entrada quando seu braço foi pego e antes que pudesse se dar conta já encontrava-se presa entre a parede ao lado da entrada e os braços de ren, devido a escuridão do local não pode ver a expressão do moreno mais algo lhe dava a certeza que o mesmo estava sorrindo.

–esta com medo de mim mogami san?

Sentiu o calor do corpo dele junto do seu, as palavras ditas em tom rouco apenas fazia com que o formigamento que sentia em suas pernas se espalha-se por todo o seus corpo, sentiu uma das mão de ren tocarem suavemente o seu rosto mesmo não podendo ve-lo claramente algo dentro de si lhe dava a impressão de ren estava se divertindo a provocando daquela maneira

enquanto tocava o rosto dela não podia simplesmente controlar o aperto que sentia em seu peito, desejava simplesmente toma-la em seus braços e ali mesmo em seu carro fazer amor com ela, seu corpo sentia falta do corpo de kyoko, seu coração ansiava poder estar ao lado dela, todo seu ser a desejava junto de si, mas realizar tais desejos apenas a fariam sentir-se ainda mais miserável quando acabasse por descobrir tudo, ama-la seria interpretado como se ele estivesse a se aproveitar da fragilidade dela.

Mesmo com tais pensamentos não podia evitar toca-la, tinha certeza do amor dela por ele e sentia ama-la na mesma medida por isso ainda que sua mente lhe impusesse inúmeras barreira todas caiam por terra na presença dela e seu corpo rebelde seguia as ordens do seu louco coração, por isso agora a tocava sentindo a calidez de sua adorada pele

estava completamente envolvida naquele toque ao ponto de seu corpo sobressaltar-se ao ouvir um ruido próximo de onde estavam, pelo o que ela considerou como sendo um reflexo, ocultou-se junto de ren mas dentro da escuridão evitando que a claridade da porta recém-aberta pudesse revela-los.

–por que aquela estupida esta demorando tanto?

mesmo sem ve-lo podia sentir os olhos de ren sobre si a lhe perguntar do por que de sho acabar de sair do mesmo local onde ela vivia e aparentemente estar a sua espera, amaldiçoou o loiro em pensamento enquanto o mesmo agora parecia fitar o carro parado a poucos metros da entrada

–aquele carro, já o vi antes

por que alguém tão idiota quanto o fuwa tinha uma memoria tão boa, pensou o moreno ao ter seu carro reconhecido pelo cantor que agora se aproximava do veiculo

–ouvi dizer que aquele cara iria voltar, só não acredito que aquela estupida tenha lhe passado o seu novo endereço pensei que manteria segredo sobre o fi.....

deteve-se em sua fala e sua caminhada rumo ao carro, apos receber o que julgou ser uma pedrada nas costas, fitou o local procurando pelo agressor mais a escuridão não facilitava sua busca

viu com alivio o loiro retornar para dentro apos receber mais duas pedradas, conhecendo sho como conhecia kyoko sabia que certamente o cantor havia ido buscar uma lanterna para procurar seu suposto agressor, seu tempo para adentrar seu lar era limitado ou então sho a surpreenderia junto de ren

–boa noite tsuruga san

ainda confuso por ver sho ali e ouvir que ele e kyoko guardavam um segredo que ele aparentemente não poderia saber, não conseguiu deter kyoko a tempo limitou-se então a dizer-lhe um simples boa noite antes que a mesma sumisse de seu campo de visão para o interior do imóvel.

Retornou ao carro, lançou um olhar a única janela ainda aberta dentre os vários apartamentos daquele prédio, por um momento julgou ser aquele o apartamento de kyoko mas ao ver uma mulher cuja a face não poderia identificar devido a distancia, segurando o que parecia ser um bebe cujo o choro se ouvia fracamente ali compreendeu que errara de janela, ligou o carro disposto a obter no dia seguinte de um certo agente algumas respostas.