CAPITULO XVI

abriu os olhos sem saber onde realmente estava, foi quando recordou-se que no dia anterior recebera alta e retornara a casa dos pais, ainda sonolento sentou-se na cama sentindo uma repentina vertigem devido ao brusco movimento, seus olhos recobraram o foco e pode então observar o local onde estava.

A luz que adentrava pela janela lhe permitia observar cada detalhe do quarto, não era realmente o quarto de um adulto era?, havia uma estante com vários livros e algumas revistas, uma mesa de computador com um notebook, um relógio e alguns bonequinhos de criança, sorriu ao lembrar que os mesmo pertenceram a ele quanto pequeno.

Quando despertara naquele hospital sentia-se confuso, ao ver seus pais dentrarem o quarto se perguntou se realmente eram eles, aquela cena lhe parecia algo irreal quase impossível de acontecer, em uma conversa rápida descobriu que fora parar ali devido a um acidente de carro, aquilo soou um pouco estranho mas decidiu não perguntar nada ao pais, sua mãe estava muito emocionada e por isso sentia que não deveria fazer perguntas naquele momento, mas agora sozinho em seu quarto estava livre para tentar compreender o que estava acontecendo, embora tudo parecesse normal sentia em seu interior que algo estava faltando.

Em seu peito sentia um estranho vazio, como se houvesse esquecido de algo realmente importante, mas por mais que tentasse recordar o que era sua mente não conseguia lembrar de nada, sempre que tentava se forçar a lembrar, uma dor insuportável surgia e o obrigava tomar um dos remédios que lhe fora receitado.

Deixou a cama seguindo para junto do próprio guarda roupa, por algum motivo não conseguia se lembrar do que havia ali, com calma levou a mão a porta do mesmo e o abriu seus olhos mau acreditavam no que estava vendo, ali refletido no espelho estava a imagem de um completo desconhecido, um homem adulto próximo dos vinte anos, cabelos castanhos, realmente alto e de expressão madura, havia uma barba rala cobrindo sua face , passou a mão pelo rosto ainda não acreditando que aquela face pertencesse realmente a ele, seus olhos verdes eram os únicos que lhe davam a certeza de que a imagem refletia era realmente a sua.

Fechou a porta do guarda roupa seguindo para junto da comoda ao lado da cama onde na noite passada kuu deixara o que parecia ser sua carteira, após abrir a mesma apanhou sua identidade, a imagem ali era realmente a sua, revirou a mesma a procura de algo que pudesse lhe dar uma dica do que estava acontecendo foi quando viu uma quantidade alta de dinheiro estrangeiro o que lhe deixou ainda mais confuso, continuou sua procura, foi quando encontrou um papel dobrado apanhou o mesmo passando a desdobra-lo surpreendeu-se ao ver a imagem de uma linda garota vestindo trajes orientais, seus cabelos longos negros caiam sobre a face branca e pura, quem seria aquela linda garota?...e por que ele teria uma foto dela?..sorriu ao pensar que talvez fosse alguma namorada...não uma garota assim jamais aceitaria sair como um mestiço como ele.

–otou-san

kuu fitou o homem diante de si, era um pouco estranho pensar que seu filho não era mas o garotinho que um dia deixou seu lar, disposto a tentar a vida fora do país.

–kuon

–por que tem muito dinheiro estrangeiro na minha carteira?

–vamos conversa la na sala

kuon seguiu o pai sabendo que a escolha do local era por que a sala possuía uma mesa maior e assim caberia mais comida sobre a mesma, sorriu ao pensar que ao menos isso era algo que não lhe parecia fora do comum.

–kuon

viu o pai sentar-se junto da mesinha passando a se servir de alguns petiscos

–o dinheiro em sua carteira é seu, na verdade você possuiu uma conta com muito mais dinheiro do que esse em sua carteira, é um dinheiro que você guardou ao longo desse cinco anos que esteve no japão trabalhando

–trabalhando no Japão, em que?

–kuon você se lembra do boss?

–takarada san

–sim, por cinco anos você esteve trabalhando na agencia dele la no japão, você é o ator numero um da lme

–eu?... um ator...mas eu nunca consegui manter nenhum emprego, sempre errava as falas ou não era capaz de expressar o sentimentos dos personagens, como posso ser o ator numero da LME.?

–isso por que você se esforçou muito para conseguir isso kuon e você fez tudo isso sozinho, para provar a você e a mim que era capaz de vencer por si mesmo

–otou san estava no japão também?

–não, isso era algo que você precisava fazer sozinho

fitou kuu duvidando de suas palavras, conhecendo o pai como conhecia sabia que o mesmo não iria conseguir deixar seu amado filho ir sozinho para outro país

–Lory prometeu cuidar de você, por isso o deixei ir

–meu acidente, foi no japão ?

–sim, quando sua situação estava estável boss o trouxe para cá

–o takarada san?

–sim, no tempo em que esteve no japão você não era kuon hizuri, você usava outro nome e tinha outra aparência

–por isso meu cabelo esta dessa cor

–sim

kuu fitou o filho que naquele momento levava uma das mãos a cabeça

–kuon, não se force a recordar, os médicos disseram que com o tempo suas lembranças irão voltar, você só precisar seguir o tratamento rigorosamente

seus olhos encontraram os olhos aflitos de seu pai, as lagrimas de sua mãe o haviam feito compreender o quanto ele os fizera sofrer no tempo em que esteve fora por isso não queria seguir sendo o causador da dor de seus pais, simplesmente deixaria que suas lembranças voltasse com o tempo.

–sim

kuu sorriu para o filho, se dependesse apenas de sua vontade contaria tudo o que sabia a ele, mas os medico haviam lhe dito que o estado de kuon ainda era frágil, sobrecarrega-lo de informações forçaria seu cérebro a se esforçar para recordar tudo de uma só vez, e isso poderia leva-lo a demência considerando o histórico de depressão que o rapaz teve após a morte de rick.

–pai

foi chamado pela voz do filho

–o senhor conhece essa garota?

–hum...?

apanhou o papel que kuon lhe estendia, não pode deixar de sorrir abertamente ao reconhecer quem era a pessoa na foto.

–é minha filha

–hum...

sorriu vendo a expressão confusa na face do filho, mesmo sendo adulto kuon ainda era capaz de fazer expressões fofas com aquela

–quando estive no japão em visita a você ela cuidou de preparar minha comida

–ela é uma pessoa incrível

–você a conhece?

Por um momento kuu teve esperança que kuon houvesse se recordado de kyoko, mas a mesma se esvaneceu quando viu o rapaz negar com um gesto de cabeça.

–para ser capaz de cozinhar para o senhor ela deve ser alguém incrível

sorriu diante das palavras do filho, mas por dentro sentia-se triste

–por que a chama de filha, otou-san?

–ela cresceu sem os pais, por isso pedi a ela que me visse como seu pai e não seu sensei

–sensei, ela não era apenas sua cozinheira?

–ela é uma jovem atriz que possui extraordinárias qualidades como cozinheira, por isso boss pediu a ela que cuidasse das minhas refeições, em retribuição pelas ótimas refeições a ajudei com um pequeno problema de atuação que ela vinha tendo e acabei me tornando seu sensei.

–por que essa foto estava na minha carteira então ?

Kuu sentiu-se apreensivo ao ver a expressão seria no rosto do filho, gostaria mais simplesmente não podia deixa-lo se forçar a lembrar dela agora

–a foto foi um presente meu, assim você poderia conhecer sua nova irmã ela é bonita não acha kuon?

–sim muito bonita

kuu sorriu, talvez um dia filho pudesse se lembrar que aquela garota era alguém muito importante para ele.

***********

abriu os olhos sentindo todo o seu corpo pesado, sabia que deveria se levantar e ir trabalhar mas o sono simplesmente tornava aquela tarefa impossível, seus olhos já se fechavam novamente quando telefone começou a tocar.

–alô

–levanta logo estupida

–hum...

sentou-se na cama totalmente dominada pela ira ao reconhecer a voz tão odiada

–sho tá ro

–arrume suas coisas, chego em vinte minutos

ouviu a ligação ser encerrada antes que pudesse dizer algo

–shotaro idiota

deitou novamente foi quando se recordou que precisava ir trabalhar.

–onde pensa que vai estupida

já havia se arrumado e estava a alguns passos fora da pensão quando o carro do loiro se interpôs em seu caminho.

–não tenho tempo para suas idiotices, preciso ir trabalhar

–primeiro pegue suas coisas e entre no carro

–sho por que não me deixa em paz

o loiro simplesmente a colocou a força sem machuca-la dentro do carro, ordenando ao motorista que mantivesse as portas trancadas, seguiu rumo a pensão, minutos depois jogava no porta malas duas mochilas e uma pequena caixa contendo as coisas de kyoko.

–vamos

ordenou após sentar-se no banco ao lado do motorista, sabia que sentar-se ao lado de kyoko naquele momento iria colocar sua vida em risco

–o que esta fazendo sho baka?

estranhou o fato da garota se dirigir a ele de modo tão calmo, voltou-se para trás encontrando kyoko como uma expressão sonolenta, semanas atrás sem haver acreditado nas palavras dela decidiu pesquisar por si mesmo a respeito das diferentes doenças que kyoko poderia ter, foi quando descobriu que ela dizia a verdade, devido a sua pesquisa sabia agora que a sonolência dela era algo comum em seu estado.

–quero propor um acordo

–hum?

–esse filho é daquele cara não é?

pelo retrovisor interno viu a expressão dela mudar, seus olhos sonolentos agora refletiam dor e tristeza

–precisa cumprir sua palavra

voltou-se para ela com um sorriso debochado, mesmo sentindo-se triste interiormente

–considerando seu estado acho que não sera muito útil trabalhando na minha casa em kyoto, por isso a partir de hoje sera minha nova cozinheira

sorriu verdadeiramente ao ver kyoko se endireitar no banco tráseiro, seus olhos estavam agora carregados de fúria

–eu nunca...

–não me diga que sua palavra vale tão pouco, que você simplesmente se negara a cumpri-la.

–não

podia ver ela cerrando os punhos e a temperatura do carro caindo de repente, não queria verdadeiramente fazer aquilo mas sabia que era a única forma daquela estupida deixar ele ajuda-la, somente fazendo-a crer que aquilo era um castigo é que poderia cuidar dela.

–quero ter acesso a sua agenda, quando terminar seu trabalho o motorista ira busca-la para preparar minhas refeições, como conhece todos os meus gostos não terei o trabalho de lhe passar todas essas informações, quero pudim em todas as sobremesas e quando terminar seu trabalho o motorista ira leva-la de volta aonde quer que precise ir.

–baka

ele sorriu antes de prosseguir

–caso esteja curiosa do por que trouxe suas malas é simples.

–você come durante a madrugada, e detesta requentar a comida

kyoko realmente era a única pessoas no mundo que conhecia esse tipo de detalhe sobre ele, ninguém jamais poderia substitui-la

–preciso ir trabalhar agora

disse resignada, estava um pouco mareada por isso não tinha vontade de discutir com ele

ouviu o loiro ordenar o motorista a seguir para a LME, desde que ren sairá de sua vida tudo o que considerava ser um sonho simplesmente havia desaparecido, seu coração sentia-se novamente partido, mesmo sabendo que ren fora embora por sua culpa não podia deixar de pensar que ele já não queria mais ve-la, talvez ele fosse mesmo um playboy que após conquista-la simplesmente a esquecera, seu coração porem guardava ainda esperança de reve-lo, todos os dias ao chegar na LME sentia aumentar em si o desejo de encontra-lo por um dos corredores como sempre acontecia, queria almoçar com ele, saber que estava se alimentando direito e que haviam pessoas cuidando dele como yashiro sempre fazia, queria acreditar que ele estava bem e não se sentia sozinho.

sorriu ao pensar o quão irônico era, ela sempre o criticara por seus maus hábitos alimentares, porem agora que ren já não estava era ela quem passara a comer mau, sabia que precisava se alimentar bem, mas seus horários não lhe permitiam isso, o presidente não sabia mas ela aceitara outro emprego além do que tinha na lme.

Desde que descobrira que estava gravida sua vida mudara, jamais em sua vida havia pensado em ser mãe, isso por que não se julgava capaz de criar um filho, nunca conhecera o que era o amor de um pai ou uma mãe, como poderia então amar ao seu filho?...mas a medida que se tornava consciente de que dentro de si estava o filho do homem que amava, uma pequena parte dela e de ren que se uniram para formar esse novo ser, começara a sentir afeição pelo bebe e agora havendo passado quatro meses já não podia se imaginar sem o filho, por isso estava ciente de que se queria cria-lo precisava se dedicar ao máximo para isso.

Quando não pudesse mais disfarçar sua barriga teria de contar ao presidente, como não sabia do namoro deles ela simplesmente não diria a ele quem era o pai do bebe, sabia que devido a gravidez corria o risco de ser mandada embora da lme, afinal quem contrataria um aspirante a atriz gravida?...

talvez o presidente a deixasse ficar trabalhando na sessão love-me somente, mas quando já não conseguisse trabalhar como iria se sustentar?...por isso agora se empenhava em dois empregos para assim conseguir dinheiro suficiente para se manter ate alguns meses após o nascimento do bebe, os donos da pensão haviam dito que ajudariam a criar o filho, logo que soube da gravidez contou a eles e os mesmos a apoiaram sem perguntar nada a respeito do pai do bebe, aquele casal era como os pais amorosos que ela nunca tivera.

–moko san

sho teve um sobressalto ao ouvir o grito que provinha da garota no banco de trás, o silencio dela o havia feito acreditar que mesma houvesse dormido, ordenou ao motorista parar o carro

–mo

se aproximou do carro ao ver kyoko dentro do mesmo, foi quando a porta se abriu dando passagem ao loiro de óculos escuros usando uma jaqueta marron, camisa preta e calçar da mesma cor, sua postura era imponente e soberba como sempre aparecia na TV, viu sho passar por ela seguindo para a loja de conveniências ainda semi deserta aquela hora da manha.

–moko san o que faz aqui?

–como assim o que faço aqui, estou comprando aqueles doces que você pediu

viu os olhos da garota brilharem, entregou a sacola pela janela para a garota que passou a devora-los, sorriu ao ver como kyoko parecia feliz, desde o sumiço do tsuruga ren que não via sua amiga contente daquela maneira

–entre

surpresa voltou-se para trás apenas para encontrar os olhos claros do cantor que a fitavam com um expressão que no momento ela só pode interpretar como sendo gratidão.

–a estupida esta indo para a LME também

–obr

–não precisa agradecer a esse idiota, moko san.

–quem aqui é idiota kyoko estupida

–quem mais seria shota

empurrou um dos doces contra a boca da garota impedindo-a de falar seu nome completo, empurrando de leva a garota janela adentro abriu a porta deixando a morena entrar

–kyoko, se sujar meu carro vai limpar

–baka

kanae não pode deixar de se surpreender com aquela situação, sempre pensara que kyoko e o fuwa fosse inimigos mortais mas diante daquela situação tinha duvidas se aqueles dois realmente se odiavam, era certo que kyoko amava ao tsuruga ren, mas também era inegável o fato de ela e o fuwa possuíam um laço muito forte que pendia entre o amor e a amizade.

–kyoko, quando tiver desejos pode me dizer

por alguma razão que não compreendeu viu a garota sentada no banco de trás ficar vermelha, foi só então que percebeu como estranha soara suas palavras para alguém que não soubesse da situação atua de kyoko, voltou-se para frente procurando ocultar seu próprio constrangimento

–shotaro baka, não diga coisas estranhas na frente da moko san

–kyoko estupida eu já disse para me chamar de sho

disse o loiro agora constrangido por seu nome verdadeiro, fitou a morena pelo retrovisor, a mesma tinha as faces rubras como se contivesse o riso

–foram meus pais que escolheram esse nome

–hum...?

a voz do loiro a sua frente não soara de modo arrogante como antes, na verdade podia ate presumir que havia um tom de timidez naquela voz, era como se estivesse tentando justificar algo vergonhoso.

–kanae é um nome bem incomum também

surpreendeu-se ao ouvir aquilo, ela não iria rir no nome dele, nem fazer piadas idiotas como seus antigos colegas de escola faziam?

–moko san, você também sofreu preconceito por causa do seu nome?

Os olhos ambares a fitavam cheios de lagrimas, nas ultimas semanas kyoko estava ainda mais emocional do que antes, certamente se devia ao fato de ren não estar ali, ela sentia falta dele por isso chorava por qualquer razão

–mo não precisa chorar

–no atual estado dela isso é algo normal

–sho...ta...ro

–hum...?

kyoko tinha o olhar cheio de fúria, compreendeu então que a gravidez ainda era um segredo que somente ele sabia, sorriu pensando que era hora de dar o troco a ela por haver revelado seu nome aquela morena, que em uma segunda olhada ele ate poderia considerar bonita.

–mo...não esta escondendo nada, esta?

–moko san eu...

–se não me disser não serei mais sua amiga

sorriu divertido, aquele garota tinha uma certa crueldade que ele estava começando a apreciar, ver o olhar de panico de kyoko estava sendo algo realmente divertido.

–eu não posso moko san, me perdoe

–não me chame mais de moko san,

–mo...ko..san

–kyoko estupida vai acabar molhando o banco com suas lagrimas

embora tentasse parecer cruel, ela podia perceber o tom divertido na voz do cantor, kyoko parecia ser a única que ainda não percebera que tudo não passava de uma brincadeira

–moko san, eu não posso perder você também

voltou-se para trás surpreso ao ver que kyoko agora chorava de modo sentido, ela havia levado tudo a serio, estava aponto de dizer algo mas se manteve calado ao ver que a tal kanae abraçava kyoko tentando consola-la

–mo não chore, estávamos brincando com você, eu nunca vou deixar de ser sua amiga

por mais que tentasse não conseguia fazer a garota parar de chorar

–se não parar vou contar tudo

viu kyoko se acalmar ao poucos

–preciso descer

–hum

–para o carro logo sho baka

–parou o carro vendo a garota seguir para o posto de gasolina ali perto

–o que ela tem?

Sentiu um estranho arrepio percorrer seu corpo quando os olhos do loiro fitaram os seus.

–você é a melhor amiga dela não é?

–sim

não podia negar que os olhos dela tinham um coloração bonita

–aquela estupida esta gravida

viu a expressão de surpresa no rosto da morena, sorriu satisfeito ao ver que ele era o único para quem kyoko havia contado sobre a gravidez, levou a garrafa de água que comprara minutos atrás aos lábios

–é seu?

quase engasgou com o liquido, era possível que aquele estupida contara ate para o presidente da LME sobre o que havia acontecido entre eles e nunca contara a melhor amiga, considerando que kyoko sempre lhe escondera o tempo que passava chorando escondida com uma tal fada corn, era bem provável que ela escondesse isso daquela morena também.

–não, eramos o que se pode chamar de amigos de infância

levou a água aos lábios novamente pretendendo saborear o liquido gelado

–mas, a ama não?

Levou a mão aos lábios sentindo que um pouco do líquido escapara entre seus dedos, aquela garota estava definitivamente tentando mata-lo afogado, respirou com calma tentando evitar ter um ataque de tosse, já calmo tapou a garrafa devolvendo-a ao porta luvas.

–é tão obvio assim

–so a mo não percebe

–aquela estupida, esta gravida daquele cara agora, então é obvio que não tenho chance, por isso não diga nada a ela

–aquele cara, poderia ser...

–tsuruga ren

adentrou o carro que estava mergulhado em um completo silencio, a distancia podia jurar que vira moko e sho conversando mais certamente fora apenas impressão sua, com kyoko já no automovel o mesmo segiu para a LME