Em busca de um final feliz
28 Um pedido de desculpas
Notas iniciais
[...]
Nervosa Regina pergunta:
—Eles estão vivos?
Robin estava tirando sua tia de dentro do carro.
—A pulsação dela está fraca.
Ele disse com os olhos marejados. Regina correu até o corpo de Giselda e disse:
—Dona Giselda! Dona Giselda,fale comigo. Por favor fale comigo.
Regina tocava no rosto de Giselda.
No entanto,o desespero de Robin chamou sua atenção.
—Magnus! Magnus não! Você acabou de voltar... Por que? Por que?!
Regina se aproximou e percebeu que ele estava morto.
—Ai meu deus!
Ela colocou as mãos no rosto enquanto lágrimas lhe escorriam pela face.
Escutaram um gemido, e olharam dentro do carro, era João.
—Ele está vivo!
Robin exclamou, Regina foi até ele, e ambos tiraram João de dentro do veículo. Infelizmente Gregório também havia falecido.
—Nós precisamos leva-los ao hospital!
Regina exclamou.
—Sim vamos!
—Ligue para o meu pai, e diga para ele nos encontrar no hospital.
Alguns minutos depois,adentraram ao hospital apressados.
—Senhora prefeita! O que aconteceu?
Whale perguntou.
—Por favor Whale depressa! Temos duas pessoas feridas precisando de socorro urgentemente! Faça o que for necessário para salva-los.
—Tudo bem Regina,vou providenciar tudo.
Logo ambos já estavam na sala de operação.
Regina estava escorada na parede tomando café, e Robin caminhava nervoso de um lado para o outro.
Antony chega ao hospital.
—Onde eles estão?
Ele pergunta agitado.
—Já estão na cirurgia.
—Tudo bem. Vou ver o que eu posso fazer. Filho tente ficar tranquilo.
Antony toca no ombro de Robin.
—Eu não consigo... (Robin estava com os olhos marejados) Eu não posso perder minha tia de novo. Por favor salve ela pai!
Uma lágrima escorreu no rosto de Robin.
Antony se emocionou,aquela era a primeira vez que Robin o chamara de pai...
—Vou fazer o possível filho! Daria a minha vida a ela se fosse preciso!
—Não precisa fazer isso! Também preciso do senhor!
Antony comovido abraça seu filho rapidamente. E logo em seguida corre para a sala de cirurgia. Ele era o médico chefe do hospital.
Regina observava o ocorrido, sabia o quanto Robin havia sido relutante com seu pai. E apesar de estar morando a poucos dias na mansão já havia percebido que a relação entre eles não era de pai e filho. Até agora,até aquele momento.
Ela pensava como era incrível que os momentos de dificuldades aproximavam as pessoas.
Eram 04:00 da madrugada,já fazia 6 horas que estavam esperando. Robin e Regina aguardavam notícias. Antony se aproxima deles, que ao mesmo tempo perguntam:
—Como eles estão?
Antony suspira e diz:
—Por enquanto ambos estão estáveis, vocês os encontraram na hora certa,mais uns minutos e não sobreviveriam. Mas pode haver complicações...
—Que tipo de complicações?
Regina pergunta.
—A pancada na cabeça que eles sofreram foi muito forte... Temo que possam ficar em coma.
Regina indignada diz:
—O que? Não pode ser! O senhor tem que fazer alguma coisa.
Robin confuso pergunta.
—Eu ainda não sou acostumado com as coisas desse mundo... O que exatamente é um coma?
Seu pai responde:
—É quando uma pessoa fica inconsciente, dormindo. Alguns quando acordam perdem parte da memória...
Regina caminhava impaciente de um lado para o outro.
Robin continuava a questionar.
—E quanto tempo dura isso?
—Depende do caso,talvez dias,semanas,meses ou...ou...
—Anos.
Regina completou.
—Mas que merda!
Robin gritou chamando a atenção de algumas pessoas que estavam próximas.
—Calme filho, vocês estão nervosos e agitados, é melhor voltarem para casa e descansarem um pouco.
—De jeito nenhum!
Os dois respondem.
Antony leva Robin para um canto e diz:
—Não é bom que Regina fique aqui por muito tempo...Isso não é bom para o bebê. Ela precisa de tranquilidade, você precisa leva-la de volta para casa, e só você pode convence-la,por que ela é um pouco...
—Teimosa.
Robin completou.
—Prometo que vou te avisar se acontecer algo por aqui...
—É o senhor está certo. Senhora prefeita é melhor irmos para a fazenda,minha tia não iria gostar de te ver por aqui tanto tempo, conhecendo ela, não gostaria de que você e o nosso bebê não descansassem.
Os dois se olham, a palavra NOSSO, havia lhes causado uma sensação estranha.
Por fim Regina responde:
—Tudo bem. Qualquer coisa o senhor me avisa?
—Pode deixar querida.
Ambos se despedem.
No caminho de volta para a fazenda os dois permaneciam em silêncio. Robin estava com os olhos marejados, seu cabelo bagunçado...Regina percebeu que ele não estava bem.
Derepente ele para a caminhonete e diz:
—Desculpe. Eu preciso de alguns minutos.
Ele desce do carro em direção ao campo. O céu estava estrelado.
Regina vendo ele se afastar resolve descer e ir atrás. Estava preocupada por mais que não admitisse.
Assim que se aproximou ouviu a voz dele falando. Robin conversava com as estrelas.
—Eu sei que tenho estado um pouco ausente em nossas conversas... Quer dizer minhas conversas. Enfim esse mundo não é como Wandervell, ou Floresta Encantada. É tudo tão diferente. Já me perguntei diversas vezes o que estou fazendo aqui? O que estou fazendo aqui? Não sou o mesmo Robin de antes, e sei muito bem disso. Cometi tantos erros nessas últimas semanas,mais do que em meus 35 anos... E agora estou sendo castigado por eles.
Não nego que fui irracional, agora sei quemeu ódio e desejo de vingança me cegaram e fizeram com que eu virasse outro homem. Sei que cometi equívocos,mas acho que eu devia paga-los, eu que tinha que estar em uma cama agora. Não minha tia, ou meu amigo. Gregório e Magnus não deveriam ter morrido. Passei tanto tempo culpando os outros pelas minhas falhas. E tem... tem...o Roland. Como vou contar tudo isso para o nosso filho? Como vou... Me sinto tão sozinho! (Lágrimas escorrem pelo seu rosto.) Por favor Marian me dê um sinal de que as coisas vão ficar melhores...
Naquele momento Regina na tentativa de se aproximar mais, acaba pisando em um galho, chamando a atenção de Robin que se vira rapidamente.
Os dois ficam se olhando durante um tempo. Regina havia escutado todo o desabafo dele, estava comovida com aquelas palavras.
—Você está bem?
Ela pergunta.
—Vou ficar.
Ele limpa suas lágrimas e segue em direção a caminhonete.
Cerca de 20 minutos depois entravam em casa, eram aguardados por Isabel e Roland. Vendo seu filho ainda de pé pergunta:
—Roland o que você está fazendo acordado a essa hora?
—Não consigo dormir papa.
Regina subia os primeiros degraus da escada, mas parou ao ouvir a pergunta de Roland.
—Pai o que aconteceu com a vovó Giselda? E os seus amigos eles estão bem?
Robin se ajoelha e olha para o filho.
—Filho... Aconteceu um acidente hoje. E... E bom você sabe que sua avó e os nossos amigos estavam no carro e infelizmente Magnus e Gregório estão lá no céu,viraram estrelinhas,encontraram sua mãe.
Roland começa a chorar e diz:
—E a vovó Giselda? E o tio João? Eles estão bem?
Uma lágrima escorre no rosto de Robin.
—É complicado filho...
—Por que papa? Por que tudo da errado... Primeiro perdi minha mãe,depois a vó Giselda, e agora que ela voltou vamos perde-la de novo. Eu não quero que a vovó Giselda vire uma estrela papa.
Regina comovida pelas palavras de Roland desce as escadas e vai até o menino, o pegando no colo e levando até a sala.
—Querido o que seu pai quis te dizer é que Giselda está em uma situação de saúde um pouco frágil,mas por enquanto está estável.
Regina limpa as lágrimas dele. Robin e Isabel estavam parados na porta analisando a cena.
—E o que significa estável?
—Ela não está bem,porém não está mal. Sua avó está dormindo,descansando.
—Sério mesmo? Então ela pode acordar?!
Roland pula do colo de Regina.
—Sim ela pode...
—Ela vai acordar amanhã? Quando amanhecer.
—Não sabemos querido, é possível que sim. Mas também ela poderá dormir por alguns dias.
Os dois estavam de mãos dadas.
—E você não pode salva-la? Você possui magia!
—Roland meus poderes não servem para esse tipo coisa, eu não posso curar pessoas. Não posso ajuda-la dessa maneira. Mas existe algo que nós dois podemos fazer.
—E o que é?
—Ter esperança,podemos visita-la todos os dias,levar flores,contar histórias...
Para ela sentir que é amada e que nos faz falta. Vamos cuidar dela até que ela acorde. O que você acha?
—Aham... Eu posso contar a ela a história do meu papa Robin Hood! E posso contar a sua história.
Regina sorri ao vêlo um pouco mais animado e diz:
—Acho que a minha história não seria tão interessante assim... Mas a do seu pai, o princípe dos ladrões é ótima.Tenho certeza que ela vai gostar.
Robin sentia-se mais aliviado em ver seu filho mais tranquilo.
Roland e Regina se abraçam.
—Que tal um leite morno e uma cama bem aconchegante hein? Já passou demais da sua hora de dormir.
Regina toca no nariz dele e se levanta.
—Só se você me contar uma história antes de dormir.
Os dois caminhavam de mãos dadas.
—Filho a senhora prefeita precisa descansar.
—Tudo bem senhor Hood, será um prazer!
Ela sorri para Roland que retribui.
Robin olha para os dois que o encaravam.
—Se não for incomodo tudo bem.
—De forma alguma.
Roland abraçou seu pai e lhe deu boa noite.
Isabel já trazia o leite de Roland, os dois subiram.
Roland tomou seu leite enquanto Regina começava a lhe contar a história de João e Maria. Regina acariciava o cabelo dele que nem ela fazia com Henry.... Levanta-se,mas sente as pequenas mãozinhas dele na sua.
—Regina fique mais um pouco. Dorme aqui hoje?
—Claro querido.
Regina se deita na cama ao lado dele e o abraça, pretendia ficar ali até que ele dormisse, entretanto acabou adormecendo.
Robin havia passado o resto da noite acordado preparando o funeral de seus amigos, todos os seus homens alegres eram o mais próximo de família um do outro. Aos poucos a notícia da morte de Magnus e de Gregório se espalhava...
Já se passavam das 09:00 da manhã quando Robin resolveu ir ao quarto de seu filho para ver como ele estava. Ao abrir a porta surpreendeu-se com o que viu. Regina e Roland abraçados dormindo.
Reparou o quão bonita era aquela cena. Apreciava a aproximação de ambos tão rependinamente. Ficou parado na porta durante um tempo, até ouvir o choro de Elizabeth. Com medo de que ela os acordasse foi até ela a segurou no colo e a pôs a ninar.
Regina levantou-se apressada ao escutar o choro de Elizabeth, percebeu a fresta na porta e a abriu devagar impressionou-se ao ver Robin com ela em seus braços conversando com ela suavemente. Percebeu que ela sorria olhando para ele.
Encostou a porta e entrou. Regina o olha e diz:
—Ela gostou de você.
—Não é a primeira vez que fico com ela... Não queria que ela acordasse vocês. Pelo que vi Roland não deixou que você saísse do quarto ontem. Espero que ele não tenha lhe incomodado.
—Não, seu filho é um menino muito especial.
—Você conseguiu descansar?
—Sim... Já pelo que vejo você não.
Regina fala o encarando percebendo que ele estava com a mesma roupa do dia anterior.
—Estava organizando o funeral. E mesmo se eu tentasse dormir eu não conseguiria.
— Seu pai te ligou?
—Sim. Ele disse que o estado de saúde deles continua o mesmo.
Ele suspira.
Elizabeth olha para Regina e sorri.
—Acho que ela quer você.
Robin a entrega para Regina. Ele fica a olhando segurar a menina. E diz:
—Obrigada.
—Pelo que?
—Por explicar toda a situação para o Roland eu não conseguiria dizer daquela maneira...Você fez como... como uma mãe faz com seu filho.
Eles se olham por um tempo.
—Não agradeça, eu adoro o seu filho e não gosto de vê-lo sofrer.
—De qualquer maneira obrigado.
Robin estava saindo do quarto, para na porta e cuida Regina com Elizabeth no seu colo.
—Re... Senhora prefeita.
—Sim.
—Desculpa? Pelas coisas que eu fiz a você.
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