Em luta pelo amor
20 Babá
Notas iniciais
CAPITULO XX
–presidente
sorriu ao ouvir a voz do rapaz, kuu já havia lhe dito que kuon recuperara a memoria mas somente após ouvi-lo chamando de presidente foi que tudo se tornara real para ele.
–ren
–sim, me desculpe por causar tantos problemas
–não se preocupe com isso, divulguei a imprensa que você esta de férias
–presidente como a mogami san esta?
–essa pergunta é difícil de responder
–ela sabe o que houve?
–ela sabe apenas que seus pais o levaram para se recuperar, mas não consegui dizer a ela que você estava com amnesia
–mogami san deve ter se sentido abandonada, no fim acabei agindo como o fuwa e a magoando
–mogami san compreendera quando souber da verdade, estou disposto a contar a ela se me der seu consentimento afinal é assunto que diz respeito a você
–sobre isso presidente, poderia não dizer a ela
–hum...
–quero falar com ela pessoalmente
–ren, não sei se kyoko ira querer falar com você sem saber a verdade
–sou o senpai dela, sei que sua rígida educação não ira permitir que ela me ignore
–o que esta tramando ren?
O ator sorriu, em geral era ele quem fazia esse pergunta ao presidente, agora compreendia o por que de lory gostar tanto de armar planos contra ele, era chegada a sua vez de deixar o presidente no suspense
–não sei do que esta falando presidente
lory tinha certeza de que naquele momento havia um daqueles sorriso supostamente inocentes na face de ren, sorriu feliz por ver que ele realmente retornara.
–quando volta?
–ainda tenho que terminar o tratamento mas pretendo voltar o quanto antes
–estarei esperando
desligou o telefone após se despedir, não podia dizer claramente o por que mas algo na voz de lory lhe dizia que ele não era o único a estar tramando algo, era melhor usar o tempo que ainda teria de ficar na América para se preparar para o pior.
**************** três meses depois***********************************
Três meses já haviam se passado desde o nascimento do filho, se dependesse somente da sua vontade passaria o dia inteiro perto do seu pequeno príncipe, mas havia dado sua palavra ao presidente de que se tornaria uma grande atris por isso não podia prolongar por mais tempo aquela licença, era grata por não ter tido que trabalhar nos últimos meses de gravidez, ao menos não oficialmente já que continuara tendo de cozinhar e conviver com o idiota do shotaro, felizmente após o nascimento moko san a convidou para morar com ela em um apartamento que a morena havia logrado conseguir, mesmo a morena não lhe pedindo nada kyoko fazia questão de ajudar com as despesas.
Kyoko não sabia mas na verdade o apartamento supostamente alugado por kanae era na verdade seu, uma vez que kuu pedira a lory que o comprara como presente a futura nora e ao seu neto, como não podia revelar a origem do presente ainda nem podia deixar kyoko vivendo sozinha com o bebe o presidente conseguira convencer kotonami a participar daquela mentira, o que a morena concordou de bom grado.
A porta do elevador se abriu a permitindo passar com o bebe, minutos depois deixava o filho e a bolsa com tudo que o bebe necessitaria com a pessoa que se comprometera a cuidar do bebe naquela tarde.
–se alguma coisa acontecer com o kaoru, shotaro eu....
–vai logo estupida
disse o loiro já cansado de ouvir a lista de instruções que a garota repetia a quase meia hora, o garoto era só um bebe o que podia haver de complicado em cuidar de um bebe?
–ligue se não conseguir cuidar dele
–tchau
sho fechou a porta na cara da garota,
–agora somos só nos dois, o que faremos primeiro
sorriu ao ver a TV, quando era pequeno adorava assistir TV por isso seguiu com o bebe rumo a sala, onde o acomodou em meio as almofadas, os olhinhos azuis o fitavam com interesse enquanto se recostava e ligava o aparelho usando o controle.
–a policia prendeu o sequestrador de bebes que....
–noticiário não
começou a mudar de uma canal para outro buscando algo que fosse interessante, quando por fim logrou encontrar um canal com conteúdo mais infantil, um grito súbito vindo de um dos apresentadores fantasiados assustou o bebe que começou a chorar compulsoriamente, apanhou o pequenos nos braços passando a balança-lo, mas o bebe continuava a chorar
–isso sempre funciona com aquele estupida
o bebe chorou ainda mais forte
–ta ela não é estupida, agora para de chorar, nunca ouviu dizer que homem não chora, mesmo sendo apenas uma miniatura você ainda assim é um homem.
Quanto mais falava mais o bebe chorava, era como se ele não suportasse o som de suas voz,
–só o bebe daquela estu...da kyoko para não gostar da minha voz
começou a balançar o garoto com um pouco mais de força
–sua mãe não era assim antes sabia, ela não nasceu me odiando, na verdade ela me amava assim como ama você, não exatamente igual, digamos que se na época eu correspondesse o amor dela hoje você seria meu.
Corou ao pensar nisso, o choro do bebe o trouxe de volta do seu devaneio
–sua mãe adorava minhas musicas,
sorriu para o pequeno, que embora continuasse a choramingar agora o olhava
–quer ouvir a musica pela qual descobrir estar apaixonado pela sua mãe
o bebe estava fazendo careta para chorar novamente quando sho começou a cantar, prisioneiro não era exatamente uma musica para crianças mas o pequeno parou de chorar logo que ouviu as primeiras frases
–tenho a voz de um anjo não é ?
viu o pequeno o olhar e por um breve momento sorrir, sorriu retribuindo ao gesto do menino foi então que seu ofato descobriu com pesar que o sorriso não se devia exatamente a musica.
–você é igual aquele cara, se faz de bonzinho apenas para enganar as pessoas.
Seguiu para o quarto onde apanhou o itens necessários para trocar o bebe, deixando o pequeno sobre a cama se levantou buscando ar fresco
–vamos lá sho você consegue fazer isso
disse a si mesmo antes de iniciar o trabalho, passou o álcool nas mãos a fim de purifica-la, com calma retirou a calça do bebe logo em seguida abriu um dos lados do que naquele momento lhe parecia ser como uma bomba de gás metano, abriu o outro lado e reunido todo ar que pode retirou a frauda a qual atirou rapidamente no pequeno lixeiro que havia deixado próximo a cama.
Viu o garoto sorrir e tão logo apanhou alguns lenços umedecidos e os aproximou do alvo, o pequeno começou a mexer as perninhas agitadamente como se quisesse impedi-lo de limpar a região
–você é bem porquinho sabia
sorriu ao ver que o pequeno simplesmente ignorou suas palavras, sentou-se na cama resignado a esperar que o pequeno se cansasse da repentina brincadeira, foi quando a campainha soou
–você fica aqui
já estava deixando o quarto quando a ideia de que o bebe poderia cair da cama lhe ocorreu, mas o que fazer não simplesmente não podia um bebe semi e sujo para a porta iriam pensar que ele era algum tipo de pervertido, apanhou uma toalha de dentro do guarda roupas e enrolou o bebe seguindo como o mesmo ate a porta.
–boa tarde, a mo me pediu para....
a morena a sua frente parou de falar passando a fitar de modo curioso o bebe em seus braços
–o que aquela estupida quer agora?
Não estava afim de ser gentil com a amiga daquela idiota, desde que a conhecera aquela garota o tratava com indiferença, não que isso lhe importasse realmente mas a presença dela sempre ao lado de kyoko o incomodava, ele sempre fora o melhor amigo dela mas agora aquele garota era quem ocupava o seu lugar além disso foi o convite dela que tirara kyoko do seu apartamento, por essa razão não conseguia sentir simpatia por ela.
–isso é uma toalha?
–sim
respondeu de modo curto e grosseiro, não esperando porem que a garota arrebatasse o bebe de seus braços e sem qualquer cerimonia adentra o apartamento dele.
–onde é o quarto?
–não é da...
sem esperar pela resposta, viu a garota adentrar o local que tinha aporta ainda aberta e colocar o bebe sobre a cama, passando então a limpa-lo com uma habilidade quem nem mesmo kyoko possuía
–me passe o talco
–hum...?
–a mo deve ter trazido na bolsa
sho revirou a bolsa sobre a cama encontrando o frasco do pedido talco, quando o pó se espalhou pelo ar não pode negar que aquilo realmente cheirava bem.
–poem a frauda
não águardou a resposta do cantor, apanhou o sexto de lixo e se retirou do quarto, onde kyoko estava com a cabeça para deixar o bebe com um cara irresponsável como fuwa, nunca em sua vida desejara tanto que ren estivesse ali como desejava agora já que o mesmo parecia alguém bem mais responsável que a garota, após livrar-se do lixo que deixaria toda a casa cheirando retornou para o quarto, não pode conter o riso ao ver sho com o bebe no colo enquanto as fraudas do mesmo haviam caído para as pernas.
–do que esta rindo?
Viu o bebe ser pegue de seu colo e novamente posto sobre a cama
–se deixar as fraudas muito frouxas elas irão cair
sem admitir que fizera algo errado kanae viu o loiro se aproximar e passar a prestar atenção ao que ela fazia, sorriu ao pensar que talvez o fuwa não fosse o cretino arrogante e narcisista que ela pensara
–ja o alimentou?
–hum
seus olhos encontraram os da morena quando esta já com o bebe nos braços, lhe lançara aquela pergunta
–não
–sabe preparar a mamadeira
–aquela estupida deixou pronta
–mesmo sendo leite do peito você precisa morna-lo
estranhou o fato da face do loiro ter ficado levemente ruborizada
–pervertido
–para vocês mulheres talvez seja fácil falar tão abertamente em peitos, mas para nós homens não é
embora houvesse hostilidade na voz dele ela podia ver o quanto ele estava constrangido, sorriu ao pensar que o loiro também tinha seu lado fofo, recriminou a si mesma por tal pensamento.
–segura ele.
apanhou o bebe seguindo a garota que agora caminhava rumo a sua cozinha
–preciso de uma panela
–armário de baixo terceira porta
surpreendeu-se ao ver como os utensílios do cantor eram limpos e organizados, na verdade todo o apartamento era daquela maneira
–para mornar o leite esquenta-se a água primeiro, quando levantar fervura você desliga e coloca a mamadeira dentro
não tinha qualquer interesse em aprender aquilo mas sabia que se falhasse em cuidar do filho de kyoko a garota não teria mais confiança nele, havia feito muito durante a gravidez para recuperar a confiança dela não poderia por tudo a perder agora.
–me de sua mão
fitou a garota um pouco desconfiado mas por fim estendeu a mão e ela
–precisa testar a temperatura do leite na sua mão, ele precisa estar bem morno para não queimar a boca do bebe
sentiu a temperatura daquele pequena gota de leite não pode evitar pensar que o mesmo provinha de kyoko, tal pensamento lhe causou uma sensação estranha que procurou rapidamente afastar de sua mente.
lavou as mãos assim que a garota pegou o pequeno de seus braços e seguiu com ele para a sala, após secar as mãos seguiu para o mesmo local onde agora kanae amamentava o bebe, de algum modo aquela cena lhe pareceu realmente bela, balançou a cabeça afastando tais pensamentos
–precisa manter o corpo dele levemente inclinado para não afoga-lo, quando ele terminar precisara faze-lo arrotar
–sim
por que estava obedecendo aquela garota afinal?
Com sho perdido em seus próprios pesamentos a sala mergulhou em um completo silencio enquanto o bebe se alimentava, quando por fim kaoru terminou kanae se pos em pe e depositou o bebe nos braços do loiro que estava em pé a poucos passos a sua frente
–precisa segura-lo de pé
sho sentiu a morena colocar um pano em seu ombro enquanto se aproximava do bebe em seus braços, podia sentir o calor do corpo dela junto ao seu , o perfume delicado adentrava por suas narinas lhe causando um estranho formigamento, a mão delicada tocando seu ombro para manter o pano no local enquanto a outra depositava leves palmadas nas costas do bebe, o pequeno arroto chamou sua atenção, voltou o rosto para fitar o do pequeno foi só então que percebeu o quanto ele e kanae estavam próximos
–pronto
disse a morena sorrindo de modo encantador
concentrada no bebe não havia percebido os olhos do fuwa sobre si, quando se deu conta que ele a encarava se afastou.
–a mo me pediu para ver se o kaoru estava bem,
–aquela estupida não confia mesmo em mim
–preciso ir agora
a morena se despediu e as presas deixou o local, sorriu ao ver como o pequeno nos seus braços parecia mais tranquilo agora que a garota havia cuidado dele, aquela atris parecia entender muito de crianças, talvez se tornar próximo dela não fosse tão ruim assim afinal poderia aprender coisas com ela para impressionar kyoko.
****
–takarada san, sua ligação foi completada
–obrigado sebastian
–com sua licença
o mordomo deixou o escritório enquanto com um sorriso nos lábios lory levava o telefone para junto de seu rosto
–boa tarde
a pessoa do outro lado da linha respondeu ao seu cumprimento sem muita cerimonia
–serei breve, soube que recentemente desistiu de sua carreira e gostaria de saber se esta interessado em trabalhar para mim
–não tenho nenhum interesse em ser ator
–a lme não produz apenas atores, alias não tenho pretensão de contrata-lo como ator
–que tipo de trabalho seria?
–um diretamente ligado aquela pessoa
–hum...
–sei que tem admiração pela pessoa em questão por isso acredito que o trabalho lhe seria agradável
–o que eu teria de fazer
–você seria o novo empresario dessa pessoa
a pessoas do outro lado da linha sorriu, estava realmente cansado de seu antigo trabalho por isso decidira tomar um tempo, afinal havia começado aquilo apenas como um passatempo mas se tornara algo enfadonho, agora outro emprego ainda mais interessante lhe estava sendo ofertado e realmente estava inclinado a aceita-lo
–não sei nada sobre ser um empresario
–quando isso não se preocupe, se aceitar tera todo o treinamento que precisa
o silencio do outro lado da linha o deixou realmente animado frente a possibilidade da pessoa aceitar sua oferta, sorriu quando ouviu a voz soar através do aparelho
–quando começo
–se possível compareça a lme ainda hoje, iremos começar o seu treinamento tão pronto quanto seja possível
–estou a caminho
sorriu após desligar o telefone, estava confiante que poderia convence-lo só nunca pensou que faria isso com tanta facilidade, mal podia esperar para ver como as coisas seguiriam dali por diante, as coisas por ali realmente estavam para se tornar interessantes.
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